quinta-feira, janeiro 24, 2019

Venezuela: a falta de protagonismo político, social e económico teve um custo

Neste quadro da Venezuela dramaticamente a lutar pela sua libertação e pela democracia, tenho que recordar que a comunidade portuguesa - salvo raríssimas excepções - tal como acontece noutros países de acolhimento - nunca teve um envolvimento político activo na política interna, que lhe desse visibilidade e protagonismo, nunca se empenhou em usar a sua dimensão - que se calcula em 1,5 milhões de pessoas, contabilizando primeiras e gerações seguintes - a favor de uma posição de força politica, económica e socialmente falando no país. Antes da ditadura chavista, acomodaram-se, ficaram passivos perante a corrupção, nunca se interessaram por isso, porque não havia fome, os supermercados estavam cheios, a saúde e a educação funcionavam, o combustível era mais caro que a água, o dinheiro entrava e saía livremente, os medicamentos não faltavam, etc. Eu até entendo isso, se nada faltava, se a Venezuela era um paraíso partilhado politicamente, ora pelo COPEI ora pela AD, ninguém valorizou o impacto negativo e destruidor, lento mas irreversível, da corrupção e do compadrio nas sociedades democráticas.
Depois da ditadura chavista, então vieram as preocupações mas esse envolvimento político que era necessário - este fenómeno aconteceu também na África do Sul - pecou por tardio. Já nada havia a fazer, salvo um ou outro personagem luso descendente, ligado às segundas gerações, que logrou chegar ao poder neste período da ditadura chavista (Chavez e Maduro).
Pessoalmente - e muitos laços me ligam à Venezuela, tenho inclusive família que andou no combate nas ruas e que saiu do pais - não acredito na eficácia destas manifestações algo acomodadas nos países que funcionam normalmente, e onde as democracias respeitam os direitos de todos, quer sejam apoiantes do chavismo, quer sejam opositores da ditadura venezuelana.
Porque também conheço pessoas na Madeira - antigos emigrantes e alguns regressados neste período de convulsão - que temem que uma vitória da oposição desorganizada e sem liderança firme signifique o regresso ao poder de uma casta de bandidos e corruptos, os mesmos, ou ramificações desses tempos, que durante anos, antes dos ditadores agora no poder, delapidaram a Venezuela até às suas entranhas. Vamos com calma, determinação, mas com calma, porque o desejo de libertação não se compadece com tolerância cega perante novas ameaças para a Venezuela, habilmente camufladas nestas correntes pró-democracia que lutam pela queda de Maduro e dos bandidos que o rodeiam (LFM)

Incerteza política na Venezuela lança caos nas ruas


14,6 milhões de Bolívares por um frango. A crise na Venezuela fez disparar preços e pobreza

A riqueza do país caiu para menos de metade e a inflação atingiu números impressionantes.

Venezuela: o regime tem de começar a cair por dentro

Os EUA apoiam oposição, Rússia e China apoiam Maduro - os negócios obrigam a isso. Peço desculpa por destoar, mas há 20 anos que os venezuelanos que vivem no exterior e os que lá vive, aguardam por mudanças que falham sempre, sobretudo porque a oposição interna está dividida, porque há uma guerra de protagonismos e vaidades pessoais entre os líderes das diferentes facções, cada uma temendo a concorrência e a visibilidade dos outros. Agora parece que se unem em torno do presidente do parlamento, mas para que a mudança se faça é preciso muita coisa, a começar pela teimosia e pela existência de condições para enfrentar a ditadura causando pesados prejuízos na estrutura militar fascista de Caracas (falo de dissidências essencialmente, de fragilização do complexo militar controlado por Maduro e pela ditadura). E pelo esclarecimento, sobretudo dos mais pobres e analfabetos, que são os que mais sofrem com a fome e a com falta de tudo, mas que continuam fieis a uma revolução que lhes prometeu (falhou) o céu na terra.
Ou seja, eu penso que se não forem os venezuelanos internamente a se revoltarem de forma organizada e com uma liderança forte que seja portadora de um discurso e de uma mensagem política e social mobilizadora, se não impuserem mudanças ao comportamento tido até hoje, se não forem as forças armadas a destruir os comandos militares corruptos e comprados pelo regime - e que enquanto tiverem a mordomias bandalhas os colocam ao lado do ditador - a Venezuela nunca vai mudar nos tempos mais próximos
A politização do conflito interno coloca a Venezuela à beira do caos, da fome, da miséria, dos confrontos diários, da morte e da fuga do país. Mas a ditadura - e Maduro foi empossado há dias para um novo mandato de 6 anos e nunca largará o poder se não for pela força - não muda. E não me apetece dizer mais nada quanto ao impacto de manifestações no exterior, absolutamente insignificantes, particularmente quando a Venezuela vira palco de confronto entre as super-potências, cada uma tomando posição em função dos seus interesses, sobretudo económicos. Como diz o povo, EUA, Rússia, China e Europa estão-se lixando para os venezuelanos.
Repito, enquanto não houver uma mudança interna, no coração do próprio regime, nas suas bases de apoio mais fortes e ameaçadoras,  nada feito. Tudo o que Trump disser é trampa. Porque os EUA não farão nada que provoque a Rússia e a China. Aliás, acho estranho que os  EUA, tal como fizeram no Iraque, no Kuwait e noutros países - e quem diz os EUA diz Israel - não tenham enviado determinadas forças obscuras que que movem no terreno de forma hábil e eficaz e que normalmente são quem previamente mina os sistemas totalitários que estão para ser derrubados. Os regime totalitários só caiem se apodrecerem e de dentro para fora nunca de fora para dentro. O 25 de Abril dá-nos umas luzes sobre isso.
Uma nota final que demonstra muita da hipocrisia política e de chavões repetidamente usados pelos políticos quando há conflitos do género: em linha com Bruxelas, o nosso MNE apelou à realização de eleições livres na Venezuela e apelou também ao fim da violência. Mas por acaso acha o nosso socialista MNE que Maduro, repito, empossado há dias para mais 6 anos de poleiro, vai entregar de bandeja esse poder e o esquema de corrupção ali montado, por causa de manifestações na rua ou das teatralidades - porque também são - de um jovem e ambicioso presidente de um parlamento alegadamente representativo dos venezuelanos? Nada mais a dizer. E viva a Venezuela livre e democrática. Quando? Não sei (LFM)

