Eu recuso fazer mais comentários, mas é evidente o recuo socialista depois da trapalhada em que Maximiano Martins meteu o partido, precisando de um argumento para que o PS desse o dito por não dito e deixasse de insistir numa descarada inconstitucionalidade. Limito-me a transcrever a notícia do semanário “Sol”:
“Em declarações à Agência Lusa, o deputado socialista criticou o Bloco de Esquerda por ter requerido a votação final global do seu diploma no prazo máximo de 30 dias e anunciou que os projectos de lei merecerão o voto contra do PS na votação final global. «A posição do Bloco de Esquerda contraria a abordagem do PS de fazer um compasso de espera para que seja a Assembleia da Madeira a tomar a iniciativa e se o Bloco de Esquerda insistir nós votaremos contra», afirmou Maximiano Martins. Além do diploma do BE, o PS aprovou quarta-feira um diploma do PCP no mesmo sentido para «viabilizar o debate político» sobre a necessidade de impedir que deputados mantenham negócios com o Estado.
Já após a votação dos diplomas, que mereceram os votos contrários dos sociais-democratas, do CDS-PP e de três deputados do PS eleitos pelo círculo dos Açores, o BE anunciou que iria requerer que a votação final global das iniciativas ocorra no «prazo máximo de 30 dias».
Essa é uma prerrogativa dos grupos parlamentares quando os seus diplomas são discutidos em agendamentos potestativos, uma figura regimental que dá ao partido o direito de marcar a ordem do dia. A votação final global dos diplomas irá decorrer assim antes da instalação da Assembleia Legislativa que sair das eleições de 06 de Maio na Madeira. «Agora depende do PS, que tem de decidir se vota a favor ou contra. O que não podemos é andar a fazer jogo», disse o líder do partido, Francisco Louçã, em declarações à Lusa, já depois do fim do debate. Hoje, Maximiano Martins recusou que o PS tenha «uma posição ambígua» sobre a matéria e considerou que «o sentido de urgência do Bloco de Esquerda se deve ao facto de haver eleições na Madeira e de estar a decorrer uma pré-campanha eleitoral». «Não mudaremos a nossa abordagem, que é a de fazer um compasso de espera. Se a Assembleia Legislativa não apresentar a proposta, vamos reequacionar o processo. Há várias possibilidades», afirmou, sem concretizar. A um mês das eleições madeirenses, os diplomas, aprovados na generalidade na quarta-feira e com «chumbo» anunciado em votação final global, dirigem-se especialmente à Assembleia Legislativa Regional da Madeira, que, ao contrário da dos Açores, não adoptou para os seus deputados o regime de incompatibilidades aplicado aos deputados nacionais".
“Em declarações à Agência Lusa, o deputado socialista criticou o Bloco de Esquerda por ter requerido a votação final global do seu diploma no prazo máximo de 30 dias e anunciou que os projectos de lei merecerão o voto contra do PS na votação final global. «A posição do Bloco de Esquerda contraria a abordagem do PS de fazer um compasso de espera para que seja a Assembleia da Madeira a tomar a iniciativa e se o Bloco de Esquerda insistir nós votaremos contra», afirmou Maximiano Martins. Além do diploma do BE, o PS aprovou quarta-feira um diploma do PCP no mesmo sentido para «viabilizar o debate político» sobre a necessidade de impedir que deputados mantenham negócios com o Estado.
Já após a votação dos diplomas, que mereceram os votos contrários dos sociais-democratas, do CDS-PP e de três deputados do PS eleitos pelo círculo dos Açores, o BE anunciou que iria requerer que a votação final global das iniciativas ocorra no «prazo máximo de 30 dias».
Essa é uma prerrogativa dos grupos parlamentares quando os seus diplomas são discutidos em agendamentos potestativos, uma figura regimental que dá ao partido o direito de marcar a ordem do dia. A votação final global dos diplomas irá decorrer assim antes da instalação da Assembleia Legislativa que sair das eleições de 06 de Maio na Madeira. «Agora depende do PS, que tem de decidir se vota a favor ou contra. O que não podemos é andar a fazer jogo», disse o líder do partido, Francisco Louçã, em declarações à Lusa, já depois do fim do debate. Hoje, Maximiano Martins recusou que o PS tenha «uma posição ambígua» sobre a matéria e considerou que «o sentido de urgência do Bloco de Esquerda se deve ao facto de haver eleições na Madeira e de estar a decorrer uma pré-campanha eleitoral». «Não mudaremos a nossa abordagem, que é a de fazer um compasso de espera. Se a Assembleia Legislativa não apresentar a proposta, vamos reequacionar o processo. Há várias possibilidades», afirmou, sem concretizar. A um mês das eleições madeirenses, os diplomas, aprovados na generalidade na quarta-feira e com «chumbo» anunciado em votação final global, dirigem-se especialmente à Assembleia Legislativa Regional da Madeira, que, ao contrário da dos Açores, não adoptou para os seus deputados o regime de incompatibilidades aplicado aos deputados nacionais".
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