quinta-feira, agosto 22, 2019
Nota: obrigado (CM) de um pecador condenado ao desterro demoníaco
Pensava eu que a malta do CM não me interessa saber de quem se trata, afinal sabia ler melhor do que indiciava. Desilusão, será que alinham no politicamente correcto de um recém-chegado?
Achei uma piada imensa: de repente vão todos à missa, confessam-se todos os meses, comungam todos os domingos, rezam todas as noites, até são capazes de ler a bíblia antes de dormirem, e viraram todos católicos praticantes, tal a fúria a defesa que fazem da Igreja Católica ou dos seus papagaios, sejam eles quais forem.
Durante anos os Bispos que por cá passaram eram uns bandidos. A esquerda acusava-os a todos, para justificarem derrotas, de apelarem ao voto no PPD e de mandarem os coitados dos padres dizer às pessoas onde colocar a cruz no boletim e voto, e outras javardices do género bem à imagem e semelhança dos seus autores. De repente o qualquer importado chega e resolve um assunto político, do agrado da esquerda, e resolve-o da forma que a esquerda queria. Por mim não me aquece nem arrefece nada, estes assuntos valem zero! Numa Igreja reduzida quase a escombros, sem credibilidade, cada vez mais com menos fieis, envolta em escândalos, desde relações com dinheiro sujo a patifarias gays nos corredores do Vaticano, luxos e mordomias denunciadas por jornalistas estrangeiros ligados ao Vaticano, casos de pedofilia, mesmo na Madeira, um silêncio criminoso e cúmplice apesar e conhecem tudo o que se passava (e se passa), com missas quase vazias, ao ponto dos partidos nem irem para os adros porque é perda de tempo e de recursos fazer o que há 20 ou mais anos faziam,etc. Se os adros viraram propriedade particular, só se espera que quando se tratar de obrazinhas, lá fora, no terreiro, ou lá dentro, que as façam com os seus recursos também. Já basta os impostos que não pagam...
Eu pensava que era tudo isso que justificava reflexão e actuação firme para recuperar fiéis perdidos e adaptar aos novos tempos a dialéctica, inventada por homens nos sucessivos Concílios, adaptar ao homem de um tempo novo que nada tem a ver com o que era a nossa realidade social há 10, 20 ou mais anos.
Até parece que não é verdade que um Papa resolveu banir do presépio natalício o coitado do burro que fazia parte daquele cenário centenas de anos. Ou que é mentira que um Papa autorizou alterações na texto da oração mais conhecida - o Pai Nosso - pressionadas pelos novos tempos e por novas bandeiras sociais.
Não, o que ficamos a saber - graças à amplitude noticiosa que esteve e está bem longe de gerar consensos (e eu coloquei-me e coloco-me ao lado do padre visado e protagonista dessa história porque o vejo como um homem igual a mim, com os mesos defeitos e virtudes que os demais homens) - que um padre que apareceu em cucas na cama de um hotel foi sacrificado na praça pública e expulso do sacerdócio, mas o resto, o outro lado, o lado negro que ninguém vê mas sabe que existe, nunca vi ninguém ser publicamente criticado e penalizado.
Quanto a considerações pessoais ou ataques pessoais, desculpe o CM mas mesmo a brincar não comento, por três razões: a minha seriedade não admito que alguém a ponha em causa e porque não há cabrão nenhum que me acuse de corrupto ou de comportamentos impróprios. Em segundo lugar como eu nunca uso o anonimato, acho nojento que o façam, como não me refugio em perfis falsos, acho asqueroso e indigna essa atitude, assumo o que digo, assino o meu nome, concordem ou não. Tenho a consciência limpa. Finalmente eu tenho um principio que para mim é sagrado, digam que é corporativista que não me importo: não ataco jornalistas, discordando ou concordando com eles, e o mesmo se aplica a opinadores de jornais que sejam sérios e isentos, mesmo os que se refugiam, uns e outros, no anonimato, incluindo pseudônimos de gente conhecida. Já existem tantos problemas e tantas ameaças ao jornalismo, ao futuro do jornalismo, aos mídia em geral, que o que faltava eram "desavenças" públicas entre um tão pequeno grupo de profissionais que precisam, cada vez mais, de estar solidários, sobretudo nas suas diferenças.
Agradeço ao CM o cartão negro para as erras do demo, não se esqueçam de umas cervejolas bem frias e uns dentinhos à maneira, porque dizem que aquilo por lá é quente. Mesmo que até hoje a gente não conheça ninguém que tenha ido e voltado, lá ou ao outro lado, mais paradisíaco, para confirmar as histórias que o imaginário alimenta há centenas de anos. Mesmo que garantem que é tudo invenção de "marketeiros" espertalhões que deixaram um legado com centenas de anos (LFM)
sábado, agosto 17, 2019
Nota: Porquê só moedas?
Há particularidades - que no caso do Porto
Santo podem ser normalidades nos meses em que não há a pressão turística no
Verão - que acabam por via ao de cima e suscitar pelo menos algumas dúvidas.
O caso do parque
de estacionamento na vila-cidade, concessionado pela SDPS é um exemplo. Só
podemos usar moedas, apesar da máquina de pagamentos ali existente poder
utilizar notas. O que é estranho é que este procedimento obriga os utilizadores
do parque a medidas cautelares, ou seja, a se munirem previamente de moedas sob
pena de se atrasarem muito poderem ficar com o automóvel retido, salvo se forem
arranjar trocos nalgum negócio ainda aberto. Acresce que durante o dia e pelo
menos parte da noite, pelo que me apercebi, há um funcionário que não ocupa o
"guichet" existente no parque e que poderia, entre outras tarefas,
prestar apoio aos utilizadores do parque caso fosse necessário. Não havendo
isso - e não vou discutir os motivos, porque há coisas que não se discutem,
institucionalizaram-se enquanto hábitos e pronto, o povo que coma e cale! - não
havendo confiança no funcionário para manusear dinheiro, não havendo a
preocupação de dotar a máquina pelo menos com a capacidade de utilizarmos notas
de pelo menos 5 uros, isto quer dizer que daqui a 1000 anos quando viermos de
férias ao PS tudo vai continuar na mesma. Francamente, eu até acho que é tempo
perdido deixar esta nota, mas pelo absurdo nunca é demais questionar certas
(estranhas) formas de gestão de espaços públicos (LFM)
Nota: Ilha Dourada precisa de um enorme murro na mesa!
Fico trite porque os anos passam e constatamos que tudo continua na mesma no Porto Santo, numa
ilha que não pode perder tempo nem pode contentar-se com o marasmo. Não direi
que a ilha parou no tempo, mas penso que alguma coisa se passa que parece
querer impedi-la de dar passos em frente. O caso da Baiana, por exemplo, ali
mesmo no centro da vila-cidade, é paradigmático da incapacidade de serem
resolvidos berbicachos que em nada dignificam uma ilha que pretende ser destino
turístico para alem dos meses da sazonalidade. O histórico estabelecimento
comercial parece ser vítima de amuos familiares, de teimosias ou de
desentendimentos sobre os dinheiros a serem pagos pelo Estado. A verdade é que
nunca me conseguiram dar uma explicação plausível e única, há sempre duas ou
três histórias para "justificar" aquele impasse, triste, lamentável,
dispensável e que em nada dignifica e valoriza a ilha. Aliás no centro da vila-cidade
- despida das tradicionais palmeiras que davam nome a um largo - há outros
casos a precisar de intervenção rápida para que a Vila seja uma cidade, mesmo,
e não apenas uma decisão política tomada num determinado tempo e contexto
Outro exemplo de
como as coisas precisam ser resolvidas, sobretudo por quem tenha capacidade de
tomar decisões e de negociar entre
partes em conflito - dinamizar uma economia que precisa de um tremendo e
urgente safanão - tem a ver com a zona do Zarco Shopping que nasceu com a
promessa de vir a ser um novo pólo dinâmico no Porto Santo de apoio aos
residentes, de alívio da pressão sobre a vila-cidade, dada até a sua
proximidade às estruturas hoteleiras. Os anos passam e aquele espaço comercial,
que eu continuo a achar que seria excelente para que um safanão fosse dado,
continua na mesma, degradado, destruindo-se aos poucos, com apenas quatro ou
cinco espaços ocupados, longe do que os tempos áureos da inauguração prometia e
faziam crer.
