domingo, outubro 02, 2011

Opinião: "Crisis y modelo de Estado: el futuro del Estado de las Autonomías"

"La crisis económica ha suscitado un debate sobre la necesidad de racionalizar las distintas estructuras político-administrativas que ha llevado incluso, a algunas voces, a cuestionar el modelo vigente. Así, desde el Gobierno y el partido que lo sustenta hay apelaciones a la necesidad de "racionalizar el desarrollo autonómico" para ganar en eficacia, evitar duplicidades y asegurar la "unidad de mercado". Es decir, el Partido Socialista, de paladín de la España plural y campeón del federalismo, pasa ahora a defender veladamente una segunda LOAPA.
Pero desde el Partido Popular se va incluso más allá y su Presidente de honor, José María Aznar, afirma sin ambages que el Estado de las Autonomías no es viable. Para quienes utilizan la crisis económica como coartada para iniciar esta ofensiva recentralizadora quizá sea conveniente recordar algunos datos: La crisis no tuvo su origen en el gasto público. El déficit público es consecuencia del descenso de ingresos motivado por la crisis y de la movilización de ingentes recursos públicos para paliar una crisis originada en el sector privado. El porcentaje de déficit público atribuible a las comunidades autónomas es sensiblemente inferior al porcentaje del gasto público que tienen la responsabilidad de gestionar, pese a que casi un 70 % de ese gasto lo absorven servicios públicos como la educación, la sanidad y los servicios sociales, dónde no es fácil reducir el gasto sin debilitar servicios y prestaciones esenciales para el bienestar de la población. Aún hoy la deuda pública del Estado español es sensiblemente inferior a la de muchos Estados de nuestro entorno (57,4 del PIB). De ese 57,4 % del PIB, un 44, 1% corresponde la deuda de la administración central, mientras que la de las comunidades autónomas tan sólo representa el 9,9% y un 3,4% la de los ayuntamientos. Por lo tanto, los datos desmienten categóricamente la falsa imagen de que las Comunidades Autónomas son despilfarradoras y amenazan la sostenibilidad del modelo. ¿Por qué entonces esta ofensiva? Muy sencillo, la crisis está intentando ser aprovechada para lograr una mayor concentración de la riqueza y del poder económico, y ello requiere también una mayor concentración del poder político que lo haga viable. Esta, y no otra, es la verdadera razón de esta ofensiva. Sí lo que se trata es de racionalizar estructuras administrativas para ganar en eficacia y evitar duplicidades, hay otros caminos posibles: Adecuar la dimensión de la administración central al reparto competencial existente. ¿Es lógico que tras más de treinta años de democracia el número de Ministerios siga siendo prácticamente el mismo, pese a que muchas de las competencias han sido transferidas a las comunidades autónomas? Implantar la administración única, asumiendo que las Comunidades Autónomas también son Estado, de forma que sean ellas quienes ejecuten en su territorio las competencias del Estado central. Avanzar en la plena autonomía fiscal de las Comunidades Autónomas. Con el actual modelo se da la paradoja de que existe una alta descentralización en la gestión del gasto y un alto grado de centralización en la gestión de los ingresos.
Si se apela a la necesidad de una mayor responsabilización de las Comunidades Autónomas deben asumir ellas la gestión tributaria, para que exista una correspondencia entre generación de ingresos y políticas de gasto, contribuyendo también, en la que parte que les corresponda, al sostenimiento del Estado común. Revisar el papel del Senado, para adecuarlo en su composición y funciones a su condición de Cámara territorial. Un Senado como el actual, reducido al papel de Cámara de segunda lectura, si que genera duplicidades innecesarias y resta eficacia a la labor del legislativo. Impulsar fórmulas de cooperación y agrupación de ayuntamientos, para superar la actual atomización municipal, y suprimir las Diputaciones Provinciales.
Si de lo que se trata es de racionalizar estructuras administrativas ¿es lógico que en estos treinta años se haya desarrollado un nuevo modelo de organización político territorial sin antes revisar el modelo provincial preexistente? Y por último, a los que afirman que es ridículo que existan 17 defensores del pueblo, recordarles simplemente que fueron precisamente ellos los impulsores del café para todos, sin duda para diluir, en ese totum revolutum, la identidad nacional vasca, gallega y catalana. En consecuencia se debe asumir como normal la asimetría en el desarrollo del autogobierno, inherente al propio diseño contemplado en la Constitución, pues no hay nada más injusto que tratar por igual realidades diferentes. Por lo tanto, es necesario superar la dinámica de generalización y emulación en el desarrollo autonómico, admitiendo con naturalidad que Galicia, Euskadi y Catalunya son realidades nacionales que exigen un tratamiento singular"
.(Texto de Francisco Xesús Jorquera Caselas es portavoz del BNG en el Congreso de los Diputados, com a devida vénia
)

ANAM: 8,8 milhões na remodelação e desenvolvimento da Aerogare da Madeira

Segundo o relatório e contas da ANAM de 2010, "a necessidade de aumentar a rentabilidade de exploração comercial do Aeroporto da Madeira, combinada com o desejo de melhorar as condições de conforto do passageiro levam à necessidade de estudar a reformulação dos circuitos de embarque/desembarque, nomeadamente através da optimização das áreas disponíveis nos pisos 2 e 3, intervindo-se em áreas operacionais, comerciais e da restauração, estando previsto na sua fase de desenvolvimento ultimo a possibilidade de se instalarem mangas telescópicas. O correspondente Estudo Prévio de Arquitectura foi adjudicado à firma MC Arquitectos, Lda. pelo preço de 116 mil Euros e encontra-se, presentemente, concluído e entregue. A execução dos trabalhos referentes a esta intervenção, para que se prevê uma duração de 36 meses e uma estimativa de custo na ordem dos 8,85 milhões de Euros, deverá iniciar-se a partir de 2012, ano em que se considera para investimento a verba de 1,89 milhões de Euros. Como fase preliminar deste Projecto, está prevista uma intervenção pontual iniciada em 2010 e com continuidade em 2011, a nível do rejuvenescimento das actuais áreas comerciais e restauração do 3º piso, cujo valor estimado é de 200 mil Euros" (...)

ANAM quer investir 13 milhões no reperfilamento e repavimentação das pistas do Funchal e Porto Samto

"Aeroporto da Madeira
Os pavimentos betuminosos da pista e caminhos de circulação apresentam uma fendilhação e desagregação superficial em evolução rápida e preocupante, consequência de uma situação patológica da camada superficial do tipo top-down craking, originada pelo envelhecimento precoce do ligante betuminoso.Na sequência de concurso público contratou-se à CENORPLAN – Planeamento e Projectos, Lda. a elaboração do Projecto para o Reforço e Reperfilamento da Pista, que se espera esteja concluído no 1º trimestre de 2011 e cujo custo orçamentado é de 117 mil Euros. A necessidade de entretanto assegurar as condições mínimas operacionais dos pavimentos betuminosos levou à realização, através de concurso, de uma intervenção para reparações pontuais, adjudicado à Tecnovia Madeira, que estarão concluídas em Janeiro 2011 e representaram um custo global de 368 mil Euros e constituí uma primeira fase do trabalho. Assim, a execução da Empreitada correspondente a este projecto e as intervenções pontuais na pista, têm um valor estimado de 7.170 mil Euros, a realizar em 2010 e anos seguintes.
Aeroporto de Porto Santo
A pista dispõe de um comprimento total de 3.000m, dos quais 2.450m são em betuminoso, cujo ciclo de vida útil se encontra já esgotado e, portanto, em fase de degradação estrutural. Esta situação, caso não seja efectuada uma intervenção a curto prazo originará, num futuro próximo, uma ruptura da capacidade de carga da estrutura da pista, de que poderá, no limite, vir a inviabilizar as operações. Assim, a realização do Projecto de Reforço e Reperfilamento foi adjudicado à empresa NORVIA – Consultores de Engenharia, SA, na sequência de concurso público, por um valor de 114 mil Euros. A execução global da correspondente empreitada, com um valor previsto de 6.000 mil Euros, está prevista para 2011, 2012 e 2013. O volume deste investimento obriga a ANAM, SA a procurar obter comparticipação financeira para a execução desta empreitada, dado a natureza da utilização civil e militar deste Aeroporto e ser uma infraestrutura altamente deficitária. De modo a minimizar-se os inconvenientes operacionais resultantes do estado dos pavimentos, lançou-se um concurso para a realização de reparações pontuais que foi adjudicado por 27 mil Euros à EDIMADE – Edificadora da Madeira, SA, estando prevista a execução dos trabalhos durante o 1º trimestre de 2011
(fonte: relatório e Contas da ANAM de 2010)

O que diz a ANAM a tal empresa "madeirense" onde o Estasdo tem 80%?!

