"Fulano sei que não és especialista em assuntos jurídicos, mas achas que Bruno de Carvalho vai ficar em prisão preventiva? Uma pergunta feita em directo por uma dondoca qualquer, no canal televisivo mais especulativo - mas paradoxalmente liderante... Outra da mesma dondoca: "Fulano (um comentador que de justiça desportiva nada sabe) acha que com esta prisão de BdC os jogadores do Sporting que rescindiram poderão ficar livres de pagar indemnizações?". Claro que o homem faz um esforço mas não diz nada. Pudera. Não sabe nada do que lhe foi perguntado. Não havia nenhum comentador jurista disponível para is a estúdio responder a essas questões concretas??? Poupem-me, por favor!
segunda-feira, novembro 12, 2018
Jornalismo e rigor
A procissão de jornalistas contratados a preços de saldos e com contratos precários que os transformam em meros "servos" das direcções, e que são obrigados a acamparem, por ordens superiores, às portas de postos de policia, cadeias, casas particulares, sedes de clubes, tribunais ou partidos, etc, mostra a miséria a que chegou a justiça e o jornalismo em Portugal. Uma rafeirada que dá vontade de gritar! Por muito que eu saiba, e sei, como funcionam as guerras de audiências, shares, as disputas de publicidades, a psicose das chamadas "primeira mão", as tretas à volta do que se designa hoje de "jornalismo de investigação" de merda que mais não é que uma caça às bruxas que muitas vezes esconde ajustes de contas pessoais ou até mesmo ajustes de contas sancionados por interesses comerciais, etc. Isto não tem nada a ver com a liberdade de imprensa e com a responsabilidade, credibilidade, sobriedade e rigor ético e deontológico a ela associada. Tem a ver com libertinagem (LFM)
domingo, novembro 11, 2018
O tesouro que se encontra nos arquipélagos
Das mais de 90 espécies de cetáceos existentes no mundo, perto de 30 podem ser encontradas na região da Macaronésia, que inclui os arquipélagos dos Açores, Madeira, Canárias e Cabo verde. A universidade espanhola de Las Palmas deu início um projecto financiado por fundos europeus para Monitorizar o estado de saúde das baleias e dos golfinhos. Este é o tema do programa "De Lisboa a Helsínquia", que vai poder ver este sábado à noite na RTP3.
sábado, novembro 10, 2018
Bruxelas pede multa pesada para Portugal devido a "slots" nos aeroportos
A Comissão Europeia pediu ao Tribunal
de Justiça da União Europeia que sancione Portugal por o país não ter tomado as
medidas necessárias para respeitar as normas comuns da UE sobre atribuição de
faixas horárias ('slots') nos aeroportos. Apontando a "falha" de
Portugal em cumprir integralmente o acórdão proferido pelo próprio Tribunal de
Justiça, que dera razão a Bruxelas sobre esta matéria em 2016, a Comissão Europeia
volta a apresentar queixa, sugerindo agora a imposição de uma multa de valor
fixo de 1,8 milhões de euros e de uma sanção pecuniária diária de quase 7.500
euro "se não houver pleno cumprimento por parte do Estado-membro na data
em que o Tribunal emitir o seu segundo acórdão". Em 02 de junho de 2016, o
Tribunal de Justiça da UE deu razão aos argumentos do executivo comunitário,
considerando que Portugal não garantiu a independência da ANA -Aeroportos de
Portugal enquanto coordenadora do processo de atribuição de faixas horárias
('slots') nos aeroportos de Lisboa, Porto, Madeira e Faro (Visão)
O maior aeroporto do mundo é em Istambul e tem o tamanho da cidade do Funchal
A inauguração coincidiu com o 95.º aniversário da República turca. Este é
um dos projetos que têm marcado o país desde que Recep Erdogan chegou ao poder.
Vai substituir o Aeroporto Internacional Atatürk, que atingiu o limite. O novo aeroporto
tem 76 km2, o equivalente à área da cidade do Funchal, Madeira. Seis pistas, três terminais, um sistema de segurança com tecnologia de
última geração e acesso a aplicações móveis e inteligência artificial. Terá
capacidade para 200 milhões de passageiros/ano, mas nesta fase, a primeira de
quatro, receberá apenas 90 milhões. O interior ostenta elementos que cruzam a
arte turca e a arte islâmica. A torre de controlo é em forma de tulipa e venceu
prémio internacional de arquitetura 2016. O primeiro voo realiza-se a 31
outubro, dois dias depois da inauguração. Terá como destino Ancara, capital
política da Turquia. O novo aeroporto vai funcionar em pleno a partir de 29 de
dezembro Até lá o novo aeroporto garante apenas cinco voos diários.
INFRAESTRUTURA TEM SIDO ALVO DE PROTESTOS
Os sindicatos da construção dizem que aeroporto é "um
cemitério". Acusam a construtora de violar os direitos dos trabalhadores,
denunciam más condições de trabalho e questionam as mortes em acidentes
laborais. De acordo com o sindicato terão morrido mais de 130 pessoas. O
ministério do Trabalho turco refere apenas 27. Calcula-se que a obra vai custar
4,5 mil milhões de euros. Este projeto alinha-se com o desejo de Erdogan de
transformar Istambul num centro global entre três continentes: Europa, Ásia e
África (aqui)
México: Imagens aéreas que mostram a dimensão do aeroporto milionário travado pelo novo Presidente
Andres
Manuel Lopez Obrador, que toma posse a 1 de dezembro, anunciou a intenção de
cancelar a construção do novo aeroporto do México, rejeitado num controverso
referendo. A consulta popular, que amplamente rejeitou o novo aeroporto (69,95%
dos votantes), esteve envolta em polémica: não foi organizada pelas autoridades
eleitorais nacionais, e os detratores contestam a sua legalidade e denunciam a
ausência de rigor, como votos múltiplos, constatados por diversos órgãos de
comunicação social no terreno. “A decisão respeita o mandato dos cidadãos, nós
vamos construir duas pistas no aeroporto militar de Santa Lucia, melhorar o
aeroporto da Cidade do México e reativar o aeroporto de Toluca”, explicou Lopez
Obrador numa conferência de imprensa. “Foram as pessoas que decidiram”, sublinhou o Presidente eleito, saudando
uma “muito boa decisão”.
Alberto João Jardim diz que se trata de "histórias de cordel"
Alberto João Jardim diz que o caso das faltas dos deputados no Parlamento são histórias de cordel. Em entrevista à TVI24, na 21.ª hora, o antigo presidente do governo regional da Madeira afirmou ainda que há uma campanha contra Rui Rio.
