Num texto de Eunice Lourenço, o semanário "Sol" refere que "Jardim tinha dado um prazo a Menezes até ao início do 2009. Mas começou já a criticar o novo líder do PSD. Tanto na forma como no conteúdo. Primeiro a forma. O discurso de Luís Filipe Menezes, no encerramento do XXX Congresso do PSD, foi «demasiadamente longo», sobretudo na parte da análise económica. «As pessoas assim perdem-se», criticou o presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim. Menezes discursou durante quase hora e meia. Depois o conteúdo. Jardim discorda dos conceitos de «auto-gestão e co-gestão» para as áreas da Saúde e Educação defendidos pelo novo líder do partido. «Isso aí tem é de haver autoridade», afirmou o líder madeirense que, mesmo em relação a toda a política económica defendida por Menezes, tem reservas. «Estou de acordo com o principio de privatização de alguns sectores, como o das águas, mas não uma privatização que depois a gente fique à mercê» de interesses privados, continuou Jardim, concluindo: «Sou completamente contrário às ideias dominantes aqui no continente.» Quando ao Congresso, Jardim considera que teve «um erro»: olhar para o passado. «A maior parte dos oradores veio repisar histórias antigas. O congresso teve momentos de nível quando se discutiu o país. Teve momentos paroquiais quando se discutiu o Mendes, o Menezes, a Francisquinha….», afirmou Jardim aos jornalistas. No seu discurso ao Congresso, ontem à tarde, o presidente do Governo Regional da Madeira exigiu solidariedade ao novo líder do PSD e deu-lhe até ao primeiro trimestre de 2009 para provar que estará em condições para vencer os socialistas nas legislativas desse ano". (fonte: Sol)
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