quarta-feira, dezembro 31, 2025

Como o aquecimento global pode deixar ciclones mais intensos


Um ciclone extratropical causou estragos em São Paulo e região metropolitana nesta quarta-feira (09/12). O fenômeno, associado a uma frente fria, derrubou mais de 330 árvores, sendo que muitas caíram sobre a rede elétrica, deixando maus de 2,2 milhões de pessoas sem energia. Os ventos acima de 90 km/h fizeram com que cerca de 200 voos fossem afetados em São Paulo, consequentemente causando transtornos também em outros aeroportos do país. A falta de eletricidade também prejudicou o funcionamento de semáforos e o abastecimento de água. Em novembro, o nascimento de um ciclone extratropical no Rio Grande do Sul causou um tornado no Paraná que destruiu 80% da cidade de Rio Bonito do Iguaçu, matando seis pessoas e ferindo 750, segundo a Defesa Civil do Estado. Em julho de 2023, um outro ciclone no Rio Grande do Sul provocou estragos em 52 cidades e uma morte na cidade de Rio Grande. O fenômeno provocou ventos de mais de 140 km/h e também atingiu o estado de São Paulo, onde duas mortes foram associadas ao ciclone.

O que são ciclones extratropicais?

O ciclone extratropical é uma área de menor pressão atmosférica do que o ambiente do entorno, em que os ventos giram ao redor de um centro, no sentido horário. Esses sistemas afetam o tempo das regiões onde atuam provocando nuvens, chuva, redução da temperatura do ar e ventos fortes.

Permafrost derretendo: obra tenta salvar estação nos Alpes


Outro problema que pode agravar o impacto até o final do século é o derretimento de gelo devido ao aquecimento da atmosfera, que faz com que as águas do Atlântico Norte fiquem menos salgadas e, assim, menos densas. O resultado é um enfraquecimento ainda maior da Amoc. A variável não foi considerada pelos estudos, o que faz com que os cientistas acreditem que o colapso real da corrente esteja ainda mais iminente. "Um enfraquecimento drástico e o desligamento desse sistema de correntes oceânicas teriam consequências severas em escala mundial", destaca o pesquisador do PIK, Rahmstorf. "Nos modelos, as correntes se extinguem completamente entre 50 e 100 anos após o ponto de inflexão ser ultrapassado. Mas isso pode subestimar o risco: esses modelos não incluem a água doce extra proveniente da perda de gelo na Groenlândia, que provavelmente pressionaria o sistema ainda mais. É por isso que é crucial reduzir as emissões rapidamente.

terça-feira, dezembro 30, 2025

O colapso no oceano que pode gerar "era do gelo" na Europa


Sistema de correntes que aquece o Atlântico Norte pode atingir um ponto de inflexão nas próximas décadas, abrindo caminho para um colapso que congelaria partes do continente e provocaria desertificação em outras regiões. Um colapso do sistema de correntes oceânicas que aquece o hemisfério norte pode levar a Europa a ser palco de uma "pequena era do gelo" antes do esperado. A conclusão é de um estudo coordenado por cinco institutos internacionais de pesquisa sobre o clima que foi publicado na revista Environmental Research Letters. Segundo a pesquisa, a Circulação Meridional de Revolvimento Meridional do Atlântico (Amoc), que também inclui a Corrente do Golfo, pode entrar em colapso completo após o ano de 2100 se as emissões de gases do efeito estufa continuarem altas.

A Amoc é um fenômeno crucial para manter o clima do noroeste da Europa mais ameno que, por exemplo, regiões do Canadá na mesma latitude. Um eventual colapso não só provocaria invernos bem mais extremos na Europa como reduziria a umidade que chega ao continente, provocando secas no verão, além de deslocamentos nas faixas de precipitação tropical. O resultado esperado é de desertificação em algumas regiões e temperaturas abaixo de 30 graus negativos em outras.

Sondagem revela que mais de um terço dos portugueses gostariam que o País ainda tivesse colónias



Cinquenta anos após o processo de descolonização, uma parte significativa da sociedade portuguesa continua a revelar uma relação ambivalente com o passado imperial. Uma sondagem recente indica que 31,5% dos portugueses gostariam que Portugal ainda tivesse colónias, num resultado que evidencia a persistência de uma visão imperial na memória coletiva, apesar das transformações políticas, sociais e históricas ocorridas desde o fim do regime colonial.

De acordo com dados divulgados pelo Público, o estudo foi desenvolvido pelo Instituto Português de Relações Internacionais da Universidade Nova de Lisboa (IPRI-NOVA) em parceria com a DOMP–Instituto de Estudos, no âmbito do projeto “Legados do Colonialismo Português em África — Os portugueses, o Império e a Guerra Colonial”, envolvendo uma amostra representativa de 1.116 inquiridos. A investigação é coordenada cientificamente por António Costa Pinto, Bernardo Pinto da Cruz e Teresa Furtado.

Apesar de mais de 31% manifestarem nostalgia pelo império, a maioria dos inquiridos avalia positivamente o processo de descolonização: quase 58% consideram que as independências foram boas ou muito boas para Portugal, enquanto 34% as classificam como más ou muito más. Em termos comparativos, Portugal surge como o país europeu com maior percentagem de respostas favoráveis à manutenção de um império colonial, superando o Reino Unido e os Países Baixos, um dado que, segundo os autores, traduz uma relação simultaneamente marcada pela rejeição política e pela valorização simbólica do passado imperial.

segunda-feira, dezembro 29, 2025

Confiança melhora, mas desigualdade financeira agrava-se entre os portugueses

Incumprimento aumenta, ansiedade económica cresce e o custo de vida deixa marcas permanentes em mais de metade da população, revela o European Consumer Payment Report 2025. Apesar de alguns sinais de recuperação na confiança dos consumidores europeus, Portugal segue uma trajetória distinta. Os dados do European Consumer Payment Report 2025 (ECPR), divulgado pela Intrum, empresa de cobranças revelam um agravamento do incumprimento financeiro, um aumento da ansiedade económica e um alargamento do fosso entre consumidores com rendimentos altos e baixos.

