Tenho que confessar que hoje estive 100% com Santana Lopes, pelo menos durante determinadas passagens do seu discurso, em que falou mais grosso e disse o que tinha que ser dito. Não retiro nada do que disse sobre PSL, não mudo a minha opinião sobre ele, continuo a responsabiliza-lo pelo desaire eleitoral do PSD de 2005, continuo a afirmar que a sua candidatura à liderança do partido, que nunca poderia ter acontecido nesta altura, obedeceu a um processo de bastidores bastante surrealista e com situações absurdas que um dia a História se encarregará de revelar. Mas hoje, ao ouvi-lo pela televisão quando discursava em Guimarães, retive algumas passagens que assino por baixo:
- «Não é por alguns regressarem agora ao poder que vai voltar a haver militantes de primeira e militantes de segunda»;
- «Pelos nomes já anunciados sabe-se como estão entre os seus membros muitos dos que contestaram a liderança de Luís Filipe Menezes desde o início»;
- «Será que aqueles que não concordarem com a actual direcção terão a mesma legitimidade para dar entrevistas sobre alterações a regulamentos?»;
- «Como é a ética da política?";
- «Basta ver algumas pessoas que hoje aqui estão neste congresso para sabermos que as eleições estão muito próximas».
Mesmo tendo sido derrotado nas directas,como se esperava, Santana Lopes teve a dignidade, ao contrário do absurdo Pedro Passos Coelho de não andar a fazer exigências ou se armar em consciência crítica seja de quem for ou em guardião de virtudes do partido, de sair do Congresso de Guimarães pela porta grande. E não teve necessidade de se envolver em tristes espectáculos na elaboração de listas candidatos a tachos e de se desgastar com disputas pessoais verdadeiramente deprimentes.
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