PSD-Madeira: Rubina Leal no secretariado é errado
Li hoje no DN-Madeira que Rubina Leal pode vir a integrar o secretariado ao PSD-Madeira a ser eleito no congresso regional laranja do final do ano. Acho isso um erro. Não por Rubina Leal, mas pelos motivos político-partidários que vou explicar. Sem colocar em causa a necessidade urgente de mudanças neste importante órgão partidário - até porque muitos dos problemas do partido, em termos de mobilização e eficácia no terreno, passam porventura por ele e pela necessidade de uma outra forma de estar e de operacionalidade junto das bases (que são o alimento essencial para que um partido se mantenha mobilizado e empenhado), considero, mas esta minha opinião é meramente pessoal e vale o que vale, que este cenário é absolutamente inaceitável, neste momento.
Vamos a factos.
Historicamente os membros do secretariado do PSD-M nunca desempenharam outros cargos partidários, exactamente para que fosse garantida a isenção e o distanciamento em relação a todas as estruturas partidárias de base. Não quero com isto dizer que isso seja regra estatutária ou mesmo regulamentar ou sequer uma obrigação. Cada líder partidário - porque é ele que faz as escolhas e é ele a responder em caso de sucesso ou fracasso - pensa o que bem entender, e decide em conformidade com essa sua lógica, mas acho que é razoável que essa perspectiva fosse mantida.
Rubina Leal, pouco tempo depois de ter sido derrotada nas autárquicas de 2017 no Funchal, foi eleita para a liderança da Comissão Política Concelhia do PSD-Funchal. Ora sabendo-se o peso que essa estrutura concelhia tem - porque o Funchal pode ser decisivo na definição de qualquer resultado eleitoral, apenas por ser o concelho com mais eleitores - o envolvimento de RL em actividades do Secretariado fará com que ela não se concentre naquilo que deve ser o mais importante para ela, podendo pôr causa devido a uma dispersão de responsabilidades a eficácia da estrutura funchalense que depois da derrota autárquica, precisa de ser acompanhada de perto. E de que maneira!
Por isso, das duas uma: ou esta ideia vai para a frente e o PSD-M corre sérios riscos políticos de voltar a bater contra a parede, graças a opções internas erradas, ou Rubina Leal fica apenas a liderar a CPC do Funchal (integrando ainda a Comissão Política Regional), que por si só vale mais do que integrar o secretariado. Tenho a certeza que a coordenação política da CPC do Funchal exige muito e propicia suficientes preocupações, ainda por cima num ano triplamente eleitoral - e é bom que não se esqueçam disso - desafios que em meu entender serão os mais importantes de sempre, porque 2019 pode transformar-se num desafio fundamental para o futuro do PSD-M. Se não interiorizarem esta evidência, então alguma coisa está realmente mal. E sou o primeiro a lamentar (LFM)
Pensem nisso enquanto há tempo
O pior erro que um partido político pode cometer, é transmitir para a opinião pública a ideia, fatal e altamente perniciosa, de que há no seu seio uma espécie de insignificante casta de pessoas a quem são dados todos os lugares e atribuídas responsabilidades que devem e podem ser partilhadas por mais pessoas. Porque das duas, uma: ou as pessoas acreditam, perante a sucessão de tiros-nos-pés, que esse partido afinal não tem recursos humanos capacitados - os jovens precisam de ter sempre uma primeira oportunidade para mostrarem o que valem, mesmo que cometam erros ou, nalguns casos, se deslumbrem - nem dimensão ou estrutura orgânica e funcional para corresponder a desafios importantes, e, nesse caso, deve ser penalizado enquanto é tempo, evitando males futuros maiores e irresolúveis; ou, pelo contrário, esse partido está refém e é dominado por interesses associados a qualquer grupo restrito de pessoas, que não abrem mão desse controlo, e que autistas se comportam - porque no fundo para eles é mais importante manter o seu casulo inexpugnável - indiferentes às críticas e, mais do que isso, de mostram incapazes de perceber a realidade e de, por antecipação e pragmatismo, agirem em conformidade. Simples entender a mensagem: quando as pessoas não têm perfil ou não mostram as adequadas competências para um deter,minado projecto que exige credibilidade pessoal, então há que substitui-las, sem dramas, sem polémicas e sem que venha nenhum mal ao mundo. Pensem nisso enquanto há tempo! (LFM)
quarta-feira, novembro 07, 2018
As asneiras (ingénuas) do deputado Silvano que viraram polémica só por ser SG do PSD de Rui Rio
O que se passou como deputado Silvano do PSD não tem nada de especial e se não fosse o fato dele ser o secretário-geral do PSD de Rui Rio. Logo a notícia deve ter sido passada para a comunicação social por algum viúvo ou alguma viúva do passismo, motivados pelo seu ressabiamento - porque se não fosse assim nem teria sido notícia.
Esta é uma prática nos nossos parlamentos, há décadas, que está prevista regimentalmente. Trata-se de uma forma de evitar que haja deputados a perder mandatos por excesso de faltas. Há que ter a coragem de o dizer.
Eu sei que há milhares de justificações de faltas parlamentares "por motivos de actividade partidária ou política" argumento que garante ao deputado, repito, que por não ter comparecido não será penalizado. Obviamente que não tendo comparecido no plenário ou numa reunião de comissão não pode auferir o subsídio de deslocação, caso ele exista. Mas isso são questões diferentes.
O problema é que o registo das presenças de Silvano foi feito através do sistema digital do parlamento com recurso a uma segunda pessoa que alegadamente terá usado a password de acesso ao referido sistema e que apenas o deputado Silvano - eventualmente alguns funcionários de apoio no grupo parlamentar - conhecerão.
Pragmáticamente...é isto. E mais nada!
Considerando os picos, maior e menor, da votação para as regionais entre 2004 e 2015, verifica-se o seguinte:
- a abstenção entre 2004 e 2015 aumentou cerca de 19 mil eleitores apesar dos votantes eleitores terem aumentado mais cerca de 10 mil pessoas, reduzindo entre 2007 e 2015 em mais de 13 mil eleitores aumentando cerca de 7 mil eleitores entre 2007 e 2011 e baixando entre 2011 e 2015 perto de 20 mil eleitores. Uma das recomendações que deixo é a de associarem o ano a acontecimentos ligados às eleições e tentar tirar as conclusões (2007, regionais depois da polémica com lei de finanças regionais, a maior votação, 2011, regionais em ano de descoberta da dívida "oculta" de 1,1 milhões de euros e perspectiva de austeridade imposta por Lisboa, o que sucedeu em 2012, e 2015 ano da saída de João Jardim da liderança do PSD). Entre 2004 e 2015 a taxa de participação eleitoral variou de 60,5% em 2017 para 49,7% em 2015.
