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domingo, julho 13, 2014
quinta-feira, junho 05, 2014
Citação com verdade
"Os impostos espremem o trabalho e estrangulam o investimento. O Estado que pilha impostos é gerido pelos partidos políticos. Que dizem representar a sociedade mas que, na realidade, representam grupos de interesses. Facções da sociedade que sorvem a riqueza criada por outros. Os portugueses trabalham para pagar impostos e não para viver dignamente e poderem sonhar com o futuro. O país não caminha para a escravidão fiscal. Já vive nela" - , Fernando Sobral, Jornal de Negócios
segunda-feira, fevereiro 03, 2014
Citação
A federação de interesses na área socialista é cada vez mais difícil de fazer e o secretário-geral do PS está escudado em vários bons argumentos: no único ato eleitoral em que participou como chefe (as autárquicas) saiu ganhador; as sondagens são um sinal de alarme, mas não mais; e está demasiado fresco na memória nacional o resultado da governação de Sócrates. Fatores bastantes para se considerar desculpado na falta de um discurso suficientemente galvanizador das hostes - 02 Fev, 2014, Fernando Santos, Jornal de Notícias
terça-feira, janeiro 07, 2014
Bandalho e ladrão
Pedro Passos Coelho - É infame o que está a fazer aos pensionistas: Ninguém sabe ainda quanto subirá a CES. É um abuso esta indefinição, desrespeito político (Dinheiro Vivo)
sábado, dezembro 28, 2013
Citação
"Com ou sem ‘troika’, com ou sem programa cautelar, a austeridade não vai embora. A dívida pública continua na ordem dos 200 mil milhões de euros e as empresas ainda estão sem financiamento e muitas atoladas em endividamento. Enquanto a dívida não descer para níveis comportáveis, Portugal continuará a contar os tostões. Isto já é uma realidade para as famílias e a maioria das empresas, falta chegar ao Estado, onde ainda há muito para racionar. As consequências são negativas" - , Bruno Proença, Diário Económico
segunda-feira, outubro 28, 2013
Citação
"As más notícias vêm sempre com pezinhos de lã. No Governo uma contradição é uma "inconsistência problemática", dizer um disparate é ser "menos feliz", dispensar professores é um "ganho de eficiência" e cortar salários a funcionários públicos a mais é uma "requalificação" (depois de já ter sido "mobilidade especial", "excedentários" e "supranumerários"). Aliás, o Governo nunca derrapa no défice, ainda agora o que houve foram "razões extraordinárias" como o Banif, embora não haja nada de extraordinário em pelo menos 500 milhões da derrapagem" - Pedro Santos Guerreiro, Jornal de Negócios.
quarta-feira, outubro 02, 2013
Citação para reflexão
"No dia seguinte à demissão de Vítor Gaspar, Braga de Macedo disse numa conferência que isso era uma não notícia, pois nada mudaria na política financeira do Governo pela simples razão de que não era possível mudar a política financeira do Governo. Nada mudou de facto. Excepto uma coisa: saber qual vai ser a política financeira do Governo. Gaspar era previsível porque era um ortodoxo. Portas é imprevisível porque é um paradoxo. Passos é imperceptível porque está um coxo. Sem Relvas e sem Gaspar, o primeiro-ministro ficou manco" - , Pedro Santos Guerreiro, Jornal de Negócios
quinta-feira, setembro 12, 2013
Citação e a crise
Não há dinheiro, dizem, embora haja sempre dinheiro para tudo - desde a importante "retoma" da economia à baixa de impostos ou, tão-só, para os gabinetes e outras utilidades duvidosas. A moral do Estado morreu. E com ela a ilegitimidade da fuga ao Fisco ou à Segurança Social. Cortar pensões em 2011 ou 2012 era uma emergência. Isto é a perpetuação do roubo. E como receber uma carta das Finanças todos os meses a exigir 10% do rendimento - ou então a prisão. É um assalto para sempre.
12 Set, 2013, Daniel Deusdado, Jornal de Notícias
12 Set, 2013, Daniel Deusdado, Jornal de Notícias
terça-feira, julho 23, 2013
Pensamento sobre a crise
Só caloteiros é que fazem eleições, gente inconsciente, sem a noção do poder dos mercados. Um novo governo assustaria os credores. Para comprar uma democracia ficávamos sem dinheiro para pagar pensões. Não temos dinheiro para comprar mais democracia. Temos de ficar com esta democracia de plástico comprada na loja chinesa, com este manequim que faz de primeiro-ministro, com esta marioneta que faz de Presidente, com esta boneca de trapos que faz de oposição, com estes pés-de-microfone que fazem de jornalista, José Vítor Malheiros, hoje no Público
quarta-feira, setembro 28, 2011
Reflexão (I)
"Ao nascermos, iniciamos uma luta que só termina com a morte. De que serve aprender a conduzir melhor o seu carro quando se está no fim da estrada? Então, já não resta senão pensar em como sair dele. O estudo de um velho, se é que ainda tem algo a estudar, consiste unicamente em aprender a morrer, e é precisamente o que menos se faz na minha idade, em que se pensa em tudo menos nisso. Os velhos estão mais agarrados à vida do que as crianças e saem dela com mais má vontade do que os jovens. É que, como todos os seus trabalhos se destinaram a essa mesma vida, ao chegarem ao fim, vêem que os seus esforços foram inúteis. Todos os seus cuidados, todos os seus bens, todos os frutos das suas laboriosas vigílias, tudo abandonam quando partem. Em vida, não pensaram em adquirir algo que pudessem levar consigo quando morressem" (por Jean-Jacques Rousseau, in "Os Devaneios do Caminhante Solitário")
sexta-feira, março 18, 2011
Citação: "Saber Aconselhar"
"Quando queres dar a entender a alguém que está errado, começa por falar-lhe doutras coisas, acabando por chegar, como por acaso, aos actos que merecem reprovação. Descreve-os, então, de modo caricatural, diz todo o mal que pensas deles, mas fá-los acompanhar de circunstâncias diferentes, de modo a que a pessoa que queres aconselhar não se sinta directamente atingida. Procura que te escute de boa vontade, sem zangar-se; alegra a conversa com algumas piadas e, se de súbito o vires fazer má cara, mostra um ar cândido e interroga-o nesse sentido. Finalmente, misturando-as com considerações diversas, aborda as souluções a considerar num caso como o que te preocupa"(por Jules Mazarin, in "Breviário dos Políticos")
Citação: "Ódios e Rancores"
"Recusa ser testemunha em processos: serias necessariamente alvo do rancor de uma das partes. Nunca forneças informações acerca de um homem que não seja bem nascido - e menos ainda se é de baixa extracção -, e faz como se tudo ignorasses a seu respeito. Se, em conversa, resolveres lançar uma ofensa contra alguém, sobretudo não tomes um ar pesado, mas continua a falar como se nada fosse. Em presença de terceiros, não manifestes a ninguém favores especiais, pois considerar-se-ia que desprezas os outros e serias votado a um ódio constante.
Evita avançar na carreira de modo demasiado rápido ou vistoso. É necessário que, perante uma luz que se torna cada vez mais brilhante, os olhos se habituem a pouco e pouco; caso contrário, desviam-se. Nunca vás contra o que agrada à gente do povo, quer se trate de simples tradições ou mesmo de hábitos que te repugnam.
Se és forçado a admitir que cometeste uma acção odiosa, não atices o ódio que desperta dando a impressão que não a lastimas ou, pior ainda, troçando das tuas vítimas, ou orgulhando-te do que fizeste: serias odiado duas vezes mais. O melhor é ausentares-te, deixares agir o tempo e não te manifestares.
Assume como regra absoluta e fundamental nunca falar inconsideradamente seja de quem for - nem bem nem mal -, e nunca revelar as acções de alguém, por boas e más que sejam. Efectivamente, é sempre possível que um amigo daquele a quem tu criticas esteja presente e se apresse a repetir o que dizes, mas com exagero, arranjando-te mais um inimigo. Em contrapartida, se fizeres elogios de uma pessoa na presença de outra, que a odeia, é a inimizade desta que irás criar.