O que diz o relatório e contas da ANAM de 2010 - a tal empresa que o Minsitério das Finanças escondeu que é detida em 80% pela ANA, do Governo de Lisboa cabendo apenas 20% à Madeira:
"Em 1993, o Governo Regional da Madeira - como Concedente – celebra com a ANAM, SA, o Contrato de Concessão, com o direito de promover e executar as obras de Ampliação do Aeroporto de Santa Catarina e de desenvolvimento das infraestruturas, na RAM e ainda executar, sob sua responsabilidade, as actividades em regime de serviço público, sendo os montantes das taxas fixadas pelo Governo Regional. Neste quadro, a ANAM, SA desde a sua constituição, realizou investimentos em infraestruturas aeroportuárias na RAM que, totalizam à data, cerca de 585,1 milhões de Euros. Estes investimentos foram cobertos por Capitais Alheios, Fundos Comunitários, e Capital Accionista. Em 2007 iniciou-se o processo de amortização dos empréstimos ao BEI, após final do período de carência. No final de 2010 o endividamento da Empresa totaliza cerca de 207 milhões de Euros a médio e longo prazos repartido por empréstimos (10): i) um empréstimo bancário junto do BEI; ii) dois empréstimos Schuldschein contraídos no ABN Amro Bank e no BGB; iii) um empréstimo Obrigacionista junto do BNP Paribas. A situação financeira da ANAM, SA continua caracterizada por uma estrutura de balanço com um peso significativo de activo fixo, fruto dos investimentos realizados nos últimos anos com recurso a dívida financeira e subsídios. O Capital Próprio é de 1.952 mil Euros e a Tesouraria Líquida de 35.292 mil Euros. O Passivo Financeiro da ANAM, SA diminuiu nos últimos exercícios, face ao reembolso antecipado de alguns empréstimos. No entanto, atendendo às características da dívida, em termos de reembolsos, foi mantido, em 2010, o nível de endividamento de 2008, ou seja, cerca de 207 milhões de Euros (...)
Regista-se, que a dívida da ANAM, SA ascende a cerca de 207 milhões de Euros, o que significa uma redução superior a 25% nos últimos 4 anos. Esta redução incidiu totalmente na dívida garantida pelo Estado, uma vez que o empréstimo obrigacionista, garantido pela ANA, SA, deverá ser reembolsado em 2014, pela totalidade. Assim, verificou-se neste período, uma diminuição do risco do Estado, superior a 30%, face à dívida total garantida.
Financiamento dos Investimentos realizados
No início da década de 90 foi decidido, pelo Estado e pela Região Autónoma da Madeira, com o apoio da ANA, SA, que constituíam, como hoje, a totalidade dos Accionistas da ANAM, SA, realizar o Projecto de Ampliação do Aeroporto do Funchal. Foi, também, decidido que o financiamento seria fundamentalmente concretizado com Fundos Comunitários e Capitais Alheios. O projecto em questão, apenas ficou concluído em 2003, tendo-se reconhecido em 2004 a insuficiência de meios financeiros, não só para os novos investimentos como ainda para o próprio funcionamento da Empresa. Assim, foi contratado um empréstimo obrigacionista, de 50 milhões de Euros, com a garantia do Accionista ANA, SA. Os Fundos Comunitários ascenderam a 226 milhões de Euros e o endividamento foi de 232 milhões de Euros (junto do BEI, ABN Amro Bank e BGB), excluindo os 50 milhões de Euros do empréstimo obrigacionista (...)
SÍNTESE DO DESEMPENHO
O exercício de 2010 encerrou com um Resultado Líquido positivo de 784 mil Euros e um Resultado Operacional de 6.011 mil Euros. Lembra-se que, no passado recente, quer os Resultados Líquidos quer os Operacionais, apresentavam desempenhos negativos. A alteração ocorrida é consequência directa da adopção da interpretação IFRIC 12 ao exercício de 2010 e, ainda, à consideração da extensão do Contrato de Concessão (por mais 20 anos). Em paralelo, recorda-se que, estes Resultados, obtidos em contexto económico-financeiro extremamente difícil, resultam, também, da redução da actividade verificada em 2010, da manutenção das tarifas aeroportuárias, inalteradas desde 2006, e de medidas de gestão atinentes à contenção de custos. A nível da actividade, o decréscimo de (5,3%) no tráfego de Passageiros e um ligeiro crescimento de 0,2% nos Movimentos, induziram decréscimos acentuados na actividade e nas receitas do ano. A liberalização da rota entre o Continente e a Região Autónoma da Madeira possibilitou um incremento muito significativo de tráfego nesta rota em 2009, mas insuficiente para compensar as perdas nos principais mercados de captação turística (Reino Unido e Alemanha). Em 2010 não só as rotas com o Continente apresentaram, apesar do aumento de oferta, diminuições de tráfego, como as quebras registadas nos principais mercados emissores se acentuaram. Pela positiva, merece algum destaque, o crescimento no tráfego da França, Dinamarca e Venezuela, embora se trate de mercados secundários. Assim, no que ao tráfego de Passageiros respeita, todos os indicadores tiveram em 2010, uma evolução negativa:
a) Os Passageiros diminuíram (5,3%) em termos globais, sendo por aeroporto: (4,8%) no Aeroporto da Madeira e (14,0%) no Aeroporto de Porto Santo.
b) O Movimento de Aeronaves, com um ligeiro crescimento de 0,2%, cresceu no Aeroporto da Madeira 0,6%, mas teve um desempenho negativo de (3,1%) no Aeroporto de Porto Santo, face ao ano anterior.
c) A Carga Operada teve um decréscimo de (2,1%) nos Aeroportos da RAM: diminuiu (2,6%) no Aeroporto da Madeira e um desempenho positivo de 12,6% no Aeroporto de Porto Santo. Também a situação do Correio teve um comportamento negativo com (4,5%), em relação ao ano anterior. Em consequência do desempenho do Tráfego, os Proveitos Aviação tiveram, em 2010, face a 2009, uma redução global de (3,4%). As receitas geradas pelo Estacionamento e Abrigo mantiveram-se e apenas a Assistência em Escala teve um crescimento de 5,7%. As actividades relativas à Não Aviação, nas componentes: Retalho, Imobiliária, Publicidade, Rent-a-Car e Parques de Estacionamento tiveram, em termos globais, um decréscimo nos Proveitos de (2,4%). Este decréscimo decorre das quebras registadas no Retalho, na Imobiliária, nos Parques de Estacionamento e na Publicidade, dado que a evolução positiva do Rent-a-Car, foi manifestamente insuficiente para “suster” uma redução generalizada neste tipo de proveitos. Por outro lado, a Componente Segurança passou a representar em 2010, no cômputo do Volume de Negócios (sem incluir a rubrica Contrato de Construção), uma parcela de 8,5%, embora se trate de um proveito não “core” e que, de uma maneira geral, não contribui para os Resultados da Empresa. É, ainda, de salientar que por força do Regulamento (CE) nº 1107/2006, de 05 de Julho, se iniciou em 26.JUL.2008 a operação de uma nova actividade: PMR’s – Passageiros de Mobilidade Reduzida, cuja taxa, de 0,61€ por passageiro, apenas entraria em vigor em 01. DEZ.2008. Dado tratar-se de uma taxa indexada aos Passageiros, a redução das receitas de (5,2%) encontra-se em linha com a variação registada nos Passageiros. Em 2010, 70% do volume de negócios da Empresa está concentrada em 10 clientes: 7 companhias aéreas, 2 handlers e a Loja Franca (ELFRAMA). A nível da despesa, a ANAM, SA deu continuidade a uma política de contenção de custos e à restrição aos investimentos relacionados com infraestruturas, mas deu cumprimento ao plano de investimentos de manutenção, exploração e correntes orçamentados, totalizando os Investimentos realizados, em 2010, 1.033 mil Euros. Julga-se ser de referir que, os Investimentos assinalados, foram integralmente suportados com meios próprios, dado não ter sido possível aceder, ao apoio financeiro de quaisquer fundos. Em 2005, a ANAM, SA, iniciou um Programa para a Optimização do Efectivo que, desde então, colheu a adesão de 84 efectivos, contribuindo para uma redução líquida do quadro de pessoal em 67 efectivos, dado no período em causa, o quadro ter passado de 393 para apenas 326 efectivos. Regista-se que, no mesmo período, se verificaram 32 admissões de técnicos qualificados, a maioria dos quais com habilitações superiores, provenientes do mercado de trabalho. A contrapartida das saídas verificadas, através de rescisões por mútuo acordo, traduziu-se, até à data, num investimento de 8.486 mil Euros, cujo período médio de recuperação se estima em 3/4 anos. A dívida da ANAM, SA, com cerca de 207 milhões de Euros, manteve-se, em relação ao ano anterior, e está representada por três empréstimos bancários e um empréstimo obrigacionista. Em 2011 termina o período de carência e inicia-se o reembolso ao BEI, do empréstimo contraído pela ANAM, SA junto daquela entidade.Em termos globais, a ANAM, SA gerou Proveitos Operacionais de 42.999 mil Euros, originando um Resultado Operacional EBIT de 6.011 mil Euros. O Cash-Flow Operacional EBITDA, no valor de 11.148 mil Euros, é positivo e corresponde a 29,8% de margem do EBITDA. O Resultado Financeiro de (3.924) mil Euros, registou em 2010, um ligeiro agravamento face à evolução das taxas activas com indexante à Euribor, não compensadas pelas taxas de juro passivas, provenientes das aplicações financeiras. O Resultado Líquido de 784 mil Euros positivos em 2010, que compara com os (932) mil Euros negativos, alcançados em 2009, após reexpressão dos valores, face à adopção da IFRIC 12, sendo despiciendo para os resultados alcançados, o desempenho da actividade da Empresa de 2010. Em finais do ano de 2010, o Conselho de Administração, no cumprimento do mandato que lhe foi atribuído pela Assembleia Geral de 26 de Março de 2010, apresentou ao Concedente e aos Accionistas, uma proposta de revisão do Contrato de Concessão, com vista ao alargamento do seu prazo e à apresentação de um ponto de situação dos trabalhos que explicite as alterações preconizadas e o impacto financeiro que as mesmas terão na Empresa" (...) Durante o exercício de 2010, a ANAM, SA realizou Investimentos que totalizam 1.033 mil Euros, os quais correspondem a 31,6% do valor previsto de 3.265 mil Euros (...) Os investimentos realizados pela ANAM, SA concluídos, em infraestruturas nos Aeroportos da RAM, totalizam, até à data, cerca de 585 milhões de Euros".

Continente: Ir às urgências pode vir a custar até 50 euros...

Li no Económico que no Continente, "utentes com rendimentos menores que 624 euros não vão pagar. As taxas moderadoras nas urgências dos principais hospitais do país poderão chegar aos 49 euros, mais 39 euros do que se paga actualmente, avança hoje o Jornal de Notícias. Os valores estão por definir mas o Ministério da Saúde só garante que não ultrapassarão um terço dos preços do SNS. No caso de uma urgência hospitalar, cujo valor pago pelo SNS é de cerca 150 euros, significa que a taxa moderadora andará sempre abaixo dos 50 euros, quando hoje é de 9,60 euros. Àquele valor é acrescido o custo dos actos médicos a que o doente foi sujeito, que também deverá subir. No caso de uma urgência médico-cirúrgica, o valor da inscrição poderá atingir os 36 euros (actualmente 8,60 euros) e uma consulta externa poderá ficar por 10 euros (4,60 euros). Segundo um documento distribuído pelo Ministério, com a revisão da tabela das taxas moderadoras que ainda será feita, pretende-se aumentar a diferença entre o pagamento em hospital ou em centro de saúde, colocando taxas mais elevadas a nível hospitalar. A revisão do regime das isenções das taxas moderadoras, uma medida prevista pela ‘troika' com ‘deadline' para Setembro, foi ontem aprovada em Conselho de Ministros”.