Em 2025, apenas 77% dos consumidores portugueses afirmam ter pago todas as suas contas dentro dos prazos, uma quebra face aos 85% registados em 2024, contrariando a tendência europeia. Na União Europeia, a percentagem de consumidores que cumprem todas as obrigações aumentou de 63% em 2023 para 76% em 2025, segundo o mesmo relatório. “Apesar de alguns sinais de melhoria na confiança dos consumidores, persistem fragilidades relevantes no bem-estar financeiro das famílias portuguesas”, afirma Luís Salvaterra, director-geral da Intrum Portugal, sublinhando que Portugal “continua a revelar uma evolução distinta da média europeia”.

Profecias: 2027 será o ano do Juízo Final? Papa Leão XIV será o último? Profecia secreta do Vaticano do séc. XII ganha especial atenção

Este documento, conhecido como “Profecia dos Papas”, teria sido escrito no século XII e contém uma lista enigmática de 112 papas, descrevendo cada um deles através de frases curtas em latim. O último nome na lista corresponderia ao atual líder da Igreja Católica, o Papa Francisco. Um antigo manuscrito atribuído a São Malaquias, encontrado nos Arquivos Secretos do Vaticano, voltou a ganhar atenção ao prever que o Juízo Final ocorrerá em 2027. Este documento, conhecido como “Profecia dos Papas”, teria sido escrito no século XII e contém uma lista enigmática de 112 papas, descrevendo cada um deles através de frases curtas em latim. O último nome na lista corresponderia ao atual líder da Igreja Católica, o Papa Francisco.

A profecia foi descoberta em 1595 pelo monge beneditino Arnold Wion, que afirmou ter encontrado os escritos de São Malaquias nos arquivos do Vaticano. A passagem final do texto diz: “Na última perseguição à Santa Igreja Romana reinará Pedro, o Romano, que apascentará o seu rebanho entre muitas tribulações. Após isso, a cidade das sete colinas será destruída e o terrível Juiz julgará o povo. O fim.”

Duzentas casas ocupadas e exigência de 17 mil euros para abandonar: jovem ocupa deixa autoridades em alerta


Um dos maiores receios de proprietários de imóveis é a ocupação ilegal das suas casas, sobretudo quando os processos de despejo são longos e a impunidade parece prevalecer. É neste contexto que se destaca o caso de Marc M., um jovem de 22 anos que se tornou um dos ocupantes mais ativos da Catalunha, com mais de 200 imóveis ocupados nos últimos quatro anos, principalmente propriedades de bancos e fundos de investimento. Segundo a imprensa espanhola, Marc M. acumula 225 denúncias e 31 detenções, mas todas resultam apenas em multas devido à natureza leve dos crimes. O seu método é consistente: ocupa o imóvel e exige aos proprietários quantias que variam entre 500 e 5.000 euros para abandonar a residência. Na falta de pagamento, vende as chaves a famílias vulneráveis, que acabam envolvidas em processos judiciais complexos.

Um dos episódios mais recentes ocorreu em Arenys de Munt, onde o jovem chegou a exigir 17.000 euros por abandonar uma habitação equipada com alarme e devidamente trancada. Quando os proprietários recusaram o pagamento, Marc entregou a casa a outro ocupante, deixando provas da sua intervenção. As autoridades, os Mossos d’Esquadra, conseguiram posteriormente identificar a pessoa que recebeu as chaves.

Canárias alterou regras: acaba con el sorteo de vivienda pública y exige diez años de residencia



El Consejo de Gobierno aprobó un decreto para la adjudicación de vivienda pública que acaba con el sorteo e implanta una «baremación objetiva» para la adjudicación. Así lo explicó el consejero de Vivienda, Pablo Rodríguez, en la rueda de prensa posterior a la reunión que tuvo lugar en Santa Cruz de Tenerife. Rodríguez, quien aclaró que el decreto entrará en vigor una vez que el Consejo Consultivo dé su visto bueno, elimina el tradicional «sorteo» por el que hasta ahora se adjudicaban las viviendas de promoción pública y, en su lugar, se establece un baremo en el que se tendrá en cuenta la situación social, económica y familiar de las personas adjudicatarias.

Europa: há falta de crença em Portugal


Em Portugal, os níveis de confiança interpessoal estão entre os mais baixos da Europa. Em 2022, apenas 17% dos portugueses afirmaram concordar com a ideia de que “se pode confiar na maioria das pessoas”, segundo dados do "Integrated Values Survey". Este valor contrasta fortemente com os países nórdicos, que dominam o topo da tabela europeia. Dinamarca, Noruega, Finlândia, Suécia e Islândia ocupam cinco dos seis primeiros lugares, com níveis de confiança frequentemente acima dos 60% ou 70%. Estas sociedades partilham um conjunto de características institucionais e socioeconómicas que parecem estar fortemente associadas à confiança interpessoal: redes de apoio social robustas, baixos níveis de corrupção, menor desigualdade e instituições públicas eficientes.
A comparação sugere que a confiança não é apenas uma questão cultural, mas resulta de um processo cumulativo ligado à qualidade das instituições e da organização social. Estados que funcionam de forma previsível, imparcial e eficiente tendem a gerar níveis mais elevados de confiança interpessoal. Ao mesmo tempo, essa maior confiança reforça esses próprios fatores institucionais, ao reduzir os custos de cooperação, facilitar a ação coletiva e aumentar o cumprimento voluntário de regras, criando um círculo virtuoso entre confiança social e qualidade institucional.
O caso português, por contraste, aponta para um défice estrutural de confiança que pode estar ligado a fragilidades institucionais persistentes, perceções de injustiça e níveis mais elevados de desigualdade. Mais do que um traço cultural imutável, a confiança interpessoal surge assim como um indicador sensível da qualidade do Estado e do funcionamento da sociedade (Mais Liberdade, Masis Factos)

O portuga está lixado!