Obviamente que a abstenção variou também entre os 39,5% de 2007 - dos mais baixos de sempre - e os 50,3% em 2015, o valor mais alto de sempre em eleições regionais.
Quanto ao PSD - considerando o mesmo período em análise no quadro - e se exceptuarmos os mais de 90 mil votos em 2007, um dos valores mais altos, constata-e que os 56,5 mil votos de 2015 foi dos mais baixos de sempre, menos 17.330 votos que em 2004 e menos 14.982 votos entre 2011 e 2015.
Curiosamente entre 2004 e 2015 o PS obteve neste ano o valor mais baixo de todos - apesar de ter concorrido numa espécie de coligação - e o CDS que em 2011 tinha dado um alto por razões facilmente explicáveis e que não tem qualquer mérito próprio, acabou por perder deputados e perto de 8.500 votos entre 2011 e 2015.
Curiosamente entre 2011 e 2015 o CDS perdeu quase 8.500 votos e o PSD outros quase 15 mil votos (o PS desceu 2.300 votos). Se somarmos estas perdas, perto de 25.800 votos superam os cerca de mais 20 mil eleitores abstencionistas entre 2011 e 2015. Mas a este fenómeno temos que associar os 13.000 votos que a JPP obteve ma sua primeira participação eleitoral para o parlamento regional, o que demonstra que os principais partidos perderam eleitores para este antigo movimento de cidadãos transformado em partido para as regionais de há 4 anos (isto sem falar na queda eleitoral do PTP que passou de 10.200 votos em 2011 para um número indefinido em 2015 dado que se perdeu numa espécie de coligação liderada pelo PS e que politica e eleitoralmente foi desastrosa (LFM)
segunda-feira, novembro 05, 2018
Eleições na RAM 8
Depois destas publicações cada um que faça as análise que entender e tire as conclusões que achar por bem. Só faço um pedido: não inventem por favor! E não digam que o branco é preto só porque vos convém ou por que erradamente acham que conseguem enganar as pessoas. O que é branco será branco para sempre, o que é preto, preto continuará a ser. Transporte esta ideia para os resultados eleitorais e para o que se passou nas últimas eleições realizadas na Madeira. Dizer que nada aconteceu é uma patetice própria de mentecaptos.
Eleições na RAM 7
Este quadro mostra
um comparativo entre as eleições autárquicas de 2013 e as autárquicas de 2017,
realizadas na Madeira, porque desconfio que é a partir destes valores
eleitorais que muitas estratégias foram desencadeadas, nomeadamente no PS.
Eleições na RAM 6
Esta sequência de
quadros mostra a evolução dos principais partidos políticos da Madeira (PSD,
PS, CDS, PCP e Bloco de Esquerda), nas
três últimas eleições realizadas para a Assembleia Legislativa, Assembleia
Regional, Autárquicas e Europeias
Eleições na RAM 5
Este quadro mostra a
data de realização de todas as eleições regionais e as eleições para a Assembleia da República. Podemos constatar que raras vezes
as eleições legislativas nacionais ocorreram no mesmo ano das regionais, algo
que aconteceu em 2015 devido à dissolução do parlamento regional.
Eleições na RAM 4
Este quadro mostra a
data de realização de todas as eleições regionais para a Assembleia Legislativa
da Madeira. Lembramos que em 2007 (lei de finanças regionais) e 2015 (nova
liderança do PSD e abandono de João
Jardim) realizaram-se dois actos eleitorais antecipados.
Eleições na RAM 3
Estes quadros mostram a evolução dos principais partidos da Madeira em todas as eleições regionais, entre 1976 e 2015, considerando também os valores da abstenção, o número de deputados eleitos, o número de partidos concorrentes e respectivas percentagens, da abstenção e dos partidos. Num outro quadro estão reunidos os votos dos pequenos partidos, incluindo nestes a JPP porque apenas concorreu em 2015 às regionais (recolha e quadros de LFM).
domingo, novembro 04, 2018
Eleições na RAM 2
Este quadro mostra uma série de dados eleitorais no concelho do Funchal (votos e percentagens, abstenções e votantes) - que terá sempre um peso decisivo na resolução de qualquer eleição na Madeira. Considerei neste estudo as regionais de 2007, 2011 e 2015 e as autárquicas de 2009, 2013 e 2017 (recolha e quadros de LFM)
Eleições na RAM 1
Cada um destes quadros mostra uma série de dados eleitorais (votos, percentagens, inscritos, votantes, abstenções e percentagens) dos cinco principais partidos em eleições realizadas na Madeira entre 2007 e 2017. Considerei neste estudo as 3 últimas regionais, 3 autárquicas, 3 legislativas nacionais e 2 europeias (recolha e quadros de LFM).
Reflexão: só espero que os média saibam separar o trigo do joio e denunciem os manipuladores e suas motivações
A culpa muitas vezes é das pessoas com
responsabilidades, e que obedecem a princípios deontológicos que não se podem
perder, que acham que determinados indivíduos que por puro oportunismo se
encostam, são uma espécie de sumidades da treta. A "renovação" idiota,
porque se foi deturpando e distorcendo aceleradamente à medida que a espuma dos
dias foi pondo a descoberto a verdade, em nome da qual muita coisa será
destruída se não forem tomadas as medidas que neste momentos se exigem - porque
quatro anos depois acabou o tempo da palermice e do vedetismo anão -
transformar-se-á na tumba de muita coisa e os coveiros desses episódios dificilmente se safarão - como talvez acreditam que o conseguirão - ao
julgamento seja ele qual for, doa ele o que doer. Há momentos em que já não
ligados aos estragos nem ao rasto de destruição que o ajuste de contas
eventualmente provoque. Ele simplesmente tem que ser feito. Ponto!
A "renovação" foi um episódio, um hiato, um
ajuste de contas, um momento para a formalização da mudança de uns pelos
outros, mantendo-se a disputa pelos lugares e a ânsia de protagonismo e o
desfilar de vaidades pessoais absolutamente hilariantes e patéticas. Basta andar
em determinados locais da cidade - porque é lá que se sabem as coisas, a
realidade, e não sentados em gabinetes ou estirados em sofás sem nada de útil
que fazer - para percebermos que terão mudado as moscas mas que tudo o resto, alegadamente podre e ultrapassado, continua na mesma, ou pior, nalguns casos
bem pior, porque a lata e o descaramento hoje são algo substancialmente pior e
mais descarado do que antes. Deixou de haver um pingo de vergonha para a
insinuação, para os estatutos sociais de merda, para as influências da trampa,
para tudo isso. Hoje, como ontem, ou há credibilidade e respeitabilidade e
competência, de facto, ou nada feito.
Por isso não espanta que assistamos hoje, também e
lamentavelmente, a meios de comunicação social - e a crise na comunicação
social é cada vez mais dramática e com consequências ainda imprevisíveis, bem
piores do que o rasto de destruição que já a penalizou de forma demolidora -
que em vez de manterem uma postura de cautela e distanciamento para evitar que
sejam manipulados, enganados e usados por oportunistas de pacotilha, que por aí
andam em busca de tachos, que apostam em transformar jornais, rádios ou
televisões em meros amplificadores da idiotice e do absurdo, como se no tempos
que correm e com os meios que são colocados ao dispor das pessoas, fosse
possível a qualquer instituição pública se comportar de forma leviana ou
recorrer a comportamentos abusivamente perniciosos e eticamente reprováveis.
sejam com quem for. Alguém minimamente formado e informado acredita nisso?
Cada história tem, do outro lado, no reverso da
medalha, uma outra história, a verdadeira, nem sempre abonatória, melhor
dizendo, quase sempre pouco ou nada abonatória para quem é nela protagonista.
Por isso no início só se conhece apenas uma versão, a história mal contada e
não censurada de um dos lados da contenda (?), regra geral motivado por
despeito, vingança ou ajuste de contas pessoal.
Suspeito - porque é sempre
assim e todas estas idiotices - que se um dia a história for conhecida, em
todos os seus contornos e com todas as suas vicissitudes, que provavelmente
alguém ficará muito "mal na fotografia". Demasiado mal que duvido que
lhe interesse que essa história seja conhecida integralmente.
Mas quando se fica a conhecer a história completa, a
versão de todos os lados da "contenda", então tudo muda e a alegada
"vítima" normalmente acaba por se comporta-se os ratos quando a água
caminha na sua direcção. Não há mais espaço a versões vesgas, porque as
histórias, todas as histórias, têm sempre um início, um meio e um fim.
O problema é que as instituições públicas, falemos
delas, em vez, como deviam, de responder na mesma moeda, especulativa e
distorcida, defendendo-se, exigindo a imediata clarificação de acusações
infundadas, assim se presume, ou de fazerem o público desmontar de narrativas
de merda, remetem-se ao silêncio deixando que o tempo esqueça o que não pode
nem deve ser esquecido.
E sobretudo quando devem ser equacionados o enumerar
de procedimentos adoptados, de como foram adoptados, quando, porquê e para quê
e quem. E com que consequências. Nem falo nas questões morais e na autoridade
moral pessoal porque não devo confundir as coisas, apesar de elas se
interligarem. Se as instituições públicas abandonarem o silêncio passivo e
amedrontado, e de consciência tranquila - há que tê-la como é evidente -
saltarem a terreiro pugnando pela sua defesa e contra-atacando ao mesmo nível
dos outros protagonistas da contenda, com a firme disposição da sua autodefesa,
as cosias mudariam imediatamente.
Como é que um patético qualquer que salta de um lado
da política para outro, qual saltimbanco oportunista, se julga uma espécie
"educador das massas" reclamando para si valores éticos que não
transporte nem demonstra possuir? E média, desculpem mas as coisas devem
que ser ditas, precisam de ter redobradas cautelas, porque tal como não gostam
nem conceda espaço para que se fale publicamente dos seus problemas quando eles
( se eles) os - e existem, - também não podem depender da especulação mediática
para que a reboque se uma qualquer notícia mais especulativa, venda mais
jornais ou tenham mais audiências - que não vendem nem têm.
A auto-defesa, mas sobretudo a verdade e o
contraditório são regras essenciais - penso eu - de uma deontologia
profissional que nunca vai deixar de existir e sobreviver estoicamente, mesmo
que jornais, rádios e televisões um dia acabem. E é isso que marca a diferença,
impedir a todo o custo que os média sejam usados em questiúnculas pessoais ou
em oportunismos perfeitamente identificados e mais facilmente desmontáveis. E que não podem deixar, seja de que forma for, um meio de comunicação,
qualquer que ele seja, numa posição de fragilidade por não ter respeitado as
regras essenciais dos procedimentos. No que em que se perceber que o banditismo
ético que caracteriza as redes sociais e a libertinagem do que lá andam, afinal
se compara a um jornal, uma rádio ou uma televisão, então estes tornam-se
obsoleto e dispensáveis, enquanto que que as redes sociais sobreviverão. Esse
dia seria para mim um dos mais tristes! (LFM)
sexta-feira, novembro 02, 2018
Que Marcelo Rebelo de Sousa faça o que tem (e deve) que fazer para ser o que diz ser
O Presidente Marcelo Rebelo Sousa, com o show-off que sempre o caracteriza e com a mediatização de tudo o que faz - como se ele fosse uma espécie de poder paralelo que, bem vistas as coisas, não é, nunca será e pouco ou nada manda - está na Madeira, visita que valerá zero, repito ZERO, caso o locatário de Belém não intervenha na clarificação e na solução de dois problemas que julgo serem graves, os quais persistem e contaminam o relacionamento entre o Estado e a Região, penalizando a Madeira e os Madeirenses:
- por um lado, falo na urgente necessidade de obrigar o Estado, através do seu amigalhaço Costa e enquanto accionista maioritário (50%) da empresa, a acabar de uma vez por todas com o escândalo da TAP (e por arrastamento noutras companhias privadas oportunistas...) e no roubo que é feito todos os dias aos madeirenses e açorianos e ao erário público - porque na realidade estamos a falar de financiamento indevido, criminoso e encapotado das companhias aéreas que operam para a Madeira em vergonhoso conluio negociado nos bastidores entre todas elas, com a cumplicidade zarolha do regulador e do Estado que se limite a pagar milhões à TAP e demais companhias no quadro do subsídio de mobilidade que para essas empresas virou uma teta leiteira a que se agarraram e não mais largam. Como é que um Presidente responsável e preocupado pode olhar, calado e de forma subserviente, tudo o que se passa com a TAP que trata as ligações entre as regiões insulares e o Continente, como trata das ligações entre Lisboa e o Brasil, EUA ou os destinos europeus?