Metade dos cidadãos entre os 55 e os 64 anos estão desempregados

Diz o Económico que "metade dos portugueses entre os 55 e os 64 anos estão desempregados e quase 80% dos pensionistas recebem menos de 500 euros por mês, revela a Pordata a propósito do dia das pessoas idosas. Segundo dados revelados pela Base de Dados de Portugal Contemporâneo (Pordata), no ano passado a taxa de emprego entre os 25 e os 44 anos era de 80,5%, enquanto na faixa etária dos 45 aos 54 se situava em 77,1%. Já entre os 55 e os 64 anos, a taxa de emprego era apenas de 49,3%. Quase 80% das pensões de velhice da Segurança Social são inferiores a 500 euros mensais, de acordo com a mesma fonte. Recordando que 2012 é o Ano Europeu para o Envelhecimento, a entidade que elabora estas estatísticas afirma que, no início dos anos 70, por cada pessoa com 65 anos ou mais, existiam duas crianças com menos de 10 anos. Actualmente, acontece que por cada criança com menos de 10 anos existem dois idosos. Portugal é o décimo país da União Europeia com maior percentagem de idosos a viver abaixo do limiar da pobreza e sozinhos, com 32,7% de taxa de risco de pobreza após transferências sociais. Com taxas superiores à de Portugal surgem apenas, entre os países da Europa a 15, a Suécia (33,1), Espanha (41) e Finlândia (42,2). Enquanto em 1989, segundo a idade média ao nascimento do primeiro filho, uma mulher seria avó aos 49 anos, hoje só o será aos 57. Apenas 13% dos idosos portugueses entre os 65 e os 74 anos utilizaram um computador nos últimos três meses, quase um terço dos 31% representados na UE, revela ainda a Pordata. No entanto, Portugal é um dos países onde este valor mais tem aumentado, representando uma subida de 225% desde 2006".

A sondagem do "Expresso"

Segundo o Publico, "uma sondagem realizada entre 22 e 27 de Setembro mostra que o Partido Socialista é o único a crescer nas intenções de voto, sendo que ainda assim o PSD manteria uma confortável maioria. Se as eleições fossem hoje, de acordo com o estudo realizado pela Eurosondagem para a SIC, Renascença e Expresso, o PSD conseguiria conquistar 39,3% das intenções de voto – mais 0,7 pontos percentuais que nas legislativas de 5 de Junho mas menos 0,3 que na última sondagem. Ainda em comparação com o barómetro publicado no início de Setembro, o PS sobre para os 28,2% (mais 1,3 pontos percentuais), sendo mesmo o único partido a registar uma subida. Já o CDS, partido que está no Governo em coligação com o PSD, desce 0,4 pontos para 12,1%. A CDU perdeu também 0,2 pontos para os 8,2% e o Bloco de Esquerda é o partido a recolher menos votos, situando-se nos 5,3%, o que representa uma quebra de 0,2 pontos percentuais. No que diz respeito a popularidade, o mesmo estudo indica que o Presidente da República, Cavaco Silva, continua a ser o político com mais opiniões positivas, apesar de ter perdido cinco pontos percentuais em relação ao último mês, mantendo-se ainda assim com 50,7% de opiniões favoráveis. Logo a seguir vem o líder centrista e ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, com 36,4% de opiniões positivas (mais 1,8 pontos) e o primeiro-ministro e líder do PSD, Pedro Passos Coelho, com 35,6% de opiniões positivas (mais cinco pontos). À esquerda, o novo líder do PS, António José Seguro, reuniu 33% de opiniões positivas (mais 2,5 pontos). Seguiu-se o secretário-geral comunista, Jerónimo de Sousa, com 26% (mais 1,6 pontos) e o líder bloquista, Francisco Louçã, com 25,4% (mais 2,1 pontos). Já a popularidade do Governo caiu para 30,2% de avaliações positivas, o que representa uma quebra de 2,7 pontos percentuais. A Assembleia da República recolheu 27% de opiniões positivas – uma subida de 4,6 pontos. O estudo revela, contudo, notas negativas para o desempenho do Ministério Público e dos juízes, com um saldo negativo de -8,1% e -11,1%, respectivamente.

Ficha técnica

Este estudo foi efectuado por telefone, pela Eurosondagem, para a Renascença, Expresso e SIC entre os dias 22 e 27 de Setembro tendo como universo a população com mais de 18 anos residente em Portugal Continental em lares com telefone da rede fixa. Os entrevistados foram distribuídos aleatoriamente no que se refere ao sexo e à idade. A amostra foi estratificada por regiões: 20,3% na região norte, 15% na área metropolitana do Porto, 27% na área metropolitana de Lisboa, 28,1% na região centro e 9,6% na região sul. Num total de 1036 entrevistas validadas que correspondem a uma taxa de resposta de 78,2%. A intenção de voto resulta de um exercício meramente matemático em que se considera como abstencionistas os 23,6% que “não sabe” ou não responde. O erro máximo da amostra é de 3.04% para um grau de probabilidade de 95%".

Alberto João Jardim no 7º tempo de antena na RTP/Madeira

"Na Madeira, o Partido Social Democrata fez a Revolução Tranquila que a “esquerda” gostaria de ter feito. Por causa do seu radicalismo e falta de qualidade dos seus candidatos a políticos, a esquerda não teve capacidade para concretizar, na Madeira, a revolução que desejava.
O PPD/PSD fê-la.
Demos a terra a quem a trabalhava, travámos a emigração, mudámos as condições de vida económicas, sociais e culturais.
Revolucionámos na construção de habitação social, no sistema de impostos, nas estradas, portos e aeroportos que não existiam.
Mudámos os hábitos e os costumes, nomeadamente no mundo rural, reordenámos o território, estendemos a todo o arquipélago a energia, a água potável e de rega, bem como o saneamento básico. Defendemos o Ambiente e dois terços do arquipélago foram estabelecidos “zonas protegidas”. Generalizámos a Saúde e a Solidariedade Social, promovemos a Protecção Civil das populações, a todos alargámos a Educação, a Cultura e o Desporto. Reflorestámos estas ilhas e aumentámos o valor da produção agrícola.
A paz e a concertação sociais foram realidade indesmentível nestes trinta anos.
Nem a “esquerda”, nem a “direita” nos perdoam.
A “esquerda” pela sua impotência ante a Revolução Tranquila que fizemos.
Daí que eu peça o voto do eleitorado de “esquerda”.
Nós fizemos, de forma tranquila, a revolução com que a esquerda sonhou.
Os socialistas, em Portugal, estabeleceram um capitalismo selvagem
" (a emitir na RTP-Madeira a 2 de Outubro)

Alberto João Jardim no 6º tempo de antena na RTP/Madeira

"As próximas eleições regionais não vão ser decididas entre o PSD e qualquer dos outros partidos.
São um confronto entre o PSD, e eu principalmente, de um lado, e o poder económico inglês do antigamente, junto a uma burguesia rica mascarada de “esquerda”, grupo do qual os partidos da Oposição não passam de marionetas.
É engraçado que alguns desta burguesia rica mascarada de esquerda, no 25 de Abril nada tinham de seu.
Enquanto enriqueceram na Social-Democracia, foi feita uma campanha contra uma série de Empresários cujas Famílias já eram de posses, antes do 25 de Abril.
Para quê?
Para ocultar, fazer esquecer, quer a exploração sobre o Povo Madeirense antes do 25 de Abril, sobretudo pelo poder económico inglês, quer os sucessos, no nosso regime social-democrata, da burguesia nova-rica mascarada de “esquerda”.
Eis a razão desta situação em que nos encontramos para as eleições de 9 de Outubro.
De um lado, nós, autonomistas sociais-democratas do PPD/PSD.
Do outro, o poder económico inglês e a burguesia nova-rica sua aliada, apoiados na maçonaria e tendo como marionetas todos os partidos da Oposição, mais o “o diário de notícias” dos Blandys e a RTP/RDP, ditas da Madeira, ainda sob um conselho de administração em Lisboa, socialista e maçónico.
Partidos da oposição onde os seus dirigentes, fartos de perder eleições, não se demitem, não largam o tacho, são diferentes do que qualquer Democracia.
Cabe-Vos escolher, a mim, ou o poder inglês e seus aliados burgueses que controlam os partidos da oposição desdea extrema-direita aos comunistas
" (emitido na RTP-Madeira em 01 de Outubro)

Alberto João Jardim no 5º tempo de antena na RTP/Madeira

"A Região mostrou a dívida.
Mas não mostrou apenas a dívida directa, que é a que conta para o défice. Mostrou também a dívida indirecta.
A dívida directa é a que se afere com o Produto Interno Bruto.
A nossa dívida directa é 60% do Produto Interno Bruto da Madeira, enquanto a dívida directa da República Portuguesa é 106% do Produto Interno Bruto português. Embora no Japão, terceira potência industrial, a dívida directa represente 233% do respectivo Produto Interno Bruto, e nos Estados Unidos 100%.
E, o mais interessante, é que a Madeira pôs os números cá fora, mesmo antes das eleições, como era nosso dever, enquanto a República Portuguesa ainda não a apresentou no seu total a dívida indirecta.
Afinal, não fomos nós que escondemos o “buraco”.
É o Estado central que esconde, não um buraco, mas uma cratera.
Todas estas cenas da dívida regional, foram apenas para humilhar o Povo Madeirense, de quem os interesses financeiros, económicos e políticos de Lisboa, não gostam.
Mas vejam outras mentiras que puseram a circular:
- que os estudantes universitários iam perder as bolsas
- que iam retirar os subsídios nos transportes aéreos
- que ia acabar o subsídio de insularidade
- que se ia despedir funcionários públicos
- que um funcionário do PSD havia fugido para o Brasil, com dinheiro
- E por aí fora um rio de mentiras!
O Povo acha que quem lança estas mentiras, merece governar a Madeira?...
A Madeira precisa, sim, de um Governo de maioria absoluta para negociar com o PSD de Lisboa e com a troika.
É um erro dispersar votos!
Boa noite
" (emitido na RTP-Madeira em 30 de Setembro)

sábado, outubro 01, 2011

Açores: Atlanticoline vai penhorar bens dos Estaleiros de Viana?

Noticia a Lusa que "a Atlânticoline admitiu hoje avançar para um pedido de penhora de bens dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) dando o prazo limite de "uma semana" para a resolução do pagamento de sete milhões de euros relativo aos navios Atlântida e Anticiclone. "Os Estaleiros têm uma data limite até à qual aceitamos uma proposta, desde que realista. Esse prazo não acabou, mas obviamente que a tomada de posição de ontem (sexta-feira) só nos vem dar indícios de que não há qualquer interesse, dentro deste prazo, que ainda decorre, de uma solução", afirmou o presidente da Atlânticoline, Carlos Reis, numa conferência de imprensa. Na sexta-feira a administração dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo negou a existência de qualquer valor em dívida à empresa Atlânticoline, garantindo que até ao final de 2012 todos os pagamentos estão regularizados, depois de Carlos Reis ter afirmado que os ENVC estavam "em falta" no pagamento de sete milhões de euros”.

Líbia: porta-voz de Kadafi apanhado em Sirte vestido de mulher e com véu...

Segundo o ABC, "las fuerzas del Consejo Nacional de Transición (CNT) siguen avanzando en Sirte, donde aseguran que han capturado al portavoz de Gadafi, Musa Ibrahim, a quien ya dieron por muerto en un ataque en Trípoli el pasado mes de septiembre. Según ha informado el gobierno interino, Musa Ibrahim fue detenido en la noche pasada, cuando trataba de huir de la ciudad vestido con ropa de mujer y un velo. Sirte, localidad natal del desaparecido Gadafi, es una de las dos últimas ciudades en manos de las tropas leales al exdirigente. Los rebeldes se están haciendo en los últimos días con el control de la ciudad y este jueves capturaron el aeropuerto de la ciudad. La situación, no obstante, sigue siendo crítica para la población local y el CNT libio ha pedido a Naciones Unidas combustible para las ambulancias que evacuan a los heridos. Entretanto, los civiles siguen huyendo desesperados. Los combates en torno a la ciudad y la continuada inseguridad en torno a la zona de Bani Walid, el otro bastión que les queda a las fuerzas de Gadafi, están impidiendo al organismo internacional desplegar a cooperantes en su interior. La Interpol, por otro lado, ha emitido un aviso rojo para facilitar la detención de Saadi Gadafi, el tercer hijo del líder libio derrocado Muamar Gadafi, a petición de las nuevas autoridades de Libia. Esta es la primera vez que el CNT hace una petición de este tipo. Un aviso rojo no es formalmente una orden de arresto internacional, pero solicita la detención de una persona buscada con vistas a su extradición. El CNT había dicho a Interpol que Saadi Gadafi malversó propiedades mediante el uso de la fuerza y la intimidación cuando presidía la Federación Libia de Fútbol, según ha explicado el organismo policial en un comunicado. Interpol está intentando averiguar si, como han dicho varias fuentes, Saadi Gadafi, de 38 años, fue visto por última vez en Níger".

Açores: médicos ganham menos por hora e poupança de 270

Li no Correio dos Açores, "o secretário regional da Saúde, Miguel Correia, revelou ontem que a aquisição centralizada de refeições para os doentes dos três hospitais dos Açores vai permitir uma poupança de 270 mil euros por ano. Miguel Correia salientou que a providência cautelar apresentada por um dos concorrentes ao concurso “foi rejeitada pelo tribunal”, pelo que já estão reunidas as condições para “assinar o contrato com a empresa vencedora”. O contrato estabelece que a empresa fica também com a responsabilidade de fornecer água aos doentes, o que não acontecia anteriormente, além de permitir poupanças indirectas “na manutenção de equipamentos e luz nas cozinhas”. Até agora, os hospitais de Ponta Delgada, Angra do Heroísmo e Horta contratavam individualmente o fornecimento de refeições para os doentes, passando a existir agora uma centralização para a aquisição das cerca de 381 mil refeições anuais servidas naquelas unidades de saúde. Esta centralização permite à região pagar 3,52 euros por refeição, abaixo dos 3,69 euros pagos em Ponta Delgada, os 3,96 euros em Angra do Heroísmo e os 6,55 euros na Horta. Miguel Correia salientou que a crise acentuou a necessidade de poupar nos serviços de saúde, frisando que três medidas que entram em vigor no sábado devem permitir “poupar anualmente entre um e 1,5 milhões de euros”. “Pretendemos uma redução de 10 a 15 por cento do custo das horas extraordinárias, mensalmente e em comparação com o mês homólogo do ano anterior, o uso máximo dos equipamentos hospitalares de diagnóstico e um valor/hora a pagar aos médicos que exercem à tarefa ou na situação de prestação de serviço”, afirmou.



Redução no valor das horas dos médicos




Nas horas extraordinárias, “os médicos contratados à tarefa ou prestação de serviço passam a ser pagos a 30 euros à hora se forem especialistas, e a 25 euros por hora no caso dos restantes”. Quanto aos equipamentos hospitalares, defendeu ser “desejável o uso no máximo da sua capacidade, para impedir que os exames sejam prescritos para serem realizados com entidades com quem estão estabelecidas convenções”. Com esta medida a Região já poupou cerca de 1,9 milhões de euros nos equipamentos de Imagiologia e TAC de multicorte. A centralização da aquisição de medicamentos, com uma redução de custos estimada em um milhão de euros, e a de material de consumo clínico, são outras das medidas previstas para fomentar a poupança no sector. No consumo, está em curso a aquisição centralizada de vacinas, que custou menos 25 mil euros, enquanto na Ventiloterapia e Aerosolterapia os encargos caíram 45.500 euros e na aquisição de contraceptivos os custos devem descer 25 mil euros. Miguel Correia defendeu que “não se podem desperdiçar as pequenas poupanças”, alegando que todas juntas “são valores significativos”.

Opinião: "Olhos de Ver - Falar sério e claro!"

"Impressiona a passividade com que os nossos decisores políticos, regionais e locais, enfrentam e toleram esta crise de consequências imprevisíveis para os Açores. Agora mais do que nunca importa falar a verdade e explicar às pessoas o que está a acontecer. E os políticos regionais não estão a fazer isto. Pelo contrário os nossos decisores políticos continuam a viver num mundo de fantasia: de festas e esbanjamento, de mordomias inaceitáveis, de clientelismo e amiguismo e de projectos mirabolantes. Vivem em torres de marfim, ostracizados, afastados das pessoas, das empresas e dos seus problemas e dificuldades. E ainda não perceberam que o mundo mudou muito nos últimos anos, e o país vai ter de ser praticamente refundado, por obrigação externa. E isto vai ter consequências drásticas para a Região.
A Lei de Finanças Regionais vai ser alterada assim como a Lei de Finanças Locais, independentemente da gritaria que possa surgir. As transferências da república vão ser cortadas. Não tenhamos ilusões, porque não há alternativa. É preciso cortar, de forma significativa, na despesa pública. E não apenas pequenas medidas de efeito mediático e de impacto quase nulo.A máquina administrativa regional custa cerca de 600 milhões por ano. Isto é insustentável, mais ainda quando as receitas das transferências vão ser reduzidas. As receitas próprias da Região nem cobrem as despesas de funcionamento da administração. O investimento público (dito Plano) está a ser financiado pelo exterior: orçamento de estado e união europeia. Ora se as transferências vão ser reduzidas, e se não houver cortes drásticos na administração regional, o investimento público estará em causa e assim a desgraça será ainda pior. Antes que a Região seja obrigada a cortar, por imposição externa, é de todo aconselhável, antecipar este trabalho e avançar com um conjunto de medidas sérias e concretas de redução da despesa. Há gabinetes governamentais repletos de assessores, sem qualquer sentido, onde se gastam milhões por ano. Apenas por solidariedade e amizade políticas, ou para controlo pessoal. Há gastos com serviços externos que não são admissíveis. Há despesas de comunicações, de deslocações e estadas que são uma afronta aos açorianos que sofrem tremendas dificuldades, muitos deles portas adentro. Há mordomias assumidas pelos detentores de cargos públicos que têm de ser banidas. Há milhões e milhões desperdiçados com equipas profissionais que militam em campeonatos nacionais, para promoção pessoal de dirigentes e gáudio dos políticos. Fundos estes que servem apenas para alimentar atletas de fora. Milhões são gastos a transportar jovens no verão para as várias festas concelhias. Milhões e milhões continuam a ser gastos em festas e festanças.
Há inúmeros organismos regionais que têm de ser extintos ou fundidos e que para nada servem.
Há empresas públicas regionais que foram apenas instrumentos de desorçamentação e que agora só trazem mais despesa pública. Há equipamentos, verdadeiros elefantes brancos, sem receitas e apenas a pesar na despesa que têm de ser racionalizados. São estas algumas das ditas “gorduras” que importa rapidamente eliminar. Para se poder libertar fundos para a dinamização económica e criação de emprego e riqueza. Se assim não fizermos de forma gradual vamos ser obrigados a fazer de forma abrupta e a mando de qualquer entidade do exterior. Por isso e para isso é que temos governantes
".
(Texto de Luís Anselmo no Correio dos Açores, com a devida vénia)

Açores: todos querem que o imposto extraordinário entre nos cofres da Região

Diz o Correio dos Açores que "não correspondem à verdade notícias postas a circular ontem em Lisboa de que o governo dos Açores estaria disponível para que o imposto extraordinário sobre o subsídio de Natal cobrado nos Açores revertesse para os cofres da República. Praticamente todas as forças políticas da Região entendem que a receita deve ficar na Região. O Governo dos Açores reafirmou ontem que as receitas decorrentes do imposto extraordinário da IRS que será cobrado no subsídio de Natal pertencem à Região, rejeitando que esteja na disponibilidade de abdicar destas verbas. “A nossa posição é clara, é uma receita própria da Região. É assim que aponta a Constituição, o Estatuto Político-Administrativo dos Açores e os pareceres que temos de vários constitucionalistas”, afirmou Sérgio Ávila, vice-presidente do Governo dos Açores, em declarações aos jornalistas. Sérgio Ávila, que falava à margem do plenário da Assembleia Legislativa Regional, comentava notícias ontem divulgadas, segundo as quais o executivo açoriano teria manifestado disponibilidade para abdicar das verbas do imposto extraordinário cobradas na Região. No mesmo sentido, Duarte Freitas, líder parlamentar do PSD/Açores, assegurou que o seu partido “vai continuar a exigir que as receitas fiquem na Região”, admitindo a possibilidade de pedir a fiscalização sucessiva do diploma do governo nacional que cria o imposto extraordinário de IRS. Duarte Freitas já afirmou que o PSD/Açores foi o partido que manifestou, inicialmente, ao interesse em pedir a inconstitucionalidade da decisão do governo da República de absorver a receita do imposto extraordinário cobrado no arquipélago. Explicou que, na altura, o PS se havia insurgido com esta posição dos sociais-democratas açorianos. Entretanto, o líder parlamentar do PS/Açores confirmou que seguiu segunda-feira, para o Tribunal Constitucional o pedido de fiscalização sucessiva abstracta da constitucionalidade da sobretaxa em sede do IRS de 50 por cento do subsídio de Natal, criada recentemente pelo Governo da República. Depois de refutar notícias que dão conta que a Região tinha abdicado das verbas resultantes desta sobretaxa, Berto Messias adiantou que este pedido de fiscalização foi subscrito, também, pelo Grupo Parlamentar do BE e pela Representação Parlamentar do PCP. “Não abdicamos do princípio de que as verbas cobradas aos contribuintes açorianos sejam receita da Região Autónoma, como prevê a Lei de Finanças Regionais, o Estatuto Político-Administrativo e a Constituição”, garantiu o Presidente da bancada socialista, que voltou a manifestar-se contra o facto de o Governo da República pretender que esta verba reverta para o Orçamento de Estado. Berto Messias recordou que o Grupo Parlamentar do PS/Açores tinha apelado, em Agosto, ao Presidente da República para que utilizasse os mecanismos à sua disposição para esclarecer todas as dúvidas constitucionais antes que a lei entrasse em vigor. Tendo em conta que a Lei foi promulgada a 27 de Agosto – não ocorrendo a fiscalização preventiva da constitucionalidade – o Grupo Parlamentar do PS/Açores decidiu avançar para o Tribunal Constitucional para que este se pronuncie sobre esta matéria”.

Açores: aprovada proposta de maior transparência sobre o que se passa nas empresas públicas

Noticia o Correio dos Açores que "a Assembleia Legislativa dos Açores aprovou por unanimidade um diploma proposto pelo PSD que cria um regime de informação e apresentação de contas do sector público empresarial regional, com algumas alterações apresentadas pelo PS e CDS-PP. “Este diploma integra um pacote apresentado pelo PSD/Açores para dar mais transparência e permitir conhecer de forma mais aprofundada o que se passa com o sector público empresarial da região”, afirmou o vice-presidente da bancada parlamentar do PSD/Açores, António Marinho. Por seu lado, o vice-presidente da bancada socialista, Francisco César, assegurou que o seu partido fará “tudo o que estiver ao alcance para que a assembleia possa estar bem informada e ter acesso mais rápido à informação”. Nesse sentido, o PS/Açores apresentou algumas alterações relativamente às datas em que deve ser prestada a informação ao parlamento, de forma a garantir que todos os documentos necessários estejam disponíveis. Estas alterações mereceram a aprovação do PSD, o que já não ocorreu relativamente à alteração proposta quanto ao debate anual que os sociais-democratas pretendiam instituir. Relativamente a esta questão, Francisco César defendeu que a discussão deve ocorrer durante o debate da Conta da Região, com base num relatório a elaborar pela Comissão Parlamentar de Economia sobre o sector público empresarial regional, tendo sido esta a versão aprovada. Pedro Medina, do CDS/PP, também se manifestou contra o debate anual específico proposto pelos sociais-democratas, considerando ser “excessivo impor um debate anual sobre o sector público empresarial regional” e frisando que essa discussão pode ser feita com recurso a outras figuras previstas no regimento do parlamento. Em sentido contrário, Aníbal Pires, do PCP, defendeu o debate anual proposto pelo PSD, considerando que “reforça e dignifica o papel do parlamento regional”. Na votação na especialidade, o debate sobre o sector público empresarial regional no quadro da discussão sobre a Conta da Região foi aprovado com os votos do PS e CDS/PP, recebendo os votos contra do PSD, BE, PCP e PPM. O vice-presidente do executivo regional, Sérgio Ávila, assegurou que o governo açoriano “concorda com o espírito do diploma” apresentado pelo PSD, assumindo o “compromisso de executar este reforço de informação”.". O que faz o desespero! Preparem-se para 2012 para verem o que se passa nas empresas públicas dos Açores e do respectivo montante da dívida real...

Açores: PSD denuncia 30 mil famílias com menos de 540 euros

Li no Correio dos Açores que "o PSD/Açores criticou o “histórico falhanço” das políticas de coesão seguidas pelos executivos regionais socialistas ao longo de 15 anos, desafiando o secretário regional da Economia a “assumir as suas responsabilidades”. “O secretário regional da Economia é responsável por vários desastres, entre os quais o da política de coesão”, afirmou o líder parlamentar do PSD/Açores, Duarte Freitas, numa conferência de imprensa na Horta, à margem do plenário da Assembleia Legislativa Regional. Duarte Freitas salientou que Vasco Cordeiro, secretário regional da Economia e um dos nomes apontados como possível sucessor de Carlos César na presidência do executivo açoriano, “tem tentado passar despercebido entre os pingos da chuva”. “Ele tem que assumir as suas responsabilidades”, frisou. O PSD/Açores denunciou o “fracasso da governação nas políticas de desenvolvimento regional”, recordando que há 30 mil famílias a viver com menos de 540 euros “depois de 15 anos em que os governos socialistas executaram mais de 25 mil milhões de euros, isto é, mais de 100 mil euros por cada açoriano”. Para os sociais-democratas, em cinco das nove ilhas do arquipélago “o risco de desertificação é evidente” e a coesão territorial “está em acelerado processo de degradação”. “A política de coesão do governo socialista falhou”, defendeu Duarte Freitas, considerando que o Plano Estratégico para a Coesão dos Açores (PECA) lançado pelo executivo açoriano “é o reconhecimento, de papel passado, do histórico falhanço da governação socialista”. Para avaliar a coesão territorial, o PSD/Açores apresentou ontem na Assembleia Legislativa Regional um projeto de resolução para a criação de uma comissão eventual para acompanhar a implementação das políticas de coesão. Preparem-se para 2012

Açores:PP e PSD denunciam dívida “brutal” de 600 milhões de euros na saúde

Diz o Correio dos Açores que "o líder do CDS/PP nos Açores denunciou ontem, no Parlamento, a situação financeira do sector da saúde nos Açores, criticou a actuação do secretário regional e defendeu que as contas regionais poderiam estar melhor com uma gestão mais eficaz. “Temos uma Saúde brutalmente endividada nos Açores”, frisou, acrescentando que o Serviço Regional de Saúde “deve e tem responsabilidades financeiras de 600 milhões de euros”. “O sector da saúde é dos mais endividados da região”, afirmou Artur Lima, numa declaração política no plenário da Assembleia Legislativa Regional. Para o líder e deputado regional do CDS/PP, “as dificuldades financeiras do sector atingiram um ponto tal que o secretário regional viu-se obrigado a ter que pedir aos fornecedores das unidades de saúde um aumento para o dobro do tempo de espera do pagamento dos bens e serviços adquiridos”. Uma das principais críticas de Artur Lima visou o Sistema de Informatização da Saúde, que frisou “não servir para quase nada”, nomeadamente porque não está certificado pelo Ministério da Saúde para efeitos de prescrição electrónica. “Depois de muitos milhões de euros gastos e de atrasos inconcebíveis, o governo regional viu-se forçado a ter que gastar mais uns milhares largos de euros na aquisição de novo software para que os médicos possam proceder à prescrição electrónica”, frisou. Para Artur Lima, “as contas regionais estão longe de se poderem comparar a colossais buracos financeiros existentes em outras latitudes, mas poderiam estar ainda melhores se a Saúde fosse eficazmente gerida”. No mesmo sentido, Pedro Gomes, do PSD/Açores, salientou que o executivo regional, “apesar de ter investido milhões, não conseguiu resolver os problemas na Saúde, nomeadamente o acesso aos cuidados primários”. “Temos uma Saúde brutalmente endividada nos Açores”, frisou, acrescentando que o Serviço Regional de Saúde “deve e tem responsabilidades financeiras de 600 milhões de euros”. Para Pedro Gomes, “não é preciso gastar mais, é preciso gastar melhor”. Na resposta, o secretário regional da Presidência, André Bradford, admitiu que o executivo já investiu seis milhões de euros na informatização da saúde, reconheceu a existência de problemas e garantiu que a prescrição electrónica apenas entra em vigor a 1 de Outubro “onde não houver problemas”. Preparem-se para 2012...

TAP poupa 4,4 milhões com corte nas comissões pagas às agências de viagens

Escreve a jornalista do Publico Raquel Almeida Correia que “a TAP pagava, até Julho, uma comissão fixa de 6% às agências de viagens brasileiras sobre o valor dos bilhetes de avião que vendiam. O programa de contenção de custos, transversal a todas as empresas públicas, levou a companhia de aviação a negociar uma redução destes encargos. A partir de Janeiro, a transportadora estatal passa a pagar uma taxa de apenas 1%.Esta medida está inscrita num programa de redução de despesas, imposto pelo anterior Governo e reinscrito no Memorando de Entendimento. Só este ano, a TAP estima poupar "seis milhões de dólares" (cerca de 4,4 milhões de euros) com o corte nas comissões, avançou fonte oficial. A redução vai ser faseada. Em Agosto, a taxa desceu de 6 para 3% e passará para 2% em Novembro. A partir do início de 2012, descerá para 1%. A empresa não disponibilizou a poupança estimada para o próximo ano, mas conclui-se que será significativa, tendo em conta a diferença no nível de comissão pago a estes intermediários. O novo regime foi negociado com a Associação Brasileira das Agências de Viagens (ABAV), definindo uma taxa a aplicar a todas as transportadoras aéreas com operação no Brasil, como a TAP. Foi, aliás, o facto de a companhia de aviação continuar a crescer neste mercado que a levou a pressionar a associação do sector no sentido de reduzir estes encargos. O Brasil representou, em 2010, 34,7% das receitas da transportadora aérea, depois de um crescimento de 21,8% nas vendas relacionadas com as ligações para e daquele país. E este aumento repercutia-se nas taxas pagas aos intermediários. Em Portugal, a TAP já tinha negociado, há alguns anos, uma redução destas taxas, com a associação que representa as agências de viagens. Dessas conversações resultou também a diminuição da taxa fixa a pagar a estas empresas, que se situava em 9%, na altura. Desde então, e tal como acontecerá no Brasil a partir de Janeiro, a comissão está fixada em 1%. Esta medida insere-se num programa mais vasto, impulsionado pelos apelos à contenção no Sector Empresarial do Estado. O Governo tinha imposto um corte mínimo de 15% nos custos operacionais das empresas públicas, que a TAP assumiu que não iria cumprir fruto dos gastos que tem com rubricas que a administração argumenta não controlar, como o combustível. Esta semana, o secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Sérgio Monteiro, avançou que as empresas que tutela (transportadoras públicas e companhias de infra-estruturas) vão ser obrigadas a aumentar o emagrecimento das despesas, passando a estipular-se um corte de 20% para este ano. Se esta meta for cumprida pela globalidade das empresas, o Governo garantiu que não haverá novo aumento nos preços dos transportes este ano”.

Troika investiga Carlos Santos Ferreira e Armando Vara

Garante o Jornal I pela jornalista Isabel Tavares, que “em causa está a vocação da CGD e os formalismos que levaram a financiar a compra de acções a Berardo. A troika já pediu explicações sobre o financiamento pela Caixa Geral de Depósitos à compra de acções do BCP e está a investigar os formalismos da operação e a vocação do banco para este tipo de negócio. O i soube também que foram pedidos esclarecimentos relativos à passagem de Carlos Santos Ferreira e Armando Vara da administração da CGD para a liderança do maior banco privado português, o Millenium Bcp e a um eventual conflito de interesses. Contactado pelo jornal, o BCP negou qualquer investigação a Santos Ferreira e confirmou apenas que estão a ser analisados os créditos concedidos e as respectivas garantias. Santos Ferreira foi eleito presidente do Millennuim Bcp a 15 de Janeiro de 2008, pouco tempo antes de terminar o seu mandato à frente da Caixa Geral de Depósitos. Foi eleito em assembleia geral de accionistas, no Porto, com uma maioria de 97,76% dos votos. A lista concorrente, liderada por Miguel Cadilhe, ex-ministro das Finanças do governo de Cavaco Silva, recebeu 2,14% dos votos. Na altura, Miguel Cadilhe considerou que existia ingerência política na vida do maior banco privado português e chegou a afirmar que todo o processo estava errado. “Está mal o procedimento do Banco de Portugal, a situação de ingerência política na vida interna do maior banco privado português, que ainda por cima é cotado”, disse em entrevista ao DE. Carlos Santos Ferreira recusou sempre que a sua indicação como candidato a presidente executivo fosse fruto de interferência política. A capitalização bolsista do Millennium Bcp caiu de um pouco mais de 10 mil milhões no fecho de 2007 para 1,3 mil milhões, se tivermos em conta a cotação de ontem das acções do banco, 19 cêntimos. Olhando para estes números, houve uma destruição de valor de 86% em quatro anos. Os accionista têm assistido aparentemente impávidos a esta situação e permitiram uma guerra sem precedentes que lançou o banco numa espiral de descrédito. Actualmente, a jóia da coroa do Millenium é o banco que detém na Polónia e que, de acordo com estudos, valerá entre 1,2 mil milhões e 1,3 mil milhões de euros. No dia 19 deste mês, o Banco Comercial Português enviou um comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) onde informava ter recebido três manifestações escritas de interesse, e outras verbais, na compra da posição de controlo que detém no polaco Millennium Bank.
Governador vs. bp

O governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, terá de depor contra si próprio. Se não for no processo que opõe o Banco de Portugal aos ex-administradores do BCP, será no processo da CMVM contra os mesmos arguidos. É que Carlos Costa era director-geral adjunto na área internacional (onde esteve perto de dois anos), responsável pelas relações com off-shores, e que vieram originar as queixas quer do Banco de Portugal, quer da CMVM. Agora, está arrolado como testemunha. O governador disse, através do assessor de imprensa do Banco de Portugal, que “nessa qualidade [de testemunha]cumprirá, como cidadão, o dever de colaboração com a justiça”

Miguel Relvas: Plano de reestruturação da RTP vai emagrecer "claramente" a empresa

Li aqui que "o ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, disse em Vila Nova de Poiares, que o plano de reestruturação da RTP vai emagrecer “claramente” a empresa, que gasta mais de um milhão de euros por dia. Confrontado pelos jornalistas sobre eventuais despedimentos de trabalhadores na televisão pública, o governante respondeu que “o plano de reestruturação é vasto, está ainda a ser estudado, e não há ainda sequer uma posição definitiva”. “É um plano que vai emagrecer claramente a RTP, esse é o objetivo”, afirmou Miguel Relvas, à margem de uma sessão solene na Câmara de Poiares, antes de inaugurar um centro educativo naquele concelho. A revista Sábado avançou esta sexta-feira que o plano de reestruturação da RTP prevê o despedimento de 300 trabalhadores. O ministro frisou que o Governo pretende seguir um caminho de rigor e exigência para “ter uma boa televisão pública, com profissionais estimulados, agora tem é de custar menos”. Miguel Relvas frisou ainda que, em 2012, entre dívida e gestão corrente, a RTP vai custar aos cofres do Estado 550 milhões de euros".

Espanha: revistas condenadas por fotomontagem da ministra Jiménez

Li no ABC, num texto do jornalista NIEVES COLLI, que “sala asegura que el «único propósito» de los fotomontajes, que ofrecían la cara de Trinidad Jiménez sobre el cuerpo de una modelo semidesnuda, era «ridiculizar» a la dirigente madrilena. El Tribunal Supremo ha dado la razón a Trinidad Jiménez al declarar que un fotomontaje en el que se utilizaron su cara y el cuerpo semidesnudo de una modelo atenta contra su derecho al honor y a su propia imagen. La ministra de Asuntos Exteriores deberá ser indemnizada con 48.000 euros más los intereses generados durante el tiempo que ha tardado en resolverse el pleito. Sala de lo Civil del Supremo confirma así la sentencia dictada por la Audiencia Provincial de Madrid. Las fotocomposiciones fueron publicadas en marzo de 2006 en las revistas «¡Qué me dices!» y «Maxim», e iban acompañadas de un texto en el que se aludía al fracaso de la entonces candidata socialista a la alcaldía de Madrid y se insinuaba que le habría ido mejor si hubiera utilizado para la campaña electoral la imagen del montaje fotográfico. En las fotos, la falsa Jiménez aparecía casi desnuda, ataviada sólo con una braga ligeramente bajada con las manos de modo que dejaba ver un tatuaje con las iniciales «ZP». El Supremo, en una sentencia de la que ha sido ponente Juan Antonio Xiol, presidente de la Sala Civil, da preferencia en este caso al derecho al honor y a la propia imagen frente al derecho a la información. Y ello porque las fotografías de la ministra «sólo sirven para despertar la curiosidad ajena pero en nada contribuyen a la formación de la opinión pública» y constituyen «una manipulación de la imagen ajena a los usos sociales de respeto a la intimidad». «La manipulación satírica de una fotografía no siempre obedece a intenciones que merezcan amparo», concluye el Tribunal. Finalmente, la Sala asegura que el «único propósito» de los fotomontajes de Jiménez era «ridiculizar» a la ministra, y no ofrecer información sobre un acontecimiento con un enfoque irónico, sarcástico o de burla".

Maioria aumentou prazo de pagamento aos fornecedores em 2011

Li no Sol que "a esmagadora maioria dos hospitais com gestão empresarial está a demorar cada vez mais tempo a pagar aos fornecedores, alguns com atrasos no pagamento cinco vezes superiores aos 90 dias recomendados, segundo dados oficiais. Segundo o indicador do Prazo Médio de Pagamentos (PMP) divulgado pela Autoridade Central do Sistema de Saúde (ACSS), relativo ao segundo trimestre deste ano, entre as 35 hospitais entidades públicas empresariais (EPE) incumpridoras, 32 aumentaram o prazo de pagamento, uma manteve e apenas duas conseguiram baixar. Comparativamente com o primeiro trimestre, os dois Hospitais EPE que conseguiram reduzir o PMP foram o Centro Hospitalar do Nordeste, de 450 para 432 dias, e a Unidade Local de Saúde Alto Minho, de 148 para 138 dias. Entre a esmagadora maioria que atrasou ainda mais os pagamentos, o Hospital do Litoral Alentejano lidera com 499 dias de PMP, seguindo-lhe o Centro Hospitalar de Setúbal (441 dias) e o Centro Hospitalar do Nordeste (432). No fim da tabela surgem os Institutos de Oncologia do Porto e de Lisboa, com, respectivamente, 133 e 99 dias de PMP, e o Centro Hospitalar Tondela-Viseu, com 96 dias. A Unidade Local de Saúde da Guarda não sofreu qualquer alteração no seu prazo médio de pagamento do primeiro para o segundo trimestre, mantendo os 170 dias de PMP. No universo do Sector Público Administrativo (SPA), o maior incumpridor – com mais dias de PMP – foi o centro Hospitalar do Oeste Norte, com 387 dias no primeiro trimestre, que ascenderam a 391 no segundo trimestre deste ano. Segue-se na tabela a Maternidade Alfredo da Costa, com um atraso de 322 dias, e o Centro Hospitalar de Torres Vedras, o único dos SPA que manteve os mesmos dias em ambos os trimestres (319). O Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge e o Instituto Português do Sangue conseguiram reduzir os dias de atraso nos pagamentos, de 272 para 229 e de 189 para 183, respectivamente. No fim da tabela, com menor atraso, está o Centro de Histocompatibilidade Norte, mas que ainda assim registou um aumento de dias de atraso para pagamento aos fornecedores, de 82 (abaixo dos 90 de referência) no primeiro trimestre, para 104 no segundo trimestre”.

EUA descobrem erros de funcionamento nas agências de rating

Segundo o ABC, "en un informe realizado tras examinar a diez agencias de calificación crediticia que operan en el país, la SEC ha constatado la existencia de errores tanto en los procedimientos y la metodología de análisis como en la publicación de sus 'ratings'. La Comisión de Bolsa y Valores de Estados Unidos (SEC por sus siglas en inglés) ha detectado "fallos evidentes" en el funcionamiento de las agencias de calificación crediticia en el país, tanto en los procedimientos y la metodología de análisis o en la publicación de sus 'ratings'. En un informe realizado tras examinar a diez agencias de calificación crediticia que operan en el país, la SEC destaca que, pese a los cambios realizados por algunas de las entidades analizadas para mejorar sus operaciones, ha identificado varios motivos de preocupación en cada una de ellas. En concreto, las investigaciones de la SEC han constatado la existencia en algunos casos de errores "evidentes" en el seguimiento de los procedimientos y las metodologías de los ratings, en la publicación oportuna y precisa de los análisis, en el establecimiento de estructuras internas de control eficaces en los procesos de análisis y en la gestión de forma adecuada de los conflictos de intereses. Ante esta situación, el informe incluye varios recomendaciones a las agencias examinadas para solucionar las preocupaciones subrayados por los investigadores, aunque la SEC apunta que en algunos casos ya se han tomado medidas para hacer frente a estos problemas. El director de la oficina de Inspecciones y Análisis de la SEC, Carlo V. di Florio, señaló que estos informes demuestran una "supervisión mejorada" por parte de la Comisión del papel de las agencias de rating. Por su parte, el director adjunto de la oficina, Norm Champ, mostró su confianza en que las agencias de calificación solucionen los problemas detectados por el informe de forma "oportuna y eficaz", y aseguró que vigilarán estos progresos en el marco de los revisiones anuales. El análisis realizado por la SEC a las agencias de rating obedece a las exigencias de la nueva normativa Dodd-Frank aprobada en 2010, que impuso nuevos informes y requisitos de evaluación para mejorar la regulación y supervisión de estas agencias, incluida al menos una revisión anual. Las diez agencias analizadas son Fitch, Moody's, Standard & Poor's (S&P), Japan Credit Rating Agency (JCR), A.M. Best, DBRS, Egan-Jones, Kroll Bond Rating Agency, Morningstar Credit Ratings y Rating and Investment Information (R&I)”.