Em Portugal, o esforço necessário para pagar os presentes de Natal é significativamente mais elevado do que na maioria dos países europeus. Em média, um trabalhador português precisa de 41 horas de trabalho para gerar rendimento suficiente para cobrir uma despesa de cerca de 400 euros em presentes natalícios (valor que cada português irá gastar este Natal, em média, de acordo com um estudo do IPAM). Este valor contrasta de forma marcada com países como os Países Baixos e a Alemanha, onde para comprar a mesma quantidade de presentes, ajustada aos diferentes níveis de preços, são necessárias apenas 17 horas de trabalho. A diferença resulta de um fator estrutural: o baixo rendimento líquido por hora de trabalho, em paridade de poderes de compra. Quando se compara o número de horas necessárias para pagar exatamente a mesma despesa, torna-se evidente que os trabalhadores portugueses têm um poder de compra muito inferior ao dos seus congéneres do centro e norte da Europa.

Portugal compara sobretudo com vários países do sul e leste europeu, onde o esforço necessário ultrapassa na maioria dos casos as 40 horas. Já nas economias com salários mais elevados e maior produtividade, o mesmo consumo representa uma fração muito menor do tempo de trabalho mensal. Assim, o Natal acaba por ser financeiramente mais “caro” para quem vive em países com rendimentos baixos, mesmo quando os preços são ajustados para permitir comparações mais justas (Mais Liberdade, Mais Factos)

Os sucessos de Milei...

Há cerca de dois anos, Javier Milei, que se autointitula como liberal-libertário e até anarcocapitalista, tomou posse como presidente da Argentina. Tem sido um período marcado por reformas económicas ousadas e ajustes estruturais profundos, que numa primeira fase foram duros para os argentinos, mas que atualmente se traduzem numa melhoria de quase todos os indicadores face ao que se verificava no período pré Milei. Em jeito de avaliação ao trabalho que tem sido desenvolvido, apresentamos a evolução de oito dos principais indicadores socioeconómicos na Argentina desde que Milei tomou posse (Mais Liberdade, Mais Factos)

Saúde portuguesa

O número de médicos e enfermeiros por mil utentes em Portugal, aumentou, desde 2015, tanto a nível agregado como na maioria das regiões. Ainda assim, este reforço de recursos humanos não parece ser suficiente para aliviar a pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde (SNS). Entre Setembro de 2015 e Setembro de 2025, o rácio nacional de médicos por mil utentes passou de 2,5 para 3,0, enquanto o de enfermeiros aumentou de 3,8 para 4,9. A evolução foi transversal às regiões, com especial destaque para o Norte e o Centro. Esta evolução sugere que o problema do SNS não se resume apenas ao número de médicos e enfermeiros, mas envolve também questões de organização, eficiência e distribuição dos recursos (Mais Liberdade, Mais Factos)

¿Cuáles son las curvas que debe enfrentar Canarias en 2026?



Agárrense que vienen curvas. El Gobierno de Canarias lleva semanas advirtiendo de que las circunstancias de 2026 «vienen mal dadas», que el escenario económico se presenta complicado y que el Archipiélago se enfrenta a desafíos, tanto a nivel nacional como internacional, que nos distanciarán de los espectaculares crecimientos de los años anteriores. Sin embargo, Canarias encara este cambio de ciclo económico desde una buena posición en la parrilla de salida, con excelentes números en empleo, turismo e incremento de la riqueza y muchos de los deberes hechos. Por lo que no se espera un trazado tan complejo como el del Gran Premio de Mónaco, ni una curva tan peligrosa como la de Loews. Pero curvas habrá, y en las curvas siempre hay que tener cuidado: huir del blanco, acelerar en la cúspide y entrar en buena posición. Pero, ¿cuáles son esos giros que tienen en alerta a quienes pilotan el monoplaza canario? La ralentización de la economía, el bloqueo político a nivel nacional, las negociaciones para el nuevo marco de financiación europeo y el contexto geopolítico internacional son cuatro aspectos que pueden marcar el devenir económico en el Archipiélago en el próximo año.

Canárias a braços com uma crise da banana: el precio del plátanose derrumba por completo en la Península y ya solo deja pérdidas...

El ingreso que obtendrá el cosechero por ventas en la última semana, la 50, alcanza los 0,44 euros por kilo, tras caer el precio en origen el 36% en siete días; la cantidad retornada al productor a duras penas cubre el 50% del coste agrícola; la previsión indica empeoramiento, con cuatro semanas críticas por delante. El plátano de Canarias se queda sin las alegrías tradicionales de las navidades y los Reyes. Una vez más, pues se trata de un comportamiento habitual en estas fechas, las semanas del mes de diciembre y parte de enero juegan una muy mala pasada a los cosecheros locales de plátanos, que tienen que padecer el hecho de que su fruta expedida a la Península obtenga bajísimos precios al por mayor y en verde o incluso se aproxime al abismo de casi no tener cotizaciones.

La culpa, como casi siempre: el desequilibrio entre la oferta y la demanda (casi nadie compra plátano en estas fechas y las islas mandan ahora a la semana seis millones de kilos) y la competencia de la banana, siempre más asequible por barata, con un euro por kilo menos que el plátano en el precio de compra final, como diferencia más habitual en los mercados del resto de España.

Canarias fue el pasado año la segunda comunidad donde más creció el PIB

Canarias fue en 2024 la segunda comunidad autónoma española donde más creció el PIB, concretamente un 4,4%, según la contabilidad regional de España que ha dado a conocer este martes el Instituto Nacional de Estadística (INE). La Comunidad de Madrid y la de Cataluña son las economías regionales con mayor peso dentro del PIB nacional en el año 2024, con un 19,8% y un 19% del total, respectivamente, seguidas de Andalucía (13,3%). El PIB madrileño a precios corrientes se situó a cierre de 2024 en 316.193 millones de euros y el catalán, en 302.303 millones. El peso de Madrid se ha mantenido estable en los últimos años, por encima del 19%, y se sitúa por encima de Cataluña de forma ininterrumpida desde 2017, cuando la superó por tan solo una décima, mientras que en el año 2020 estaba seis décimas por encima (19,6% Madrid y 19% Cataluña) y en 2023 estaba casi un punto por encima (19,8% Madrid y 18,9% Cataluña).

