sábado, maio 12, 2007

Tarde demais

Maximiano Martins é inquestionavelmente um dos responsáveis - porventura mais do que Serrão - da derrota do PS. Tudo por causa do seu envolvimento e da estratégia que impôs ao PS relativamente à lei de finanças regionais e à instabilidade de posições políticas no caso das incompatibilidades. O artigo de opinião da edição de hoje do DN local é mais uma demonstração de que mais importante do que ter a coragem de assumir esses erros próprios - obviamente que ele não foi o único causador da derrota, como é evidente - é mais fácil enumerar uma série de alegadas causas, regra geral exógenas, para explicar o que me parece facilmente compreensível. O que me intrigou foi sobretudo é esta passagem que eu retirei do referido texto e que me parece ser uma conclusão demasiado tardia, mas que devia e poderias ter sido detectada a tempo:
"Deve este ser conivente com um regime autoritário e privilegiar uma defesa abstracta da autonomia ou deve colocar em plano igual ou superior a questão da democracia, dos direitos e das liberdades? Combater neste contexto é muito difícil e exige coragem e determinação. Claro que existem circunstâncias complementares que o PS-M não foi capaz de anular: (...) 0 nível de compreensão do PS nacional com a nossa luta democrática tem-se revelado medíocre. A solidariedade é insuficiente e o respeito pelas especificidades do nosso combate não existe. Dizem-me que foi sempre assim (eu ando nisto há menos tempo do que outros). Para mim não pode continuar e tudo terá de ser reequacionado.
Parece-me que esta é uma excelente oportunidade para que Maximiano Martins ande com um pé dentro e outro fora, simultaneamente e que assuma as suas responsabilidades, por exemplo, candidatando-se à liderança do PS no Congresso do Verão. Acho que de veria fazê-lo...

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