domingo, março 03, 2024

Sondagem: AD ganha força no eleitorado jovem, CDU recupera terreno nos pensionistas

Sondagem do Cesop mostra que socialistas continuam a ser partido mais forte no eleitorado mais velho, mas diferença para a AD continua a reduzir-se. PS recua nos mais jovens. Mesmo perdendo agora algum terreno nos reformados, a Aliança Democrática (AD) continua a encurtar diferenças para o PS no eleitorado com 65 anos ou mais e mantém-se como a força política preferida, tanto entre os jovens como nos eleitores que têm entre35 e 64 anos. O PS também perde força junto dos pensionistas, ao passo que a CDU ganha fôlego nesta faixa etária.

Nesta sondagem do Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (Cesop) da Universidade Católica para o PÚBLICO, RTP e Antena 1, confirma-se uma tendência de vantagem da AD face ao PS em praticamente todas as categorias sociodemográficas: os socialistas só lideram entre os pensionistas e nos eleitores com menos do que o 3.º ciclo de escolaridade.

Entre os mais velhos, 27% tencionam votar AD (há uma semana eram 30%) e 32% no PS (no estudo anterior eram 37%), pelo que a coligação liderada por Luís Montenegro reduz a diferença para cinco pontos percentuais: na sondagem de Novembro do Cesop, PSD e CDS tinham menos 14 pontos do que os socialistas. Segue-se nesta fatia do eleitorado o Chega, com 8%, e a CDU, com 4% (a aliança entre comunistas e ecologistas cresce dois pontos face à semana passada).

Sondagem: AD e PS mantêm distância e voto útil perde força para partidos da esquerda


AD e IL somam 39% das intenções de voto, a mesma percentagem que o total de PS, BE, Livre e CDU. Os 2% do PAN poderão ajudar a decidir quem irá governar. E é afastado cenário de maioria absoluta. AD e PS recuam dois pontos percentuais cada e continuam separados por seis pontos. A Aliança Democrática (AD) e o PS descem dois pontos percentuais cada, enquanto BE, Livre, CDU e PAN sobem um ponto cada na sondagem desta semana feita pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (Cesop) da Universidade Católica para o PÚBLICO, RTP e Antena 1. Os dados demonstram, assim, um recuo do voto útil nos dois principais partidos e o benefício dos pequenos partidos à esquerda. Outra novidade na sondagem desta semana é que a AD, coligação entre PSD, CDS e PPM, mais a Iniciativa Liberal perfazem 39% (no estudo do Cesop da semana passada somavam 41%), a mesma percentagem que somam as intenções de voto no PS, BE, Livre e CDU, coligação entre o PCP e o PEV.

Dado o empate entre o conjunto das forças de esquerda e o bloco da direita (no qual não é tido em conta o Chega, porque tanto o líder do PSD, como o da IL, já recusaram qualquer tipo de aliança, seja governativa, seja parlamentar, com o partido de André Ventura), o PAN (que tanto se pode aliar à esquerda como à direita) poderia assumir, neste cenário, o papel de kingmaker, isto é, fazendo pender o seu apoio para um dos lados do hemiciclo e, dessa forma, contribuindo para definir quem irá governar.

Dos 1207 inquiridos, 33% declaram que tencionam votar na AD, baixando assim a intenção de voto em dois pontos percentuais, em relação aos 35% de há uma semana (números com distribuição de indecisos). O PS baixa também de 29% para 27%. A diferença entre ambos continua a ser de seis pontos percentuais, e está tangencialmente fora da margem de erro, que é de mais ou menos 2,8%. O BE sobe de 4% para 5%, o Livre de 3% para 4%, a CDU de 2% para 3% e o PAN de 1% para 2%. Com a mesma percentagem, em relação à última sondagem do Cesop, continuam o Chega, com 17%, e a IL, com 6%.

Opinião: Comemorar os 50 anos do 25 de Abril sem fantochadas e saudosismos. Pensamos apenas nos desafios ainda não vencidos

Sei que há uma Comissão na Madeira que está empenhada em promover condignas e adequadas comemorações dos 50 anos do 25 de Abril. Não precisamos nem de fanfarronices saudosistas, porque o tempo evolui, não pára... no tempo, nem fantochadas elitistas, porque provavelmente esse tem sido um dos erros destas comemorações ao longo dos anos, nem de cerimónias cheias de discursos de circunstância que nada dizem às pessoas, nem precisamos de palhaçadas político-partidárias, das quais emergem os conhecidos e habituais "donos" do 25 de Abril, os mesmos que iam dando cabo da revolução graças à fracassada tentativa de imposição de uma nova ditadura a um pais e a um povo que tinham acabado de libertar-se das amarradas de outra ditadura, de sinal contrário à que queriam impor e foram travados pelas força e pela razão.

No nosso caso da Madeira - onde o 25 de Abril chegou um ou dois dias depois dos acontecimentos, porque vivíamos numa região que vendia jornais no dia os jornais da véspera e ou as redacções recebiam os "rolos de papel" com as notícias da véspera, tudo isto num tempo sem telemóveis, com uma televisão apenas, com menos de uma mão cheia de rádios, sem telecomunicações dignas desse nome, sem  ada de moderno, eficaz e rápido neste domínio, tais os níveis de desenvolvimento precário então existentes - é fácil falar do 25 de Abril, porque sem ele não havia Autonomia, nem teríamos dado os passos, com defeitos e virtudes, porque na vida nada é perfeito, rumo a um futuro que há 50 anos ninguém sabia bem até onde nos levaria. O 25 de Abril que nos trouxe a Europa e com essa porta aberta trouxe condições para que Portugal e as suas regiões insulares dessem um salto qualitativo, desenvolvendo-se, modernizando-se, dando aos seus povos condições de vida e meios de afirmação que antes não dispunham. Não reconhecer isto é distorcer a História, negar esta evidência é desonestidade perante a verdade. Claro que o 25 de Abril trouxe a liberdade, mas também trouxe ameaças, devido a erros e abusos cometidos por uma "casta" se pseudointelectuais de pacotilha, que emergiu com os acontecimentos, fenómenos que tiveram que ser derrotados porque não passaram de encapotadas ameaças de imposição de totalitarismos encapotados, com base em modelos sociais e políticos fracassados na Europa e no mundo, de restrições à liberdade, às famílias, ao ensino, etc, tudo isso realidades concretas, não ficções. Factos incómodos nem sempre assumidos por falta de coragem e de dignidade na abordagem da História com verdade, por incapacidade de reconhecer os méritos e as virtudes do 25 de Abril, mas sem a dignidade e a coragem de reconhecerem os erros e as ameaças que a própria revolução gerou.