Murcia, la comunidad que más crece

Murcia, con un incremento del PIB en términos de volumen del 4,4%, fue la comunidad autónoma que registró un mayor crecimiento del producto interior bruto en 2024, seguida de Canarias (4,4%) y Baleares (4,2%), mientras que los menores aumentos fueron en Cantabria (2,5%) y País Vasco (2,6%).

Problemas também em Canárias

fonte: La Provincia

Madeira: Novo grupo hoteleiro chega em 2027


Fonte: DN-Lisboa, Economia

Canárias, as duas frentes decisivas, financiamento e Bruxelas

fonte: El Dia

segunda-feira, dezembro 22, 2025

A Economia do ano?...

Portugal foi considerado a “economia do ano” pela revista The Economist. A distinção foi recebida com entusiasmo pelo Governo e, em parte, com razão. É raro Portugal surgir bem classificado em rankings e indicadores económicos internacionais, sobretudo quando comparado com economias mais ricas e mais produtivas da OCDE. O ranking da The Economist avalia cinco dimensões — crescimento do PIB, inflação, volatilidade da inflação, desempenho bolsista e emprego. Portugal apresenta resultados sólidos em todas elas, destacando-se no controlo da inflação e na criação de emprego. Nestas áreas, o desempenho recente foi efetivamente melhor do que o de muitos países da OCDE.

Este reconhecimento é positivo. Reflete estabilidade macroeconómica e uma recuperação robusta após choques sucessivos. Reflete também a capacidade da economia portuguesa para tirar partido de um contexto externo relativamente favorável. A maior distância geográfica relativamente ao conflito na Ucrânia e a menor dependência energética e comercial da Rússia ajudaram Portugal a absorver o choque melhor do que outros países europeus. A isto, juntaram-se fatores como o forte dinamismo do turismo e a entrada significativa de imigrantes no mercado de trabalho.

Num país habituado a aparecer nos rankings sobretudo pelos piores motivos, não deixa de ser relevante surgir, desta vez, do lado positivo da tabela. Dito isto, importa evitar leituras excessivamente triunfalistas. O ranking atribui um peso elevado a fatores conjunturais e temporários. Além disso, todos os indicadores avaliam variações e dinâmicas recentes, e não níveis absolutos ou “fotografias” da economia. Acresce que o mercado de trabalho acaba por ser valorizado duas vezes, nos indicadores de PIB e de emprego, o que beneficia economias mais trabalho-intensivas, como é a portuguesa. Por outro lado, o ranking não avalia crescimento potencial, produtividade ou sustentabilidade de longo prazo — precisamente onde Portugal continua a revelar fragilidades persistentes. Em suma, a distinção é bem-vinda e merece ser assinalada, mas não deve ser confundida com uma transformação estrutural da economia portuguesa. Serve como sinal de que é possível estar entre os melhores, mas, tornar Portugal um verdadeiro exemplo a nível internacional exigirá reformas profundas. Até porque, os ventos favoráveis que nos têm beneficiado não durarão para sempre (fonte: Mais Liberdade, Mais Factos)

Prémios Nobel

Prémio Nobel da Paz, atribuído este ano a María Corina Machado “pela sua incansável luta em prol dos direitos democráticos do povo da Venezuela e pela transição pacífica de um regime autoritário para uma democracia justa” já foi entregue. No discurso proferido pela sua filha, a laureada referiu que a sua geração “nasceu numa democracia vibrante” e que tomavam isso como garantido. “Presumíamos que a liberdade era tão permanente quanto o ar que respirávamos. Quando percebemos o quão frágeis as nossas instituições se tinham tornado, um homem, que outrora liderara um golpe militar para derrubar a democracia, foi eleito presidente. Muitos pensavam que o carisma poderia substituir o Estado de Direito”.

“Já passaram três décadas de luta contra uma ditadura brutal e já tentámos tudo: os diálogos foram traídos, os protestos de milhões foram esmagados, as eleições foram engendradas. Acreditar-se num futuro parecia impossível”. No entanto, em outubro de 2023 “a Venezuela acordou” e “reclamou o seu direito de votar” nas eleições primárias, que uniram “uma rede de cidadãos”. Renasceu então “a confiança de uma nação”, apontou Corina Machado. Ao longo das últimas décadas, o Nobel da Paz já destacou várias personalidades que lutaram corajosamente contra regimes autoritários (fonte: Mais Liberdade, Mais Factos)

Comunicações judiciais de corrupção e crimes conexos

Nos últimos dois anos, a grande maioria das comunicações judiciais de corrupção e crimes conexos, em Portugal, refere-se a entidades da esfera pública, revelando a profunda exposição do Estado a este tipo de criminalidade. De acordo com dados do Mecanismo Nacional Anticorrupção (MENAC), das 698 comunicações realizadas, a Administração Local concentra mais de metade das mesmas (51%), seguida da Administração Central (24%) e da Administração Regional Autónoma e Outros Organismos sob Tutela Pública (15%). Apenas 10% dos casos envolvem o setor privado.

Entre as áreas públicas mais sinalizadas, os Municípios destacam-se de forma esmagadora, representando 39,8% de todas as comunicações judiciais. Seguem-se as forças e serviços de segurança (9,7%), e as freguesias (9,3%). O padrão é claro: a corrupção em Portugal está profundamente enraizada na administração pública, sobretudo na administração local, onde as responsabilidades em termos de licenciamento, contratação pública e gestão de recursos criam contextos de maior vulnerabilidade. Estes dados confirmam a necessidade de reforçar a transparência, os mecanismos de prevenção e a capacidade de investigação, nesta esfera do Estado (fonte: Mais Liberdade, Mais Factos)

Dia Internacional contra a Corrupção.