É bem verdade que importa saber tudo, tudo ouvir, ter espiões em toda a parte, mas é bom que te informes com prudência, pois as pessoas depressa te ganharão ódio, se se sentirem vigiadas. Espia-as, pois, sem te fazeres notado.
Evita manifestar aquilo a que se pode chamar excesso de altivez. Quando, por exemplo, afirmas que não contas com os préstimos de ninguém ou que tens tropas que cheguem, haverá quem veja nisso apenas desprezo.
Nunca te arrogues de praticar uma política melhor do que a dos teus antecessores, nem de anunciar que as tuas leis são ao mesmo tempo mais rigorosas e mais equitativas, pois atraiarias a animosidade dos seus amigos. Ainda que sejam perfeitamente justificados, nada reveles dos teus projectos políticos, ou pelo menos não fales senão dos que estás certo de que serão bem recebidos por todos" (por Jules Mazarin, in 'Breviário dos Políticos")
Evita avançar na carreira de modo demasiado rápido ou vistoso. É necessário que, perante uma luz que se torna cada vez mais brilhante, os olhos se habituem a pouco e pouco; caso contrário, desviam-se. Nunca vás contra o que agrada à gente do povo, quer se trate de simples tradições ou mesmo de hábitos que te repugnam.
Se és forçado a admitir que cometeste uma acção odiosa, não atices o ódio que desperta dando a impressão que não a lastimas ou, pior ainda, troçando das tuas vítimas, ou orgulhando-te do que fizeste: serias odiado duas vezes mais. O melhor é ausentares-te, deixares agir o tempo e não te manifestares.
Assume como regra absoluta e fundamental nunca falar inconsideradamente seja de quem for - nem bem nem mal -, e nunca revelar as acções de alguém, por boas e más que sejam. Efectivamente, é sempre possível que um amigo daquele a quem tu criticas esteja presente e se apresse a repetir o que dizes, mas com exagero, arranjando-te mais um inimigo. Em contrapartida, se fizeres elogios de uma pessoa na presença de outra, que a odeia, é a inimizade desta que irás criar.
É bem verdade que importa saber tudo, tudo ouvir, ter espiões em toda a parte, mas é bom que te informes com prudência, pois as pessoas depressa te ganharão ódio, se se sentirem vigiadas. Espia-as, pois, sem te fazeres notado.
Evita manifestar aquilo a que se pode chamar excesso de altivez. Quando, por exemplo, afirmas que não contas com os préstimos de ninguém ou que tens tropas que cheguem, haverá quem veja nisso apenas desprezo.
Nunca te arrogues de praticar uma política melhor do que a dos teus antecessores, nem de anunciar que as tuas leis são ao mesmo tempo mais rigorosas e mais equitativas, pois atraiarias a animosidade dos seus amigos. Ainda que sejam perfeitamente justificados, nada reveles dos teus projectos políticos, ou pelo menos não fales senão dos que estás certo de que serão bem recebidos por todos" (por Jules Mazarin, in 'Breviário dos Políticos")
Citação: "O Sofrimento do Hipócrita"
"Ter mentido é ter sofrido. 0 hipócrita é um paciente na dupla acepção da palavra; calcula um triunfo e sofre um suplício. A premeditação indefinida de uma ação ruim, acompanhada por doses de austeridade, a infâmia interior temperada de excelente reputação, enganar continuadamente, não ser jamais quem é, fazer ilusão, é uma fadiga. Compor a candura com todos os elementos negros que trabalham no cérebro, querer devorar os que o veneram, acariciar, reter-se, reprimir-se, estar sempre alerta, espiar constantemente, compor o rosto do crime latente, fazer da disformidade uma beleza, fabricar uma perfeição com a perversidade, fazer cócegas com o punhal, por açúcar no veneno, velar na franqueza do gesto e na música da voz, não ter o próprio olhar, nada mais difícil, nada mais doloroso. 