A consultora Deloitte previu em Junho passado uma "tempestade na aviação comercial": "A actual redução do preços dos combustíveis vai permitir um breve período de menor pressão nas companhias aéreas, embora, no próximo ano, já estejam previstas mudanças, perdas e fracassos significativos no sector. Segundo o Executive Report da Deloitte, o corte na capacidade e número de rotas aéreas vai continuar, reflexo da contínua queda das viagens de negócios e do colapso da confiança dos consumidores, que representa um declínio nas viagens de lazer em 2009. A crise do crédito, as flutuações do preço dos combustíveis e das taxas de câmbio, juntamente com a acentuada desaceleração económica, criaram um período muito turbulento no sector. Face a este cenário, a principal tendência é a consolidação das companhias aéreas, por uma questão de sobrevivência e pela necessidade de reduzir custos. O esforço de consolidação já está a ocorrer na Europa e nos Estados Unidos, ainda que existam restrições de propriedade que impedem as companhias aéreas de adquirirem o controlo de interesses sobre outra. Contudo, recentes especulações apontam para o possível cenário de companhias europeias, em situações complexas, poderem vir a ser compradas por empresas sediadas no Médio Oriente ou na Rússia. Estas movimentações podem, ainda, colocar em causa o acordo bilateral entre a Europa e os Estados Unidos, o Open Skies, e abrir a porta a uma abertura total em 2010. Com a subida do preço do petróleo, falou-se no desaparecimento das companhias aéreas low cost. Contrariamente ao anunciado, as low cost souberam encontrar novas formas de gerar lucro, com a cobrança de taxas por serviços anteriormente grátis e com o cruzamento da opção de compra online, pagamento a crédito e benefícios para quem transporta bagagem mínima. Estas tácticas desagradaram à maioria dos passageiros, mas acabaram por oferecer-lhes a possibilidade real de economizar. O decréscimo do número global de passageiros, desde Agosto de 2008, está a alterar a relação de forças entre aeroportos e companhias aéreas, especialmente no Reino Unido. Assiste-se à subida dos preços das taxas e dos encargos ligados com as aterragens, uma tendência impulsionada pelo excesso de procura pelos principais aeroportos europeus. O sucesso do negócio dos aeroportos está, assim, mais dependente do sucesso das companhias, ficando com uma menor capacidade negocial sobre tarifas. As preocupações ambientais começam também a ter um impacte directo na indústria, pressionada para encontrar soluções equilibradas. A tendência para uma consciência ambiental tem como exemplo a decisão da União Europeia em incluir o sector nas metas do Carbon Emissions Trading Scheme (esquema de troca de emissões de carbono). O Executive Report da Deloitte aborda ainda os desafios que os sectores turismo, hotelaria e indústria de lazer estão a enfrentar. O relatório destaca formas das empresas reposicionarem os negócios e ganharem vantagens competitivas quando do momento da retoma económica. Analisa também as perspectivas a longo prazo do sector turístico do Médio Oriente e do papel dos Sovereign Wealth Funds (fundos soberanos)".domingo, setembro 13, 2009
Deloitte prevê tempestade na aviação comercial
A consultora Deloitte previu em Junho passado uma "tempestade na aviação comercial": "A actual redução do preços dos combustíveis vai permitir um breve período de menor pressão nas companhias aéreas, embora, no próximo ano, já estejam previstas mudanças, perdas e fracassos significativos no sector. Segundo o Executive Report da Deloitte, o corte na capacidade e número de rotas aéreas vai continuar, reflexo da contínua queda das viagens de negócios e do colapso da confiança dos consumidores, que representa um declínio nas viagens de lazer em 2009. A crise do crédito, as flutuações do preço dos combustíveis e das taxas de câmbio, juntamente com a acentuada desaceleração económica, criaram um período muito turbulento no sector. Face a este cenário, a principal tendência é a consolidação das companhias aéreas, por uma questão de sobrevivência e pela necessidade de reduzir custos. O esforço de consolidação já está a ocorrer na Europa e nos Estados Unidos, ainda que existam restrições de propriedade que impedem as companhias aéreas de adquirirem o controlo de interesses sobre outra. Contudo, recentes especulações apontam para o possível cenário de companhias europeias, em situações complexas, poderem vir a ser compradas por empresas sediadas no Médio Oriente ou na Rússia. Estas movimentações podem, ainda, colocar em causa o acordo bilateral entre a Europa e os Estados Unidos, o Open Skies, e abrir a porta a uma abertura total em 2010. Com a subida do preço do petróleo, falou-se no desaparecimento das companhias aéreas low cost. Contrariamente ao anunciado, as low cost souberam encontrar novas formas de gerar lucro, com a cobrança de taxas por serviços anteriormente grátis e com o cruzamento da opção de compra online, pagamento a crédito e benefícios para quem transporta bagagem mínima. Estas tácticas desagradaram à maioria dos passageiros, mas acabaram por oferecer-lhes a possibilidade real de economizar. O decréscimo do número global de passageiros, desde Agosto de 2008, está a alterar a relação de forças entre aeroportos e companhias aéreas, especialmente no Reino Unido. Assiste-se à subida dos preços das taxas e dos encargos ligados com as aterragens, uma tendência impulsionada pelo excesso de procura pelos principais aeroportos europeus. O sucesso do negócio dos aeroportos está, assim, mais dependente do sucesso das companhias, ficando com uma menor capacidade negocial sobre tarifas. As preocupações ambientais começam também a ter um impacte directo na indústria, pressionada para encontrar soluções equilibradas. A tendência para uma consciência ambiental tem como exemplo a decisão da União Europeia em incluir o sector nas metas do Carbon Emissions Trading Scheme (esquema de troca de emissões de carbono). O Executive Report da Deloitte aborda ainda os desafios que os sectores turismo, hotelaria e indústria de lazer estão a enfrentar. O relatório destaca formas das empresas reposicionarem os negócios e ganharem vantagens competitivas quando do momento da retoma económica. Analisa também as perspectivas a longo prazo do sector turístico do Médio Oriente e do papel dos Sovereign Wealth Funds (fundos soberanos)".
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário