quarta-feira, setembro 09, 2009

Democracia...: polícias inglesa tem provas de pagamento de luvas

É o regresso do caso Freeport e com novos dados. Segundo o Correio da Manhã, "Carlos Guerra não é o único arguido do caso Freeport que vai ter de explicar os 200 mil euros depositados numa das suas contas. A investigação descobriu depósitos em várias contas abertas em paraísos fiscais britânicos que implicam outros suspeitos já constituídos arguidos e também mais três pessoas. O CM sabe que serão constituídos arguidos mais dois ou três suspeitos com intervenção no processo administrativo do centro comercial assim que a polícia inglesa envie a documentação bancária pretendida pela investigação portuguesa. A informação sobre os depósitos, feitos pelo intermediário e representante da Freeport PLC Charles Smith, foi recolhida na viagem feita há mais de quatro meses pelos procuradores Vítor Magalhães e Paes Faria a Londres. Nessa incursão, em que trabalharam nas instalações da London Police acompanhados pelos peritos financeiros da Polícia Judiciária, foram detectados levantamentos em contas tituladas por Charles Smith e depósitos feitos por este, no mesmo dia, em contas de pessoas ligadas ao caso Freeport.
Já sobre José Sócrates ou familiares seus não foram recolhidos movimentos suspeitos. Entretanto, a carta anónima enviada para a PJ de Setúbal na sexta-feira, dia 28 de Agosto, fazia referência a José Paulo Bernardo Pinto de Sousa, primo de Sócrates, como a pessoa que teria recebido ‘luvas’. No processo, porém, nada constará a esse respeito, facto que levou o director nacional da PJ, Almeida Rodrigues, a retirar credibilidade ao documento, considerando-o 'fantasioso'. Os últimos desenvolvimentos do caso tiveram por base uma carta anónima que chegou à PJ de Setúbal na sexta-feira, dia 28 de Agosto. Nessa carta, é dito que o primo de Sócrates que deveria ser investigado é José Paulo Bernardo Pinto de Sousa, e não Hugo Monteiro. A missiva incluía um parágrafo que anunciava o envio da mesma para a TVI. No inquérito, porém, não haverá factos sobre o recebimento de dinheiro por este primo de Sócrates. Charles Smith e Dias Inocêncio assumem ainda que a pessoa conhecida por ‘Gordo’, referida num e-mail, não é José Paulo Bernardo mas Manuel Pedro, que apresentou uma versão convergente".

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