Polícia Judiciária está a investigar a morte, que aconteceu esta sexta-feira ao final da tarde.
domingo, setembro 23, 2018
Pelo menos dez portugueses vão permanecer em prisão preventiva na Venezuela
Um tribunal da Venezuela decidiu manter em prisão preventiva pelo menos dez portugueses e luso-descendentes acusados de impedir o abastecimento de produtos e de violarem as leis que regulam os preços. Um tribunal da Venezuela decidiu este sábado manter em prisão preventiva pelo menos dez portugueses e luso-descendentes, todos eles gerentes de supermercados, acusados de impedir o abastecimento de produtos básicos e de violarem as leis que regulam os preços. Estes portugueses, segundo fonte judicial, fazem parte de um grupo de 34 gerentes das redes de supermercados Central Madeirense e Excelsior Gama (que pertencem a portugueses) que foram detidos nos últimos dias. “O tribunal ordenou que permaneçam detidos enquanto decorrerem as investigações”, num “processo que ronda os 45 dias”, explicou a mesma fonte à agência Lusa.
14 portugueses e luso-descendentes detidos na Venezuela
O Governo português convocou ontem o embaixador da Venezuela para falar sobre a detenção de mais de uma dezena de portugueses e luso-descendentes. São gerentes de supermercados e foram detidos por alegada especulação na fixação de preços. Hoje o Presidente da República manifestou-se preocupado com a situação e confirmou estar a acompanhar as diligências realizadas pelo Governo português, segundo uma mensagem publicada página na Internet da Presidência.
Empresa alentejana contrata luso-descendentes e ex-emigrantes da Venezuela
Uma empresa agrícola alentejana está a contratar ex-emigrantes regressados da Venezuela. A ideia é superar a falta de mão de obra na região e ajudar as famílias em dificuldades.
Dezenas de gerentes de supermercados portugueses detidos na Venezuela
Detenção por suspeitas de esconderem produtos foi anunciada por Nicolás Maduro
Personalidades do futebol falam da expulsão de Ronaldo
A UEFA vai anunciar o castigo de Cristiano Ronaldo na próxima quinta-feira, depois do cartão vermelho que o internacional português recebeu no jogo da Liga dos Campeões. O castigo pode ir de um a três jogos de suspensão. Várias personalidades do mundo do futebol acreditam que o jogador foi vítima do excesso de zelo do árbitro.
quinta-feira, setembro 20, 2018
Chamar um burro de “Maduro” rende até 20 anos de prisão na Venezuela
Ricardo Prieto Parra e Carlos Varón García, dois
membros do Corpo de Bombeiros do Estado de Mérida, na região andina da
Venezuela, foram presos e podem pegar pena de até 20 anos de prisão. O motivo:
ter gravado um vídeo em que chamam o presidente Nicolás Maduro de “burro”.
Durante a gravação, eles tratam o animal, que está dentro de uma casa no campo,
como presidente. O vídeo que satiriza a imagem do presidente da Venezuela se
tornou viral e tem sido alvo de numerosos comentários. No vídeo, os bombeiros,
funcionários do Estado de Mérida, simulam ser locutores de emissoras de TV e
dão as boas-vindas ao jumento, que, de acordo com paródia, foi inspecionar o
posto da corporação de Apartaderos. "O presidente está verificando se a
grama é boa", diz uma das vozes quando o animal se detém para mastigar a
erva. Os dois bombeiros foram presos por agentes da Direção de
Contra-Inteligência Militar, um dos braços do Governo do Nicolás Maduro no
controle da ordem interna. Prieto Parra e Varón García foram acusados de
"instigação ao ódio", um delito inscrito na chamada Lei
Constitucional contra o Ódio, promulgada no ano passado pela questionada e não
reconhecida Assembleia Constituinte, que surgiu após a crise política de 2017.
Este instrumento prevê penalidades severas para quem agredir verbalmente,
intimidar, ofender ou insultar funcionários públicos.
Maduro silencia a los medios digitales en Venezuela
El Gobierno de Nicolás Maduro ha desarrollado en los
últimos meses un nuevo método para consolidar el ejercicio de la censura: el
ataque cibernético y el bloqueo a portales informativos de contenidos
multimedia. Con el control gubernamental casi total de la televisión y la
radio, y el monopolio absoluto del papel para la prensa, que ya no es
dispensado a medios con línea editorial crítica, el universo digital, con las
redes sociales, es ahora casi el único espectro de la comunicación pública que
mantiene su vigor tradicional en Venezuela. Se trata de un procedimiento
depurado y selectivo. Lo lleva a cabo la estatal Compañía Anónima Nacional
Teléfonos de Venezuela (CANTV) con la colaboración de empresas privadas que son
presionadas. Las principales víctimas han sido las páginas web de El Pitazo,
Runrunes y Armando.Info; además, la versión digital del diario El Nacional y el
portal La Patilla.com. Los tres primeros fueron fundados por periodistas que
migraron de medios tradicionales —que, tras ser adquiridos por capitales
chavistas, desarrollaron una línea editorial favorable a Maduro— y
especializados en periodismo de investigación, lo que les ha valido varios
premios internacionales. Los otros son dos de los portales más visitados y
populares de Venezuela. Todos tienen una línea crítica hacia el Gobierno de
Maduro y se han dedicado a evidenciar parte de las máculas de su
Administración.
Venezuela: Cruzar a fronteira para conseguir dar à luz
Crise obriga grávidas venezuelanas a irem até Roraima
para realizar seus partos, e número de nascimentos cresce 50% no Estado.
"Se eu tivesse minha filha na Venezuela, teria que comprar gases, toalhas
e, até mesmo, a lâmpada da sala de parto", conta Veronica González. Com 42
semanas de gestação, a venezuelana Veronica González, de 17 anos, caminha pelo
estacionamento da maternidade de Boa Vista —a única do Estado de Roraima— após
recomendação do médico. "Me pediram duas horas para decidir se irão
induzir o meu parto, já que a minha gravidez está muito longa", explica a
jovem ao lado do pai. Apesar de estar ansiosa com o nascimento de Saymar, sua
primeira filha, a adolescente finalmente respira aliviada. Nos últimos dias,
González correu contra o relógio para conseguir chegar a tempo de dar à luz no
Brasil. A falta de insumos médicos nos hospitais da Venezuela a obrigou a
viajar mais de 26 horas de ônibus da capital Caracas até Pacaraima, cidade de
Roraima que faz fronteira com o país vizinho. De lá, após requisitar refúgio no
Brasil, e ter que dormir uma noite na rua, seguiu para Boa Vista. "Se eu
tivesse decidido ter a minha filha na Venezuela, eu teria que comprar tudo o
que fosse necessário para o parto: gases, toalhas, medicamentos e, até mesmo, a
lâmpada da sala do hospital.
La crisis y el control de Estado arrasa con los periódicos en Venezuela
Esta semana, Luis Carlos Díaz, uno de los locutores
que acompaña el espacio radial matutino que dirige César Miguel Rondón, uno de
los más escuchados en Venezuela y con casi tres décadas al aire, mostró una
arista de la crisis que silenciosamente ha arrasado con los periódicos en el
país. “Hoy fue la primera vez en 29 años que el programa de @cmrondon no tuvo
lectura de prensa impresa porque no llegó ningún periódico a la radio. Es una
industria en colapso debido a la censura gubernamental”, escribió en su cuenta
de Twitter.
Este 2018 han dejado de circular 26 diarios, 20 de
ellos cerraron definitivamente. La cifra corresponde a casi la mitad de los 55
diarios que han desaparecido desde 2013, de acuerdo con un estudio del
Instituto de Prensa y Sociedad (IPYS) que ha documentado la crisis del sector.
La muerte de los periódicos de papel, una profecía que empezó a merodear la
industria editorial desde la irrupción de lo digital, ha alcanzado mucho antes
a los diarios venezolanos, pero por otras razones. “Mucha de la prensa regional
y nacional ha cerrado o ha disminuido circulación, tirajes y números de
páginas. Hay zonas del país desprovistas de medios o donde solo llega la televisión
abierta, tomada por medios progubernamentales (por lo menos 15 canales de
alcance nacional), o la privada que está muy condicionada. La prensa local era
un hábito y está desapareciendo de una manera alarmante, en un momento donde
justamente hay una necesidad informativa mayor, en sectores donde la gente no
puede enterarse de lo que pasa ni tener información de contraste”, señala
Marianela Balbi, directora de IPYS. El Estado Portuguesa, en el centro-oeste
del país, perdió sus tres diarios regionales la última semana de agosto —El
Regional, Última Hora y El occidente de Portuguesa— justo después de la puesta
en marcha del paquete de medidas económicas de Nicolás Maduro, que ordenó un
aumento de sueldo inviable para muchas de las empresas. Con los cierres de los
diarios, decenas de periodistas y trabajadores de los medios han perdido sus
empleos, lo que ha puesto al Colegio Nacional de Periodismo —con más de 21.000
afiliados— en situación de emergencia. Julio César Rojas, de 37 años de edad,
era reportero de El Regional, un diario que tenía 33 años en funcionamiento en
Portuguesa.
Venezuela utiliza “tácticas militares” para reprimir a la población, según Amnistía Internacional
Venezuela emplea "tácticas militares" para
reprimir protestas civiles. Esta es la conclusión que presenta el informe
publicado este jueves por Amnistía Internacional (AI), que denuncia que los
cuerpos de seguridad del país latinoamericano realizan torturas y ejecuciones
extrajudiciales presentadas públicamente en muchas ocasiones como
"supuestos enfrentamientos armados". El documento de la ONG de
derechos humanos, que analiza la situación de la seguridad en el país entre
2002 y 2017, alerta de un extendido clima de impunidad entre los cuerpos policiales,
que "ni garantiza que estos hechos no se repetirán, ni supone reparación
alguna a las víctimas".
"Me dijeron 'vete, vieja chismosa. Te voy a dar
un tiro en la cabeza", relata Zulay González a AI, a quien le increparon
las fuerzas de seguridad cuando en 2012 salió de su casa a la calle para
interceder por su hijo Mario, que estaba a punto de ser detenido por estas. Los
oficiales buscaban en las afueras de la capital venezolana a los integrantes de
una banda delictiva que había cometido un asesinato y se llevaron detenido a
Mario. Los peores augurios de la mujer, que ya había perdido meses atrás a otro
hijo, Luis Fernando, acribillado a tiros por varios hombres cuando conducía su
moto en algún punto del Estado de Miranda (en el norte del país), se confirmaron
tiempo después, cuando dio con el cadáver de Mario en la morgue de un hospital
de Caracas.
Os portugueses pagam mesmo muitos impostos?
Em vésperas de
apresentação do Orçamento do Estado para 2019, saiba que impostos paga, quanto
lhe custam e como se comparam com os outros países europeus. O mundo da
fiscalidade explicado em dois minutos e 59 segundos (Expresso)
Recuso a ideia dos optimistas "versus" os pessimistas. No fim perdem todos
Não gostaria nada de ver o PSD-M a viver, hoje como no passado, atolado num conflito entre os "optimistas" e os "pessimistas". Com a particularidade: estes, mais cedo ou mais tarde, vêm os seus argumentos vincar. Foi o que sucedeu! Os primeiros, quais ratazanas, são sempre os primeiros a fugir para o esgoto, a esconder-se e a atirar as culpas para os outros. Eles com o seu "optimismo" da trampa e de pacotilha nunca são culpados de nada. Conheço esta treta muito bem. E posso garantir que no fim perdem ambos, pois tanto os optimistas iluminados como os pessimistas alegadamente a vaguear na escuridão (ah ah ah ah) acabam a apontar o dedo e acusar-se mutuamente. Tarde demais, porque, regra geral,a porcaria, a trampa se preferirem, está toda espalhada pelo caminho por onde passaram.
Tomar a iniciativa sim, ir a reboque nunca!
