sexta-feira, setembro 14, 2007

PSD da Madeira: estatutos alterados

Sábado, 15 de Setembro, o Conselho Regional vai tomar conhecimento da proposta de alteração dos estatutos do PSD que devem ser aprovados em Dezembro no Conselho Regional final de 2007, para vigorarem já no Congresso de 2008. O DN do Funchal e o Jornal da Madeira dedicaram as suas primeiras paginas de hoje ao assunto:
"Alberto João Jardim vai aproveitar o próximo Conselho Regional do PSD-M, agendado para amanhã, para solicitar a alteração dos estatutos do partido, como forma de o preparar para os desafios do futuro.Em declarações, ontem, ao JM, o presidente social democrata madeirense precisou que o objectivo desta alteração «é preparar o partido para tomar, ou no início do ano 2011 ou no fim de 2010, grandes decisões que têm em vista as eleições regionais de Outubro de 2011». Inclusivamente, um PSD-M sem Alberto João Jardim. «Obviamente que sim. É claro que está tomada essa decisão. Não vale a pena bater mais no molhado», garantiu.
Troca de pontos de vista não se faz na praça pública
Quanto ao processo de sucessão na liderança do partido, Jardim sublinhou que vai aproveitar o Conselho Regional de amanhã para deixar alguns “avisos à navegação”.«Passei a vida a fazer isso [avisos], mas até agora sou líder do partido há mais de 30 anos e nunca deixei o partido se dividir. Muitas vezes tive de actuar dolorosamente, mas preservei sempre a unidade do partido. E chamo sempre a atenção para esta necessidade porque estou convencido que não é a oposição que consegue derrubar um PSD que tem obra e que mudou social, cultural e fisicamente a Madeira e que a pôs no mapa. O PSD só quebra se quebrar por dentro», justificou o presidente dos social-democratas madeirenses.O líder “laranja” vai mesmo ao ponto de pedir para que não fraccionem o partido. «Estou a pedir e a avisar», reforçou mesmo. «Repare, algumas vezes, os órgãos próprios do partido tomou decisões que me levantavam sérias dúvidas. Não digo que tivesse sido contra, mas levantavam-me sérias dúvidas. O que eu digo é que a troca de pontos de vista diferentes não se faz na praça pública. Faz-se no interior do partido», complementou.Alberto João Jardim lembra ainda os princípios que devem nortear o partido. «O adversário está sempre lá fora. Quem estiver ao lado dele, vai lá para fora, para estar de facto ao lado. Não há na praça pública divergências internas».
Um líder une e nunca divide
Relativamente ao seu substituto, Alberto João Jardim adverte que terá de ter em atenção três aspectos em simultâneo.«Aqui não há primeiro, nem segundo nem terceiro passo. Aqui há três condições simultâneas, absolutamente necessárias — nenhuma é indispensável — e a serem observadas em simultâneo. O próximo líder do partido terá de assegurar que tem capacidade para continuar o desenvolvimento integral (a nível económico, cultural, social e ambiental) da Madeira. Depois, tem que ser alguém que reúna consenso no partido. Um líder une e nunca divide. Em terceiro, tem que ser alguém que, simultaneamente aos dois primeiros requisitos, mereça a confiança do eleitorado madeirense».Face a todos estes requisitos, Jardim diz que, «graças a Deus, talvez seja esse o problema» do partido, recusando um cenário de crise em termos de candidatos.
Congresso em Abril de 2008
O JM sabe que ao longo do Conselho Regional de amanhã, Alberto João Jardim vai solicitar ao mesmo que assuma em Dezembro os poderes de emergência que estatutariamente lhe estão conferidos e discuta e aprove algumas propostas que vai apresentar, relativamente a uma alteração dos Estatutos do PSD-MadeiraNa proposta do líder laranja, está a pretensão de uma redução de 57 artigos para 52, com alterações em quinze dos pontos, algumas delas formais.«É um aperfeiçoamento e nada mais», justificou o líder, sem querer adiantar muito mais relativamente ao que se irá passar na reunião de amanhã.Ainda assim, o JM pode também adiantar que o presidente do PSD poderá vir a solicitar a convocação do XII Congresso para 5 e 6 de Abril de 2008" (fonte: Jornal da Madeira)
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"O núcleo duro que Jardim pretende criar, para gerir o PSD-M, será muito mais alargado do que inicialmente se previa. De um grupo reduzido de 12 elementos, o que representaria um corte radical de mais de dois terços da actual Comissão Política, o líder 'laranja' evoluiu para um modelo em que terá entre 24 e 26 membros no órgão de gestão do partido.A futura comissão sofrerá um emagrecimento ligeiro, mas apresentará uma orgânica muito diferente da actual.Na proposta de alteração aos estatutos, que Alberto João Jardim vai apresentar, amanhã, aos membros do Conselho Regional, desaparecem as vice-presidências, ficando todos os membros da comissão política em pé de igualdade.Com as vice-presidências também cai a Comissão Permanente, um órgão cuja extinção será justificada com a redução da Comissão Política.Jardim já tinha garantido ao DIÁRIO que todos os outros órgãos iriam manter-se como estão, o que é confirmado na sua proposta, que não mexe no Secretariado, no Conselho Regional, no Conselho de Jurisdição e no Congresso.O líder social-democrata está a preparar a sua saída do partido e estes novos estatutos servem, como já afirmou várias vezes, para dar condições iguais a todos os eventuais sucessores.Jardim pretende incluir na Comissão Política todos os militantes que considera serem potenciais líderes. No entanto, aquele órgão continuará a ter inerências da JSD e dos TSD, o que baralha a contagem de 'delfins'. Em teoria, serão entre 24 e 26...
Directas para tudo
Os novos estatutos 'laranja' também não vão mexer na forma de eleição dos órgãos do partido. O PSD-M vai continuar a ter 'directas' para a Comissão Política e para o líder. Apenas o Conselho Regional é eleito em congresso.Este modelo de eleição pelas bases retira importância à reunião magna do partido e não tem o apoio de todos os militantes. Um dos argumentos apresentados para contrariar esta norma estatutária é o facto de, ao nível nacional, o partido apenas realizar 'directas' para a eleição do líder, deixando todas as outras eleições para o congresso.Amanhã, no CEMA, em São Martinho, Jardim entrega aos membros do Conselho Regional uma proposta de estatutos que deverá ser votada a 15 de Dezembro.Revisão dos estatutos do PSD
COMO ESTÁ
Comissão política com 37 elementos.Cinco vice-presidências na comissão política.Comissão permanente integra vice-presidentes, secretário-geral e secretário-geral adjunto.Jardim defendeu a representatividade dos concelhos na CP.
COMO VAI FICAR
Comissão política com 24 a 26 elementos.Acabam as vice-presidências do partido e todos os membros da comissão política têm o mesmo estatuto.Os novos estatutos do PSD-M não contemplam uma comissão permanente.A redução do número de membros põe em causa a representatividade". (fonte: DN da Madeira)

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