Li no Jornal I, num texto de Patrícia Silva Alves: "É um sinal dos tempos. As mulheres começam a tomar as rédeas da Máfia italiana e a tornar-se Madrinhas temidas. Ainda não são a maioria - para seis mil homens presos nas cadeias italianas há apenas uma centena de mulheres atrás das grades por pertencer à Máfia - mas não são menos violentas. Pupetta Maresca é uma das mais conhecidas: aos 16 anos, grávida de oito meses, atirou quinze vezes sobre o homem que enviou o seu companheiro para a prisão. O tema das mafiosas volta à actualidade numa altura em que Camilla Costanzo lançou o livro "Ero cosa loro" ("Era a escolhida deles"), onde conta a história de Giusy Vitali, a "primeira madrinha da história". "Penso que a gestão do poder não é uma questão de sexo, mas de carisma e de vontade. É o caso de Giusy Vitale, uma mulher que estava à altura de desempenhar esse papel, corajosa e com capacidade de comando", escreve Costanzo.A antiga madrinha, que tinha 33 anos quando foi detida, comandou durante quatro anos a máfia dos Vitale em Partenico, uma cidade siciliana. O cargo foi-lhe atribuído depois de o seu marido e os irmãos terem sido detidos. A madrinha arrependeu-se, no entanto, da sua opção de vida quando o seu filho pequeno lhe perguntou o que era uma "associação mafiosa". Essa pergunta desencadeou na criminosa uma crise de consciência que a levou a revoltar-se contra o marido e os irmãos. Neste Verão, a polícia já prendeu mais seis madrinhas da máfia italiana".terça-feira, setembro 08, 2009
A Máfia também é para meninas...
Li no Jornal I, num texto de Patrícia Silva Alves: "É um sinal dos tempos. As mulheres começam a tomar as rédeas da Máfia italiana e a tornar-se Madrinhas temidas. Ainda não são a maioria - para seis mil homens presos nas cadeias italianas há apenas uma centena de mulheres atrás das grades por pertencer à Máfia - mas não são menos violentas. Pupetta Maresca é uma das mais conhecidas: aos 16 anos, grávida de oito meses, atirou quinze vezes sobre o homem que enviou o seu companheiro para a prisão. O tema das mafiosas volta à actualidade numa altura em que Camilla Costanzo lançou o livro "Ero cosa loro" ("Era a escolhida deles"), onde conta a história de Giusy Vitali, a "primeira madrinha da história". "Penso que a gestão do poder não é uma questão de sexo, mas de carisma e de vontade. É o caso de Giusy Vitale, uma mulher que estava à altura de desempenhar esse papel, corajosa e com capacidade de comando", escreve Costanzo.A antiga madrinha, que tinha 33 anos quando foi detida, comandou durante quatro anos a máfia dos Vitale em Partenico, uma cidade siciliana. O cargo foi-lhe atribuído depois de o seu marido e os irmãos terem sido detidos. A madrinha arrependeu-se, no entanto, da sua opção de vida quando o seu filho pequeno lhe perguntou o que era uma "associação mafiosa". Essa pergunta desencadeou na criminosa uma crise de consciência que a levou a revoltar-se contra o marido e os irmãos. Neste Verão, a polícia já prendeu mais seis madrinhas da máfia italiana".
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