terça-feira, setembro 08, 2009

Maiores bancos do mundo lucraram sete vezes mais do que os portugueses

Li no Jornal de Negócios que "os 20 maiores bancos do mundo por activos conseguiram obter uma média de 1,5 mil milhões de euros de lucros entre Janeiro e Junho, contra a média de 213 milhões de euros das cinco principais instituições financeiras portuguesas Isto, apesar de seis bancos que figuram entre os maiores do mundo terem registado prejuízos na primeira metade de 2009. Considerando apenas as entidades lucrativas, a média saltaria para 2,15 mil milhões de euros por instituição, ou seja, 10 vezes mais do que o registo apurado pelos cinco grandes bancos do mercado português - que tiveram todos lucros no primeiro semestre. Os 20 maiores bancos do mundo lucraram mais de 30 mil milhões de euros nos primeiros seis meses, uma subida homóloga de 3,5 por cento, contra os 1.067 milhões de euros apurados pelos cinco grandes bancos do mercado português (BES, BCP, BPI, CGD e Santander Totta), cujos resultados combinados correspondem a uma subida homóloga superior a dez por cento. Por outras palavras, os 16 grandes bancos mundiais que obtiveram resultados líquidos positivos lucraram 165 milhões de euros por dia, enquanto que as cinco instituições financeiras portuguesas amealharam quase seis milhões de euros por dia. Apesar da enorme diferença, explicável em virtude da dimensão das entidades que não é comparável, os bancos portugueses conseguiram a proeza de superarem os grandes bancos internacionais no que toca ao crescimento dos resultados. Em termos mundiais, a lista é dominada pelas instituições financeiras norte-americanas - o estudo não inclui os bancos chineses e japoneses, já que apresentam contas em diferentes períodos - com o Bank of America à cabeça graças aos lucros de 5,3 mil milhões de euros apurados no período. O segundo lugar é ocupado pelo espanhol Banco Santander, com um resultado líquido de 4,5 mil milhões (apesar da ligeira queda de 4,5% face ao primeiro semestre de 2008). Depois, surgem quatro bancos norte-americanos (Citigroup, Goldman Sachs, Wells Fargo e JP Morgan) com a particularidade de todos eles (tal como o Bank of America) terem beneficiado de apoios estatais para superarem a grave crise internacional. Seguem-se-lhes o francês BNP Paribas, o espanhol BBVA, o britânico HSBC e o helvético Credit Suisse, que lucraram entre 3,1 mil milhões de euros e 2,35 mil milhões de euros".

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