Eu acho, sinceramente, que o PSD e o CDS/PP estão a cometer um erro político ao pretenderem prolongar a questão do “canudo” de Sócrates numa peixeirada. Não percebo mesmo como é que um partido como o PSD, que deve ter outras prioridades, quer em termos de estratégia política, quer em termos de estabelecimento de prioridades partidárias, aceita transformar uma polémica nascida na comunicação social – resta saber com que ligações… - mas que não pode eternizar-se mesmo que fiquemos perante a dúvida, e no meu caso é isso que acontece, que há claramente uma permissividade por parte da Independente e uma facilidade que foi aproveitada por Sócrates para cumprir a licenciatura. Mas será que vale a pena generalizar a discussão e andarmos todos numa caça às bruxas para saber certos “drs” e “engs” que por aí andam e que são tudo menos isso? O PSD e a oposição toda perderam o seu tempo de intervenção, quando poderia ter exigido a presença, e não o fizeram, de Sócrates no parlamento para esclarecer o assunto. Agora é tarde demais e apesar das marcas que este caso certamente deixará – e não duvido que isso vai acontecer – acho que o PSD deveria partir para outra e não andar a alimentar uma polémica, ainda por cima deixando no ar uma eventual cumplicidade do próprio partido em tudo o que foi sendo publicando, a me fazer lembrar aquela cena do debate com o ministro Mário Lino sobre a existência ou não de um estudo adverso, que um dia depois apareceu publicado no semanário “Sol” (parecendo-me que já o dirigente do POSDF já sabia de véspera, quando interpelou o Ministro Mário Lino, desse documento). O PSD deveria ter feito um comentário e não o fez, à segunda parte da entrevista, para mim a mais importante, onde Sócrates aproveitou o momento para uma imensa propaganda de auto-elogio de um governo que tem pontos fracos mas que se vale da fragilidade de uma oposição inconstante e por vezes tonta.
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