Venezuela: Milhares de manifestantes de um lado e de outro nas ruas de Caracas


Há duas versões da auditoria à Caixa Geral de Depósitos....


Apoio da Rússia a Maduro "não tem nada de surpreendente"

José Milhazes explica os motivos que levam à posição anunciada por Moscovo

Chavistas manifestam-se a favor de Maduro

Imagens da televisão estatal venezuelana mostram uma manifestação com milhares de pessoas no centro de Caracas, apoiando Nicolás Maduro contra a proclamação de Juan Guaidó como presidente do país

Crise venezuelana trouxe de regresso milhares de portugueses

O governo calcula que fugiram da Venezuela para Portugal entre 6500 e 9000 pessoas. Em Santa Maria da Feira, instalaram-se algumas centenas que recomeçaram do zero.

Governo português apela à realização de "eleições justas e livres" na Venezuela

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, defende que Maduro "tem de perceber que a sua hora acabou".

Crise na Venezuela: MNE não tem registo de problemas com comunidade portuguesa

O ministro português dos Negócios Estrangeiros afirmou ao início da tarde que o Governo não tem conhecimento de qualquer "incidente envolvendo a comunidade portuguesa" na Venezuela.

Quem é o homem que se auto-proclamou presidente da Venezuela?

O líder do Parlamento venezuelano autoproclamou-se Presidente interino da Venezuela, e já recebeu o apoio de pelo 12 países, incluindo os Estados Unidos, que foram os primeiros a fazê-lo Depois disso, Nicolás Maduro cortou relações com os Estados Unidos e deu 72 horas para que todos os diplomatas americanos deixassem o país.Da Europa, a primeira reação foi de Donald Tusk e foi de apoio a Juan Guaidó. O presidente do Conselho Europeu apela a que toda a Europa apoie as forças democráticas venezuelanas. Por seu turno, Federica Mogherini, a Alta Representante da UE para Política Externa da União Europeia já disse que não "podem ser ignoradas" as vozes que pedem a democracia na Venezuela.Já a Rússia mantém o apoio a Nicolás Maduro e considera que "na essência" o que está a acontecer é um "golpe", mas só mais três países se alinharam com Maduro.Com quem estão as forças da ordem ainda não é claro de forma generalizada e há variações pelo país. No estado de Carabobo, por exemplo, há sinais de apoio da própria polícia a Guaidó, onde vários elementos e viaturas da força policial desfilaram no protesto.A tensão na Venezuela mantém-se e, de acordo com o El País, 9 pessoas já morreram nos protestos.

Trump diz que todos os cenários estão em cima da mesa em relação à Venezuela

O presidente do Parlamento venezuelano autoproclamou-se esta quarta-feira Presidente interino da Venezuela. O presidente dos Estados Unidos também já falou sobre os recentes movimentos na Venezuela. Questionado pelos jornalistas, Donald Trump diz que nada está fora da mesa e não rejeita uma intervenção militar.

Maduro recusa sair do poder: “Só o povo põe aqui, só o povo tira”

Nicolás Maduro recusou abandonar o poder e dá 72 horas para que os diplomatas americanos deixem o país.

Pequenos truques para aumentar o reembolso do IRS

A entrega do IRS só começa em abril mas há várias coisas que deve fazer já para aumentar o seu reembolso ou pagar menos imposto. O Contas Poupança explica-lhe o que tem de fazer nos próximos dias para poupar tempo e dinheiro (SIC Notícias)

Crise na Venezuela: o que está em cima da mesa

O presidente do Parlamento venezuelano autoproclamou-se esta quarta-feira Presidente interino da Venezuela. Os Estados Unidos apoiam Juan Guaidó, situação que poderá passar pela retirada de sanções económicas à Venezuela. Como explica o correspondente da SIC nos Estados Unidos, Donald Trump vai ter dificuldade em mandar retirar as tropas que na Síria combatem o terrorismo, e justificar a ação militar contra um país que não representa qualquer ameaça para a segurança nacional dos EUA.

Venezuelanos em Portugal esperam mudanças no seu país

Terreiro do Paço, em Lisboa, foi local de concentração de venezuelanos e emigrantes portugueses regressados devido à situação no país sul-americano

Comunidade internacional divide-se nos apoios a Maduro e a Guaidó

As Nações Unidas não escondem a preocupação com a atual situação na Venezuela. O secretário-geral da ONU, António Guterres, pede "diálogo" para evitar um "desastre" no país e em toda a região.

