O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, comparou a adesão do seu país à União Europeia a mais de quatro décadas de domínio soviético, durante um discurso hoje para assinalar o aniversário do levantamento húngaro contra Moscovo em 1956. Falando para um restrito grupo de convidados na cidade de Veszprem, Orbán acusou a União Europeia (UE) de tentar despojar a Hungria da sua identidade, impondo um modelo de democracia liberal que, segundo o governante, os húngaros rejeitam e que se assemelha aos dias da dominação soviética. “Hoje surgem coisas que nos lembram os tempos soviéticos. Sim, acontece que a história se repete”, disse Orbán no evento, do qual todos os meios de comunicação foram excluídos, exceto os estatais.
quinta-feira, outubro 26, 2023
Europa desunida: Orban compara adesão da Hungria à UE a quatro décadas de domínio soviético
sábado, novembro 19, 2022
"A Europa está a jogar um jogo muito perigoso". Primeiro-ministro húngaro diz que sanções à Rússia vão levar à guerra
O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, classificou as sanções da União Europeia contra a Rússia como um "passo em direção à guerra", reforçando que a estratégia adotada por Bruxelas "é perigosa". “Quem intervem economicamente num conflito militar toma uma posição”, afirmou o líder nacionalista, na sua tradicional entrevista semanal a uma rádio próxima do Governo. “Pouco a pouco, estamos a deslizar para a guerra”, insistiu, mostrando-se preocupado com a quantidade de medidas adotadas para sancionar a ofensiva russa na Ucrânia. Viktor Orban critica regularmente as sanções europeias, apesar de ter votado a favor da sua adoção, ao lado dos seus parceiros, culpando-as pelos reveses económicos no país da Europa Central. A economia húngara contraiu no terceiro trimestre (em relação ao segundo) e a inflação ultrapassou os 20 por cento, chegando a 45% na alimentação. O Governo lançou uma “consulta nacional” sobre a questão e colou cartazes no país onde se vê a imagem de um míssil acompanhada da mensagem “As sanções de Bruxelas estão a arruinar-nos”. O primeiro-ministro disse estar pronto para lutar contra um possível novo pacote de sanções e garantir que a Hungria, muito dependente dos hidrocarbonetos russos, fique “isenta”, como aconteceu com o embargo ao petróleo. “Agora estamos a fornecer armas destrutivas, estamos a treinar soldados ucranianos no nosso próprio território, estamos a impor sanções energéticas. (…) Estamos a tornar-nos parte integrante” do conflito, defendeu Orban. “Ainda não somos alvos militares, mas estamos prestes a tornar-nos beligerantes. A Europa está a jogar um jogo muito perigoso”, concluiu (Sapo)
sábado, abril 23, 2016
Aldeia húngara de Komlóska floresceu depois de ter suprimido impostos locais
domingo, dezembro 23, 2012
Um país com dez milhões de habitantes que faz tudo ao contrário de Portugal
sábado, março 17, 2012
Bruselas pone en duda lo que entiende Budapest por democracia
Primeiro-ministro húngaro acusa União Europeia de “colonialismo”
Li no site da RTP que "o primeiro-ministro da Hungria respondeu ontem às críticas e pressões europeias com uma forte salva de artilharia verbal apontada a Bruxelas. Dirigindo-se em Budapeste a milhares dos seus partidários, Viktor Orban, acusou a União Europeia de colonialismo e disse que os húngaros ser recusam a ser tratados como cidadãos de segunda classe. O discurso do primeiro-ministro conservador teve lugar um dia depois de a UE ter suspendido os fundos de coesão destinados à Hungria, por causa do elevado défice orçamental do país. O comício, que reuniu quase 250.000 pessoas, destinava-se a assinalar o aniversário da revolução de 1848 contra o domínio dos Habsburgos, mas acabou por se tornar num grito de revolta contra a União Europeia. Orban: "Não seremos uma colónia" Viktor Orban disse que a Hungria merece ser tratada de forma igual aos outros países da UE: “O programa e o desejo dos Húngaros em 2012 é o seguinte: Não seremos uma colónia” disse Orban, traçando um paralelo com os acontecimentos do século XIX. “Como nação europeia, exigimos tratamento igual. Não seremos cidadãos europeus de segunda classe. A nossa exigência legítima é que se apliquem a nós as mesmas regras e padrões que se aplicam aos outros”, disse.UE suspendeu fundos estruturais da Hungria
Por causa do elevado défice de Budapeste, Bruxelas suspendeu, na quarta-feira, 495 milhões em fundos estruturais que a Hungria devia receber no ano que vem. Esta foi a primeira vez que a União castigou financeiramente um país por causa do défice. Apesar disso, a penalização não é definitiva pois foi concedido ao governo Hungaro um prazo de três meses para colocar em ordem as suas finanças e evitar assim que a suspensão dos fundos estruturais vá por diante. O défice projetado para a Hungria é de 3 por cento este ano e de 3,6 por cento no ano que vem e a sua dívida total representa 82 por cento do PIB. As regras europeias do Procedimento por Défice Excessivo dizem que os países membros da UE têm de manter os seus défices abaixo dos 3 por cento do PIB e a dívida nacional abaixo ou próximo dos 60 por cento.
Dois pesos e duas medidas?
No entanto, a ação punitiva contra a Hungria foi anunciada na mesma altura em que a União Europeia permitiu à Espanha um défice mais elevado do que o previsto o que levou a Áustia a acusar Bruxelas de agir com “dois pesos e duas medidas”. Madrid terá de reduzir o seu défice para 5,3 por cento este ano, quando originalmente a meta estava nos 4,4 por cento. Alguns analistas dizem que Bruxelas se mostrou mais dura com a Hungria para fazer dos magiares um exemplo, depois de o primeiro ministro Orban ter ignorado as críticas e os avisos europeus quanto às novas leis do seu governo.
Olli Rehn recusa comparações entre Madrid e Budapeste
Mas o comissário europeu dos Assuntos Económicos e Monetários , Olli Rehn, desdramatizou o caso, afirmando que “diferentes prazos” significam que as comparações entre a Espanha e a Hungria não são válidas, uma vez que Budapeste já tinha anteriormente beneficiado de uma extensão de prazo. O governo de Orban está envolvido numa disputa com a União Europeia, por ter emitido leis que, segundo Bruxelas, põem em causa a independência do poder judicial e do Banco Central do país e limitam a liberdade de imprensa.
Orban: Viktor ou "Viktator"?
Desde que chegou ao poder em 2010, com larga maioria, o executivo liderado pelo partido de direita Fidesz já rescreveu cerca de 300 leis e a própria Constituição do País, de uma forma que, segundo os críticos, enfraqueceu os processos e os equilibrios democráticos no seio da antiga nação comunista. Vários líderes europeus acusaram o governo de Viktor Orban de recorrer a práticas ditatoriais. A oposição húngara apelida-o mesmo de “Viktator” e acusa o primeiro-ministro e o seu partido de estarem a utilizar o seu forte mandato que receberam nas urnas para cimentar o poder muito para além do final da atual legislatura que termina em 2014.
Empréstimo do FMI ilude Budapeste
A Hungria é atualmente a nação mais endividada da Europa Central e necessita de um novo empréstimo do FMI para reduzir os seus custos de financiamento. No entanto o braço de ferro entre Bruxelas e Budapeste levou a que, até agora, as negociações com os financiadores internacionais estejam a marcar passo”.
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