segunda-feira, setembro 10, 2007

Tâmega: coisa esquisita...

O movimento de concentração no sector de construção e obras públicas ganha novo fôlego com a entrada da Finertec no capital da Construtora do Tâmega. A Finertec, uma empresa da área da energia, comprou 41,43% do capital da Construtora do Tâmega, que estará em sétimo lugar do «ranking» do sector nacional de construção e obras públicas. O montante da operação não foi revelado, mas o Expresso soube junto do mercado que poderá rondar os 30 milhões de euros. A Finertec, que saiu da órbita do grupo José de Mello há cerca de dois anos, adquiriu as posições accionistas do presidente e vice-presidente da Tâmega, José Francisco da Silva Fonseca e Alberto Pedro da Fonseca, e respectivas famílias, tornando-se o maior accionista individual da empresa. O negócio prevê um acordo que entrega o controlo de gestão à Finertec, liderada por Alexandre Pessoa e Valle que assume a presidência da Tâmega. A presidência executiva será entregue a António Paiva e Pona, antigo administrador da ABB Portugal. Com uma previsão de volume de negócios consolidado para 2007 da ordem dos 443,2 milhões de euros, a Construtora do Tâmega trabalha há muito em África, sobretudo em Angola, país onde está presente desde os anos 50. Um mercado também considerado prioritário para a Finertec. Muito vocacionada para as obras públicas, a Tâmega foi criada em 1946 por Joaquim Fonseca e seu cunhado Manuel Mota, o fundador da Mota & Companhia (fonte: Expresso). A única coisa que eu posso dizer é que José Francisco da Silva Fonseca foi ao longo destes anos uma peça extraordinariamente importante para muitas das obras públicas, das mais significativas, realizadas na Madeira. E admito que alguns empresários madeirenses tenham ficado surpreendidos...

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