terça-feira, setembro 08, 2009

Prisa dependente de injecção de 300 milhões...

Segundo o Expresso, "a dona da TVI enfrenta uma dívida total de mais de cinco mil milhões de euros, podendo investir em várias alternativas para vender parte dos seus activos. O grupo espanhol Prisa necessita de uma injecção de capital de pelo menos €300 milhões até Outubro, para responder à pressão financeira dos bancos que concederam à empresa um adiamento nos empréstimos actuais, segundo a imprensa espanhol. O portal espanhol "El Confidencial " cita fontes da empresa refere que a Prisa está a investir em várias alternativas para vender parte dos seus activos, numa altura em que a dívida total da empresa ultrapassa os cinco mil milhões de euros. Recorde-se que os bancos credores da Prisa concederam em Maio um empréstimo de €1950 milhões, que se vence em Março de 2010, com "duras condições" que a empresa de comunicação espanhola terá que cumprir. Para isso, e segundo a imprensa, a Prisa está envolvida em várias negociações paralelas, sendo que uma das mais importantes se relaciona com a venda de 40% da Digital Plus, a sua plataforma de televisão paga. Analistas referem que a Telefonica poderá comprar 20% da Digital Plus, e que os restantes 20% podem ser adquiridos pelo grupo Vivendi, ainda que por valores abaixo dos €2500 milhões pelos quais a Prisa avalia esta plataforma. Segundo fontes da Prisa, citadas pelo "El Confidencial", o grupo ficaria satisfeito com receitas de entre 800 e mil milhões de euros pela venda de 40%, o que a avançar significaria avaliar a Digital Plus em cerca de 2000 milhões de euros.
Murdoch e Berlusconi entre os interessados
Ainda assim hoje o jornal "ABC" refere que tanto a BSkyB, de Rupert Murdoch, como a Mediaset de Sílvio Berlusconi terão manifestado interesse, por separado, em associar-se à Telefonica para comprar a Digital Plus. Em curso está também a venda de uma participação na Santillana, a editorial da Prisa, numa operação entregue ao BNP Paribas. Nos últimos meses tem sido avançado o interesse por parte do grupo Pearson, proprietário do "Financial Times", e por parte da Penguin".

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