sexta-feira, agosto 02, 2013

Portugal pagou 8,4 milhões aos bancos para regressar aos mercados

Escreve o Jornal I, num texto da jornalista Ana Suspiro que o Instituto de Gestão do Crédito e da Dívida Pública pagou cerca de 8,4 milhões de euros a 10 bancos para ajudarem a colocar dívida de longo prazo nas duas emissões realizadas já este ano. Este nível de comissão corresponde ao valor médio cobrado em anteriores leilões de Obrigações do Tesouro. No primeiro semestre foram realizadas duas emissões de longo prazo a cinco e a 11 anos, no valor de 2,5 mil milhões e três mil milhões de euros, respectivamente. Nestas operações, onde se incluiu um empréstimo sindicado, participaram dez bancos, a maioria dos quais estrangeiros que ajudaram o Tesouro a encontrar compradores. O sucesso destas colocações foi celebrado pelo governo como o regresso do país aos mercados da dívida de longo prazo depois do resgate em Abril de 2011. A última emissão tinha sido colocada em Fevereiro desse ano, ainda pelo governo de José Sócrates, tendo a banca cobrado comissões de 4,375 milhões de euros colocar 3500 milhões de euros. Segundo informação que o IGCP enviou ao parlamento, em resposta a um requerimento do deputado do Bloco de Esquerda, Pedro Filipe Soares, os hedge funds (fundos de investimento associado a aplicações de maior risco) ficaram com 60% da primeira emissão. Na segunda operação, este investidores compraram 51% dos títulos. A lista enviada pelo IGCP tem 13 emissões de dívida de longo prazo realizadas nos últimos dez anos. O valor das comissões cobradas oscila entre 0,15% 0,275% para uma emissão a trinta anos. Segundo esta listagem, Portugal pagou neste período 67,6 milhões de euros para emitir 40 mil milhões de euros de dívida.