É triste mas é
verdade. O facto dos anos passarem e de nada de concreto ser conseguido nestes
dois exemplos que dei - e apenas escolhi estes dois exemplos - mostra que a
Ilha Dourada precisa de repensar-se, de discutir, de mobilizar-se, de abandonar
politiquices tontas que prejudicam, de escolher os melhores entre os seus, de
abandonar a inveja e a fofoquice que tudo mina e tudo destrói e de tomar
decisões corajosas, ousadas, ambiciosas sobre o seu futuro, de fazer escolhas
concretas sobre quais as opções que devem ser tomadas, quando e como.
No fundo, há que
escolher em definitivo um caminho, um rumo, um destino. Há que diferenciar
entre uma ilha que quer ser destino turístico a sério - e que por cautela não
deve pensar de forma excessiva e aceleradamente arrojada porque a desilusão
será fatalmente maior em caso de insucesso - ou uma ilha que poderá ser
condenada a não passar do estado em que se encontra, da sazonalidade
penalizadora, da economia que não se dinamiza - e não é apenas a dimensão do
mercado local que o justifica... - de novas ideias que faltam, de empresários
mais ousados que têm que mostrar-se, de serviços com melhor qualidade que devem
ser implementados, etc.
Mas não sendo
matéria que me diga respeito, faço votos apenas para que o Porto Santo tenha
sucesso nas escolhas que vai ter que fazer, irremediavelmente, porque o futuro
não pode continuar a ser igual ao presente. Há que fazer alguma coisa (LFM)
Nota: erros destes não!
O PSD-M não pode cometer erros de estratégia comunicacional e de
marketing politico muito menos em campanha eleitoral onde todas as ideias são
previamente pensadas e as prioridades precisam ser bem definidas.
É sabido - e não vale a pena
virem os iluminados contratados à pressa dizer que não porque há muito que isso
é um dado adquirido - que os cartazes de propaganda eleitoral precisam ter
apenas uma ideia-chave, que depois é transmitida às pessoas por via de frases
temáticas. Se os cartazes nas ruas são destinados aos condutores - e o mesmo se
poderá dizer em relação aos transeuntes - duvido que eles parem frente a um
desses cartazes para o ler ainda por cima com frases e temas misturados, numa
salgalhada que não ajuda em nada a tal transmissão de uma mensagem aos
eleitores. Ninguem faz isso. Não há uma única pessoa que se sinta atraída por
cartazes "cheios" que se revelam desastrosos na mobilizam dos
eleitores. O que está mal neste cartaz, que tive oportunidade de ver no Porto
Santo - e até o PCP que costumava "descarregar" um livro num cartaz,
já mudou de procedimentos, embora continue a cometer erros de comunicação a
este nível - é que ele contem três frases distintas, ou seja, três mensagens
diferentes, sem um ideia-chave principal, sem uma chamada de atenção ao
eleitorado e que seja facilmente retida por ele. O que acabo de dizer é a
realidade, ponto. Parágrafo. Ou escolhem uma ideia política forte e que seja
consensualmente convincente, ou cairão na banalidade. Tem que haver sempre uma
frase política essencial a aparecer em destaque neste tipo de cartazes de menor
dimensão e que se "perdem" facilmente por estes erros de marketing e
de comunicação. Mesmo que eu pense, e cada vez mais penso isso, que as pessoas
votam pouco ou nada por causa de cartazes, e que para além do aspecto poluidor
da paisagem, questiono a utilidade deste tipo de propaganda eleitoral dos
partidos. Há 20 ou 30 anos atrás porventura a discussão seria outra. Hoje, com
as redes sociais a imperarem e a superarem a comunicação social tradicional,
atolada numa demorada crise, é evidente
que as pessoas dispensam que os partidos de poder venham dizer que fizeram.
Fizeram porque estavam obrigados a isso, porque venceram eleições. As pessoas
estão-se nas tintas para o que o partido A ou B fez no poder. O que as pessoas
precisam de saber é apenas de um partido de poder que prometeu muito,
afinal cumpriu ou não, e se tudo o que
cumpriu realmente reverte a favor de pessoas e não de grupos organizados de
interesses. Por isso os cartazes, apesar de estarem em desuso, são investimento
demasiado importante para serem desaproveitados ou mal-pensados e erradamente
postos em prática, Ninguém pára para ler um cartaz e os cartazes do PSD com
três ideias diferentes, que são confusos, pesados, demasiado
"cheios" e despropositados. Se o
PSD-M fez realmente o que diz que fez, então não fez mais do que o seu
dever, porque foi para isso que as pessoas votaram no partido e ele ganhou
eleições de 2015. Portanto, acho que a opção é sempre, deve ser sempre, pela
divulgação de ideias fortes, de princípios políticos que cativem as pessoas, de
apelo ao voto e sobretudo de mobilização porque as regionais atingiram em 2015
valores vergonhosos que colocam em causa a representatividade dos deputados eleitos.
Aliás com mais de 50% de abstenções não sei qual a efectiva representatividade dos tais alegados "representantes" de concelhos metidos quais chouriços nas listas de candidatos a deputados apenas para uma eventual caçada ao voto que fica aquém do pretendido, muito aquém.
Aliás com mais de 50% de abstenções não sei qual a efectiva representatividade dos tais alegados "representantes" de concelhos metidos quais chouriços nas listas de candidatos a deputados apenas para uma eventual caçada ao voto que fica aquém do pretendido, muito aquém.
Em 2015 o PSD-M também escolheu representantes de concelhos, e pelos
vistos os resultados mostram que, salvo excepções - e o Funchal não entra neste
teatro que apenas garante tachos parlamentares (?) a alguns chicos-espertos que sabem o que fazer, como
fazer e junto de quem, para garantirem a sobrevivência - a representatividade
dos os pretensos "representantes" de concelhos é facilmente
questionável. A abstenção é disso a demonstração inequívoca (abaixo os
resultados do PSD-M em cada concelho):
Calheta - 30,2% dos inscritos e 60,4% dos votantes
Câmara de Lobos - 22,7% dos inscritos e 48,5% dos votantes
Machico - 21,9% dos inscritos e 44% dos votantes
Ponta do Sol - 24,1% dos inscritos e 53,7% dos votantes
Porto Santo - 27,6% dos inscritos e 54,9% dos votantes
Porto Moniz - 26%
dos inscritos e 48,4% dos votantes
Ribeira Brava -
23,3% dos inscritos e 69,3% dos votantes
Santa Cruz -
18,1% dos inscritos e 34,1% dos votantes
Santana - 13% dos
inscritos e 22,4% dos votantes
São Vicente - 25,4%
dos inscritos e 54,8% dos votantes (LFM)
Nota: eu, o Bispo do Funchal e o resto
Escrevi ontem uma nota pessoal no Facebook (não para a comunicação social, nota pessoal que apenas me representa, até porque há 4 anos que não tenho qualquer actividade política activa no PSD-M), na sequência de declarações do Bispo do Funchal dirigidas aos partidos e aos políticos, com recomendações ou conselhos até sobre a natureza do discurso. Questionei a autoridade moral do prelado - no fundo a prioridade da sua Igreja é esta, andar a falar de politica frequentemente? - o que nada tem a ver com a legitimidade do Bispo para falar de tudo o que entender, quando e como entender, incluindo política, além do seu direito a não falar de nada do que supostamente lhe interessaria, na qualidade de Bispo de uma Diocese, incluindo questões polémicas e complexas que dizem respeito à sua instituição mas a transcendem.
Há semanas, o mesmo Bispo questionou a presença de partidos nos adros das igrejas em campanha eleitoral, pedindo, de forma sub-reptícia, que não os utilizassem. É muita política para um bispo novo que tem certamente problemas bem maiores na Diocese para resolver, uns conhecidos, outros não conhecidos, e alguns parcialmente conhecidos e relacionados com tanta coisa.
Se a ideia é separar política de religião (e da Igreja) - e acho bem que assim seja - não me parece que existam "vacas sagradas" quando se trata do contrário, da religião se envolver na política e nos partidos. Foi isso que escrevi e mantenho, gostem ou não do que escrevi. Isso nada tem a ver com bom senso e lucidez pessoais que preservo de forma religiosamente fundamentalista.
Na altura respondi numa rádio - e mantenho - que o bispo do Funchal certamente teria outras prioridades para a sua Igreja e que de resto, lembrei, ainda eu andava por lá, e já os partidos estavam a abandonar os adros das igrejas por uma razão muito simples: havia cada vez menos pessoas a ir às missas. Ora julgo que isso deve ser mais importante para um Bispo do que querer afastar os partidos dos adros das igrejas embora eu perceba a intenção de separar as duas coisas. Acho que isso se pode resolver de outra forma, usando outros canais, sem o "paternalismo" de enviar recados a pataco em homilias. Portanto, comentarei sempre que entender e com a contundência que eu achar a própria. Concordem ou não com aquelas que são as minhas opiniões. Liberdade é isso mesmo. Repito, o que eu acho é que a separação deve ser nos dois sentidos e que deve ser efetiva. Se a ideia é só alguns poderem pisarem o risco, então temos que permitir que outros o pisem também, dizendo o que lhes apetece. Ao contrário do que foi insinuado - e não vou abordar publicamente as razões de certos apoios corporativistas, depois de algumas decisões episcopais que mantiveram conflitos e que julgo terem sido agora sanadas (e sobre as quais também nada comentei por entender não o fazer, ressalvando que nada tenho contra as decisões tomadas, porque me é matéria que me é totalmente indiferente) - não se trata de desvalorizar o Bispo do Funchal. O que ele faz, decide, fala ou cala, resolve ou adia ou ignora, a mim não me diz rigorosamente nada. Há muito que olho com distância (desconfiada) para uma instituição pouco exemplar e a sua dialética facilmente questionável. Se o novo bispo do Funchal e sente satisfeito falando todas as semanas de política, de partidos, de discurso político, que o faça. Sugeria talvez, e quanto muito, que fizesse como a IURD e montasse um partido.
O que acho prioritário e julgo ser o mais importante, olhando de fora para dentro, é que alguns assuntos de natureza religiosa, autênticas páginas polémicas - que os partidos políticos também têm - sejam resolvidos da forma mais adequada. Se isso não acontece, então duvido que a mesma autoridade moral seja reconhecida quando se trata de se envolver na política e nos partidos. E daqui não saio. Diria rigorosamente o mesmo se os políticos andassem por ai, todas as semanas, a falar de religião e da Igreja. Já agora uma recomendação ao Prelado funchalense: no próximo discurso ou homilia, faça um apelo às pessoas para que votem, não em partidos em concreto, mas para irem às urnas mesmo que seja para votar em branco. Isso seria muito útil no combate à abstenção. Da minha parte, assunto encerrado, não sou dado a alimentar polémicas e muito menos a dar de comer à mendicidade que a reboque das redes sociais fala do que quer e entende, como quer e entende, sem perceber patavina do que está em cima da mesa, no fundo mostrando-se como uma corja miseráveis ignorantes ou sabujos e merda que são. Tal como não faço intenção de falar uma vez que seja com o novo Bispo do Funchal, assim como nunca falei com o seu antecessor. (LFM)