Sondagem Expresso/SIC. Indecisos muito acima das últimas eleições. E até 22% dos que já decidiram admitem mudar de voto

Indecisos voltam a subir e superam largamente os das legislativas de 2022. 61% dos inquiridos da sondagem ICS/ISCTE dizem que é “altura de mudar”. Mas 40% dos que escolhem o BE admitem mudar de voto e 31% dos que escolhem a IL também. Serão estas as eleições mais imprevisíveis de sempre? No arranque na campanha eleitoral, quando terminou o trabalho de campo da sondagem do ICS/ISCTE, havia ainda 18% de indecisos — um número que cresceu dois pontos face a janeiro, apesar dos 32 debates entre os candidatos e dos três meses de pré-campanha. Trata-se do valor mais alto desde o início da crise política, largamente superior à intenção de voto direta do Chega e não muito longe da que obtêm AD e PS. Mais significativo ainda, trata-se de um número largamente superior ao que apontava a última sondagem antes das legislativas de há dois anos: naquela altura eram 11,5% apenas, um número que desceu lentamente nos três meses anteriores à eleição.

Mas há dois dados adicionais a contribuir para a elevada imprevisibilidade desta eleição. O primeiro: um em cada quatro (24%) dos inquiridos não deu a “certeza de ir votar” — incluindo aqueles eleitores que já indicaram um sentido de voto, de 6% e 26% consoante cada um dos partidos. O segundo dado relevante é que 22% dos eleitores que já escolheram o seu voto admitem que a sua escolha não é ainda “definitiva”. São mais de um em cada cinco eleitores, embora sejam diferentes consoante o partido em causa (já vamos a esse ponto).

Sondagem da Católica dá 33% à AD, PS recolhe 27% dos votos e indecisos aumentam

AD e PS descem dois pontos face à última sondagem. O bloco de centro-direita, com a AD e a IL, recolhe 39% dos votos, os mesmos do PS, Bloco, Livre e CDU. Chega tem 17% dos votos e o PAN fica com 2%. Três dias depois do arranque oficial da campanha às legislativas, marcadas para 10 de março, a Aliança Democrática (AD), coligação que junta PSD, CDS e PPM, mantém intocada a margem de avanço face ao PS nas intenções de voto. Se as eleições fossem realizadas esta quinta-feira, a AD sairia vencedora, com 33% da intenção de votos e o PS surge em segundo lugar, com 27% de intenções de voto, descendo também dois pontos percentuais (p.p) em relação à última sondagem. Este é o resultado da última sondagem do Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (Cesop) da Universidade Católica para o Público, RTP e Antena 1.

A AD desce assim dois pontos percentuais face à última sondagem do Cesop divulgada há cinco dias, mas com os 6% dos votos arrecadados pelo Iniciativa Liberal (IL) os dois partidos de centro-direita têm a mesma percentagem de votos dos partidos à esquerda, isto é, 39%. Aos 27% do PS, somam-se, neste cenário, o BE com 5%, o Livre com 4% e a CDU com 3%. Destas contas ficam de fora o Chega, com 17% das intenções de voto, e o PAN, que não fecha a porta nem à esquerda nem à direita, com 2%.

Perante este cenário, e extrapolando para o número de eleitos, a AD iria eleger entre 86 a 96 deputados, enquanto o PS conseguiria entre 69 e 70 parlamentares. A bancada do Chega seria composta por 33 a 41 deputados, a IL por seis a dez e o BE entre cinco e sete deputados. A CDU ficaria com três a cinco parlamentares e o PAN cresce para dois deputados.

A sondagem revela ainda que o número de indecisos subiu de 17% para 20%, mas 84% garantem que vão votar. Há ainda 3% de inquiridos que vão votar branco ou nulo.

Ficha Técnica

Este inquérito foi realizado pelo CESOP–Universidade Católica Portuguesa para a RTP, Antena 1 e Público entre os dias 22 e 26 de fevereiro de 2024.

O universo alvo é composto pelos eleitores residentes em Portugal. Os inquiridos foram selecionados aleatoriamente a partir duma lista de números de telemóvel, também ela gerada de forma aleatória. Todas as entrevistas foram efetuadas por telefone (CATI). Os inquiridos foram informados do objetivo do estudo e demonstraram vontade de participar. Foram obtidos 1207 inquéritos válidos, sendo 43% dos inquiridos mulheres. Distribuição geográfica: 32% da região Norte, 22% do Centro, 32% da A.M. de Lisboa, 7% do Alentejo, 3% do Algarve, 2% da Madeira e 2% dos Açores.

Todos os resultados obtidos foram depois ponderados de acordo com a distribuição da população por sexo, escalões etários e região com base nos dados do recenseamento eleitoral. A taxa de resposta foi de 43%*. A margem de erro máximo associado a uma amostra aleatória de 1.207 inquiridos é de 2,8%, com um nível de confiança de 95% (ECO online, texto da jornalista Ana Petronilho)

Sondagem Expresso/SIC: Chega desce, AD sobe e passa PS - mas está tudo em aberto para as legislativas

Coligação de Montenegro passa o PS e recupera entre os mais velhos e os que têm menos estudos. A sondagem do ICS/ISCTE aponta para um empate técnico a poucos dias das legislativas, mas a maioria de direita encolhe. 18% de indecisos deixam tudo — mesmo tudo — em aberto para 10 de março. O choque da demissão de António Costa já lá vai, os congressos passaram, os debates acabaram, mas o impasse arrasta-se: AD e PS continuam tecnicamente empatados na última sondagem Expresso/SIC antes das legislativas, separados agora por um ponto apenas e deixando totalmente em aberto não só quem pode vencer, mas também as condições de governabilidade do país após a noite de 10 de março. Face ao estudo realizado pelo ICS/ISCTE há cerca de um mês, os ponteiros mexem ligeiramente: com os dados em bruto, sem distribuição de indecisos, o PS cai para 20% (tinha 23% em janeiro e 22% antes da eleição de Pedro Nuno Santos); e a AD aparece em movimento contrário: sobe dos 19% para os 21% — dois pontos que, sem terem grande relevância estatística, lhe permitem passar por um ponto os socialistas.

COMO VOTARIA SE AS ELEIÇÕES LEGISLATIVAS FOSSEM HOJE?

Resultados do total da amostra. A projeção do resultado eleitoral é calculada pela distribuição da intenção de voto após a exclusão dos inquiridos que dizem não votar (14%) e a imputação dos inquiridos indecisos (18%). A variação, em pontos percentuais, é relativa aos resultados da última sondagem (fevereiro de 2024)

PAN defende a criação de um círculo de compensação

Trata-se de um sistema semelhante ao que já existe nos Açores, que junta os votos que não permitiram eleger deputados, nos restantes círculos eleitorais. A caravana do PAN passou por Viseu e a porta-voz do partido garante que vai voltar a apresentar esta proposta na próxima legislatura. Inês de Sousa Real considera esta é uma medida que pode ajudar a diminuir as assimetrias, entre o interior e o litoral do país.

Sondagem Expresso/SIC: AD recupera pensionistas, Chega tem eleitorado pouco religioso


A coligação de Montenegro recuperou entre os mais velhos, assim como os que têm menos escolaridade – ficando agora próximo do eleitor tipo do PS. Chega perde para AD, PS e CDU na frequência religiosa. Veja aqui os eleitores de cada partido. A AD conquistou votos entre os mais velhos (idade média de 56,4), ficando a par do PS, e recupera também entre os que têm menor instrução (mais de metade dos seus eleitores). Concentra mais licenciados que o PS (26%). Quem vota AD é sobretudo de direita e de centro (83%), concentrando a maior fatia dos eleitores com frequência religiosa habitual (47%), bem mais do que o Chega (23%). O PS perdeu apoios entre os mais velhos, mas continua com mais apoio entre as mulheres (57%), sendo a par da CDU quem tem uma fatia maior de cidadãos com menos instrução (68%). O eleitor PS vai mais à igreja do que quem escolhe o Chega (40%). Ideologicamente, os seus apoiantes são sobretudo de esquerda (57%) e de centro (33%), quase invertendo os números da AD.

O eleitor do Chega é o mais masculino de todos os partidos (58%), assim como o segundo mais jovem — média de 44,2 anos. É também o segundo partido com maior preponderância de cidadãos com ensino secundário (35%) e um dos que têm menor preponderância de universitários (15%). Apenas 4% dos seus eleitores vão à igreja todas as semanas e 19% mensalmente. Só 47% dos seus eleitores se dizem de direita (31% estão ao centro, 16% à esquerda e 6% não escolhem posição ideológica).

Indícios apontam interferência estrangeira nas eleições em Portugal

Os indícios foram detetados em anúncios online contra o PS e o PSD, com notícias falsas dos dois partidos feitas com a mesma base e grafismo dos jornais Público e Eco. É a primeira vez que a interferência estrangeira é detetada no processo eleitoral português. A Comissão Nacional de Eleições iniciou averiguações.

Sondagem: AD e PS separados por um ponto percentual em sondagem do ISCTE

AD colhe 21% da intenção de votos e PS 20% o que resulta em empate técnico. Mas a tendência inverte-se face à última sondagem. Em janeiro o PS ultrapassava a AD. Indecisos sobem para 18%. O cenário de ser a Aliança Democrática, a coligação composta pelo PSD, CDS e PPM, a vencer as legislativas marcadas para 10 de março é apontado por mais uma sondagem. Apesar da diferença para o PS ser mais reduzida face aos seis pontos percentuais previstos pela sondagem da Católica, também o estudo do ICS/ISCTE para o Expresso/Sic põe a AD à frente do PS, mas apenas com um ponto percentual de diferença. O que resulta num empate técnico, deixando em aberto todas as possibilidades sobre qual dos partidos formará novo Governo.

Mas a tendência face à última sondagem mudou: no último estudo do ICS/ISCTE o PS estava à frente da AD colhendo uma maior fatia das intenções de voto. Com os dados em bruto, sem distribuição de indecisos, se as eleições fossem realizadas esta quinta-feira o PS colhia 20% da intenção de votos quando tinha 23% em janeiro. A AD aparece a subir dois pontos, de 19% para 21%, ultrapassando os socialistas. O Chega surge como terceira força política com 12% da intenção de votos, caindo três pontos percentuais face a janeiro, sendo o partido que mais desce. Segue-se o Bloco de Esquerda que mantém os 3% assim como a CDU que estabiliza nos 2%. A mesma percentagem do Iniciativa Liberal que perde um ponto percentual.

Comprar casa na Madeira está cada vez mais caro. Região atrai mais cliente estrangeiros e investidores

Na Madeira, os números evidenciam uma tendência generalizada de subida do preço médio de venda dos imóveis em 2023, face a 2022, numa proporção que está bem acima da média nacional. A ERA Portugal acaba de divulgar as principais conclusões de um estudo feito com base nos dados relativos à operação da sua rede imobiliária na Região Autónoma da Madeira durante o ano de 2023, que mostra que o preço médio de venda dos imóveis na região rondou os 200 mil euros, o que representa um aumento de aproximadamente 9% em relação aos 183 mil euros registados no ano anterior.

Tanto os apartamentos (+29%) como a moradias (+5%) registam um aumento no preço médio em 2023 quando comparado ao ano anterior, no entanto, os apartamentos acabam por se destacar ao passarem de aproximadamente 170 mil euros para 219 mil euros em média. Por outro lado, os terrenos passaram de um valor médio de 112 mil euros em 2022 para 83 mil euros em 2023 (-26%). Os dados mostram ainda que são os apartamentos T2 (+20%), T0 (+25%) e T1 (+23%) que registam maior subida de preços. Na ponta oposta encontram-se os apartamentos T4 cuja subida foi apenas de 1%. Em relação aos concelhos do Arquipélago, o Funchal (+24%), Ponta do Sol (+56%) e Santa Cruz (+15%) evidenciam crescimento dos preços. Por outro lado, registam-se quebras na Calheta (-52%), Santana (-52%) e Câmara de Lobos (-32%).

Despesa do Estado com medicamentos não para de aumentar

Foram mais de 1.800 milhões de euros no ano passado. Os fármacos para o cancro lideram, devido aos custos relacionados com inovação. O medicamento da diabetes, desviado para a obesidade, também faz disparar a despesa.

quarta-feira, fevereiro 28, 2024

Nota: o PSD-Madeira tem que acabar com "isto" e concentrar-se no 10 de Março

Espero e desejo profundamente que o PSD-Madeira amanhã, final do prazo para apresentação de candidaturas,  acabe rapidamente com esta porcaria divisionista de uma lamentável discussão interna em cima do calendário eleitoral, quando este já era conhecido. Falo desta treta das listas para cima e listas para baixo para que se concentre a 1000% nas eleições de 10 de Março. Mesmo sendo legislativas, estas são as legislativas mais importantes da história do  PSD-Madeira porque precisa dar  uma inequívoca prova de vida, mobilizar o seu universo militante e eleitoral e dar uma imagem de confiança e de certeza de que as instituições, com maior ou menor dificuldade, regra geral sobrevivem às tempestades por muito fortes que soprem os ventos e agitadas estejam as marés. Mas isso só se consegue na rua, no contacto com as pessoas - pessoas que esperam uma palavra de um partido que não pode esconder-se num estado de negação elitista - assumindo com coragem e dignidade os factos, consciencializando-se dos riscos, mas mantendo inquebráveis os seus alicerces fundacionais essenciais. Não se consegue nada de estimulante insistindo em visitas para consumo mediático, que se repetem em todos os actos eleitorais realizados, tanto mais que as bocas soltas e de circunstância nada dizem às pessoas, sobretudo quando elas se confrontam com a realidade do poder em Lisboa que, os últimos anos, pouco ou nada resolve no que à RAM diz respeito.

Um resultado eleitoral negativo vai colocar tudo em causa, nomes, listas, estratégias, calendários, porque isso significa que talvez o PSD-Madeira deva fazer muito mais, em termos de pensamento e de liberdade de discussão e de decisão, do que tem feito. Nenhum partido ganha eleições contando apenas com os militantes que pagam quotas. Ganha ou perde eleições em função das escolhas feitas "lá fora", no universo eleitoral que precisam de motivar e mobilizar a favor das causas de cada partido. Mas o tempo, repito e insisto, é para ajudar a candidatura liderada por Pedro Coelho a conseguir o seu desiderato, esquecendo estupefações e críticas a apostas feitas, sem sentido e sem lógica. Obviamente que tudo foi decidido antes do 24 de Janeiro... Menos que os actuais 3 mandatos será sempre uma derrota, assim como uma queda na votação. Não venham com desculpas esfarrapadas num cenário desses. Já confessei e volto a repetir: antes de tudo o que se passou não ia sequer votar porque discordo da coligação com o CDS. E tenho essa liberdade de escolha e de decisão. Depois de tudo o que se passou, depois desta crise profunda que apenas faz um intervalo, dado que tudo o que lhe deu origem, continua o seu caminho nas entidades competentes até que seja conhecido um epílogo, decidi comparecer nas urnas e votar, porque tenho a consciência do que vale o 10 de Março para um partido ainda combalido e que precisa de se libertar de amarras condicionadoras da sua própria liberdade. É o que eu penso, é apenas a minha opinião que livremente dou expressão pública. Respeitando todos os que acham que estou errado e não tenho razão. Tal como está isto vai acabar mal! (LFM)

terça-feira, fevereiro 27, 2024

Lideranças do PSD-Madeira desde 2006

2006

Alberto João Jardim foi reconduzido por mais dois anos na liderança do PSD-Madeira em eleições directas dos seus militantes, tendo obtido 72,1% dos votos. Estavam inscritos 6.889 militantes com direito a voto nestas eleições internas do partido. Houve 1,2% de votos brancos e nulos. Ao acto eleitoral, apresentou-se uma única lista presidida por Alberto João Jardim.

2008

Alberto João Jardim foi eleito presidente da Comissão Política Regional do PSD-Madeira com 99,7% de votos, nas terceiras eleições directas do partido na Região. Num universo eleitoral de 7.830 militantes, as eleições registaram uma participação de 78,3%, tendo a única lista concorrente à Comissão Política Regional do PSD-M, liderada por Alberto João Jardim, obtido 99,7% de votos favoráveis e 0,3% de brancos ou nulos. Alberto João Jardim candidatou-se pela décima segunda vez à liderança do PSD-M tendo sido esta a terceira em eleições directas. Foram também eleitos os delegados ao XII Congresso Regional do PSD-M, que se realizou a 5 e 6 de Abril no Funchal.

2010

O PSD-Madeira reelegeu Alberto João Jardim para a liderança do partido na região, pela quarta vez e em sufrágio universal e directo. Segundo o presidente do conselho de jurisdição, Miguel Albuquerque, nestas directas o universo eleitoral foi constituído por 10.158 militantes, tento ficado de fora os filiados com menos de um ano de inscrição. Jardim encabeçou a única lista concorrente à liderança tendo-se registado uma votação de 80,6% dos votantes, dos quais 80,58% na lista A, encabeçada por Alberto João Jardim, e 0,2% de votos brancos e nulos". Foram escolhidos também os delegados ao congresso regional, que teve lugar de 08 a 10 de Abril. Alberto João Jardim disse ter elaborado a sua lista enquanto esteve internado, em Janeiro deste ano, no Hospital Nélio Mendonça, no Funchal, depois de ter sofrido um ataque cardíaco agudo.

2012

Alberto João Jardim foi reeleito presidente do PSD-Madeira nas primeiras eleições diretas disputadas com dois candidatos, tendo obtido 1.786 votos (51%), contra 1.644 votos (48,6%) do seu adversário, Miguel Albuquerque, uma diferença de 142 sufrágios. O partido tinha 3.859 eleitores na região e 3.473 podiam exercer o seu direito de voto. No apuramento dos votos foram ainda contabilizados 24 votos brancos e 19 nulos. Miguel Albuquerque considerou que estas eleições diretas foram um "momento histórico para o PSD-M e para a Madeira", sustentando que "está quebrado assim o falso unanimismo que desde há uns anos estava a estagnar a prática do partido no seu pensamento, na sua postura, nas suas ações políticas".

2014

Miguel Albuquerque foi eleito presidente da comissão política do PSD/Madeira, sucedendo ao histórico líder regional Alberto João Jardim, com 3.949 votos (64,06%) dos militantes. Miguel Albuquerque derrotou na segunda volta das eleições internas do partido o então secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais da Madeira, Manuel António Correia, que conseguiu 2.216 votos (35,94%). Num universo de 7.163 militantes em condições de votarem, 6.232 foram às urnas, registando-se uma afluência às urnas de 87%. Foram também apurados 13 votos brancos e 54 nulos. Miguel Albuquerque venceu em dez dos 11 concelhos e em 46 das 54 freguesias da Região Autónoma da Madeira.

2016

Miguel Albuquerque venceu, sem qualquer opositor, as eleições internas que se realizaram a 9 de dezembro de 2016, tendo sido reeleito com 98,2% dos votos (2.850 dos 2.901 militantes que exerceram o seu direito de escolha). O líder eleito do PSD/Madeira era o único subscritor da única moção de estratégia global apresentada ao XVI Congresso Regional do PSD/Madeira, intitulada “Proximidade, Confiança, Desenvolvimento. Recuperar este ano os sete dos onze municípios que o PSD/M perdeu nas eleições autárquicas de 2013 e a revisão do Estatuto Político-Administrativo da Madeira foram os dois “desafios” do partido.

2018

Miguel Albuquerque reeleito presidente do PSD/Madeira. Dos 3.348 militantes em condições de votar, 2.715 exerceram o seu direito (81%), tendo sido registados 2.671 votos em Miguel Albuquerque (98,4%). Miguel Albuquerque foi o único candidato. Foram ainda apurados 27 votos em branco (1%) e 17% votos nulos (0,6%). Nestas diretas foram ainda eleitos os 450 delegados ao XVII congresso, agendado para 19 e 20 de janeiro de 2019.

2020

Miguel Albuquerque foi reeleito presidente do PSD/Madeira nas eleições diretas em que foi o único candidato, tendo obtido 87,3% dos votos dos militantes. Dos 2.839 militantes em condições de votar, 2.489 exerceram o seu direito de voto, 87.6%, sendo que do total de votos apurados, 2.480 deram o sim à reeleição de Miguel Albuquerque. Foram ainda apurados 5 votos em branco (0,1%), e 4 votos nulos (0,1%). Foram também também escolhidos 449 delegados ao XVIII Congresso Regional marcado para 21 e 22 de novembro, mas que poderia ser adiado, por razões de segurança, devido à pandemia da covid-19. Albuquerque foi eleito líder dos sociais-democratas madeirenses em 29 de dezembro de 2014, com 64% dos votos num universo de 6.232 votantes. Nas anteriores diretas, em 14 de dezembro de 2018, foi reeleito, com 98,4% dos votos.

2022

Miguel Albuquerque foi reeleito presidente do PSD/Madeira, em eleições diretas na qual era o único candidato, com 2.370 votos, num universo de 2.410 votantes (98%), estando inscritos 2.625 militantes. Esta foi a sexta vez que Albuquerque, entrou na corrida à liderança do partido na região, tendo sucedido, em 2014, a Alberto João Jardim. De acordo com os dados divulgados, foram contabilizados 22 votos brancos e 18 nulos, tendo a lista encabeçada por Miguel Albuquerque somado 2.370. Desde que assumiu a liderança partidária, Miguel Albuquerque foi o único candidato à presidência da Comissão Política em todas as eleições internas, tendo obtido 98,2% dos votos em 2016, 98,4% em 2018 e 87,3% em 2020. Os militantes sociais-democratas madeirenses também elegeram os delegados ao XVIII congresso regional que teve lugar a 05 e 06 de março. De acordo com o regulamento do partido, votaram os militantes com quotas regularizadas até 2021 e que se tivessem inscritos no PSD até 05 de fevereiro de 2021 (LFM)

Os Congressos do PSD-Madeira

  • XVIII Congresso do PSD/Madeira, previsto para 21 e 22 de Novembro de 2020, acabou adiado, devido ao Covid, para 6 e 7 de Março de 2022, Casino da Madeira
  • XVII Congresso do PSD/Madeira, 19 e 20 de Janeiro de 2019, Casino da Madeira
  • XVI Congresso do PSD/Madeira, 20 e 21 de Janeiro de 2017, Casino da Madeira
  • XV Congresso do PSD/Madeira, 10 e 11 de Janeiro de 2015, CEMA
  • XIV Congresso do PSD/Madeira, 24 e 25 de Novembro de 2012, CEMA
  • XIII Congresso do PSD/Madeira, 8 a 10 de Abril de 2011, Tecnopolo e CEMA
  • XII Congresso do PSD/Madeira, 5 e 6 de Abril de 2008, CEMA
  • XI Congresso do PSD/Madeira, 27 e 28 de Maio de 2006, CEMA
  • X Congresso do PSD/Madeira, 7 a 9 de Maio de 2004, Tecnopolo
  • IX Congresso do PSD/Madeira, 25 e 26 de Março de 2000, Tecnopolo
  • VIII Congresso do PSD/Madeira, 25 e 26 de Novembro de 1995, Cine Casino
  • VII Congresso do PSD/Madeira, 14 e 15 de Dezembro de 1991, Cine Casino
  • VI Congresso do PSD/Madeira, 22 e 23 Abril de 1989, Cine Casino
  • V Congresso do PSD/Madeira, 24 e 25 de Maio de 1986, Cine Casino
  • IV Congresso do PSD/Madeira, 5 e 6 de Novembro de 1983, Cine Casino
  • III Congresso do PSD/Madeira, 10 e 11 de Outubro de 1981, Cinema de Machico
  • II Congresso do PSD/Madeira, 30 de Junho e 12 de Julho de 1979, Cinema da Ponta do Sol
  • I Congresso do PSD/Madeira, 9 e 10 de Julho de 1977, Casino Park Hotel. Neste primeiro congresso do PSD/Madeira foi estabelecido que o líder do Partido seria eleito em congresso e não em eleição direta. Nesse sentido, foram apresentadas duas listas em que o cabeça de lista de ambas era Alberto João Jardim. Numa lista este fazia-se acompanhar de Emanuel Rodrigues e Magalhães Mota e na outra de Jaime Ramos e António Gil Silva.

Influenciados pela “novidade” e pelo digital, eleitores jovens votam mais à direita

A pouco mais de duas semanas das eleições legislativas, a última sondagem divulgada pela Universidade Católica para o PÚBLICO, RTP e Antena 1 indica que 50% dos jovens inquiridos tencionam votar à direita. Comparando com o anterior estudo da Católica, PS e Livre foram os partidos que mais cresceram nas intenções de voto na faixa etária dos 18 aos 34 anos, sem ultrapassar a Aliança Democrática (AD), Chega e IL, que ocupam o pódio neste segmento do eleitorado. Especialistas ouvidos pelo PÚBLICO traçam o retrato dos eleitores mais novos: são atraídos pelo que representa “novidade” e influenciados pelo que consomem na Internet. E tendem a identificar-se menos com um partido em concreto.

A última sondagem do Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (Cesop) da Universidade Católica mostra que os inquiridos entre os 18 e os 34 anos de idade preferem votar em forças políticas de direita. A soma das intenções de voto desta faixa etária na AD, IL e Chega é de 50%: 20% admitem votar na aliança que junta PSD, CDS-PP e PPM, 16% no Chega e 14% na IL. Os restantes 50% dividem-se entre a intenção de votar à esquerda e no PAN (cerca de 24%) e aqueles que estão indecisos, não querem votar e/ou não quiseram responder (27%).

A faixa etária em questão não é constituída apenas por jovens, mas também por “jovens adultos”, alerta o director técnico da empresa de sondagens Aximage, José Almeida Ribeiro, que acrescenta que nestas idades se verifica “uma grande diferença geracional”. As intenções de voto dos jovens actuais são influenciadas por aquilo que é “novidade”, pelo que traz “diversidade e experimentação”, explica.

Nota: um desabafo

Fui desafiado a regressar às lides partidárias, um tempo que foi dos mais estimulantes e fantásticos que passei. A política é fantástica e não estamos a falar de um mundo "habitado" apenas por bandidos, corruptos ou oportunistas. Também existem, como em tudo na vida, em  todas as actividades, empresas, instituições publicas e privadas, os bons e os maus, os sérios e os mais vulneráveis, etc. Mas confundir a árvore com a floresta é um insulto. Numa família por haver um caso desviante ou alguém tenha cometido erros, essas família não pode ser catalogada apenas por causa disso, fazendo com que todos paguem pelo que apenas um  dos seus membros faz de errado. Todos nós conhecemos casos desses, quiçá junto a nós. Tenhamos isso presente na nossa vida e sejamos justos, tolerantes e cumpridores de valores essenciais numa sociedade como a nossa, que não é perfeita, nunca foi perfeita, porventura nunca será perfeita, mas que não merece ser demonizada e achincalhada como por vezes acontece. A política faz-se com partidos que são instituições de utilidade pública. Os partidos constroem-se com pessoas, têm vida graças a ideias, competências e pessoas. Longe vão os tempos em que havia apenas um partido, mesmo que se perceba que, quase 50 anos depois do 25 de Abril, crescem, por desinformação e manipulação, os que acham que devíamos permitir esse insultuoso retrocesso nesta nossa caminhada colectiva, de liberdade e de democracia.

Agradeço o convite e a atenção. A verdade é que estou afastado da política activa desde 2013, por opção pessoal, não por ter sido proscrito. Não mudo de partido, aconteça o que acontecer, muito menos daquele de que sou militante desde 1974, ainda estudante e que nem à tropa tinha ido. Fiz a minha escolha, influenciado por Francisco Sá Carneiro, nunca o escondi.