Os megaprocessos judiciais na Comarca de Lisboa, muito deles ligados à corrupção e crimes conexos, continuam a revelar uma Justiça extremamente lenta e pouco eficaz. Segundo um estudo do Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa, entre 2013 e Setembro de 2023, estes processos de especial complexidade demoraram, em média, 8 anos e 1 mês até transitarem em julgado. Apenas 29% dos casos são resolvidos em menos de 5 anos, 16% estendem-se até aos 7 anos e outros 16% até aos 9 anos. Há ainda 10% de processos que demoram entre 9 e 11 anos, 13% entre 11 e 13 anos e 9% entre 13 e 15 anos. Cerca de 6% prolongam-se, mesmo, por 15 anos ou mais — tempos dificilmente compatíveis com uma Justiça célere, previsível e capaz de produzir efeitos dissuasores. O estudo revela também que quase metade dos processos analisados estão relacionados com corrupção ou crimes conexos (branqueamento de capitais, burla, fraude, etc.), precisamente o tipo de criminalidade em que a rapidez e a eficácia judicial são essenciais para garantir confiança pública e combater a impunidade. A morosidade crónica destes megaprocessos prejudica não apenas o funcionamento institucional, mas também a percepção de justiça por parte dos cidadãos e empresas, que vêem investigações prolongarem-se durante muitos anos. A lentidão reduz também o efeito preventivo das condenações e fragiliza a capacidade de investigação (fonte: Mais Liberdade, Mais Factos)

Licenciamento ambiental

O licenciamento ambiental em Portugal continua a ser um dos maiores entraves ao investimento, bloqueando atualmente 1,3 mil milhões de euros, segundo um inquérito da Associação Industrial Portuguesa (AIP). O inquérito, realizado a 238 empresas, revela que a morosidade e a complexidade dos processos condicionam projetos essenciais para a competitividade do país. Entre os tipos de investimento mais afetados, destacam-se a construção de novas instalações (43%), a expansão de unidades já existentes (33%) e a instalação de novos equipamentos (21%). Ou seja, atrasos burocráticos afetam não apenas novos projetos, mas também empresas que querem modernizar-se, ou aumentar capacidade.

Os principais motivos de bloqueio incluem exigências relacionadas com alterações aos PDM (Plano Diretor Municipal), PP (Plano de Pormenor) e PU (Plano de Urbanização), em cerca de 43% dos casos, restrições de classificação territorial como REN (Reserva Ecológica Nacional), ou RAN (Reserva Agrícola Nacional), em 33% dos casos, critérios de emissões ou resíduos (17%) e limitações associadas a servidões e a áreas protegidas (9%). O impacto temporal é significativo: 30% dos projetos ficam parados entre 1 e 2 anos, 32% entre 2 e 5 anos, e 14% ultrapassam mesmo os 5 anos de espera — tempos incompatíveis com os ciclos de investimento modernos.

As entidades mais frequentemente apontadas como responsáveis pelos bloqueios, são: a Agência Portuguesa do Ambiente (76%), as Comissões de Coordenação de Desenvolvimento Regional (CCDR) (72%) e o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) (71%), seguidos das Câmaras Municipais (54%), Direção-Geral da Alimentação e Veterinária (DGAV) (47%) e a Agência para a Competitividade e Inovação (IAPMEI) (43%). Num país que procura atrair investimento, estes atrasos representam um travão significativo ao crescimento económico, à inovação e à competitividade internacional (fonte: Mais Liberdade, Mais Factos)

Por falar em greves gerais...

Recentemente teve lugar mais uma greve geral, em Portugal, um instrumento de contestação social que não ocorria há mais de 10 anos. A última greve geral aconteceu em 2013, no auge da intervenção da Troika, quando estavam em vigor medidas de austeridade muito severas. A greve geral de 2025 ocorreu num contexto económico distinto do de há uma década: o desemprego está em níveis historicamente baixos (6,1%) e os salários reais crescem a bom ritmo (+3%). No entanto, a mobilização dos sindicatos reflete preocupações com a reforma do mercado laboral, que o governo pretende levar a cabo com o objetivo de incentivar a criação de um mercado de trabalho mais dinâmico e mais capaz de se ajustar aos ritmos de mudança da economia global. Desde o 25 de Abril de 1974, registaram-se apenas 11 greves gerais — nove sob governos liderados pelo PSD e duas sob governos do PS. Isto, apesar de o PS ter liderado governos durante cerca de metade do período desde 1976 (em 25 dos 49 anos).

Importa também notar que as duas principais centrais sindicais - CGTP e UGT, historicamente, apresentam uma maior proximidade ideológica às forças políticas da esquerda. Essa afinidade não determina, mas tende a moldar o calendário e a intensidade das mobilizações, sobretudo quando estão em causa reformas estruturais promovidas por governos de orientação distinta. Assim, as greves gerais acabam frequentemente por assumir, também, uma dimensão de disputa política, para além da sua natureza estritamente laboral (fonte: Mais Liberdade, Mais Factos)

A polémica da degradação das residências

Recentemente, o Ministro da Educação gerou polémica ao afirmar que os serviços públicos tendem a degradar-se mais rapidamente quando servem populações exclusivamente de baixos rendimentos, em vez de agregarem utilizadores de diferentes níveis socioeconómicos. No entanto, o próprio Ministro enquadrou melhor a afirmação, referindo que “os alunos mais carenciados não são responsáveis pela degradação” e que “quando temos um serviço público que é usado apenas por pessoas que não têm voz, que são de rendimentos mais baixos, por razões de gestão, o serviço se degrada”.