O que acho prioritário e julgo ser o mais importante, olhando de fora para dentro, é que alguns assuntos de natureza religiosa, autênticas páginas polémicas - que os partidos políticos também têm - sejam resolvidos da forma mais adequada. Se isso não acontece, então duvido que a mesma autoridade moral seja reconhecida quando se trata de se envolver na política e nos partidos. E daqui não saio. Diria rigorosamente o mesmo se os políticos andassem por ai, todas as semanas, a falar de religião e da Igreja. Já agora uma recomendação ao Prelado funchalense: no próximo discurso ou homilia, faça um apelo às pessoas para que votem, não em partidos em concreto, mas para irem às urnas mesmo que seja para votar em branco. Isso seria muito útil no combate à abstenção. Da minha parte, assunto encerrado, não sou dado a alimentar polémicas e muito menos a dar de comer à mendicidade que a reboque das redes sociais fala do que quer e entende, como quer e entende, sem perceber patavina do que está em cima da mesa, no fundo mostrando-se como uma corja miseráveis ignorantes ou sabujos e merda que são. Tal como não faço intenção de falar uma vez que seja com o novo Bispo do Funchal, assim como nunca falei com o seu antecessor. (LFM)
quarta-feira, agosto 14, 2019
Notas do Porto Santo
Dizia-me alguém, por estes dias, que o Porto Santo está transformado numa espécie de jardim infantil dos 13 aos 16 anos graças ao facto de estarmos na mesma ilha e que ao contrário do que a TAP exige - no caso das viagens para fora da Região e quando as crianças não são acompanhadas pelos pais - não é preciso declaração de autorização dos pais para viajar entre a Madeira e o Porto Santo. Bem vistas as coisas não há diferenças entre o Porto Santo e o Porto Moniz, São Vicente ou Calheta. O problema reside nos pais que devem impor, caso queiram, regras porque não é preciso ser muito inteligente para antever qual o ambiente que espera os filhotes com 13, 14, 15 ou 16 anos. Depois escandalizam-se todos com os comas alcoólicos e com as atitudes sociais de falta de respeito pelos outros - casos de apartamentos em unidades turísticas em que meia dúzia de parvalhões que se viram livres dos pais por uns dias, resolvem berrar e dizer asneiras atrás de asneiras, às 2 ou 3 da manhã como se os vizinhos não contassem para nada, sejam eles idosos ou crianças, algumas até doentes. Bastou alguém ligar para a polícia (ou ameaçar, não sei bem) e os cagões borraram-se todos de medo, só por serem identificados. Isto não tem nada com as festas no Porto Santo, tem a ver com o chá que se vai bebendo, ou não bebendo, desde os primeiros passos na vida
Sei de algumas unidades hoteleiras da ilha Dourada que começaram a recusar reservas para estadas de clientes com menos de 16 anos - reservas solicitadas pelos pais que depois vão berrar para os jornais se acontecer alguma coisa aos filhotes - temendo que qualquer situação menos normal possa implicar processos judiciais e a exigência de compensações financeiras às referidas unidades hoteleiras em situações mais extremas.
***
Não vou ao Porto Santo ganhar dinheiro com terceiros (para não ser mais agreste) nos 10 dias de férias em que lá fico. Tenho sempre regresso marcado... mas se acham que esta tudo bem, então façam tudo em duplicado ou em triplicado para essa satisfação suba até às nuvens... Por mim não me aquece nem arrefece nada.
***
Eu não sei de Anacom – entidade com competências para o efeito – realiza com regularidade auditorias aos sinais que são garantidos pelas operadoras de comunicações na Madeira e Porto Santo. Medindo a qualidade do sinal, a potência do mesmo e a estabilidade das ligações asseguradas por wi-fi. O que é certo é que quer na Madeira, quer no Porto Santo nestes período de Verão, nota-se que os sinais de wi-fi disponibilizados pelas operadoras no acesso aos dados móveis são vergonhosas aberrações que nem a inexistência de investimento por parte das empresas nem o aumento dos acessos no Porto Santo devido ao aumento de clientes, explica. Entre os clientes, no Porto Santo - ouvi várias vezes esse argumento – multiplica-se as acusações de que a qualidade do sinal wi-fi propiciado pelos operadores é, em conluio, deliberadamente desleixado, quase inexistente – incluindo em estruturas de turismo na ilha Dourada – para que os clientes sejam obrigados a comprar pacotes adicionais de dados móveis com todos os ganhos que daí resultam para as operadoras. E quando falo em operadoras falo na NOS e na MEO (ou Altice) porque a Vodafone comprovadamente ainda não chega aos calcanhares da qualidade do serviço que disponibiliza no Continente e relativamente ao qual, como cliente, posso confirmar. Aqui na RAM, não, essa qualidade é substancialmente inferior gostem ou não de ouvir. Um apontamento para alertar quem de direito porque esta bandalheira não pode continuar e precisamos saber se nos andam a vender gato por lebre neste domínio das comunicações.
Continua a saga anti-Berardo. E a bandidagem do colarinho branco?
Continua a saga Justiça versus Berardo. Nada a dizer, todos sabemos os motivos. Mas continuo à espera que a justiça seja justa com outros escândalos bancários e de vergonhoso gamanço e que os bancos lesados percam a vergonha e assumam que foram enganados pelo embuste financeiro e empresarial liderado pelo ex-BES. Afinal o que é que a justiça fez até este momento no caso do ex-BES?
Assembleia da Venezuela nomeia comissão para definir data das eleições
A Assembleia Nacional Constituinte da Venezuela, próxima do presidente Nicolas Maduro, nomeou uma comissão que deverá definir o melhor momento para organizar eleições parlamentares. O calendário eleitoral prevê eleições em 2020, mas, o presidente da assembleia constituinte não descarta uma ida às urnas ainda este ano. "De acordo com a lei, a Constituição e a situação política do país, depois de consultar todas as instituições do povo, avaliaremos qual é a melhor altura para organizar eleições legislativas. Se da consulta resultar que deverão ser a 1 de janeiro, então serão nesse dia, se disser que deverão ser este ano, seguiremos a consulta", anunciou Diosdado Cabello. Eleito em 2015, o parlamento é a única instituição controlada pela oposição. A Assembleia Constituinte foi eleita em julho de 2017 para contornar o parlamento, após manifestações que levaram à morte de 125 pessoas. Nas redes sociais, Juan Guaido, autoproclamado presidente da Venezuela, reconhecido por vários países, incluindo pelos Estados Unidos, criticou a decisão da Assembleia Nacional Constituinte e garante estar a preparar uma ofensiva para formar um governo de transição e convocar eleições livres.
Venezuela: Maduro responsabiliza oposição pelas sanções
Nicolás Maduro responsabiliza a oposição pelas sanções aplicadas pelos Estados Unidos à Venezuela. O presidente liderou uma manifestação em Caracas. Maduro disse que o país está preparado em termos militares e políticos para qualquer ataque, venha de onde vier. O Presidente venezuelano disse ainda que reuniu mais de 13 milhões de assinaturas num manifesto. O objetivo é entregar o documento nas Nações Unidas para acabar com as sanções e o bloqueio dos Estados Unidos.
Venezuela: Assembleia Constituinte dissolve Parlamento e poder legislativo
Na Venezuela, o líder da oposição, Juan Guaidó, acusa a Assembleia Constituinte, controlada pelo governo, de querer dissolver o parlamento. A mensagem foi deixada nas redes sociais.
Venezuela: Maduro desafia Administração norte-americana
sexta-feira, agosto 09, 2019
quarta-feira, agosto 07, 2019
Caracas acusa Washington de "terrorismo económico"
O Governo de Nicolás Maduro acusa Donald Trump de "terrorismo económico". É esta a reação ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos a todos os negócios que envolvam o regime de Caracas. Caracas aconselha o Presidente norte-americano a preocupar-se com os massacres que no fim de semana mataram 30 pessoas no país.
