O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Luís Amado, considerou hoje "tímidas e pouco ambiciosas" as propostas da Comissão Europeia para fazer face à crise provocada pelo aumento dos preços do petróleo."Impõem-se medidas de conjuntura, mas também medidas estruturais (...) A Europa precisa de responder com mais ambição e mais audácia" à actual crise, disse o ministro aos deputados da comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros, onde foi apresentar a agenda do conselho europeu de amanhã e sexta-feira. "O debate (no conselho) servirá para ver até que ponto a avaliação dos líderes europeus permitirá, ou não, andar com mais ambição e mais depressa", acrescentou. Luís Amado admitiu todavia que "há uma dimensão geopolítica na base desta crise cuja resposta não está ao alcance de um Estado ou de uma organização", mas considerou que a necessária transformação da União Europeia numa "força de estabilidade no sistema internacional" permitiria respostas diferentes a uma crise como a actual. No sector da energia, frisou o ministro, "a Europa não é auto-suficiente, não tem como resolver o problema". "Para o fazer, temos de ter uma acção externa e uma liderança forte e, para isso, são precisas novas instituições", disse, referindo-se à importância do Tratado de Lisboa. "A UE tem sido incapaz, por exemplo, de condicionar as posições norte-americanas nalguns conflitos", disse Luís Amado, depois de referir que "a tensão no Médio Oriente (...) exerce enorme pressão sobre preço do petróleo".
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