Excedentários do Estado ficam com metade do salário

Garante o Económico que "os salários dos trabalhadores da administração pública em mobilidade especial vão sofrer cortes a partir de 2012. Nos dois primeiros meses em mobilidade especial (situação de inactividade - antigo quadro de excedentários do Estado), os funcionários mantêm o salário por inteiro. Mas nos dez meses seguintes, isto é, na fase de requalificação, a remuneração passa dos actuais 83% do salário base para 66,7% da remuneração. Passado esse período, o trabalhador entra na fase de compensação e ficará com metade do salário, quando actualmente tem direito a 66%. Os cortes nas compensações integram a proposta do Ministério das Finanças enviada hoje aos sindicatos da administração pública, a que o Económico teve acesso e que será discutida na próxima terça-feira entre o secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, e os dirigentes sindicais. Actualmente existem cerca de 1.200 trabalhadores em mobilidade especial, mas com o Programa de Melhoria e Redução da Administração Central (PREMAC), que irá reduzir 40% dos organismos e serviços públicos, o número deverá aumentar significativamente. É que a maioria dos funcionários que não tiverem lugar nos novos mapas de pessoal da administração central serão colocados em mobilidade especial. O Governo ainda não revelou quantos trabalhadores serão afectados pela reestruturação de organismos e serviços e colocados em inactividade. As reduções entrarão em vigor em Janeiro, com o Orçamento do Estado para 2012”.

Foi mesmo?

Espanha: "Cristina Garmendia, la ministra más fashion"

"No hay nada a ciencia cierta, y menos en moda. Lo que sí es cierto es que Cristina Garmendia Mendizábal ha causado impacto con su estilo impecable y su figura envidiable. Emprendedora y empresaria de éxito (cuenta con un patrimonio estimado en cerca de cinco millones de euros, según se ha publicado), tiene claro que la imagen personal es muy importante, cosa que escasea entre los políticos del PSOE. Algunos definirían el look de la donostiarra como «pijo» (que nosotros entendemos como «clásico» y correcto). El «pijo» de la ministra en ningún caso es «rancio». No se ciñe a los colores beige (que también usa) y se atreve tanto con colores chillones (la hemos visto con un vestido fucsia en la front rowde Cibeles) como con estampados (nos encantó su traje corto, que bien podría ser de Etro o de Leonard) y hasta con un vestido de cuero negro (otra vez en Cibeles).
Buenas inversiones
No escatima en complementos. No sabemos si su doctorado en Biología Molecular le sirve para distinguir entre el cuero o la «polipiel», pero para salir de dudas ella invierte en bolsos de marca (más caros que los de Merkel, y nos encanta). Su fortuna personal hace que esto sea posible. La hemos visto tanto con un bolso negro de Chanel como con una cartera clutch de charol nude de Valentino de la pasada Primavera-Verano de ultra moda (¡lleva tachuelas!). Igual te habla sobre bacterias metanógenas (su tesis en Ciencias) como se compra unas sandalias peep-toe en Jimmy Choo. Su único fallo es que combina rigurosamente el color del bolso con el de los zapatos (incluso cuando se trata de la cartera de trabajo con la insignia del Gobierno), algo que no hacen las fashionistasdesde hace años. Ahora se lleva el contraste, sea en los materiales, las texturas o los colores. Aun así, perdonamos este desliz, porque acierta en lo más importante: ella lleva la ropa, la ropa no la lleva a ella. Va igual de cómoda enfundada en una bata de laboratorio que en un traje de noche de Zuhair Murad (un diseñador libanés para las muy entendidas). No se disfraza ni parece querer ir a la última, va cómoda y se nota que luce las prendas con naturalidad. No las ha elegido una estilista por ella, ni una personal shopperni una asesora de imagen. Y si lo han hecho, no se nota. El estilo se lleva en los genes, y esto lo decimos nosotros, sin que nos lo tenga que confirmar su ministerio"
(texto de A. UREÑA, do ABC com a devida vénia)

Reportagem: Cómo sobrevivir al «Vogue»

"Siete años después, el posado de las ministras del primer Gobierno de Zapatero para la revista «Vogue» es la mejor metáfora de postrimerías: ya ni hay paridad ni motivo para tantas sonrisas
1. Magdalena Álvarez, «doblá» de sueldo

El hecho de que al buscar el nombre de Magdalena Álvarez en Google el primer concepto adicional que aparezca sea el de «bikini» demuestra que las bibianistas en cruzada contra el sexismo tienen razón en ocasiones. Porque no se separa el grano de la paja cuando se bucea en los chapuzones estivales de la ex ministra de Fomento y no en su dorada travesía política tras su salida del Gobierno en 2009. Entonces recaló en Bruselas como eurodiputada (una «bagatela» por la que ya se percibe un sueldo superior al de ministro), y hace un año Zapatero la situó como vicepresidenta del Banco Europeo de Inversiones (BEI), con un salario que supera los 20.000 euros al mes. Y ahora, «in extremis», trata de promoverla para la presidencia de esa institución comunitaria. Álvarez no ha acabado ni «partía» ni «doblá» porque lo único que se ha doblado ha sido su sueldo. Eso sí, no es una chusquera de la política, sino inspectora de Finanzas del Estado por oposición.

2. Cristina Narbona, ave fénix en el PSOE

Gran paradoja: Cristina Narbona pasó de avalar la interconexión mediante trasvases entre todas las cuencas fluviales de España mientras fue secretaria de Estado (1993) a demonizar esas obras de infraestructura cuando Zapatero la hizo ministra de Medio Ambiente en 2004. Había que terminar de amortizar la «batalla del Ebro». Pero como no supo aplacar la rebelión de Levante y sus desaladoras hicieron agua, no renovó cartera. Eso sí, su mentor monclovita le buscó confortable acomodo: el cargo de embajadora de España ante la OCDE, en el que aún sigue. Y ante su previsible relevo tras el 20-N ha tenido la habilidad de recuperar posiciones internas en el PSOE y convertirse en pieza clave del equipo de Rubalcaba, como coordinadora de la ponencia política: y ya ha logrado pasear a Felipe González por Ferraz. Así sobrevive «políticamente» a su pareja, José Borrell.

3. Carmen Calvo, del entusiasta idilio a la ira

Atrás quedó la gozosa inmersión de Carmen Calvo en las manifestaciones más folclóricas del zapaterismo. Si en 2005 se aferró a la pancarta de la manifestación del Día del Orgullo Gay porque se acababa de aprobar el matrimonio entre homosexuales, seis años después es una «indignada» con el jefe del Ejecutivo que, si pudiera, acamparía en La Moncloa para cantarle la gallina. La de Cabra no solo se queja de que nadie le explicó el porqué de su relevo al frente del Ministerio de Cultura en 2007, sino que ahora ha percibido como un nuevo bofetón el empeño de Ferraz en colocar a su enemiga Rosa Aguilar al frente de las listas de Córdoba para las generales. Así que ha dado un portazo y ha anunciado que después de más de quince años en cargos públicos volverá a dar clases en la Facultad de Derecho de la Universidad de Córdoba, de la que llegó a ser vicedecana.

4. Elena Espinosa y su discreción en retaguardia

Casi un récord: la discreta Elena Espinosa, licenciada en Económicas y soltera, aguantó seis años como ministra tras la foto de «Vogue», todos ellos en el ramo de Agricultura y Pesca, ya fuera con ese enunciado (primera legislatura) o con el cursi pergeñado después de «Medio Rural y Marino». Sin mucho ruido, Espinosa se ha mantenido replegada y aparentemente cómoda en su condición de diputada rasa porque no piensa abandonar la política. Por eso ahora se ha visto envuelta en una riña navajera por las listas: una facción del PSOE de Orense, su tierra, la postulaba a ella como número uno de la provincia, y otra prefería a Laura Seara, la secretaria de Estado de Igualdad que ha relevado a Bibiana Aído tras su marcha al abrevadero de la ONU. Espinosa ha salido derrotada en esa batalla y será finalmente la número dos. En condiciones normales y salvo catástrofe, renovará acta. Es la capacidad de resistencia de quien ocupó su primer cargo político en 1985, a cobijo de los socialistas gallegos. Y ahí sigue.

5. Fernández de la Vega, decepcionada

Las maniobras envolventes de Alfredo Pérez Rubalcaba y la inacción de Zapatero minaron el férreo poder de María Teresa Fernández de la Vega en La Moncloa y lo liquidaron definitivamente hace ahora un año. Desde ese momento, la ex vicepresidenta no se pronuncia en público, pero se explaya en privado. Retirada a su pesar en el balneario político del Consejo de Estado, no estima que se le hayan agradecido en condiciones los servicios prestados al zapaterismo como parapeto y «cortafuegos» frente a la opinión pública. Está que trina. Con la perspectiva del tiempo transcurrido y a pesar de lo nutrido de su fondo de armario, tampoco ve como un acierto el episodio «Vogue», inspirado por las sofisticadas técnicas de mercadotecnia del marido de Carme Chacón, Miguel Barroso. Y más por razón de la intensidad de su trabajo durante dos legislaturas que por motivos generacionales (tiene 62 años), ni se plantea volver a primera línea.

6. María Jesús San Segundo, q. e. p. d.

Hace once meses falleció María Jesús San Segundo, a los 52 años, y la pátina intelectual que Zapatero pretendió dar a su primer Gobierno quedó aún más huérfana, tras el efecto devastador y revelador del paso de los años. Fugaz en su paso por el Gobierno (fue destituida dos años después de su nombramiento, en 2006), San Segundo procedía de la izquierda ilustrada y universitaria patrocinada por Gregorio Peces-Barba. De hecho, antes de ser titular de Educación ejercía como vicerrectora de la Universidad Carlos III de Madrid, institución educativa levantada por el ex presidente del Congreso. Tras ser sustituida por Mercedes Cabrera, San Segundo volvió a la docencia y fue nombrada embajadora permanente de España ante la Unesco, cometido que desempeñó hasta un mes antes de su muerte.

7. Elena Salgado, la refinada superviviente

La declaración de bienes de los diputados certificó lo que ya había sido comidilla de mentideros: que la orensana Elena Salgado tiene un pisito en la Costa Azul. Son los gustos refinados de quien puede disfrutar de ellos por su carácter cosmopolita y por un don de lenguas raro entre nuestros representantes públicos: habla perfectamente francés e inglés. Menuda pero en absoluto frágil, ha resistido el embate de todas las remodelaciones ministeriales, en las que, cuando ha cambiado de negociado, ha sido para ascender. No en vano es aficionada al montañismo. En el Congreso deja una estela de «savoir faire» y es exquisita en su trato con los medios, pese a haberse ganado la imagen de estricta gobernanta en su etapa de Sanidad. Eso sí, la vicepresidenta económica se ve capacitada para no seguir viviendo de la política y ha renunciado a ser candidata.

