terça-feira, fevereiro 19, 2013

Alberto da Ponte apresenta “plano de redimensionamento” da RTP

Li no Económico, num texto da jornalista Rebeca Venâncio que “a administração da RTP, lidera por Alberto da Ponte, entregou à Comissão de Trabalhadores (CT) um "plano de desenvolvimento e redimensionamento" da empresa. A equipa de gestão da estação pública esteve todo o dia reunida os representantes dos colaboradores e com as organizações sindicais. Em causa está o plano de reestruturação, que terá de ser entregue ao ministro da tutela, Miguel Relvas, até 1 de Março. O documento de 13 páginas, com o subtítulo "plano de reestruturação da RTP" deverá agora ser alvo de algumas propostas por parte dos trabalhadores, que vão voltar a reunir com Alberto da Ponte, esta quinta-feira, com o objectivo de "aclarar" as propostas da administração. Para a Comissão de Trabalhadores, a "linguagem cifrada e empresarial" deixa dúvidas e utiliza "uma matriz de marketing, que usa palavras como ‘consumidores'". "O serviço público não tem consumidores mas sim público", argumentam. Segundo a mesma fonte, o "plano de desenvolvimento e redimensionamento" da RTP está a ser discutido por diferentes grupos de trabalho, compostos pelos elementos da equipa de Alberto da Ponte e nos quais a Comissão exige ter uma representação.
Das poucas referências claras destacadas pelos trabalhadores, está a possibilidade de se abrir um processo de rescisões amigáveis, não sendo contudo referido com exactidão o número de colaboradores afectados por esta medida. A_CT revelou ainda alguma preocupação com o curto prazo para resposta, tendo pedido um alargamento do mesmo. Para a CT, "o tempo é muito curto para definir o que vai ser o que vai ser o serviço público de Rádio e Televisão a partir de agora". Contactada, fonte da administração não quis comentar as conversações que tem mantido com os trabalhadores.
Administração denuncia Acordo de Empresa
Os sindicatos que representam os trabalhadores da RTP também estiveram sentados à mesa das negociações com a administração da estação. As organizações sindicais têm agora 30 dias para enviar uma contra-proposta para o novo Acordo de Empresa (AE), depois de Alberto da Ponte o ter denunciado, na passada sexta-feira. A nova proposta foi enviada aos Sindicato dos Trabalhadores de Telecomunicações e Comunicação Audiovisual (STT), ao Sindicato dos Jornalistas (SJ) e ao Sindicato dos Meios Audiovisuais (SMAV) pelas 23h47 de dia 15 de Fevereiro e os sindicatos alegam, por isso, não ter tido tempo para analisar os termos do acordo proposto, um documento de "uma complexidade enorme". Num comunicado enviado às redacções, a administração justificou a denúncia do AE com o facto de ter sido anunciado recentemente, pelo Governo, que o financiamento do serviço público de Media, a partir de 2014, ficará limitado ao valor arrecadado pela Contribuição para o Audiovisual (CAV) e às receitas comerciais. Agora, sindicatos e administração têm até 18 meses para chegarem a acordo. O_CA da RTP admite que os sindicatos estão preocupados "com a estabilidade laboral e a garantia dos direitos dos trabalhadores", e revelou ainda "que os próximos meses de negociação serão decisivos para encontrar um acordo"