O resumo de um dia que abalou a Venezuela


Venezuela: Pelo menos 16 pessoas morreram nos confrontos

Pelo menos 16 pessoas morreram nos confrontos entre opositores do regime venezuelano e a polícia. Durante uma manifestação contra o regime, o líder da oposição Juan Guaidó autoproclamou-se presidente interino. O futuro do país é cada vez mais incerto. Nas últimas horas, o caos instalou-se com múltiplos episódios de violência.Algumas imagens desta reportagem podem ser consideradas chocantes.

António Guterres sobre a Venezuela: "Esperamos que o diálogo seja possível"


Nicolás Maduro anuncia corte de relações com os Estados Unidos

O presidente venezuelano deu aos diplomatas americanos 72 horas para abandonarem o país. Maduro falava ao país depois de uma gigantesca manifestação de protesto contra o seu governo, e de Juan Guaidó, o líder da oposição, se ter autoproclamado presidente interino da Venezuela.

quarta-feira, janeiro 23, 2019

Venezuela: Líder da oposição declara-se Presidente interino


Venezuela: só o zarolho do Maduro e os corruptos à volta dele não conseguem ver isto


Opinião: "Abrimos a Caixa"

No final de 2007, a administração da Caixa Geral de Depósitos tinha um problema: iria apresentar lucros demasiado elevados. Como iria um banco público explicar que ganhara quase 800 milhões de euros? A cifra era tão pornográfica que, como então se noticiou, se admitia usar engenharia contabilística para baixá-la – e baixou, para menos de 700 milhões. Fosse como fosse, era preciso escrever um guião que garantisse que no Estado não havia ganância. Nesse mesmo mês, o BCP estava em colapso da era Jardim Gonçalves. E os dois principais administradores da Caixa tomaram o controlo da gestão do BCP. 
O problema, na verdade, não era a engenharia que baixasse os lucros, mas a arquitetura que os permitira: créditos, créditos, mais créditos, à habitação, a grandes devedores, a projetos alucinantes ou alucinados, porque enquanto os créditos são pagos os bancos nadam em lucros. Quando os devedores ou os projetos estoiram, o ricochete é brutal. Chama-se imparidades. Chama-se prejuízos. Chama-se aumentos de capital. Chama-se impostos. Chama-se uma pouca vergonha, entre a incompetência, as suspeitas, os projetos de poder político-financeiros, chama-se opacidade.
Como é que um relatório de auditoria sobre 15 anos de gestão na Caixa Geral de Depósitos revela agora o que 15 relatórios de auditorias anuais não revelaram?
Como é que tantas notícias publicadas naqueles anos sobre os casos agora confirmados não conseguiram que alguém entrasse por ali adentro para verificar o desmando?
Como é que apesar dessas notícias foi possível que os dois administradores mais importantes da Caixa, ambos ligados ao PS de Sócrates que então governava, saltassem para o BCP, liderando assim os dois maiores bancos portugueses?
Não só foi possível como aconteceu. Dez anos depois daqueles lucros astronómicos, a Caixa aprovaria um aumento de capital de quase cinco mil milhões de euros, iniciou um plano de despedimentos, de corte de custos e de venda de ativos.
No relatório de auditoria da EY, que só foi conhecido porque chegou de boa fonte às mãos de Joana Amaral Dias e esta o reencaminhou para os jornais, não há praticamente nenhuma novidade na lista de crédito dos grandes devedores. Já sabíamos quase todos os nomes. Mas não sabíamos, preto no branco, aquilo de que suspeitávamos: que os créditos eram aprovados sem cuidado por comissões de crédito e por gestores que recebiam prémios no final do ano mesmo quando comprometiam o futuro da Caixa em projetos ruinosos como o investimento em Espanha.
Há três dias que o relatório está nas primeiras páginas dos jornais. 
Para que serve tudo isto agora, que se exumou da sepultura do lixo tóxico? Para investigar. No Banco de Portugal, na Assembleia da República e no Ministério Público. Que se escreva o futuro antes que prescreva o passado (texto de PEDRO SANTOS GUERREIRO, Expresso)

Condecorações de Cristiano Ronaldo em risco?

O internacional português pode perder ou não as condecorações atribuídas pela República Portuguesa. A Presidência da República aguarda a versão da decisão final das autoridades espanholas sobre a condenação por fraude fiscal de Cristiano Ronaldo, para avaliar sobre a retirada ou não de condecorações a Cristiano Ronaldo.

Venezuela: "Um país com dois Presidentes não é um país que esteja a funcionar normalmente"

A análise de Pedro Cordeiro à crise na Venezuela. O presidente do Parlamento venezuelano, o opositor Juan Guaidó, autoproclamou-se hoje Presidente interino da Venezuela, perante uma concentração de milhares de pessoas, no leste de Caracas. Os Estados Unidos já reconheceram Juan Guaidó como "Presidente interino" da Venezuela. Pedro Cordeiro, editor de Internacional do Expresso, diz que nas próximas horas mais países deverão fazer o mesmo que o Presidente dos EUA, Donald Trump. O editor do jornal Expresso afirma ainda que "enquanto o regime de Maduro tiver o apoio das Forças Armadas, a sua solidez é maior".

Venezuela: “Maduro pode cerrar fileiras e provar que as instituições de segurança estão do seu lado”

Nuno Rogeiro explica quais os possíveis cenários para Nicolás Maduro, depois de Juan Guaidó se ter proclamado Presidente interino da Venezuela. O comentador da SIC considera ainda que Maduro poderá invocar uma aliança internacional com a Rússia, para que este último se oponha a qualquer tipo de ameaça internacional contra o território venezuelano.

Venezuela: “O país quer que Guaidó seja Presidente interino”

O venezuelano Juan Riquezes afirma que o país está com Juan Guaidó e quer pôr um fim ao governo de Maduro. Ao telefone de Caracas, Juan diz ainda que esta é uma nova etapa na Democracia da Venezuela e explica que o povo está muito contente, “há uma grande alegria”.

Venezuela: Protestos contra Nicolás Maduro aumentam tensão

Juan Guaidó apela aos venezuelanos que saiam à rua em protesto contra o governo de Maduro. Quatro pessoas morreram durante os protestos contra Nicolás Maduro, na Venezuela. Esta quarta-feira, milhares de venezuelanos responderam ao apelo do líder da oposição, e saíram às ruas para mostrar o descontentamento.

Venezuela: “Estamos a assistir à morte lenta de um regime”

O comentador da SIC Nuno Rogeiro analisa a crise na Venezuela depois do líder da oposição se declarar Presidente interino. Nuno Rogeiro considera ainda que existem “duas Venezuelas” dentro do mesmo país: a ordem da Assembleia Nacional e a ordem “madurista”, afirma.

Venezuela: O que pode significar o apoio de Trump ao líder da oposição

Donald Trump reconheceu esta quarta-feira Juan Guidó como "Presidente interino" da Venezuela. O jornalista Luís Costa Ribas diz que o apoio de Trump ao líder da oposição na Venezuela passou despercebido nos EUA que estão, neste momento, preocupados com o shutdown. Explicou ainda que, como a decisão foi anunciada há pouco tempo, ainda não se sabe se por trás desta ação podem surgir medidas concretas que possam ajudar Juan Guaidó.

Venezuela: Quem é Juan Guaidó, o homem que desafiou Maduro

Declarou-se esta quarta-feira Presidente interino da Venezuela e já recolheu o apoio de vários países. Líder da Assembleia Nacional, acusa Nicolás Maduro de ser “usurpador”.

Sabe tudo sobre o preço da gasolina?

Neste Explica-me, vai finalmente compreender como se estabelece o preço da gasolina em Portugal (Observador)

Xabi Alonso insiste en su inocencia en juicio por fraude fiscal

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Venezuela, palco de manifestações contra e pró-Maduro

Esta quarta-feira é dia de manifestações na Venezuela. O Governo e a oposição vão medir forças nas ruas, onde há protestos contra e a favor de Nicolás Maduro. Os opositores contam com o apoio do vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, que gravou uma mensagem de incentivo ao derrube do regime.

Venezuela: Maduro recebe críticas de Hollywood

No Passeio da Fama brilha mais uma estrela, a primeira, na história de Hollywood, atribuída a um venezuelano. Após 10 anos à frente da Orquestra Filarmónica de Los Angeles, Gustavo Dudamel foi reconhecido, esta terça-feira, pelo percurso enquanto maestro. No entanto, foi enquanto cidadão que aproveitou a oportunidade para discursar, tecer críticas ao Governo de Nicolás Maduro e apelar à participação na manifestação nacional, convada para esta quarta-feira. "A Venezuela vive uma situação política e social inaceitável. Temos de continuar a lutar, agora mais que nunca, pela mudança que o nosso povo merece. Amanhã é crucial e amanhã a imensa voz da maioria deve ser escutada e respeitada", declarou o maestro durante o discurso de aceitação do prémio. Dudamel tem-se mostrado crítico do regime de Maduro desde a morte, no ano passado, de um membro das orquestras juvenis da Venezuela durante uma manifestação contra o governo. Mas enquanto de Hollywood chegavam apelos à participação na manifestação nacional convocada para esta quarta-feira, Lisboa mostrava-se apreensiva com os protestos. No dia anterior (21), também o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, fazia um apelo aos portugueses e lusodescendentes na Venezuela. "Nós apelamos a que essas manifestações decorram pacificamente e aconselhamos os portugueses e lusodescendentes residentes na Venezuela a terem os habituais cuidados de segurança nestas ocasiões", afirmou. Protestos violentos têm tomado várias cidades na Venezuela, nas vésperas da jornada antichavismo, uma manifestação nacional convocada pela oposição de Maduro. Ao mesmo tempo que chamam às ruas manifestantes contra o governo, os opositores ao regime mandaram a Washington um representante para manter a Venezuela no Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos e discutir a crise no país.

segunda-feira, janeiro 21, 2019

Venezuela: Grupo de militares detido apelou à revolta nas ruas

A Venezuela vive momentos de grande instabilidade depois de um grupo de militares ter sido detido por tentativa de golpe contra Nicolas Maduro.

Protestos em várias cidades portuguesas em solidariedade com a Venezuela

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Madeira pré-eleitoral: o PS acredita mesmo? Duvido...

Sempre que são publicadas sondagens - e recuso alinhar com a hipocrisia idiota de quem desvaloriza as sondagens quando lhes são desfavoráveis ou quem não mantém os pés bem assentes no chão quando se tratam de sondagens favoráveis ou que abrem boas expectativas – o PS-Madeira enche os peitos e começa a sonhar com um paraíso cor-de-rosa.
Vamos a factos.
Será que o PS-Madeira acredita – mesmo que convoque a sua máquina de propaganda comunicacional contratada para o efeito em 2013 para vender essa ideia - que vai vencer as eleições regionais por causa de Cafofo, sem ideias, sem propostas, sem discussão com as pessoas, apostado apenas no sorriso pepsodente? Só porque as sondagens indiciam o que indiciam?
O PS-Madeira sabe por acaso qual foi a eleição regional e europeia – ao contrário de autárquicas em vários concelhos da RAM e muito antes do aparecimento de Cafofo em 2013 - que ganhou sozinho? Ou o PS tenta esconder quem sozinho, nunca ganhou coisa nenhuma? Afinal quem ganhou em 2013 e 2017 no Funchal?
O PS-Madeira sabe, ou já esqueceu, que não ganha eleição nenhuma com os seus votos, ou Paulo Cafofo e graças a coligações pré-eleitorais que negociou previamente com vários partidos? E sabe ou não o PS-Madeira que nenhuma dessas coligações se concretizará nas regionais, antes da realização do acto eleitoral, o que significa que Paulo Cafofo e o PS vão ter que mostrar sozinhos o que valem eleitoralmente?

Madeira pré-eleitoral: a pressão que vai aumentar sobre Cafofo e o PS


1.    Eu não tenho nada a ver com o que se passa no PS regional, nem sequer isso me importa para nada. Mas há uma situação - a de Paulo Cafofo -que começa a roçar não diria o anedótico mas sim o absurdo e que precisa de ser urgentemente clarificada, sob pena da oposição ter todo o direito de começar a desgastar o autarca funchalense de uma forma concreta e contundente.
2.    Vamos a factos.
É-me absolutamente indiferente o que Paulo Cafofo quer fazer em termos do seu futuro político, que ambições alimenta - ou que lhe dizem que deve ter… – nem sequer perco muito tempo a tentar perceber aquela novela estranha entre P. Cafofo e o PS regional que não deixa de ser “sui generis” porque é única na política regional e mesmo nacional.
É sabido que o líder do PS, Emanuel Câmara, num gesto de claro oportunismo político e eleitoral interno, compreensível, anunciou antes de ter sido eleito líder do PS madeirense, que o seu candidato à chefia do governo madeirense seria Paulo Cafofo duplamente vencedor (2013 e 2017) da corrida eleitoral na CMF.
Emanuel Câmara a corrida contra Carlos Pereira – que nunca “engoliu” Cafofo e as habilidades da sua “entourage”, acabou vencendo por uma margem mais curta do que alguns imaginavam, graças sobretudo aos contributos de alguns "fidalgos" socialistas em concelhos e freguesias consideradas essenciais e essa disputa.
O compromisso de Emanuel foi confirmado, depois, no congresso, mesmo que careça de ratificação adequada, porque não são os congressos que aprovam as listas de deputados - já que é disso que falamos, da eleição de deputados regionais.

domingo, janeiro 20, 2019

Venezuela: Guaidó preparado para suceder a Maduro

A oposição a Nicolás Maduro tem um rosto cada vez mais visível. Com 35 anos, Juan Guaidó, presidente do parlamento venezuelano, aproveita a boleia da contestação ao resultado das últimas eleições presidenciais e declara-se pronto a assumir o poder. Este sábado, num comício em Caracas, o tom foi de campanha eleitoral. "Estamos unidos. Estamos nas ruas. Temos a Comunidade Internacional. Quem é que a Comunidade Internacional reconhece? A única instituição legítima que vai assumir todas as responsabilidades, podem contar com isso," disse Guaidó, referindo-se ao parlamento que preside. O segundo mandato de Nicolás Maduro começou este mês. A oposição, que tem o controlo do parlamento, declarou Maduro como usurpador. Estados Unidos e alguns países da América Latina não reconheceram o resultado das eleições. Os conselheiros de Donald Trump já consideram a hipótese de reconhecer Guaidó como o líder legítimo.

Madeira: A opção urgente que Cafofo tem que fazer

A questão é simples: ou Cafofo continua a fazer tudo o que tem feito e mostra aos cidadãos um oportunismo que tem a ver com presença no espaço mediático à custa das suas funções na CMF e com uma óbvia caça aos votos - e fico-me por aqui... - ou faz a opção que tem que fazer - e o PS que resolva, como deve e lhe compete, o problema decorrente dessa decisão - e tudo fica mais limpo aos olhos do eleitorado. Limpo como? De que não há um autarca que não estando a candidatar-se a um novo mandato no cargo que exerce - nesse caso nada a dizer, até porque foi isso que Cafofo fez em 2017 no final do primeiro mandato iniciado em 2013 e  candidatura a novo mandato em 2017 - mostra que é um oportunista candidato a candidato (o PS oficialmente nada decidiu) a um cargo político, que nada tem a ver com a Câmara do Funchal, mas que é pago por esta entidade para mostrar que pretende ser candidato. Neste caso para além de distorcer, com os demais partidos da oposição, a disputa eleitoral, em seu benefício, incluindo os partidos que foram seus parceiros na corrida autárquica em 2017, Cafofo coloca em causa a sua própria coerência ética o que obviamente vai obrigar os demais partidos a prepararem uma resposta política adequada, penso eu. Cafofo que vá escrevendo no Facebook, que vá publicando fotografias com risadas bem abertas no Instagram, que fomente grupos de diálogo insonso nas redes sociais com quem entender até extra-terrestres e instale já a sua sede de campanha ou pré-campanha. Isso é assunto dele.
Contudo, se persistir em usar um cargo na CMF, pago por esta entidade, para andar já em pré-campanha para um lugar que nada tem a ver com a CMF e em relação ao qual ainda nem sequer é oficialmente candidato designado a deputado e indigitado à chefia do governo regional - aliás falamos de uma candidatura a deputado e apenas isso - revela uma contradição perigosa e vulnerável por parte de quem ultimamente anda empenhado em espalhar promessas e moralismo a mais. É o que eu penso. Tal como acho que é por aqui que a oposição no Funchal - ou mesmo os aliados de Cafofo em 2017 que serão seus adversários eleitorais este ano - deve começar a ir em vez de olhar para o lado. Amanhã desenvolverei este tema (LFM)

PSD-M: ignorar o que os outros dizem

O que é que o PSD-M tem a ver com o que os outros partidos pensam do seu Congresso, do que foi dito ou do que foi aprovado ou do que foi anunciado ou de quem foi eleito? Nada, zero. O que é que eles têm a ver com isso? Nada! Os partidos que cuidem da vida deles e o PSD-M mais não tem a fazer do que mostrar que se está nas tintas para os que os outros pensam de si. Acabem com os paninhos quentes, acabem com o politicamente correcto. O ano de 2019, politicamente falando, é um ano eleitoral em que todos estão contra todos. Não há espaço para palhaçadas ou populismos idiotas como no passado recente. Muito menos para mistura. Política é isto, marcar diferenças, acentuar distâncias, fazer política é isto, independentemente de toques de "alindamento" maior ou menos do discurso. Os rios correm sempre no mesmo sentido, para a foz e contra isso nada podem fazer. Na política é o mesmo: os partidos são diferentes, contra isso nada a fazer. Se for para adoptar uma lógica do "tudo ao molho" então a política vira uma trampa mal-cheirosa. O PSD-M tem muito com que se preocupar, com a sua casa, com a arrumação que é preciso fazer imediatamente, com a limpeza de armários quando e se os houver, etc. Os outros? Zero. Eles que cuidem deles próprios (LFM)

sábado, janeiro 19, 2019

PSD-Madeira: retratos (e realidades) eleitorais a reter...

(LFM)

PSD-Madeira: um retrato eleitoral regional que não podem ignorar


Regionais de 2007

Nova lei de finanças regionais conflito com Sócrates e Teixeira dos Santos, colagem do PS-M a Lisboa. Nova lei eleitoral assente na eleição de deputados regionais com base num círculo único facto que contribuiu para o aumento da abstenção. Acresce que de 5 partidos nas regionais de 2004 passam os para 7 em 2007, número que aumentará para 9 partidos em 2011 e depois para 11 partidos em 2015:

Madeira
Inscritos, 232.502 eleitores
Votantes, 140.721
Abstenção, 91.781, 39,5%
PSD, 90.339 votos, 64,2% (33 deputados, 70,2%) – apenas 38,5% do total de inscritos
PS, 21.699, 15,42% (7, 14,9%)
CDS, 7.512, 5,34% (2, 4,3%)
PCP, 7.659, 5,44% (3, 4,3%)
Bloco, 4.186, 3,0% (1, 2,1%)
MPT, 3.173, 2,25% (1, 2,1%)
PND, 2.928, 2,08% (1, 2,1%)

Funchal
Inscritos, 100.456 eleitores
Votantes, 60.022 (59,7%)
Abstenção, 40.434, 40,3%
PSD, 35.696 (59,5%) – 35,5% dos inscritos
PS, 9.091 (15,2%)
CDS, 3.338 (5,6%)
PCP, 5.054 (8,4%)
Bloco, 2.488 (4,2%)
MPT, 1.195 (2%)
PND, 1.744 (2,9%)

Legislativas 2011

Influência da crise financeira no país, queda do governo de Sócrates, vinda da troika e imposição da austeridade

Madeira
Inscritos: 255.928
Votantes: 139.003 (54,3%)
Abstenção: 116.925, 45,7%
PSD - 66.649 (49,4%) – apenas 26% dos inscritos
PS - 20.401 (14,7%)
CDS - 19.101 (13,7%)
PCP - 5.096 (3,7%)
PND - 4.046 (2,9%)
MPT - 2.561 (1,8%)
BE - 5.567 (4%)
PAN - 2.385 (1,7%)

Funchal
Inscritos: 106.431
Votantes: 59.306 (55,7%)
Abstenção: 47.125, 44,3%
PSD - 26.177 (44,1%), 24,6% dos inscritos
PS - 9.134 (15,4%)
CDS - 9.146 (15,4%)
PCP - 3.122 (5,3%)
PND - 2.039 (3,4%)
MPT - 923 (1,6%)
BE - 2.841 (4,89%)
PAN - 1.210 (2%)

Regionais de 2011

Denúncia e polémica em torno da alegada dívida oculta regional, ameaça de imposição de um PAEF pelo governo de Lisboa, da coligação Passos Coelho-Portas e degradação das relações políticas e institucionais com Lisboa:

