quinta-feira, setembro 13, 2012

Europeus reprovam governos dos seus países

Escreve a jornalista Luísa Meireles do Expresso, que “a maioria dos europeus e americanos desaprovam a maneira como os seus governos estão a gerir a crise, sendo que 65% dos primeiros e 79% dos segundos consideram-se pessoalmente afetados por ela. Em Portugal, são 89% a senti-lo. Os dados são revelados pela edição deste ano do tradicional inquérito Transatlantic Trends (www.transatlantictrends.org), que se realiza há 11 anos e mede as opiniões públicas em 12 países europeus (Portugal incluído), Turquia e estados Unidos e, agora também, a Rússia. Neste contexto, a maioria dos americanos (52%) diz não aprovar a gestão económica de Obama. Por sua vez, 56% dos inquiridos na UE também desaprovam a gestão dos seus governos, um sentimento que é mais acentuado nas economias periféricas e mais problemáticas da Europa: Espanha (73%), Itália (66%) e Portugal (65%). A Rússia mostra-se dividida quanto à gestão das questões económicas pelo seu governo (46% aprovam, 46% reprovam). A crise económica na zona euro, a atitude face à chanceler alemã são temas novos neste inquérito que, em relação aos temas de segurança e política internacional, demonstram uma grande estabilidade. Aliás, uma maioria (52%) dos europeus aprova o modo como Angela Merkel lidou com a crise, embora haja uma clara divisão Norte - Sul. Curiosamente, o nível de aprovação mais elevado é registado em França (64%), mais até do que na Alemanha (63%), enquanto que as maiores taxas de desaprovação vêm de Itália e Espanha (63%) e Portugal (61%).

Obama, o desejado na Europa

Quanto às relações transatlânticas, mantém-se o enamoramento europeu com Obama: 82% têm uma opinião favorável (contra 57% dos americanos) e, se votassem, 75% dos europeus votariam nele. Em Portugal, seriam mesmo mais: 85%. O seu opositor nas eleições é, por sua vez, quase um desconhecido na Europa: 38% dos europeus disseram não saber quem era Mitt Romney, o candidato republicano, ou recusaram responder, 39% disseram que tinham opinião desfavorável e apenas 23% favorável. Quanto às questões transatlânticas, 61% dos europeus afirma que os EUA são mais importantes para os interesses nacionais dos seus países do que a Ásia, ao mesmo tempo que 55% dos americanos consideram que a Europa é mais importante do que a Ásia, uma mudança face a 2011, quando 51% dos americanos consideravam que os interesses do seu país estavam situados mais na Ásia do que na Europa".

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