Mas, será que, por exemplo, as escolas com maior concentração de alunos mais pobres tendem a ser “mais esquecidas”? Os dados sugerem que sim. Desde 2007, as escolas secundárias públicas nos distritos de Lisboa e Porto com menor concentração de alunos beneficiários da Ação Social Escolar (ASE) foram mais abrangidas por requalificações. Cerca de 60,9% das escolas com menos de 10% de alunos com ASE beneficiaram de intervenções. Esse valor desce para 54,0% nas escolas onde entre 10% e 20% dos alunos recebem ASE. O contraste torna-se mais evidente nas escolas com maior concentração de alunos de baixos rendimentos: apenas 35,4% das escolas onde mais de 20% dos alunos beneficiam de ASE tiveram requalificações desde 2007. Ou seja, quanto maior a concentração de alunos economicamente mais vulneráveis, menor a probabilidade de investimento em infraestruturas.

Este padrão sugere que o problema das carentes condições de infraestruturas nas escolas com mais crianças de meios socioeconómicos mais baixos, resulta de um ciclo cumulativo de desinvestimento: escolas que servem populações mais carenciadas são menos requalificadas por estas terem menor poder reivindicativo, o que agrava a sua degradação física, reduz a sua atratividade e reforça a segregação socioeconómica no sistema educativo. Longe de ser uma questão moral, trata-se de um problema de equidade e eficiência do investimento público (fonte: Mais Liberdade, Mais Factos)

sábado, dezembro 13, 2025

Opinião: A greve que acelerou demasiado?

A greve geral desta semana (escrevo este texto na véspera da iniciativa político-sindical, sem conhecer o impacto e as habituais manipulações e distorções informativas das partes envolvidas na acção), mesmo que o neguem, foi mais uma iniciativa da central sindical do PCP - a CGTP - à qual aderiu a UGT, supostamente por oportunismo partidário, pessoal (no caso da sua liderança) e sindical - a central terá eleições no início do próximo ano e precisa de distanciar-se do executivo de Montenegro – por ser controlada pela ala sindicalista socialista.

Confesso que não li a versão original da proposta de alteração da legislação laboral do governo de Montenegro - que precisa ser mais claro, abandonando truques políticos no discurso e deixando de lado alguma arrogância e uma certa lógica de rei-na-pança a par de atitudes próprias de quem se julga único dono da verdade e das propostas válidas - nem isso sequer é importante. Ainda. E porquê? Porque há um processo negocial aberto, que obviamente vai dar origem a uma ou mais novas versões dessa proposta, as quais podem inclusivamente tornar os pretensos "fundamentos" da greve geral absolutamente obsoletos. Não acredito que muitas das propostas constantes da versão original montenegrista venham a constar de uma eventual versão futura da nova legislação laboral que venha a ser negociada séria e eficazmente, e aprovada de forma consensualizada. E nessa altura sim, o mundo sindical, se encontrar motivos suficientemente fortes de contestação, deve mobilizar-se abertamente, sem hesitações, sem subterfúgios e sem truques e chamar as pessoas para um combate pelo qual vale a pena lutar. Portugal não pode continuar a crescer economicamente, segundo dizem, mas a ter também cada vez mais precariedade, salários baixos, abusos empresariais, despedimentos em crescendo, jovens sem emprego ou, se trabalham, sem os rendimentos compatíveis com a sua formação, pobreza acelerada, etc. Mas esta legislação laboral, que vai continuar a ser negociada mesmo depois da tal greve geral, tenha tido ela o impacto e a dimensão que tenha tido - só pode ser assim! - não é a versão final, sobre a qual tudo se decidirá e com base na qual o mundo laboral e as relações entre empregadores e empregados vão funcionar e ser reguladas. Nada disso.

Só 6 países em todo o mundo têm submarinos nucleares. Será que a Europa precisa mesmo de mais?


O debate sobre o papel dos submarinos nucleares no futuro da defesa europeia ganhou novo fôlego à medida que aumentam as tensões entre grandes potências e crescem as preocupações públicas sobre capacidades militares avançadas. A tecnologia, detida atualmente apenas por seis países — França, Reino Unido, Estados Unidos, Rússia, China e Índia — volta a estar no centro da discussão, especialmente perante episódios recentes envolvendo infraestruturas sensíveis.

Na semana passada, forças militares francesas abriram fogo contra drones não identificados que sobrevoavam uma instalação de submarinos nucleares em Inglaterra. O caso acentuou a importância estratégica deste tipo de equipamento e coincidiu com outra novidade relevante: em novembro, Washington declarou estar disposto a apoiar a Coreia do Sul na construção de submarinos de ataque movidos a energia nuclear, uma alteração significativa face à política tradicional norte-americana de limitar a transferência deste tipo de tecnologia. Até então, os EUA apenas tinham partilhado capacidades nucleares navais com o Reino Unido, desde 1958, e abriram essa exceção à Austrália em 2021.

sexta-feira, dezembro 12, 2025

Trump arrasa a Europa pelo "desastre" na imigração e até ignora aviso de Costa: "Acho que são fracos"

A Europa é “decadente” e está a ser liderada por pessoas “fracas”. São palavras duras e saíram da boca do presidente dos Estados Unidos, que foi considerado pelo POLITICO como a pessoa mais poderosa do Velho Continente, na primeira vez em que o site atribui esta distinção a um norte-americano.

Donald Trump vê um falhanço particular na incapacidade europeia de controlar a imigração ou em fazer esforços para acabar com a guerra na Ucrânia, num conflito no qual os Estados Unidos têm estado a pender para o lado da Rússia, enquanto a Europa se mantém firme na defesa intransigente da Ucrânia. Não é que esta seja propriamente a primeira vez que Donald Trump ou a sua entourage atacam a Europa - basta ver a atividade recente de Elon Musk no X -, mas estas palavras são particularmente duras, além de virem acompanhadas de uma espécie de ameaça aos atuais líderes.

É que, descontente com quem manda por cá neste momento, o presidente norte-americano admite mesmo vir a apoiar candidatos alinhados com a sua visão no futuro. “Acho que são fracos. Mas também acho que querem muito ser politicamente corretos”, atirou, vendo uma Europa que “não sabe o que fazer”.

Alterações à lei laboral: um guia com as principais mudanças em causa


O Governo de Montenegro quer avançar com uma reforma "profunda" da legislação laboral que tem dado muito que falar. Trata-se de mais de 100 alterações ao Código do Trabalho, que incluem contratos, gestão do tempo de trabalho, parentalidade e despedimentos. A proposta de alteração à lei do trabalho tem sido tão contestada pelas centrais sindicais que levou mesmo à marcação de uma greve geral para esta quinta-feira, dia 11 de dezembro, a primeira paralisação conjunta desde 2013. Explicamos tudo o que pode mudar na lei laboral já a partir de 2026.

A proposta designada "Trabalho XXI" foi apresentada pelo Governo enquanto uma revisão "profunda" da legislação laboral por contemplar mudanças em "mais de uma centena" de artigos do Código de Trabalho. Afinal, estão previstas alterações desde a área da parentalidade, passando pelos despedimentos e até ao alargamento dos prazos dos contratos ou dos setores que passam a estar abrangidos por serviços mínimos em caso de greve.

Mas esta proposta de alteração à lei laboral não foi bem recebida por todos. Por um lado, as associações patronais aplaudiram a reforma, referindo que "é uma boa base de negociação", ainda que considerem que há espaço para melhorias. Por outro lado, as centrais sindicais deram um “redondo não” à proposta, argumentando que é um "retrocesso civilizacional" e um "ataque aos trabalhadores", dado que fragiliza a proteção dos trabalhadores e desequilibra as relações de trabalho a favor dos 'patrões'. Foi por isso mesmo que convocaram a greve geral.

Matilde Asián culpa al Gobierno central de que Canarias incumpliera la regla de gasto en 2024

Canarias incumplió la regla de gasto en 2024, con un gasto de 444 millones de euros más de lo permitido, según ha reconocido la consejera de Hacienda del Gobierno de Canarias, Matilde Asián, que ha responsabilizado de este gasto al Gobierno central, por "su tardanza en aplicar la nueva normativa europea", porque, según cuenta la consejera, con este nuevo reglamento no se habría inclumplido la regla.  Asián respondió en el pleno del Parlamento celebrado este martes 9 de diciembre a la diputada de Nueva Canarias Esther González, quien recordó que si se suman esos 444 millones de euros gastados de más, que hay que ajustar en el presupuesto de 2026, a los 480 millones de fondos europeos del Mecanismo de Recuperación y Resiliencia (MMR) resulta que el aumento de gasto de más de 800 millones del próximo ejercicio "es humo", un "espejismo". "Las consecuencias serán retrasos, recortes y proyectos paralizados", así como "políticas esenciales mermadas", aseguró González.

Incumplimiento generalizado

Matilde Asián, quien confirmó que presentará un plan económico financiero ante ese incumplimiento de la regla de gasto de 2024, recordó que lo mismo ha ocurrido en todas las comunidades autónomas de España salvo Andalucía y en numerosos ayuntamientos y subrayó que también ha incumplido el Gobierno de España.

"Cuando todo el mundo incumple habrá que replantearse por qué se produce ese incumplimiento", dijo la consejera. La consejera recordó haber defendido entonces que había que aplicar las nuevas reglas europeas porque en ese caso no se hubiera incumplido, ya que quedaría por debajo de la exigencia europea. Es un incumplimiento "provocado por el Gobierno de España, por su tardanza en aplicar la nueva normativa europea, que nos lleva a un incumplimiento según la norma estatal frente a un cumplimiento según la norma europea", concluyó la consejera (Atlantico Hoy, texto da jornalista Beatriz de Vera)

Trump volta a surpreender com comentários ‘estranhos’ à figura física da sua secretária de imprensa: veja o momento

Num comício na Pensilvânia, durante um discurso que deveria ser sobre a economia, Trump elogiou efusivamente o “rosto bonito e aqueles lábios que não param” de Leavitt. O presidente Donald Trump causou surpresa na passada terça-feira com comentários feitos sobre a aparência física da secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt. Num comício na Pensilvânia, durante um discurso que deveria ser sobre a economia, Trump elogiou efusivamente o “rosto bonito e aqueles lábios que não param” de Leavitt.

“Hoje trouxemos a nossa superestrela, Karoline”, disse Trump, arrancando aplausos da multidão. “Ela não é ótima? Karoline é ótima? Sabe, quando ela aparece na televisão, na Fox, eles dominam, dominam completamente quando ela está lá com aquele rosto lindo.” “E esses lábios que não param. ‘Pop-pop-pop’, como uma pequena metralhadora”, continuou Trump. “Ela não tem medo, e sabe por que ela não tem medo? Porque nós temos a política certa.”

Madrid avanza en una quita de deuda autonómica que causa «terror» en Canarias

El Consejo de Ministros aprobó el proyecto de ley para la condonación de 83.252 millones de euros de deuda al conjunto de las 17 comunidades autónomas. De dicha cantidad, a Canarias le corresponden 3.259 millones, aproximadamente la mitad del pasivo acumulado por el Archipiélago, que es una de las regiones con las cuentas más saneadas. Sin embargo, la fórmula propuesta por el Ministerio de Hacienda para el cálculo contempla en el capítulo de ingresos los que llegan a las Islas en virtud del Régimen Económico y Fiscal (REF) de Canarias, algo que causa «terror» a la consejera de Hacienda del Gobierno regional, Matilde Asián.

Con la anunciada presentación de un nuevo sistema de financiación autonómica en dos meses –lo aseguró hace unos días la ministra de Hacienda, María Jesús Montero– el Ejecutivo nacionalista de Fernando Clavijo no admite que el Gobierno central traspase esa línea roja. En 2018, dentro de la primera etapa del político lagunero como presidente de Canarias, el Gobierno autonómico consiguió precisamente que cualquier ingreso del REF quede al margen de las cuentas que hace Madrid para repartir fondos entre las autonomías.

Do esconderijo na Venezuela a Oslo: como foi a fuga secreta de María Corina Machado para receber o Prémio Nobel

 

A chegada de Machado à Noruega marca uma nova fase. O procurador-geral da Venezuela advertiu que será considerada fugitiva caso abandone o território, tornando o seu eventual regresso um desafio direto ao Governo de Maduro. A líder da oposição venezuelana María Corina Machado deixou a Venezuela na madrugada da passada terça-feira, após mais de um ano em clandestinidade. De acordo com fontes americanas consultadas pelo jornal espanhol ‘ABC’, Machado saiu do país por via marítima e alcançou a ilha de Curaçau, situada a cerca de quarenta milhas da costa, no primeiro segmento de uma operação mantida em absoluto segredo.

O objetivo da viagem era participar na cerimónia do Prémio Nobel da Paz em Oslo, mas o mau tempo atrasou a travessia e obrigou a líder a perder o evento, tendo sido a sua filha, Ana Corina Sosa, a receber o galardão em seu nome.

María Corina Machado acusa Governo venezuelano de “terrorismo de Estado”

A vencedora Prémio Nobel da Paz 2025, María Corina Machado, acusou o Governo venezuelano de “terrorismo de Estado” e antecipou para breve o regresso dos venezuelanos que abandonaram o país. A vencedora Prémio Nobel da Paz 2025, María Corina Machado, acusou hoje o Governo venezuelano de “terrorismo de Estado” e antecipou para breve o regresso dos venezuelanos que abandonaram o país. Num discurso lido pela sua filha, Ana Corina Sosa, que recebeu o prémio em nome da mãe que não pôde comparecer a tempo da cerimónia por motivos ainda por especificar, a líder da oposição venezuelana afirmou que é preciso estar “pronta para lutar pela liberdade” (Executive Digest)

Os EUA têm um plano para lá do plano para a guerra - e este ainda desagrada mais à Europa

A Europa e a Ucrânia continuam a tentar perceber como é que podem sair por cima nas negociações de paz, mas os Estados Unidos já estão a pensar muito mais à frente. Sempre com olho no negócio, Donald Trump deixou bem claro, em vários documentos, que há mais para lá do fim dos combates.

Há sobretudo dinheiro para ganhar.

De acordo com Wall Street Journal, entre os vários documentos que têm chegado aos parceiros europeus está uma série de propostas financeiras que prometem revolucionar a economia da Ucrânia e talvez até a da Europa. O problema, pelo menos na ótica europeia - e certamente que na ótica ucraniana - é que este plano prevê um regresso total da Rússia à economia global.

Desde o já muito falado setor das terras raras à perfuração de petróleo no Ártico, Donald Trump quer garantir que há negócio de sobra para as empresas norte-americanas, no que a Casa Branca espera que seja um restaurar das relações com o Kremlin.

Comité Nobel apela a Maduro para aceitar resultados eleitorais e deixar o poder

O Comité Norueguês do Nobel apelou ao Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, para que renuncie ao poder e aceite os resultados eleitorais, ao atribuir o Prémio Nobel da Paz à líder da oposição, María Corina Machado. O Comité Norueguês do Nobel apelou hoje ao Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, para que renuncie ao poder e aceite os resultados eleitorais, ao atribuir o Prémio Nobel da Paz à líder da oposição, María Corina Machado. “Senhor Maduro, aceite os resultados das eleições e demita-se”, disse o presidente do Comité, Jorgen Watne Frydnes, durante a cerimónia da entrega do prémio, onde Corina Machado se fez representar pela filha, Ana Corina Sosa. O responsável acrescentou que Maduro deve “lançar as bases para uma transição pacífica para a democracia”, sublinhando que essa é “a vontade do povo venezuelano” (Executive Digest, texto do jornalista Francisco Laranjeira)

"Andam à minha procura". Corina Machado fugiu da Venezuela para denunciar que o país foi invadido por agentes russos

Agora em Oslo, onde a filha recebeu o Prémio Nobel da Paz em nome da mãe, a opositora de Nicolás Maduro decidiu falar ao mundo. María Corina Machado, Nobel da Paz 2025, falou aos jornalistas em Oslo, ao lado do primeiro-ministro norueguês, e declarou que o seu país já foi invadido por agentes russos, Hezbollah e grupos criminosos. Aos jornalistas, a galardoada, que esteve 12 anos sem poder sair do país e meses escondida na Venezuela, apelou à comunidade internacional para cortar os recursos do regime de Nicolás Maduro. “Precisamos de abordar este regime não como uma ditadura convencional, mas como uma estrutura criminosa”, afirmou Machado. Machado agradeceu ainda aos que arriscaram as suas vidas para permitir a sua chegada a Oslo, destacando que a democracia e a paz só se alcançam com amor e reiterou o seu compromisso em regressar à Venezuela quando for seguro, planeando levar consigo o Nobel da Paz.

"Quero aproveitar a vossa pergunta para agradecer a todos os homens e mulheres que arriscaram as suas vidas para que eu pudesse estar aqui hoje. Um dia poderei falar-vos sobre isso, porque neste momento não quero pô-los em perigo", afirmou. Machado lembrou ainda que o governo venezuelano diz que é "uma terrorista" e que tem "de passar o resto da vida na prisão". "Andam à minha procura. Portanto, sair da Venezuela hoje, nessas circunstâncias, é muito, muito perigoso”, admitiu Machado, que não conseguiu chegar à Noruega a tempo da entrega do prémio.  A opositora ao regime do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, foi representada em palco pela filha, Ana Corina Sosa. Em Oslo, segundo a agência EFE, esteve também a mãe de Machado, Corina Parisca, e a sua irmã, além de outros dois filhos da política venezuelana (CNN Portugal)