Madeira
Inscritos, 256.483 eleitores
Votantes, 147.344 (57,4%)
Abstenção, 109.139, 42,6%
PSD, 71.556 votos, 48,6% (25 deputados, 53,2%) – apenas 27,9% dos inscritos
PS, 16.945, 11,5% (6, 12,8%)
CDS, 25.974, 17,6% (9, 19,1%)
PTP, 10.112, 6,9% (3, 6,4%)
PCP, 5.546, 3,8% (1, 2,1%)
PND, 4.825, 3,3% (1, 2,1%)
PAN, 3.125, 2,1% (1, 2,1%)
Bloco, 2.512, 1,7% (sem deputados eleitos)
MPT, 2.839, 1,9% (1, 2,1%)

Funchal
Inscritos, 106.436 eleitores
Votantes, 62.203 (58,4%)
Abstenção, 44.233, 41,6%
PSD, 26.706 (42,9%), 25,1% dos inscritos
PS, 7.378 (11,9%)
CDS, 12.110 (19,5%)
PTP, 4.279 (6,9%)
PCP, 3.551 (5,7%)
PND, 2.673 (4,3%)
PAN, 1.644 (2,6%)
Bloco, 1.274 (2,1%)
MPT, 989 (1,6%)

Autárquicas de 2013

Albuquerque abandona o Funchal, primeiros sinais de divergências no PSD-M, incluindo na escolha dos candidatos autárquicos e PSD-M, apesar de ter sido o mais votado, acaba sofrendo uma pesada derrota ao perder 7 dos 11 municípios regionais. O PS conquista o Funchal graças a uma coligação liderada mais por Paulo Cafofo do que pelo PS e os social-democratas ficaram apenas com Câmara de Lobos, Ribeira Brava, Ponta do Sol e Calheta.

Madeira
Inscritos: 258.241
Votantes: 135.622 (52,5%)
Abstenção: 122.619, 47,5%
PSD - 47.207 (34,8%) – 18,3% dos inscritos
PS - 21.102 (15,6%) - coligação PS-BE-PND-MPT-PTP-PAN
CDS - 17.679 (13%)
PCP - 7.243 (5,3%)
MPT - 2.198 (1,6%) - fora do concelho do Funchal
BE - 6.798 (12,8%)
PAN - 1.657 (1,2%) - fora do concelho do Funchal
Cidadãos - 16.738 (12,3%) - inclui S.Cruz (futura JPP)
PS-PTP-BE-PND - 2.157 (1,6%) - Câmara de Lobos
PS - 11.636 (8,6%) - menos Funchal e Câmara de Lobos
BE - 516 (0,4%) - concorrendo sozinho 

Funchal
Inscritos: 106.637
Votantes: 53.808 (50,5%)
Abstenção: 52.829, 49,5%
PS - 21.102 (15,6%) - coligação PS-BE-PND-MPT-PTP-PAN,  19,8% dos inscritos
PSD - 17.450 (32,4%)
CDS - 7.828 (14,6%)
PCP - 4.504 (8,4%)

Regionais de 2015

Impacto da austeridade nacional, vigência do PAEF, abandono de Alberto João Jardim, nova liderança no PSD e excessiva colagem do PSD-M a Passos e ao PSD nacional. Recordemos os resultados:

Madeira
Inscritos, 256.775 eleitores
Votantes, 127.545 (49,7%)
Abstenção, 129.230, 50,3%
PSD, 56.669 votos, 44,4% (25 deputados, 51,1% dos mandatos) – 22,1% dos inscritos
PS, 14.574, 11,4% (6, 12,8%, concorreu em coligação com PTP, PAN e MPT que se revelou desastrosa para os partidos mais pequenos)
CDS, 17.489, 13,7% (7, 14,9%)
PCP, 7.060, 5,5% (2, 4,2%)
Bloco, 4.850, 3,8% (2, 4,2%)
JPP, 13.114, 10,3% (5, 10,6% – Santa Cruz representou 50% do total de votos obtidos)
PND, 2.635, 2,1% (1, 2,1%)

Funchal
Inscritos, 106.198 eleitores
Votantes, 53.059 (50%)
Abstenção, 53-139, 50%
PSD, 22.545 (42,5%), 21,2% dos inscritos
PS, 6.894 (13%) - concorreu em coligação com PTP, PAN e MPT
CDS, 6.958 (13,1%)
PCP, 4.267 (8%)
Bloco, 2.515 (4,7%)
JPP, 3.708 (7%)
PND, 1.459 (2,8%)

Legislativas de 2015

Impacto da situação política nacional, e apesar da coligação PSD/CDS ter vencido em votos não obteve a maioria parlamentar, permitindo o avanço da geringonça que fora anunciada como alternativa ainda antes das eleições. Na Madeira PSD e CDS foram fortemente penalizados e perderam um mandato cada um deles, a favor do PS e do Bloco de Esquerda.

