quarta-feira, abril 11, 2007

Sócrates:...mas rapidamente regressou a arrogância!

Quando terminou a primeira parte da entrevista inteiramente dedicada ao "canudo", eis que voltamos a ter o primeiro-ministro socialista de sempre, convencido, arrogante, pedante, instável, demagogo, superficial, convencido que o discurso convence tudo e todos, inclusivé uma jornalista que surpreendentemente revelou falta de conhecimento acerca do das regras do programa de mobilidade dos funcionários públicos, facto que naturalmente a fragilizou. Sócrates chegou a enfrentar (afrontar?) os jornalistas, a criticá-los, a desmenti-los, falou mil vezes no Estado, auto-elogios que enchiam o mundo, tudo a subir, tudo a melhor, estatísticas por tudo e por nada, enfim, como se vivêssemos num oásis. Sócrates assumiu-se como uma espécie de "salvador da pátria", vestindo as vestes de um "messias" capaz de reduzir o défice e de aumentar o crescimento económico sem fazer isso à custa das pessoas, embora penalizando o povo como tem feito, por vezes de forma indecorosa. "Servir o meu país", repetitivamente o disse durante a entrevista. Como se fosse ele a única alternativa, a esperança, a salvação. Hipocrisia quanto baste. Os portugueses sabem o que isso tem custado, o que lhes tem sido pedido. Mas Sócrates continua a ser o mesmo de sempre, superficial, demagogo, manipulador, pedante, arrogante, etc. características suficientes para olharmos para um primeiro-ministro e concluirmos que temos que cuidar rapidamente de nos precavermos para não sermos surpreendidos e enganados mais uma vez como em 2005. Mais do mesmo. Basicamente isso mesmo, um primeiro-ministro socialista que aproveitou a oportunidade - e uma certa falta de agressividade dos jornalistas, que a dado momento me pareceram temer a "agressividade" de Sócrates quando interpelado de uma forma mais directa e incómoda - para retomar o discurso de sempre e cobrir-se de auto-elogios. Erros nada, decisões erradas, não são com ele, A culpa de tudo isto é do antigamente, menos do governo de Guterres do qual ele fez parte - e que foi dos mais incompetentes e gastadores de que há memória. Um primeiro-ministro que tem que continuar a ser combatido politicamente, não pessoalmente, de forma tenaz, convicta, directa. E que mostra como o PSD não pode continuar neste papel de oposição acomodada ao ritmo, sem alma, sem convicção, sem assumir-se como a alternativa que o povo precisa. Por este andar a derrota em 2009 terá a mesma amplitude da que sofreu em 2005.

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