- O que espera o Presidente - caso seja um presidente preocupado e interessado como diz ser mas não mostra - para ser protagonista activo na superação de dificuldades estranhamente criadas, para intervir junto do governo do seu amigalhaço Costa - até porque Belém é que vai promulgar o orçamento de estado - para exigir um a explicação à misteriosa contabilidade feita por Lisboa para que 50% dos custos da construção do novo Hospital da Madeira, não seja metade desse investimento, mas tenha antes duas ou tr~es interpretações diferentes, 13%, 26%, e por aqui vamos? Vai promulgar o OE-2019 depois de Costa ter prometido um financiamento de 50% dos custos de constrição do Hospital da Madeira, sem comprovar previamente se é esse o calor inscrito no documento que lhe enviarão para promulgar? Vai falar discretamente com o seu amigalhaço Costa sobre isto ou vai-se comportar como uma espécie de "rainha da Inglaterra" sentada no sofá, cegueta e dispensável por desnecessária?
Finalmente, já no quadro institucional, mantenha uma conversa com o seu Representante da República porque me parece que há protagonismos excessivos que devem ser clarificados por muita fome de holofotes e da ribalta mediática - os vícios pegam-se rápido...- possa existir. Percebe-se isso em MRS porque, bem vistas as coisas, ele chegou a Belém depois de anos de presença televisiva calculista e devidamente pensada, em privilegiados espaços de opinião onde nunca teve contraditório, facto que transformou a corrida presidencial de 2016 numa farsa e num espectáculo desequilibrado por tudo o que aconteceu anteriormente a essa corrida presidencial. Falo do papel institucional do representante da República, do deu protagonismo absolutamente intolerável, dos riscos que isso implica na distorção do seu enquadramento institucional e constitucional e na deturpação da realidade e das competência reservadas ao escolhido por MRS, entidade que esperamos seja definitivamente tratada de forma adequada em próxima revisão constitucional. Aliás há uma outra postura nos Açores por parte de uma personalidade, diplomata de carreira, com quem tive o prazer de estar recentemente, e que assumiu uma adequada concepção relativamente ao seu papel e enquadramento na realidade constitucional naquela Região.
Mal seria de personagens escolhidas pelo PR acabassem "usadas" em guerras político-partidárias paroquiais entre entidades públicas numa mesma região, tudo por causa de motivações políticas que convidam o Representante para certos actos públicos só para que os mesmos não sejam presididos pela entidade regional competente. Aliás é por tudo isto que a autonomia será sempre refém de politiquices e de concepções mesquinhas de autênticos "blocos de cimento" que na realidade são os principais obstáculos à afirmação da autonomia regional como uma solução supra-partidária.
Se estas questões não forem clarificadas pelo Presidente MRS ele pode continuar a visitar a Madeira a beijar quem entender, a ser protagonista de selfies e selfinhas e a branquear o seu "reinado" com a cumplicidade conivente da comunicação social mas a história, essa sim, implacavelmente o julgará no devido momento e de forma exemplar sobre o que fez e não fez, porque tinha a obrigação de intervir e não interveio. Nomeadamente medindo a diferença entre o assumir corajoso de responsabilidades e obrigações que lhe valem e o show-off mediatizado que dá votos na recandidatura e transforma um presidente num astuto e hábil "animal político" na verdadeira acepção do termo, com todas as virtudes e os defeitos que essa adjectivação comporta. Fico à espera que MRS assuma as suas responsabilidades e seja uma "ponte" como acho que deve ser, pelo menos no que às duas primeiras questões que coloquei, e que estão a minar as relações entre o Estado e a Região. Talvez seja então, na recandidatura de 2021, já decidida mas escondida, o que não fui em 2016 por convicção pessoal: votante nas presidenciais e votante em MRS! Boa visita à Madeira e, sobretudo, que saiba ouvir e reter o que neste momento é essencial para esta terra de paz e de gente boa (LFM)
terça-feira, outubro 30, 2018
Brasil: os erros do PT (e de Lula e Dilma) e as razões de Balsonaro
O recém eleito presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, é um produto do PT de Lula e de Dilma, da corrupção vergonhosa que legaram ao país, da manipulação do poder, do agravamento da crise social e económica, do recuo na alfabetização e no acesso à educação (apesar dos bons passos dados no início do mandato de Lula), do aumento do desemprego e do agravamento da criminalidade que atinge números alucinantes.
Não nos esqueçamos que o Brasil registou mais de 26 mil assassinatos no 1º semestre de 2018 mas este número não é real dado que Maranhão, Paraná e Tocantins não divulgam as suas estatísticas completas. Em 2017 foram registadas no Brasil quase 60 mil pessoas assassinadas
Bolsonaro é fruto da conjugação de tudo isso, da insegurança que se apoderou da sociedade brasileira, sejam os ricos ou os pobres, e com números cada vez maiores.
Bolsonaro pode ser um potencial vazio de propostas, de programas, de ideias políticas consistentes e coerentes, pode não ter deixado nenhuma solução concretas e exequível para os grandes problemas do Brasil. De política externa então é mais que zero!
Mas bastou-lhe enfatizar o discurso de prioridade pessoal no combate ao crime e aos corruptos para que este militar, que andou durante 20 anos dos corredores do poder parlamentar em Brasília, sem que ninguém tivesse dado por ele, se tenha proposto como candidato e desde início tenha subido em todas as sondagens.
O seu adversário na segunda volta - para além de ter sido protagonista destacado do ciclo petista no poder, e de estar a braços com potenciais processos judiciais no quadro dos megas processos que envolvem Lula e a não reeleita Dilma, entre outros, cometeu um erro terrível, desde início da sua campanha.
Desde logo ele nunca foi o candidato ideal para combater Bolsonaro. A esquerda brasileira tinha outras alternativas menos queimadas, tinha outros nomes, situados acima dos partidos, mas é público que Lula e Dilma recusaram todos eles, facto que levou o PT a insistir, patética e provocadoramente na pretensa candidatura de Lula, preso por corrupção, quando era sabido que a justiça brasileira nunca cederia e que essa candidatura era uma espécie de mito usado pelo PT para manipular a opinião pública adepta dos petistas e conduzir o PT para uma situação de ilusão que acabou penalizando a sua campanha, enquanto Bolsonaro ia reunindo apoios e "tropas" à sua volta e radicalizando o discurso e a mensagem eleitoral.
Haddad foi um falhanço desde início, provavelmente por ter sido escolhido pelo próprio Lula e por nunca se ter desligado do ex-Presidente e amigo. Haddad era visita de Lula durante a pré-campanha e campanha eleitoral, e não havia discurso que não falasse no antigo Presidente, na expectativa de que isso se revelasse uma mais-valia eleitoral para o PT, partido que, enquanto tal, nunca conseguiu mais do que 20% em qualquer eleição no Brasil.
Haddad não resistiu ao facto da eleição presidencial se ter transformado numa disputa entre os pró-PT e os anti-PT, e nem sequer conseguiu conter o facto de ter sido, já durante a campanha, e segundo as sondagens, o petista com menor apoio no Nordeste brasileiro desde 2002. Ora o Nordeste sempre foi fundamental para o PT e em qualquer eleição e em certa medida voltou a ser, quer na garantia da segunda volta ao candidato do PT, quer na obtenção dos 45% de votos na segunda volta. Haddad demorou demasiado tempo a perceber que essa colagem a Lula o penalizou de forma decisiva, incapacitando-o de recuperar a significativa diferença eleitoral para Balsonaro, apesar das bacoradas, das asneiradas e dos estragos causados ele e pelos seus absurdos filhotes.
Balsonaro sabia que com maior ou menor dificuldade estaria na segunda volta e que seria nessa que tudo se decidiria. Por isso adoptou uma estratégia eleitoral pessoal que, mais do que uma provocação aos adversários, apostou em introduzir, nalguns casos estranhamente, novas questões ao fenómeno político das eleições nas democracias e em pleno tempo das redes sociais. Questões essas que, estou certo vão suscitar nos próximos tempos um debate muito interessante e longe de ser consensual - aliás tal como aconteceu com Trump e a sua obsessão pelas redes sociais - com destaque para o Twitter - destinado a identificar as principais ameaças à democracia e aos métodos mais tradicionais das campanhas eleitorais e da comunicação entre candidatos e eleitores (LFM)
Funchal: porque não mostram os estudos sobre impacto das decisões no trânsito urbano?
Pode a Câmara Municipal do Funchal negar todos os dias, mil vezes, que o trânsito no Funchal não está pior - devido a obras e a alterações na circulação com estradas encerradas, etc - que ninguém acredita. Sobretudo quem anda na cidade, quer usando o carro próprio, quer recorrendo aos transportes públicos nos quais é cada vez mais visível o stress dos motoristas pressionados pelo cumprimento de horários apesar dos atrasos imputáveis a terceiros.
Ou seja, a CMF sabe, mas não assume, que há problemas no trânsito citadino funchalense. Aliás, ontem mesmo, reparei que desde muito cedo alguns jovens foram colocados em pontos determinantes da cidade - provavelmente considerados mais complexos em termos de tráfego automóvel - a controlar o movimento automóvel, claramente um trabalho destinado a dar indicações mais seguras, a quem de direito, para eventuais mudanças. Penso, e espero, que os dados recolhidos, que não se devem limitar apenas a um dia e a horário específico matinal, possam ajudar a CMF a alterar o que tiver por ser alterado, a assumir os erros se eles forem identificados e a mudar o discurso, tentando negar o que é uma evidência. Claro que as coisas podem ser melhoradas. Mas com fundamentalismos idiotas ou "cegueiras" auto-impostas só por conveniência, as coisas tendem a agravar-se, nunca a melhorar.
E, já agora, divulguem os resultados dos estudos realizados (?) sobre o trânsito na cidade - creio que o povo funchalense os desconhece - e divulguem também os estudos sobre o impacto das alterações introduzidas na cidade em termos da circulação automóvel (LFM, fotos do JM e DN, com a devida vénia)
segunda-feira, outubro 29, 2018
Os "paridores" de partidos...
Em Portugal parece que voltamos, de novo, a uma espécie de psicose patética de criar partidos por tudo e por nada, particularmente por motivos resultantes de amuos pessoais ou divergências políticas. Os casos mais recentes surgiram no centro-direita, ou mesmo na direita portuguesa, com Santana Lopes a dar o primeiro sinal com o seu abandono do PSD e a criação da (ou do?) Aliança - que apenas vai complicar a vida aos social-democratas, eleitoralmente falando, embora se desconheça em que medida e com que amplitude. Seguiu-se André Ventura um desconhecido comentador desportivo de televisão (Benfica) na CMTV, que ficou conhecido por se ter candidatado à liderança da Câmara de Loures (perdeu para o comunista Bernardino Soares), empurrado pelo Passos e que ficou logo negativamente mercado, já em 2017, por um discurso radicalmente algo xenófobo. Mais recentemente diz ter abandonado o PSD e, a reboque disso, ter saído da edilidade de Loures para a qual tinha sido eleito como vereador sem pelouros.
Madeira: TAP virou empresa aldrabona?
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Será que a nossa TAP, para além da roubalheira com as passagens entre o Funchal e Lisboa, juntou outra habilidade ao seu vergonhoso curriculo - ou não se tratasse de uma empresa verdadeiramente...artista! - a de aldrabar as pessoas ou de gozar com elas?
Vamos a factos depois de uma projecção de reserva que hoje formalizei e que mostra como esta empresa se está a cagar para os madeirenses. A TAP é mentirosamente chamada de empresa pública, quando na realidade apenas estamos a falar de uma patifaria feita pela geringonça, ou seja um frete sindical que por via da reversão da privatização, permitiu manter as mordomias dos sindicatos que temiam que com a privatização da TAP nos moldes decididos pelo Passos e pelo Portas perdessem:
a) reservei uma viagem entre o Funchal e Lisboa, no dia 31 de Outubro, e escolhi um voo que marca 62,09 euros (imagem 1);
b) marquei o regresso, Lisboa-Funchal, no dia 6 de Novembro, escolhendo uma viagem que custa, segundo o site, 159,09 euros (imagem 2);
c) em vez de pagar 221,18 euros, o somatório dos dois preços indicados no site a TAP obriga-me a pagar 461,18 euros (imagens 3 e 4)
E ninguém denuncia esta merda? Ninguém obriga estes cabrões a se comportarem como devem? Ou o Estado está sem rei nem roque e as empresas alegadamente públicas viraram covil de bandalhos geringonçados?
TdC: Estudo sobre os impactos da evolução demográfica da população residente na RAM na área da educação
O que auditámos?
Com base na informação produzida pelo Instituto Nacional de Estatística sobre a Região Autónoma da Madeira perspetivaram-se os impactos da evolução demográfica sobre o sistema regional de educação e em que medida a administração pública regional avalia e antecipa essa evolução.
O que concluímos?