Madeira
Inscritos: 255.821
Votantes: 125.104 (48,9%)
Abstenção: 130.717, 51,1%
PSD - 47.228 (37,8%), 18,5% dos inscritos
PS - 26.152 (20,9%)
CDS - 7.736 (6%)
PCP - 4.468 (3,6%)
PND - não concorreu
MPT - 1.705 (1,4% - provavelmente foi penalizado pela candidatura do PDR que era apoiada por antigos dirigentes do MPT)
BE - 13.342 (10,1%)
PAN - 2.206 (1,8%)
JPP - 8.671 (6,9%)

Funchal
Inscritos: 106.059
Votantes: 53.179 (50,1%)
Abstenção: 52.880, 49,9%
PSD - 17.522 (33%), 16,5% dos inscritos
PS - 12.599 (23,7%)
CDS - 3.011 (5,7%)
PCP - 2.588 (4,9%)
PND - não concorreu
MPT - 657 (1,2%)
BE - 6.798 (12,8%)
PAN - 1.131 (2,1%)
JPP - 2.616 (4,9%)

Autárquicas de 2017

Repetiu-se tudo o que aconteceu em 2013 no caso do PSD, ressalvando-se apenas a recuperação do Porto Santo por uma escassa margem de votos mas perdendo a Ponta do Sol algo que era impensável até há uns anos atrás. Tudo por causa de guerras internas e de um processo de imposição de candidatos que abriu porta à derrota. O PSD voltou a sofrer ainda em 2017 consequência ainda das mudanças operadas em 2015 depois das directas de final de 2014. Cafofo voltou a vencer no Funchal agora com uma coligação diferente e mais pequena do que a anterior, com as eleições regionais de 2019 a começarem a condicionar as posições dos partidos. PS, CDS e Bloco chegam a 2019 com novas lideranças.

Madeira
Inscritos: 255.782
Votantes: 138.428 (54,1%)
Abstenção: 117.354, 45,9%
PSD - 46.536 (33,6%), 18,4% dos inscritos
PS - 23.577 (17%) - coligação no Funchal com PS-BE-JPP-PDR-NC
CDS - 12.493 (9%)
PCP - 3.325 (2,4%)
MPT - 2.258 (1,7%) - coligado com PPV/CDC
PS - 16.714 (12,1%) - restantes concelhos excepto Funchal
BE - 986 (0,7%) - concorrendo sozinho
MPT - 882 (0,6%) - concorrendo sozinho
JPP - 14.080 (10,2%)
PTP - 2.392 (1,7%)
Cidadãos - 7.627 (5,5%) - incluindo São Vicente e Ribeira Brava

Funchal
Inscritos: 106.302
Votantes: 56.070 (52,8%)
Abstenção: 50.232, 47,2%
PS - 23.577 (42%) - coligação PS-BE-JPP-PDR-NC, 22,2% dos inscritos
PSD - 17.971 (32,1%)
CDS - 4.819 (8,6%)
PCP - 2.029 (3,6%)
PTP - 1.252 (2,2%)
MPT - 2.258 (4%) - coligado com PPV/CDC

Notas curiosas:
1 - o PSD entre as regionais de 2007 e as regionais de 2011 perdeu 18.783 votos e entre 2007 e as regionais de 2015 essa perda foi de menos 33.670 votos.
Quanto aos votantes, entre as regionais de 2007 e 2011 votaram menos 6.623 pessoas, número que passou para menos 13.176 eleitores entre as regionais de 2007 e 2015.
Pelo quadros acima podemos ver que os partidos mais votados nestas 7 eleições escolhidas neste trabalho comparativo, e de diferente natureza, constata-se que considerando os votos dos partidos mais votados, na RAM e no Funchal, aquele que representou maior percentagem considerando os eleitores inscritos foi o PSD nas regionais de 2007 -. Que foram uma excepção, como sabemos - com 38,9% dos inscritos. Seguiu-se o PSD no Funchal, nessas mesmas eleições, com 35,56% dos inscritos naquele concelho. Nas demais eleições nenhum dos vencedores obteve mais de 27,9% dos inscritos e voltou a ser o PSD nas regionais de 2011 e na votação regional. Estes valores têm a ver com a questão das representatividade dos eleitos e, também, com a credibilidade e fiabilidade das listas de eleitores inscritos que continuo a pensar estarem altamente empoladas, facto que tem que ser rapidamente resolvido até para credibilidade das eleições realizadas em Portugal.

2 - Quanto à evolução da abstenção vejamos o seguinte quadro-resumo:

·       Regionais de 2007 – 39,5% na RAM e 40,3% no Funchal
·       Legislativas de 2011 – 45,7% e 44,3% no Funchal
·       Regionais de 2011 – 42,6% na RAM e 41,6% no Funchal
·       Autárquicas de 2013 – 47,5% na RAM e 49,5% no Funchal
·       Regionais de 2015 – 50,3% na RAM e 50% no Funchal
·       Legislativas de 2015 – 51,1% e 49,5% no Funchal
·       Autárquicas de 2017 – 45,9% na RAM e 47,2% no Funchal

As eleições regionais que costumavam ser as que maior afluência de eleitores registavam estão a perder esse estatuto, pelo menos desde 2007, apresentando valores sempre em crescendo desde 2007 até 2015:

·       Regionais de 2007 – 39,5% na RAM e 40,3% no Funchal
·       Regionais de 2011 – 42,6% e 41,6%
·       Regionais de 2015 - 50,3% e 50%

Quanto às autárquicas, que eram depois das europeias a que regressa geral tinham maior abstenção, entre 2013 e 2017 a evolução foi diferente e positiva:

·       Autárquicas de 2013 – 47,5% na RAM e 49,5% no Funchal
·       Autárquicas de 2017 – 45,9 e 47,2%

(LFM)