terça-feira, agosto 19, 2008

Porto Santo: recordando às memórias mais curtas (II)

Em 18 de Março de 2008, escreveu o Jornal da Madeira":
"Jardim contra visão «ultracapitalista»
Alberto João Jardim deixou ontem um aviso aos empresários que têm uma «visão ultracapitalista» do Porto Santo. «É bom que os empresários não se metam nas decisões políticas», advertiu o presidente do Governo Regional, num comentário que vai direitinho para Sílvio Santos, por o empresário ter considerado «incoerente» fazer um parque de campismo no Porto Santo, tal como noticiou o JORNAL da MADEIRA.«O parque de campismo tem toda a coerência», clarificou ontem Jardim, logo no início do percurso pela praia que o presidente fez, acompanhado pelo filho, pelo presidente da ACIPS, por um empresário e dois jornalistas.Jardim não gostou de ter lido as declarações de Sílvio Santos e por isso quis rapidamente pôr os pontos nos is. E não podia ter sido mais claro: «Essa visão de não querer um parque de campismo no Porto Santo é uma visão de ultracapitalismo que eu não quero ver confundida com a social-democracia», disse.«O parque de campismo é absolutamente necessário porque o Porto Santo continuará sempre a ser um destino de férias de todas as camadas sociais, independentemente do seu estatuto de riqueza. De maneira que se o parque de campismo fosse extinto ia retirar, principalmente à juventude e a algumas camadas sociais mais desfavorecidas e, sobretudo, também, àqueles que optam por esta modalidade do campismo, a possibilidade de gozar Porto Santo», referiu Alberto João, garantido que enquanto for o presidente do Governo Regional vai haver parque de campismo» na ilha dourada. O líder do Executivo acrescentou ainda que «há espaço para os dois tipos de turismo» e «é bom que os empresários não se metam nas decisões políticas, assim como os políticos não se devem meter nas decisões empresariais».Quando o empresário e antigo deputado do PSD-Madeira fez as referidas declarações, sugeriu também que o dinheiro para o parque de campismo fosse investido numa nova unidade de saúde para o Porto Santo.Uma vez mais, Jardim discorda. «O centro de saúde é excelente, como comprova até o parecer das pessoas que o têm usado», disse, lembrando que a unidade tem sido «aperfeiçoada todos os anos», ao ponto de actualmente ser «um autêntico hospital de segunda linha». «Todos os anos estamos a acrescentar valências», argumentou, reconhecendo, contudo, que «haverá sempre valências que serão do hospital central, como ainda hoje há valências que nem sequer são da Madeira, que são aquelas em que é mais compensatório mandar o doente com segurança a Lisboa».Com a dimensão do território e o número de residentes, concluiu o presidente do Governo Regional, «não se justifica um hospital» no Porto Santo".
Nesse mesmo dia escrevi neste blogue:
"Depois do que escrevi ontem aqui, a propósito de declarações (algumas delas) do empresário Sílvio Santos no Porto Santo, sobre o futuro do turismo e da ilha, o que é que ele estava à espera? Depois de se colocar claramente a jeito e de ter abordado de uma forma incorrecta uma questão sensível, obviamente que se percebe que o "Jornal da Madeira" de hoje noticie isto, porque Alberto João Jardim não podia ficar calado: "Alberto João Jardim deixou ontem um aviso aos empresários que têm uma «visão ultracapitalista» do Porto Santo. «É bom que os empresários não se metam nas decisões políticas», advertiu o presidente do Governo Regional, num comentário que vai direitinho para Sílvio Santos, por o empresário ter considerado «incoerente» fazer um parque de campismo no Porto Santo.«O parque de campismo tem toda a coerência», clarificou ontem Jardim, logo no início do percurso pela praia que o presidente fez, acompanhado pelo filho, pelo presidente da ACIPS, por um empresário e dois jornalistas.Jardim não gostou de ter lido as declarações de Sílvio Santos e por isso quis rapidamente pôr os pontos nos is. E não podia ter sido mais claro: «Essa visão de não querer um parque de campismo no Porto Santo é uma visão de ultracapitalismo que eu não quero ver confundida com a social-democracia», disse".

Sem comentários: