Sendo certo que estas situações não se resolvem nem com amuos nem com deturpações - e nem abordarei a questão política subjacente a tudo isto, porque se tudo se mantiver como está de certeza absoluta que em 2009 alguém dará um murro na mesa, inevitavelmente, custe o que custar e doa a quem doer - não percebo porque motivo não podem os residentes e os estudantes universitários terem duas tarifas distintas, se quiser com financiamento diferente também, devidamente tabeladas, porque isso deve ser entendido como uma obrigação do Estado resultante de uma descontinuidade territorial que não pode servir apenas para umas "coisas" e ser atirada para debaixo do tapete só porque é chique falar de liberalização ou porque houve pressões nesse sentido porque as pessoas se irritaram com a TAP. Será que a "EasyJet", vir ou não operar para a linha, depende apenas disso ou do montante que eles exigem à Madeira? Tomemos por exemplo, e apenas por exemplo, para as pessoas perceberem o que eu quero afirmar: o que impede um acordo que estabeleça os 150 euros como tarifa de residente ou os 100 euros para estudantes universitários (para um máximo de três ou quatro ligações em cada ano, evitando-se assim abusos), com uma retribuição financeira do Estado, fixada nos 50% daqueles valores? Qual é o drama de se propor isso? Quem me impede de dizer que isso teria sido (é) possível? E, já agora, qual a explicação plausível - e nem falo na burocracia que chega a tresandar! - para que a Madeira tivesse aceite que a devolução dos tais 60 euros se faça apenas nos CTT? Não percebeu que há da parte de Lisboa um projecto de transformar os CTT - tal como acontece em Espanha - numa instituição semi-financeira (ou para-bancária caso queira), pelo que para além das pensões Lisboa canaliza todas estas operações para a empresa para que ela reúna condições para adquirir esse estatuto? Ou pensa que tudo isto é feito por acaso? Finalmente poderia lançar um desafio: quanto custa à Região o contrato mantido com a “Easyjet” no tocante às ligações com Londres e quanto custará "meter" a referida empresa - dado que a Ryanair voltou a dizer não a qualquer negócio, o que não deixa de ser curioso… - na linha Funchal-Lisboa (e quanto ao Funchal-Porto como será?) ou quais os valores que estão a ser negociados? Mas não faço, porque eu acho que para bem de todos, o ideal é que se encontrem soluções para os problemas existentes. Quanto ao resto, julgo que a seu tempo ficaremos confrontados com a volatilidade e a superficialidade de pretensas “soluções” agora encontradas.
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