De certeza que o GRM não anda, a um ano de eleições regionais, a reboque da ditadura das notícias e das "bocas", sempre facilitistas e populistas dos demais partidos da oposição (no fundo o populismo sempre foi, vem nos manuais de ciência política, a arma preferida da oposição na sua luta pela conquista do poder)? De certeza que o poder regional discute de forma pragmática e pensa e decide com a adequada racionalidade? Quem é poder, doa a quem doer, tem que liderar, tem que impor as regras do jogo, melhor dizendo, tem que saber impor as regras do jogo, moldar a agenda mediática e fazer com que os demais partidos em vez de tomarem a iniciativa e levarem o poder a reboque, sejam eles a ir a reboque do poder. Quem não entender isto é melhor dedicar-se à pesca. Duvido que alguém queira ser cúmplice da incompetência ou que deixe que o transformem no coveiro de um partido político, seja ele qual for. Seria idiotice e masoquismo a mais.
Cuidados não serão demais....
Desejo muito que medidas olhadas por alguns como tomadas a pataco, anunciadas de forma algo atabalhoada, sejam elas positivas ou questionáveis (ser questionável não quer dizer que seja negativo) no tempo escolhido, não se transformem nos argumentos que o poder central da geringonça em Lisboa (ou seja ele qual for...) tanto esperava para nos dar a cacetada final e assumir cada vez menos responsabilidades financeiras no quadro da unidade do Estado. O Estado tem obrigações e tem que assumi-las, custe o que custar. Os truques orçamentais da geringonça (ou de Costa e de Centeno?) não podem transformar-se em poeira atirada para os olhos das pessoas nem num pretexto para que o Estado mais facilmente se furte aos seus deveres constitucionais
O filho e o pai numa "história" perigosa...
Imaginem esta história: um filho vive do apoio financeiro que o pai lhe dá e usa o seu orçamento em função das suas necessidades e das suas prioridades. Se nesse percurso, num dado momento, começa a evidenciar sinais de que afinal se "vira" mais facilmente do que parecia, porque consegue ou tem recursos financeiros próprios, obviamente que o pai reduz o valor do seu apoio, da mesada se preferirem. Entendidos? O filho vai reclamar o quê e com base em quê? No fundo é natural que seja esse o desfecho da relação entre os dois protagonistas desta história de ficção
Deixem a agenda mediática....
Por favor, deixem de viver em função da agenda mediática de outros, deixem de ir a reboque de populismos, deixem de funcionar em função da treta das redes sociais, deixem de fomentar e viver à custa de estratégias negras nos subterrâneos da internet, com o triste arregimentar de "tropas" fandangas, deixem de acreditar que eleições se ganham ou se perdem por causa das redes sociais. Por favor política é realidade quotidiana que tem a pessoa como o epicentro de tudo
terça-feira, setembro 18, 2018
Venezuela: “Que grande vida vive o nosso pouco apreciado Nicolás.” Críticas ao banquete de luxo na Turquia sobem de tom
O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi esta terça-feira fortemente criticado após terem sido divulgados, através das redes sociais, vários vídeos em que aparece a comer carne num restaurante de luxo na Turquia. Os utilizadores das redes sociais e a oposição venezuelana condenaram a atitude do Chefe de Estado num momento de crise económica e em que muitos venezuelanos têm dificuldades em encontrar e pagar produtos básicos. A situação tem motivado denúncias de casos graves de desnutrição e obrigou mais de dois milhões de cidadãos a emigrarem.
"Isto é só uma vez na vida. Verdade?" diz o Presidente da Venezuela à sua mulher, Cília Flores, enquanto o famoso cozinheiro Nusret Gökçe, que também é conhecido como "Salt Bae", corta pequenos pedaços de carne para ambos. Nicolás Maduro aparece ainda a fumar um charuto "Havano", extraído de um compartimento que tem o seu nome e recebe ainda uma t-shirt com a imagem do cozinheiro. Os vídeos foram divulgados na segunda-feira pelo próprio "Salt Bae", que horas mais tarde os eliminou, perante as críticas dos internautas, em castelhano e em inglês.
Sem "lobbying" em Bruxelas não acredito que haja barco todo o ano
Reconheço que eu fui sempre um descrente sobre a amplitude do uso que seria dado ao barco nas ligações de passageiros entre a RAM e o Continente para além dos meses de Verão. As características do mar entre a Madeira e o Continente durante muitos meses do ano, o facto da operação ser efectuada para Portimão, com toda a desvantagem daí resultante - e isto nada tem a ver com Portimão cidade a que estou ligado sentimental e familiarmente - a perspectva de redução dos custos das tarifas aéreas, o subsídio de mobilidade que coloca o madeirense a suportar apenas 86 euros dessa ligação aérea, etc, eram factores que sustentavam (e sustentam) a minha perspectiva quanto a este tema. A verdade é que reconheço que a procura - sem ter sido significativa ao posto de justificar a rentabilidade e a viabilidade económica da operação - superou o esperado em grande medida devido aos vergonhosos preços cartelizados das viagens que são praticados pelas companhias aéreas perante o silêncio cúmplice de quem tinha a obrigação, moral, ética, política e governativa, de intervir. Não me admira nada, mesmo nada, que para além do comodismo de poder levar o carro próprio em férias, mesmo contando como o facto de ele ter como porto de destino continental a referida cidade de Portimão, que foram as companhias aéreas a sua sacanagem e javardice tarifária que desviaram muitos dos passageiros que acabaram por utilizar o barco (com uma operação estabilizada e com a promoção atempada da mesma, admito que os meses de Verão possam registar maior procura por parte de continentais que queiram vir à Madeira, penalizando as companhias aéreas, não duvido disso).
Não sou marinheiro - reconheço que nunca foi o meu forte e até podia treinar todos os dias caso quisesse esse meu "defeito"... - mas pelo que ouvi e li, apesar de algumas questões passíveis de críticas e que precisam ser revistas - em termos de limpeza, refeições e comodidade dos passageiros para uma viagem de 24 horas - o barco espanhol correspondeu às expectativas e o mar ajudou imenso, já que andou sempre apetecivelmente calmo pelo que esta operação se revelou um sucesso relativo.
Contudo a desejada aposta em manter o barco o ano todo, que faz sentido numa ilha, depende de outras situações, quer políticas, quer financeiras que a RAM não controla. Acho que a Madeira tem que insistir junto da Europa para que possa obter apoios para esta operação. Mesmo sabendo que a chamada Europa das regiões é cada vez mais uma treta e que a utraperiferia na Europa de hoje é comparável a uma bosta no chão sobre as qual se coloca inadvertidamente o sapato em cima - ou seja a utraperiferia é uma bandeirinha que alguns agitam, cada vez menos, e quando lhes convém, cada vez mais muito menos - sem o envolvimento da Europa - e dispenso demagogias mediáticas de certas notícias, discursos, requerimentos e outras tretas do género que resolvem ZERO - não vamos conseguir nada de concreto. Pelo menos com este governo da geringonça e a sua forma de estar e de fazer política em que se for preciso ridiculariza até os alegados parceiros do acordo parlamentar que os mantêm com rédea curta e temerosos dos efeitos eleitorais de uma crise política por eles provocada (por isso comem tudo e continuarão a comer tudo mesmo que neguem).Mas, muito sinceramente, duvido que com a anterior bandalhice de Passos e Portas a resposta fosse diferente. Para eles vale aquela frase cavaquista que tanta promoção fez de um banco. Lembram-se? "Queres dinheiro? Vai ao Totta"... (LFM)
Reféns de jogos políticos e de companhias aéreas sem escrúpulos. E a Autonomia onde anda?
Eu não sei de quem é a culpa, não sei se é de quem negociou o modelo, se de quem paga o valor mais significativo dos seus custos, de quem parece que se entregou demasiado às companhias aéreas, etc. Ou se o modelo adoptado coloca as companhias aéreas com a faca e o queijo nas mãos, etc. Não sei nem isso sequer me interessa para nada. Como sou pragmaticamente fundamentalista, acho que factos são factos e que teoria ou deduções não passam disso mesmo, de teoria e de deduções, que valem por isso o que valem. Só gostaria de realçar que numa altura em que se fala tanto na defesa dos nossos direitos, na defesa da autonomia, na sua capacidade de se defender e de reagir perante as ameaças ou chantagens, o que se passa com estes bandalhos irlandeses da Easyjet é vergonhoso. E não é nada de novo, porque não passa da repetição de ameaças anteriores por parte de uma companhia que, recordo, abandonou os Açores incomodada com a pressão dos concorrentes numa linha onde chegou depois da Ryanair.
Mais do que uma chantagem, esta notícia do JM refecte a triste consequência - tal como o caso do Hospital e de outros assuntos - do facto de termos descuramos em 40 anos áreas onde devíamos ter apostado e investido mais, porque somos ilhas, e não o fizemos. Talvez porque acreditamos infantilmente nas palavras de políticos continentais que serão sempre amigos da onça, ou porque pensávamos que essa treta da continuidade territorial num estado centralista e revanchista (lembram-se do que nos fez o sacana do Salazar depois da revolta da Madeira de 1931?) seria acatada em nome da coesão territorial, tão apregoada por uma Europa decadente e cada vez mais dispensável e sem referências e bandeiras (dispensável caso insista neste seu caminho). Mas é também reflexo do país da geringonça, um país governado por uma santa aliança de esquerda mas governado na realidade por javardos capitalistas e por todas as negociatas mafiosas que aguentam uma reedição socialista, agora mais alindada, do socratismo que nos levou à desgraça e à falência, como sabem muito bem protagonistas dos dois tempos governativos.
Falar em autonomia, na sua pujança, na sua vitalidade e na sua virtualidade, particularmente numa região insular, que depende dos transportes, quando somos confrontados com este tipo de notícia, é o mesmo que jurar a pés juntos que a merda de uma pedaço de barro é ouro pintado de castanho. Não é. Será sempre barro, nunca será ouro, digam o que disserem!
Acresce que a Easyjet, neste caso em concreto, que é parte de uma cartelização de preços para a Madeira, concertada e imposta nos subterrâneos do poder pela TAP, para assim se financiar em dezenas de milhões de euros anuais, furtando-e deste modo à proibição de Bruxelas (o regulador aéreo em Portugal é uma gargalhada), percebeu a fragilidade do governo da geringonça.
Se o governo geringonçal - que ainda não entendi se tem 45 ou 50% do capital social da TAP - não intervém nesta companhia, perante o escândalo do que se passa com a Madeira, se ele permite todas as bandalhices da mesma, sobretudo nas tarifas praticadas - que não passam de um ROUBO imitado celeremente pelas restantes operadoras - se ignora um discurso mentiroso e gozador do seu Presidente brasileiro (lembram-se de quem trouxe o primeiro brasileiro para presidir à TAP numa altura em que a privatização da companhia era apenas admitida discretamente por alguns, poucos, protagonistas do poder socialista desse tempo? Perguntem a um conhecido comentador da SIC...) que não passa de um embuste mentiroso e hipócrita, obviamente que a Easyjet percebeu também que pode puxar pela corda e ameaçar que nada lhe acontece porque em Lisboa cagam-se todos de medo pelos efeitos de uma decisão mais radical. Ainda por cima - e isso tem sido esquecido estranhamente quando se fala na realidade da aviação comercial em Portugal nos dias que correm... - quando em cima da mesa está o esgotadíssimo aeroporto de Lisboa, um dos mais problemáticos da Europa em cumprimento de horários, e a alternativa do aeroporto do Montijo, alegadamente a ser entregue às operadoras low-cost, cujas obras custam até 500 milhões de euros e só podem ser suportadas por estas companhias (a TAP já disse que recusa investir um tostão que seja...) que assim passam a ser "donas" - através de uma espécie de concessão pública por dezenas de anos... - de um aeroporto em Portugal tal como Passos e Portas entregaram os nossos aeroportos à francesa Vinci que nessa altura tinha na carteira de aeroportos apenas infraestruturas de segunda e terceira linha.
É neste quadro que nos encontramos, manietados, reféns de jogos políticos e de companhias aéreas, não me parecendo que nada mais reste aos madeirenses que não seja continuar a pagar preços exorbitantes por viagens de 90m ou menos, porque os Alibábá dos nossos dias são mais descarados e conseguiram maiores cumplicidades. Já não precisam de cavernas para guardar o tesouro e dificilmente serão apenas os 40 patifes da quadrilha do ladrão mais conhecido do nosso imaginário. Eles agora mamam descaradamente à vista de todos. Com tantas cumplicidades estranhas que até podiam levar-nos a inventar novas histórias de gatunagem mais sofisticada nestes novos tempos (LFM)
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