"O eurodeputado finlandês Alexander Stubb prepara um relatório sobre lóbis na UE e concedeu-nos uma entrevista durante a qual nos deu a sua opinião sobre a forma como as instituições da UE devem lidar com os lóbis. De acordo com Stubb, todos os lobistas devem divulgar os seus rendimentos, o seu registo deve ser voluntário e os deputados ao Parlamento Europeu devem contribuir para tornar os lóbis menos opacos. A Iniciativa Europeia em Matéria de Transparência da Comissão Europeia é o ponto de partida para o seu relatório. Uma das principais questões da iniciativa prende-se com o registo dos lobistas. Qual é a sua posição nesta matéria?"Penso que a proposta da Comissão está repleta de boas ideias. O meu ponto de partida foi o de ser muito aberto, sem quaisquer ideias preconcebidas sobre a forma como os lóbis devem ser conduzidos. Neste momento, depois de ter trabalhado sobre o assunto, falado com muitas pessoas e enviado muitos questionários a todos os eurodeputados, o meu sentimento é o de que é necessário ter regras mais transparentes e restritivas. Constato que existem basicamente três modelos de lóbi: o modelo americano, que atingiu os extremos (existem 575 páginas de regras para lobistas e se estiver presente um político, o seminário não pode oferecer um jantar sentado mas sim um jantar volante) porque o financiamento partidário está estreitamente ligado aos lóbis. No outro extremo temos aquilo que se passa na maior parte dos Estados-Membros da UE, onde não há qualquer regulamentação nesta matéria. Muitos parlamentos ouvem os chamados "peritos", que na realidade são lobistas. Entre estes dois sistemas temos o sistema da UE: a Comissão não tinha nada sobre o assunto, mas o Parlamento Europeu já tem um registo de lóbis desde a década de 1990. A questão agora é saber o que fazer com o nosso registo no Parlamento". Leia no site do Parlamento Europeu.
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