Repito:
- Existe ou não uma tabela aprovada pelo CRUP – Conselho dos Reitores das Universidades Portuguesas – para pós-graduações, mestrados e doutoramentos? Onde está essa tabela? Qual a diferença entre os valores constantes dessa tabela e, por exemplo, os praticados pela Uma?
***
- O que é que pretendia o reitor da UMa dizer no texto hoje publicado no DN local quando afirma que "por aquele valor indicativo, nenhum dos doutorados estaria disponível para leccionar mestrados"? E então vale tudo?
***
Finalmente um convite: façamos algumas contas simples de um mestrado com 15 inscritos. Se cada aluno paga cerca de 6.000 euros (no primeiro ano de mestrado) se tivermos os tais 15 alunos por mestrado (há o dobro nalguns deles...), então temos uma verba da ordem dos 90.000,00€. Se, conforme a acta, a preparação de dossier custa 4.000,00€, se a orientação ascende a 8.000,00€ por ano (16 mil para um total de dois anos), num total de 20.000,00€, se retirarmos esse valor pago a docentes da instituição, sobram apenas 70.000,00€ do total pago pelos tais 15 alunos. Certo? Continuemos. Estes 70 mil euros são gastos em quê? E mais importante do que tudo isto: que lucro tem a UMa com estes mestrados? Eu só quero entender. Ou será que há mestrados que se transformaram num excelente negócio para alguns?
***
- Fui contactado hoje ao longo do dia, sobretudo depois da acta divulgada, por vários docentes da UMa que se consideraram surpreendidos, fora destes esquemas e ressalvando que há departamentos que continuam a trabalhar de forma exemplar. Acredito, ãliãs nem questiono. O pior que se pode fazer na UMa seria generalizar. Reparem. Eu nem sequer questiono o DGE, nem nenhum dos presentes na tal reunião do CC. O que pretendi saber, e foi essa a pergunta inicial, é se isto que foi feito é legal. Fiz uma pergunta simples, disse que tinha em meu poder um documento que era preciso alguém esclarecer. O que eu pretendia saber - mas pelos vistos o reitor Pedro Telhado Pereira resolveu armar-se numa espécie de “toureiro” numa arena de coelhos de Páscoa com um "esclarecimento" que nada esclarece, chegando mesmo a insinuar que estava a mentir – não se atreva mais a isso – a publicação da referida acta que eu tinha em meu poder desde o primeiro dia, fica-se a dever apenas ao próprio. Confesso que neste momento fico na dúvida se devo parar com este processo, até porque estamos perante um "caso" que, em situações normais, geraria imediatas demissões. Sou um incondicional defensor da UMa, do seu prestígio, da sua "libertação" total de situações que não sendo legais, a conspurcam. A verdade é que neste "caso" tomamos conhecimento de despedimentos e de atitudes vergonhosas tomadas contra antigos docentes que revelam bem uma falta de carácter onde mais carácter se deveria exigir.
Sem comentários:
Enviar um comentário