0 odioso da hipocrisia começa obscuramente no hipócrita. Causa náuseas beber perpétuamente a impostura. A meiguice com que a astúcia disfarça a malvadez repugna ao malvado, continuamente obrigado a trazer essa mistura na boca, e há momentos de enjôo em que o hipócrita vomita quase o seu pensamento. Engolir essa saliva é coisa horrível. Ajuntai a isto o profundo orgulho. Existem horas estranhas em que o hipócrita se estima. Há um eu desmedido no impostor. 0 verme resvala como o dragão e como ele retesa-se e levanta-se. 0 traidor não é mais que um déspota tolhido que não pode fazer a sua vontade senão resignando-se ao segundo papel. É a mesquinhez capaz da enormidade. 0 hipócrita é um titã-anão" (Victor Hugo, in "Os Trabalhadores do Mar")
Citação: "Gerir o Êxito "
"Deixa triunfar à vontade aqueles que praticaram verdadeiras proezas e merecem uma glória autêntica, sem reivindicares uma parte dos louvores: essa glória resplandecerá tanto melhor sobre ti se a ela se juntar a de te teres mostrado acima da inveja. Atribui a outrém os teus êxitos. Por exemplo, a uma pessoa experiente que te tenha ajudado com a sua previdência e as suas opiniões prudentes. Disfarça o orgulho pelos teus êxitos, não modifiques a maneira como falas ou como te vestes, nem os teus hábtios à mesa. Ou pelo menos, se alguma coisa tiveres de modificar nestes domínios, que seja por uma boa tazão que todos compreendam.
Se trinufares sobre um adversário, não cedas à tentação de o insultar excessivamente. Não troces dos teus rivais, evita provocá-los e, sempre que saíres vencedor, contenta-te com o prazer da vitória sem te glorificares em palavras ou acções" (por Jules Mazarin, in "Breviário dos Políticos")
Se trinufares sobre um adversário, não cedas à tentação de o insultar excessivamente. Não troces dos teus rivais, evita provocá-los e, sempre que saíres vencedor, contenta-te com o prazer da vitória sem te glorificares em palavras ou acções" (por Jules Mazarin, in "Breviário dos Políticos")
terça-feira, junho 29, 2010
Reflexão: "Ambição e Poder"
"Examinemo-nos no momento em que a ambição nos trabalha, em que lhe sofremos a febre; dissequemos em seguida os nossos «acessos». Verificaremos que estes são precedidos de sintomas curiosos, de um calor especial, que não deixa nem de nos arrastar nem de nos alarmar. Intoxicados de porvir por abuso de esperança, sentimo-nos de súbito responsáveis pelo presente e pelo futuro, no núcleo da duração, carregada esta dos nossos frémitos, com a qual, agentes de uma anarquia universal, sonhamos explodir. Atentos aos acontecimentos que se passam no nosso cérebro e às vicissitudes do nosso sangue, virados para o que nos altera, espiamos-lhe e acarinhamos-lhe os sinais. Fonte de perturbações, de transtornos ímpares, a loucura política, se afoga a inteligência, favorece em contrapartida os instintos e mergulha-os num caos salutar. A ideia do bem e sobretudo do mal que imaginamos ser capazes de cumprir regozijar-nos-á e exaltar-nos-á; e o feito das nossas enfermidades, o seu prodígio, será tal que elas nos instituirão senhores de todos e de tudo. À nossa volta, observaremos uma alteração análoga naqueles que a mesma paixão corrói. Enquanto sofrerem o seu império, serão irreconhecíveis, presas de uma embriaguez diferente de todas as outras. Tudo mudará neles, até o timbre da voz. A ambição é uma droga que faz um demente em potência daquele que se lhe entrega. Esses estigmas, esse ar de fera desvairada, essas linhas inquietas, e como que animadas por um êxtase sórdido, quem não os tiver observado nem em si próprio nem em outrem permanecerá estranho aos malefícios e aos benefícios do Poder, inferno tónico, síntese de veneno e de panaceia". - Emil Cioran, escritor e filosofo romeno, "História e Utopia"
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