- No cenário central (tido como o mais provável), a Região perderá população ao longo de todo o período de projeção cerca de um terço dos seus habitantes, passando de uma população de 254,9 mil residentes, em 2016, para 165,7 mil, em 2080, sobressaindo, a par de uma expressiva queda da população em idade ativa, a redução da população jovem, e um significativo aumento da população idosa;
- Nesse cenário, a população em idade escolar (43,4 milhares, em 2018) sofrerá uma significativa queda ao longo de quase todo o período da projeção, atingindo o seu ponto mínimo em 2064, com apenas 22,3 mil indivíduos. O período mais critico, decorrerá até 2030, com as taxas de decréscimo a oscilar entre 3,3% e 1,1%, ao ano, resultando, em termos absolutos, numa diminuição média anual superior a mil indivíduos até 2029;
- O volume da redução do número de alunos, e em especial a reduzida dimensão da população estudantil total em alguns concelhos, levam a antever que em muitos casos estará em causa a viabilidade de alguns estabelecimentos de ensino por falta de alunos suficientes para garantir a sua dimensão critica. Em certas situações poderá também estar em causa a viabilidade da oferta de alguns ciclos educativos com a mesma malha geográfica atualmente existente, mormente no que se refere ao ensino secundário;
- Ao contrário do previsto para o pessoal não docente, a comparação da estimativa de evolução do atual quadro de docentes com a estimativa para as necessidades futuras, assumindo que os rácios de alunos por professor se mantêm estáveis, leva a concluir que durante toda a década de vinte existirá um considerável excedente face às necessidades do sistema educativo (cerca de 1400 docentes no ensino público e 200 no ensino privado);
- O desafio que se coloca em cada decisão de reajustamento dos recursos do sistema de ensino, é o de encontrar-se o ponto de equilíbrio entre os critérios de natureza pedagógica, de carácter social, e de racionalidade económica. O risco existente é o de não se atuar de forma proactiva, não tomando as decisões necessárias em devido tempo, levando ao aumento de ineficiências que, face à evolução expectável, tenderão a surgir naturalmente no sistema (TdC - leia aqui este importante relatório)
A queda estrondosa da antiga "rainha" da Europa
A antiga "rainha" da Europa e alegadamente uma das mulheres mais influentes do mundo, sobretudo durante a crise financeira de 2008 a 2012, caiu com um estoiro. Sem honra e sem glória.
A mulher que condicionou durante anos a política europeia, mas a quem todos os políticos de direita - ou os que estavam a braços com crises financeiras (Portugal, Itália, Espanha, Grécia, entre eles) - iam beijar a mão subservientes - Passos então foi "exemplar", tristemente "exemplar", embora Sócrates não tenha ficado atrás nesta "campeonato" da beijoquice hipócrita... - e que ameaçava países usando aquele absurdo ministro das finanças que depois de ter sido posto a andar em 2016, todos diziam ser quem realmente mandava no governo alemão, levou três socos políticos no estômago que a puseram KO.
Brasil: dez "fake news" contra Haddad
1 - Kit Gay para crianças de 6 anos que foi distribuído nas escolas
Tratou-se da deturpação de um projeto chamado Escola Sem Homofobia, que o Ministério da Educação, então sob a gestão de Fernando Haddad, apresentou em 2011 com o apoio de diversas ONGs, mas não chegou a ser implantado. O objetivo do “kit gay”, como foi apelidado por seus detratores, seria oferecer formação aos professores para lidarem com os direitos LGTB, a luta contra a violência e os preconceitos e o respeito pela diversidade entre os jovens e adolescentes. De forma alguma propunha “sexualizar as crianças” e “ensinar a ideologia de gênero nas escolas do Brasil”, como afirmou Bolsonaro numa entrevista.
2 - Vêm aí os cubanos!
Aproveitando uma foto em que apereciam alguns apoiantes de Haddad com boinas verdes e um deles com uma estrela vermelha, nasceu o boato de que o candidato do PT teria uma equipa de seguranças vindos diretamente de Cuba, pagos, obviamente pelo regime comunista.
3 - Artistas e políticos isentos de impostos
Nest post de Facebook, que também circulou no Whatsapp, dizia-se que entre os beneficiários de indemnizações pelos efeitos da ditadura estariam uma série de grandes artistas e poíticos brasileiros, entre os quais os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Lula e os múscos Caetano Veloso, Chico Buarque e Gilberto Gil . Para além de receberem uma "Bolsa Ditadura", estariam também isentos do pagamento de impostos. Falso!
Um dia na vida dos venezuelanos que fugiram para o Alentejo
Há 30 lusodescendentes a trabalhar na Herdade do Vale da Rosa. Vieram para escapar a uma crise que os deixou à míngua. Como é o seu dia-a-dia em Alfundão, aldeia alentejana, onde vivem em contentores? A VISÃO passou o dia com estes emigrantes que não dominam a língua, mas que estão cheios de garra para se integrarem e começarem uma nova vida, em segurança
Olhamos para a foto do nascimento de Manuel Maurício, que aconteceu há um dia, e está lá a mãe, claro, com ele nos braços, e a irmã de quatro anos a seu lado, de cabeça encostada em modo ternurento. Sorriem ambas, mas menos do que se espera na data em que nasce um filho e um irmão. Pudera: o pai, Leonardo de Abreu, 25 anos, está a seis mil e seiscentos quilómetros, a distância que separa Maracay, na Venezuela, onde o bebé acaba de vir ao mundo, e Ferreira do Alentejo, a localidade mais próxima da Herdade do Vale da Rosa, onde Leonardo se encontra agora a trabalhar. Perdeu o nascimento do filho e não vê a restante família desde o dia 2 de julho, data em que atravessou o Atlântico, rumo ao Funchal, em busca de uma vida melhor para todos. Quinze dias depois, voltou a partir, de barco, para Portimão, e seguiu de camioneta até ao Alentejo. "Lá não havia trabalho. Assim que apareceu esta oportunidade, eu agarrei-a." Passam poucos minutos das quatro da tarde, e esta é a altura em que o lusodescendente consegue trocar umas palavras com o sogro, Jorge Jardim, 50 anos. Leonardo está a pegar no trabalho, na câmara de frio; Jorge a sair do turno como operador de máquina no armazém onde se embalam seis mil toneladas de uva de mesa, especialmente sem grainha. Foi com o sogro que saiu da Venezuela, deixando para trás, além da companheira grávida e da primogénita, a mãe. Jorge também tem, em Maracay, outra filha, de 11 anos, e a mulher. Dantes viviam todos juntos, e ninguém perde a esperança de isso voltar a acontecer no Alentejo. "É duro, mas há que aguentar. Se Deus quiser, daqui a dois meses elas virão ter connosco, menos a minha mãe, que terá de esperar mais um pouco até conseguirmos o dinheiro os voos custam cerca de 1 300 euros." Planos não lhes faltam, e esses passam por alugar uma casa em Ferreira do Alentejo ou em Beja ou, quem sabe, pedir um empréstimo para comprar uma habitação. "É aqui que quero viver, já tratei do título de residência e meti os papéis para me tornar português", afirma, cheio de convicção. Lá também trabalhava na área de frio, numa grande multinacional, e até gostava do que fazia. "Não rendia nada. Num mês, ganhava 18 euros, agora recebo 34 por dia." Quantia que chega para enviar dinheiro para casa, num esquema que permite contornar a inflação galopante. Deposita os euros na conta portuguesa de um amigo venezuelano, e ele dá o equivalente à família em bolívares, a moeda corrente. "Se não mandasse nada, como é que elas comiam?"