Rádio com 5 milhões de ouvintes de véspera
O Bareme Rádio contabiliza mais de 5 milhões de ouvintes de rádio de véspera no primeiro semestre do ano. O estudo Bareme Rádio da Marktest quantifica, no primeiro semestre de 2019, em 5 milhões e 146 mil portugueses que ouviram rádio de véspera. Este valor corresponde a 60.1% dos residentes no Continente com 15 e mais anos. Em termos médios, cada português ouviu, ao longo do semestre, 3 horas e 7 minutos de rádio por dia. Este valor apresenta, no entanto, variações conforme o género, a região, a idade ou a classe social dos indivíduos. Os homens, os indivíduos entre 25 e 44 anos, assim como os pertencentes às classes sociais mais elevadas são quem apresenta consumos acima da média do universo, revelando assim mais afinidade com o meio rádio (afinidade acima de 100%). A análise tem como base os resultados do 1º semestre de 2019 do estudo Bareme Rádio da Marktest, que analisa o comportamento dos residentes no Continente, com 15 e mais anos, relativamente ao meio rádio (Marktest.com, Agosto de 2019)
Só Cristiano Ronaldo ultrapassa Cristina Ferreira
Cristiano Ronaldo manteve-se a personalidade mais mencionada nos social media, com Cristina Ferreira na 2ª posição, de acordo com o serviço Social Media Explorer da MediaMonitor. Cristiano Ronaldo foi, entre as personalidades analisadas pelo serviço Social Media Explorer da Mediamonitor, o que registou maior número de menções nas redes sociais durante o mês de julho. O jogador de futebol mantém a primeira posição à seis meses consecutivos. Em sites como Facebook, Twitter, Blogs, Fóruns e Instagram, foram encontradas, ao longo do mês, mais de 6 mil referências ao jogador. A apresentadora Cristina Ferreira manteve a segunda posição do buzz social de personalidades, com cerca de 2,5 mil menções. O líder do PSD Rui Rio subiu ao terceiro lugar da tabela com cerca de 2,1 mil menções e logo atrás deste, encontra-se o primeiro ministro, António Costa, que subiu à quarta posição com mais de 2 mil menções. José Sócrates desceu duas posições, ficando na quinta posição do buzz social de personalidades, com mais de 1,5 mil menções. Bruno Lage, Mário Centeno, David Carreira, Pinto da Costa e Passos Coelho completam a lista dos 10 nomes mais mencionados nos social media em julho (Marktest.com, Agosto de 2019)
Nota: diferenças reais num clima de manipulação e mentira
Diferenças entre a Madeira e os Açores em Junho de 2019, segundo dados oficiais da Segurança Social - por isso não se deixem enganar pelas tretas dos partidos para quem só importa a caça aos votos ou de alguns ambiciosos "milagreiros" de pacotilha que andam à solta por aí preocupados com a sua sobrevivência política pessoal:
- Beneficiários com processamento de Complemento Solidário para o Idoso
Açores - 3.665
Madeira - 3.112
- Pensões de invalidez
Açores - 6.791
Madeira - 6.209
- Pensões de Velhice
Açores - 26.993
Madeira - 41.361
- Pensões de sobrevivência
Açores - 14.556
Madeira - 18.223
- Famílias com processamento de RSI
Açores - 5.972
Madeira - 2.566
- Beneficiários com processamento de RSI
Açores - 16.594
Madeira - 5.467
- Valor médio processado de prestação do RSI por beneficiário
Açores - 84,89 euros
Madeira - 113,44 euros
País - 117,5 euros
- Valor médio processado de prestação do RSI por família
Açores - 278,21 euros
Madeira - 247,05 euros
País - 260,80 euros
- Requerentes com processamento de abono de família
Açores - 22.325
Madeira - 19.702
País - 763.714
- Titulares com processamento de abono de família
Açores - 34.267
Madeira - 29.387
País - 1.113.986
- Titulares com processamento de bonificação por deficiência
Açores - 3.335
Madeira - 3.528
País - 102.696
- Beneficiários com prestações de desemprego
Açores - 5.426
Madeira - 4.932
País - 160.508
- Valores médios mensais do subsídio processados por beneficiário
Açores - 438,43 euros
Madeira - 433,29 euros
País - 494,97 euros
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