8. María Antonia Trujillo, o la independencia

«A la política hay que llegar ya cotizado», opina la ex ministra de Vivienda María Antonia Trujillo, quien llegó al Gobierno sin ser militante del Partido Socialista y con su bagaje de profesora de Derecho Constitucional en la Universidad de Extremadura. Lastrada por las chanzas sobre las zapatillas «kelifinder» y los minipisos, Trujillo fue reciclada en la segunda legislatura zapateril como cabeza de lista por Cáceres, pero ahora ha renunciado a volver a ser diputada y reingresará en la docencia, actividad que aliñará con sus asiduas incursiones como tertuliana televisiva. Divorciada y madre de un hijo, Trujillo salió del Ejecutivo por la presión del PSC para que se diera entrada a Carme Chacón. En los últimos tiempos puede atribuírsele el mérito de una «disidencia controlada», escenificada sin demasiadas estridencias en los almuerzos de «maltratados» por Zapatero que celebra periódicamente con sus amigos Carmen Calvo y Jordi Sevilla" (reportagem publicada no ABC, com a devida vénia)

Há cada vez mais famílias e pessoas singulares a declarar falência

Li no Publico que "as falências estão a atingir cada vez mais pessoas singulares e famílias. Só no primeiro trimestre do ano perto de 1100 portugueses foram considerados insolventes. Os casos de falências, insolvências e pedidos de recuperação de empresas nos tribunais subiram 50 por cento comparando com os primeiros três meses do ano passado, segundo dados do Ministério da Justiça, citados pela TSF, e publicados no âmbito de uma das metas previstas no acordo com a troika. Os dados avançados pelo Ministério da Justiça mostram que a tendência é para as falências serem cada vez mais pedidas por famílias e pessoas singulares, ao contrário de empresas. Os números mostram que 1097 pessoas foram declaradas insolventes pelos tribunais no primeiro trimestre deste ano. Entre Janeiro e Março, a Direcção-Geral da Política da Justiça diz que entraram nos tribunais portugueses perto de três mil casos de falências, insolvências e pedidos de recuperação de empresas. Um número que representa mais mil do que no período homólogo e três vezes mais do que acontecia em 2007. Da mesma forma, a taxa de recuperação de créditos reconhecidos pelos tribunais nestes processos é muito reduzida: apenas seis por cento são efectivamente pagas".

Há 500 médicos mortos nas bases de dados das unidades de saúde

Segundo o Publico, "responsável reconhece que "a limpeza de ficheiros é uma ferramenta de combate à fraude" . A troika exigiu ao Ministério da Saúde que passe a enviar a cada médico uma lista das suas prescrições e ao fazer-se o trabalho de preparação para cumprir esta meta foram encontrados nas bases de dados das unidades de saúde portuguesas 500 médicos mortos, confirmou ao PÚBLICO o vice-presidente da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS). Fernando Mota desvaloriza o número como potencial de fraude. Para preparar o processo de prescrição electrónica e de vigilância dos níveis de receituário de cada médico, a ACSS pediu às unidades do país, desde hospitais a administrações regionais de saúde e agrupamentos de centros de saúde a lista dos seus médicos, com vista a ter uma lista nacional actualizada dos clínicos que receitam medicamentos. O que encontrou, em Junho deste ano, foi meio milhar de médicos em que "a probabilidade de estarem vivos era muito baixa", devido às datas de nascimento, admite Fernando Mota. O vice-presidente da ACSS atribui este número "à falta de esforço organizado de actualização das base de dados. Há dezenas de bases no país e não há um registo central, só a Ordem dos Médicos a tem e também tem este tipo de dificuldades", refere. O responsável diz que uma coisa é a necessidade de fazer limpeza de bases de dados, outra é a questão da fraude. Mas ainda este ano, no seu relatório de actividades de 2010, a Inspecção-geral de Actividades em Saúde (IGAS) dava conta de médicos mortos que continuavam a receitar".

Jardim diz que é uma vigarice o que estão a fazer

Alberto João Jardim diz que é uma vigarice o que estão a fazer com a Madeira. O presidente do governo regional não aceita os números da dívida que foram apresentados pelo ministro das Finanças e avisa que esta situação está a criar um grave confronto entre Lisboa e a Região.


Ângelo Correia e Francisco Assis frente-a-frente

As contas da Madeira, o défice orçamental e o caso Isaltino Morais em análise


Buracos: já agora outra recomendação...

Continuando com as recomendações à comunicação social livre, sobretudo a 2 das 3 estações de televisão, recomendo que informem os portugueses - porque nunca o fizeram - tudo o que se passou com as negociações de Portugal com a troika. Investiguem valores, consultem documentos, contactem negociadores, em vez de se limitarem a "cheirar" os 5.800 ou 6.300 milhões de euros - um valor comparável ao que foi espatifado no BPN - para que respondam a algumas questões concretas:

- quais os valores do endividamento nacional, todos que os valores, devidamente discriminados, que foram apurados com a troika? 160 mil milhões de euros? 180 mil milhões de euros? 220 mil milhões de euros?

- qual o montante real da dívida pública, directa e indirecta?

- qual o montante da dívida atribuída aos municípios e às empresas municipais?

- qual o montante da dívida atribuída às PPP e que previsões foram apresentadas para o buraco previsto para os próximos 10 anos?

- que previsões foram apresentadas para o buraco das SCUTs para o buraco previsto para os próximos 10 anos?

- qual o montante da dívida atribuído às empresas públicas?

Desafiamos a que nos informem qual a data a que se reportam todos esses valores da dívida negociados com a troika e qual a oscilação que, para todas as rubricas, entretanto se registou até 30 de Setembro?

Se tiverem coragem, se forem honestos e tão rigorosos como têm sido em relação à questão da Madeira (estou desejando de chegar a 2012 nos Açores...) , se defendem tanto o rigor e a verdade,, divulguem estes valores e não os escondam. Parece-me que os portugueses têm também o direito e saber qual a dimensão do descalabro das contas públicas do Estado que nunca lhes foram divulgadas integralmente e com a minúcia que agora foi aplicada á Madeira.

BPN: uma recomendações à 2 televisões

Deixando a TVI de fora porque nunca alinhou na histeria colectiva televisiva - provavelmente porque não precisa de dar maneira, ou fazer o que agências de comunicação sugerem, apoios para pagar dívidas ou evitar falências - deixo uma recomendação às duas televisões, já que andam tão preocupadas com dívidas, para que esclareçam os portugueses disto:

- o que se passou com o BPN? Qual a verdade oculta, até hoje escondida pelo governo?

- como foi aprovado um pacote legislativo em tempo recorde e se terá alguém exigido ao governo socialista medidas concretas para salvar depositantes do banco?

- qual a justificação para a nacionalização supersónica que ainda hoje ninguém percebeu?

- qual o buraco real do BPN: 3.000 ou 4.300 mil milhões de euros?

- quanto vai afinal o Estado espatifar no BPN: 6.000 ou 7.500 milhões de euros?

- quem eram os principais depositantes do banco à data da falência?

- quais eram as instituições públicas que tinham relações com o BPN à data da falência e com que amplitude financeira?

- quais eram os principais depositantes, e com que valores, que seriam afectados pela falência? Empresários e políticos? Quais?

Não acham que os portugueses gostavam de ter respostas a estas dúvidas. E, já agora, porque razão o BPP teve comparativamente ao BPN um tratamento tão diferente e discriminatório?

Ferreira Leite nega ao PS autoridade para pronunciar sobre a Madeira

Manuela Ferreira Leite diz que o Partido Socialista não pode sequer pronunciar-se sobre o caso da Madeira. A antiga presidente do PSD volta a acusar José Sócrates e Teixeira dos Santos como os principais responsáaveis pela situação caótica e e de endividamento do país.


Ainda sobre a ajuda jornalística...

Mais uma ajudinha, só esta: quem fazia parte da comitiva oficial do então ministro Luís Amado que visitou a ditadura da Guiné-Equatorial em Maio de 2010 e desde então quem são o(s) empresário (s) desta santa terra que ali vão com alguma frequência usando passaportes diplomáticos graças a certas mordomias que os cargos propiciam?

Uma ajuda jornalística...

Querem uma boa sugestão jornalística? Tratem de saber se existem uma lista negra de empresas acusadas de cumplicidade com a ditadura da Guiné-Equatorial e divulguem essa lista. E, já agora, procurem explicar porque razão, o reinado socialista de Sócrates tentou incluir a ditadura da Guiné Equatorial na comunidade dos CPLP. Eu até não dou dicas para não dizerem que quero...manipular. Investiguem. Jornalismo...

A lata desaveronhada do Seguro

Esta rapaz Seguro - que há dias votou contra diplomas visando combater o enriquecimento ilícito!... - e pessoa das relações de Relvas e Passos é um espanto de "coerência" e de lata. Como é que um homem destes, que se comporta como um papagaio falador por causa da dívida da Madeira, meteu a viola no saco, e durante anos remeteu-se ao silêncio cómodo da última fila dos deputados socialistas na Assembleia da República e nada disse sobre as patifarias corruptas da governação socialista escorraçada do poder em 5 de Junho e da qual ele foi apoiante e parte? Se tivesse um pingo de vergonha na cara - mas não têm - se não se preocupasse apenas com os jornalistas, Seguro metia-se debaixo da mesa porque os portugueses sabem que pagam hoje um memorando de entendimento que foi negociado pelos socialistas, porque foi o PS que faliu o país e foram os socialistas que foram quais pedintes bater apressados à porta de Bruxelas a pedir milhões que não tinham.

Manifestação com 200?

Segundo a RTP da Madeira a manifestação realizada hoje no Funchal reuniu cerca de 200 pessoas e teve a adesão de 10 sindicatos. Sabendo-se que mais de 90 por cento dos dirigentes sindicais aderentes são militantes e dirigentes do PCP e do Bloco de Esquerda, significa isto que cada sindicato aderente apenas conseguiu mobilizar 20 pessoas, dirigentes incluídos? Não acham que há alguma coisa a rever? Ou os sindicatos cada vez mais mobilizam menos?

Desafio o PSD nacional a retirar a "confiança política"

A SIC encomendou uma sondagem para concluir que não sei quantos portugueses acham que Passos Coelho deve retirar a confiança política ao PSD da Madeira. Um também acho que sim, que Pedro Passos Coelho deve definir, de uma vez por todas, enquanto líder nacional do PSD, o que quer e pensa sobre o PSD da Madeira. Quem sabe se depois de 9 de Outubro é chegado o momento para darmos uma volta ao assunto? O desafio está feito: retirem (em Lisboa) a confiança política a Alberto João Jardim (porque é disso que se trata) e depois a gente vê o que acontece. Já agora, o que é isso da "confiança política"? Acham que alguém dorme melhor ou pior se tiver ou não "confiança política"? Deixem-se de asneiras e preocupem-se com o país e com o que vem aí. Tem piada que a SIC não fez sondagem nenhuma em Abril ou Maio deste ano quando Sócrates faliu o país com as consequências que todos sabemos e conhecemos: a SIC fez alguma sondagem para que o PS retirasse a confiança política a Sócrates? Cá nada! Foi ver a cobertura dada ao congresso fantoche que reelegeu Sócrates com mais de 90% dos votos. Será que determinadas situações empresariais de pré-falência justificam isso tudo neste país?