As fake news mais virais da campanha no Brasil
O site Boatos, que analisa as informações que correm na Internet para saber se são ou não verdadeiras, reuniu as dez histórias que se tornaram virais durante a campanha eleitoral no Brasil. As cinco histórias falsas relacionadas com Jair Bolsonaro que mais viralizaram foram:
- O ataque com arma branca ao candidato do PSL tinha sido engendrado pelo próprio para ganhar notoriedade;
- A prova de que esse ataque tinha sido combinado era de que não havia sangue na roupa de Bolsonaro no momento do ataque;
- Além disso, havia um áudio de Bolsonaro a gritar com uma enfermeira do hospital Albert Einstein para “acabar com o teatro”;
- Bolsonaro tinha sido preso em 1987 após admitir que estava a planear um ataque terrorista, o que o levou a ser expulso do Exército;
- Tanto ele como o filho, Eduardo Bolsonaro, tinham votado contra a criação da lei de inclusão de pessoas com deficiência na Câmara
As cinco histórias falsas relacionados com Fernando Haddad que mais virais se tornaram foram:
- Uma capa com imagens gráficas de um casal homossexual na intimidade que supostamente ilustrava um kit gay criado por Haddad quando era ministro da Educação.
- O deputado federal Jean Wyllys tinha sido convidado por Fernando Haddad para ser ministro da Educação dele, caso fosse eleito.
- Fernando Haddad tinha afirmado que qualquer criança com mais de cinco ano era propriedade do Estado e que, portanto, tinha de ser o governo a escolher se era rapaz ou rapariga.
- A Brigada Militar de Serafina Corrêa tinha apreendido quatro urnas eletrónicas corrompidas, três das quais tinham 81% dos votos para Haddad.
- Uma sondagem BTG dizia que Bolsonaro estava com 77% dos votos e Haddad com 23% (Observador)
domingo, outubro 28, 2018
Vinho da Madeira dos séculos XVIII e XIV vai a leilão
Numa adega
fria no Bronx, há duas semanas, um famoso vinicultor português retirou rolhas
antigas de garrafões de vidro de 19 litros de vinho da Madeira do século XIV. E
ainda se podia consumir aquele vinho? O vinho da Madeira envelhece mais tempo
do que outros vinhos, mas será que sobrevive mais de 150 anos?
Não vou
manter o suspense. Surpreendentemente, a resposta foi sim.
Um
garrafão continha um vinho da Madeira sercial seco de 1846. Seco, picante,
ácido e saboroso, tinha uma acidez penetrante e aromas frescos e picantes que
permanecem até mesmo numa taça vazia. Outro vinho da mesma época, um verdelho
meio seco de cor âmbar, tinha aroma de damasco, tabaco e pétalas de rosa e
ainda apresentava um frutado opulento com várias camadas que fazia querer beber
mais. E ambos os vinhos têm mais de 170 anos. Eles vêm
de uma colecção de vinhos da Madeira dos séculos XVIII e XIV que foi descoberta
no ano passado durante uma reforma do Liberty Hall Museum em Nova Jersey. E, em
7 de Dezembro, a Christie’s vai oferecê-los em conjunto com algumas garrafas de
tamanho normal de vinho Madeira que datam de 1796, numa venda em Nova Iorque.
sábado, outubro 27, 2018
Violência e crise preocupa portugueses na África do Sul
A comunidade portuguesa que vive na África do Sul está preocupada com a violência no país, a forte crise financeira e a subida do desemprego. Na semana passada, o lusodescendente Roberto Carlos da Silva foi morto no restaurante de que era proprietário nos arredores de Joanesburgo. Foi o segundo português morto na África do Sul no espaço de um ano.A reportagem é do enviado especial da RTP Pedro Martins.
Cenário macro: a economia e as contas públicas portuguesas em 2019
O ministério das Finanças tem folga orçamental para aumentar a despesa pública no próximo ano. Neste segmento, destaca-se a eliminação da sobretaxa do IRS e a alteração dos escalões do IRS, bem como o descongelamento de carreiras na função pública. Há, no entanto, segmentos que compensam. O exercício de revisão da receita e da despesa pública e a poupança com juros são fatores que pesam na redução do défice. Por seu turno, do lado da receita, os dividendos do Banco de Portugal e da Caixa Geral de Depósitos também ajudam (Infografia do Jornal Economico, por Mário Malhão)
Saldo orçamental: o menor défice de sempre em democracia
O Governo vai fechar a legislatura com o défice mais baixo da democracia e com as contas públicas próximas do equilíbrio orçamental. Menor despesa com prestações sociais e juros, maiores receitas com impostos e cativações à execução orçamental deverão voltar a ajudar (Infografia do Jornal Economico, por Mário Malhão)
Petróleo: a arte sensível de prever as variações do brent
Numa economia dependente das importações para se abastecer, o preço do Brent tem impacto significativo na inflação, no consumo e no crescimento económico. O histórico mostra, no entanto, que os governos raramente acertam nas previsões sobre a cotação do ‘ouro negro’ (Infografia do Jornal Economico, por Mário Malhão)
sexta-feira, outubro 26, 2018
Madeira: tromba de água assustou em Santa Cruz
Ilha da Madeira está sob aviso amarelo por causa da chuva. O IPMA diz que as trombas de água podem ocorrer quando há muita instabilidade atmosférica.
Se a demência fosse uma empresa seria a maior do mundo
Há quase dez milhões de novos casos de demência no mundo. E prevê-se que estes números tripliquem nos próximos anos. Portugal está no topo da tabela no conjunto de países da OCDE. Jornalismo de dados em dois minutos e 59 segundos. Para explicar o mundo (Expresso)
Colômbia quer travar migração da Venezuela
Ivan Duque deu uma entrevista à Euronews, onde explica a posição do país quanto à migração oriunda da Venezuela.
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