Contudo, apesar de entender que o PSD-Madeira precisa de gente nova, de ideias refrescadas de mudar muita coisa internamente e de repensar, desde logo, o seu modelo de funcionamento e eventualmente estatutos, limitação temporal do exercício dos mandatos nos órgãos partidários e aprovação de um código de conduta que não diminui antes pelo contrário, dignifica e credibiliza, entendi manter-me neste estado de "adormecimento" assumido, incluindo por razões de saúde que não me recomenda grandes excitações e ansiedades que o quotidiano político nos propicia. Veremos no futuro próximo...

Tenho uma opinião sobre tudo o que se passa, sobre o que deveria ter sido feito, estranho certas decisões, lamento o estado as que se chegou e o que algumas pessoas passam, com as quais estarei sempre solidário porque não sou juiz nem "deus" julgador de ninguém. Se tenho a liberdade de opinião tenho a consciência de que não tenho a legitimidade de querer impor seja o que for porque uma opinião pessoal - tal como uma andorinha não faz a primavera - vale, no contexto de um partido com milhares de militantes e simpatizantes, uma insignificância ou quase zero.

Em democracia não devemos criar obstáculos ao debate e às escolhas alargadas, sem que isso signifique fazer uma escolha, muito menos quando nem conhecemos propostas, ideias, mudanças, inovações, protagonistas, etc.

O que desejo é que o PSD-Madeira, o seu universo militante, se mobilize, participe, debate, sem inibições, e que faça escolhas, preservando sempre o direito ao seu voto secreto, fazendo cada militante a escolha que entender ser a que melhor se identifica com os seus valores e consciência. No caso do PSD-Madeira, a prioridade das prioridades não é aumentar clivagens, colocar pessoas contra pessoas. Acho que estamos num tempo de fragilidades que não se compadece com a preservação de erros. Um partido não precisa nem de salvadores nem tem que ficar refém seja de quem for e do quer for. Um partido é um espaço de liberdade, de afirmação, de debate, de diferença, é uma casa comum que se constrói debaixo para cima, a partir dos alicerces que se exige sejam suficientemente consistentes. Mas temos que saber escolher o melhor, o que melhor defende e preserva um partido que faz parte da história da Madeira e da história de milhares de pessoas, pela mudança realizada. Isso não significas que tudo tenha sido perfeito, não foi, não significa que não tenham sido cometidos erros, foram certamente, e muitos, não significa que não tenham sido feitas más escolhas ou tomadas decisões erradas, foram certamente e não poucas. Mas os partidos são "feitos" por pessoas, com a suas virtudes e fragilidades, não são feitos por anjos ou divindades imaculadas. Significa apenas que o PSD-Madeira sempre esteve na primeira linha do combate, de cara erguida e sem vergonha do seu passado. É isso que temos que saber defender, porque a alternativa pode conduzir-nos para desfechos irremediavelmente fatais. Que não merecemos. Sem que nos sejas permitido julgar os culpados dessa eventualidade. Aliás temos exemplos de sobre noutros partidos locais (LFM)

sábado, fevereiro 24, 2024

ERC abre inquérito a sondagem divulgada pelo Chega

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social abriu um inquérito a uma sondagem divulgada pelo Chega. Apesar de a recolha de dados ter sido feita por uma equipa da Intercampus, o estudo foi realizado com o compromisso de não ser divulgado em qualquer meio de comunicação, uma vez que a sondagem foi desenvolvida por uma empresa brasileira que não está credenciada em Portugal. A sondagem acabou por ser publicada no jornal oficial do Chega e amplamente partilhada pelo partido nas redes sociais. O estudo indicava um empate técnico entre PS, AD e o partido de André Ventura. A empresa brasileira de estudos de opinião, a Paraná Pesquisas está envolta em polémica no Brasil por ter recebido 500mil euros do partido de Jair Bolsonaro, nas vésperas das eleições.

Sondagem RTP/Público. Maioria aponta para vitória da AD e prefere Montenegro como primeiro-ministro

A duas semanas das legislativas, uma sondagem da Universidade Católica para a RTP, Antena 1 e Público mostra que a Aliança Democrática (AD) é a força partidária que recolhe mais intenções de voto e é apontado pela maioria como provável vencedora das eleições de 10 de março. Apesar de considerarem que Pedro Nuno Santos ganhou o debate contra Montenegro, a maioria dos inquiridos considera que o líder do PSD seria um melhor primeiro-ministro.

A Aliança Democrática liderada por Luís Montenegro continua a ser apontada como a favorita à vitória na noite eleitoral de 10 de março e as intenções de voto aumentaram, inclusivamente, em relação à sondagem anterior e em relação ao PS. De acordo com a sondagem desta sexta-feira da Universidade Católica, 27% da população inquirida admite que marcaria um X na coligação PSD/CDS/PPM no boletim de voto, mais quatro pontos percentuais em relação à última sondagem, de 5 de fevereiro.

O PS surge em segundo lugar, com 22% de intenções de voto (mais 2 pontos percentuais em relação às últimas sondagens). O Chega aparece como terceira força política com 13% (menos um ponto percentual), seguindo-se a IL, BE, Livre, CDU e PAN. Convertendo estas intenções de voto em estimativas de resultados eleitorais, estas percentagens traduzir-se-iam numa vitória para uma AD com 35% dos votos (mais três pontos percentuais do que nas últimas sondagens).

O PS surge em segundo lugar, com 29% dos votos (menos um ponto percentual). Segue-se o Chega com 17% (dois pontos percentuais abaixo do último estudo de opinião), a IL (6%), o BE (4%), o Livre (3%), a CDU (2%) e o PAN (1%). Estima-se ainda 3% de votos brancos, nulos ou noutros partidos.

Questionados sobre quem acham que vai ser o partido mais votado nas próximas eleições, independentemente das suas preferências partidárias, 41% responde a AD e 38% o PS. Apenas 4% considera que o Chega será o partido mais votado e 17% disse não saber ou não respondeu.

Montenegro apontado como melhor primeiro-ministro

Questionados sobre quem seria melhor primeiro-ministro, 46% dos 1284 inquiridos votaram em Luís Montenegro e34% em Pedro Nuno Santos. Vinte por cento disse não saber ou não respondeu.

