Li no Correio dos Açores que "o surgimento em breve de uma Sociedade de Capital de Risco nos Açores, liderada por empresários privados, é um novo projecto na área financeira, que vem sendo preparado há três meses, com a maior discrição e secretismo, e que deu nas duas últimas semanas passos muito significativos, tendo em vista a sua concretização com a adesão ao projecto de várias dezenas de empresários, que estão preocupados com a saúde financeira das empresas de pequena e média dimensão dos Açores. Muitos dos empresários envolvidos estão também preocupados com a possibilidade evidente de existir o risco sistémico na nossa economia, com a falência eminente de 40 a 50 empresas, só na Ilha de S. Miguel, até ao final do ano, que irão arrastar para o desemprego centenas ou mesmo milhares de trabalhadores. A ideia de se criar uma Sociedade de Capital de Risco não é nova, uma vez que há pelo menos vinte anos que surgiu esta ideia, mas que foi sendo sucessivamente adiada, pois o sistema financeiro vinha mantendo ainda algum poder de decisão nos Açores. O objectivo essencial deste projecto é o de promover a capitalização das empresas, preparando-se desta forma o reforço dos capitais próprios, em vez de se recorrer ao endividamento, através de uma participação no capital social das empresas, sendo que os empresários serão sempre maioritários. O projecto ganha agora novo impulso face à actual situação de crise que se vive no sector empresarial, e também em resultado da centralização das decisões bancárias e à perda das características regionais de algumas das nossas instituições financeiras. Por outro lado o Governo da República e várias instituições de crédito nacionais como a Caixa Geral de Depósitos têm relevado a importância do apoio ás PME, sendo que, uma das medidas mais eficazes e de saída para a crise, tem sido através do reforço de verbas destinadas ao Capital de Risco".
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