No entanto, no frente a frente entre os dois líderes dos principais partidos, na segunda-feira, os inquiridos que viram o debate consideram que Pedro Nuno Santos foi quem esteve melhor. A maioria (33%), porém, disse não ter visto o debate e 10% apontam para um empate.

Em relação aos restantes confrontos, cerca de um quarto dos inquiridos disse não ter visto nem acompanhado. Entre os indecisos, essa percentagem sobe para cerca de um terço.

A maioria (77%) viu pelo menos um debate. Vinte por cento admite ter visto “um ou dois”, 13% “menos de metade” e14% diz ter acompanhado “quase todos”. Apenas 5% dos inquiridos diz ter visto todos os debates.

Mais indecisos entre o eleitorado que votou à esquerda

Após estudar para onde estão a ir os votos de 2022 e qual a probabilidade dos eleitores de votarem nos vários partidos, a sondagem da Católica conclui que há uma maior indecisão entre o eleitorado que votou à esquerda nas últimas legislativas em comparação com o eleitorado que votou à direita.

Dos eleitores que hoje votariam no PS, 57% votou no Partido Socialista há dois anos e 21% no Bloco de Esquerda. Entre os votantes do PS em 2022, 49% consideram “muito provável” voltar a atribuir o voto aos socialistas nestas eleições e 46% “nada provável” votar na AD.

Já os eleitores que votaram PSD ou CDS em 2022 são mais unânimes na rejeição de um voto no PS – 70% responde que é “nada provável” votar nos socialistas e 61% diz ser “muito provável” colocar um X na AD. No caso da Aliança Democráticas, 74% dos eleitores que admitem votar agora na coligação atribuíram o voto ao PSD há dois anos, 71% ao CDS e 26% à Iniciativa Liberal. O Chega é o partido que mais retém o seu eleitorado de 2022 (86%) e continua a ser aquele que mais voto vai buscar à abstenção (21%).

A sondagem mostra ainda que 82% dos inquiridos respondeu que “de certeza vai votar” no dia 10 de março. No entanto, a Universidade Católica ressalva que “podemos assumir que essa percentagem será menor entre aqueles que não aceitaram participar” na sondagem. Por este motivo, salienta a Católica que “não é possível prever um valor para a abstenção”.


Ficha técnica

Este inquérito foi realizado pelo CESOP–Universidade Católica Portuguesa para a RTP, Antena 1 e Público entre os dias19 e 21 de fevereiro de 2024. O universo alvo é composto pelos eleitores residentes em Portugal. Os inquiridos foram selecionados aleatoriamente a partir duma lista de números de telemóvel, também ela gerada de forma aleatória. Todas as entrevistas foram efetuadas por telefone (CATI). Os inquiridos foram informados do objetivo do estudo e demonstraram vontade de participar. Foram obtidos 1284 inquéritos válidos, sendo 46% dos inquiridos mulheres.

Distribuição geográfica: 32% da região Norte, 23% do Centro, 31% da A.M. de Lisboa, 6% do Alentejo, 4% do Algarve, 3% da Madeira e 1% dos Açores. Todos os resultados obtidos foram depois ponderados de acordo com a distribuição da população por sexo, escalões etários e região com base nos dados do recenseamento eleitoral. A taxa de resposta foide 39%*. A margem de erro máximo associado a uma amostra aleatória de 1284 inquiridos é de 2,7%, com um nível de confiança de 95%. Foram contactadas 3265 pessoas. De entre estas, 1284 aceitaram participar na sondagem e responderam até ao fim do questionário (RTP, texto da jornalista Mariana Ribeiro Soares e grafismo de Sara Piteira)

Sondagem TVI/CNN: Maioria dos portugueses acha que Pedro Nuno Santos vai ser primeiro-ministro

Trata-se de uma pergunta que não avalia em quem é que os eleitores vão votar – avalia quem é que os eleitores acham que vai vencer 44% das pessoas entendem que vai ser o secretário-geral do PS a liderar o país a partir de 10 de março. 42% entendem que vai ser Luís Montenegro. É sobretudo nos votantes dos partidos que não PS, AD ou Chega que surge esta ideia. 51% das pessoas que votaram em 2022 noutros partidos que não estes três responderam que vai ser Pedro Nuno Santos o próximo primeiro-ministro. Ainda assim, a maioria diz que vai votar na AD.

FICHA TÉCNICA

A presente sondagem foi realizada pela Duplimétrica/IPESPE para a TVI e a CNN Portugal. As entrevistas aleatórias por cotas foram realizadas entre os dias 10 e 20 de fevereiro de 2024. Foram recolhidas 800 entrevistas representativas do eleitorado recenseado de Portugal, com 18 anos e mais, tendo por base os critérios de género (53% mulheres e 47% homens), idade (24% com 18 a 34 anos; 33% com 35 a 54 anos; e 43% com 55 anos e mais), e região (22% Norte, 13% Grande Porto, 26% Centro, 23% Lisboa, 12% Sul e 5% Ilhas).

A margem de erro máxima é de 3,5% para um grau de confiança de 95,45%. A seleção dos entrevistados foi realizada através de geração aleatória de números de “telemóvel”, mantendo uma proporção aproximada dos três principais operadores móveis. Quando necessário, foram selecionados aleatoriamente números fixos para apoiar o cumprimento do plano amostral. As entrevistas foram recolhidas através de entrevista telefónica (CATI – Computer Assisted Telephone Interviewing). A taxa de resposta foi de 61,07%. O estudo teve como objetivo avaliar a opinião dos eleitores portugueses sobre temas relacionados com as eleições legislativas, a serem realizadas no dia 10 de março de 2024. A ficha técnica completa e os resultados desta sondagem foram depositados junto da Entidade Reguladora da Comunicação Social.