sexta-feira, fevereiro 07, 2014

Missas do Santuário de Fátima em 2013 com mais 160 mil fiéis do que em 2012



Li no site da SIC que “mais 160 mil fiéis participaram no ano passado  nas missas oficiais celebradas no Santuário de Fátima, num total de 3,489  milhões de pessoas, quando em 2012 esse número foi de 3,328 milhões de peregrinos,  anunciou hoje a instituição.  Dados disponibilizados no decurso de mais um encontro de hoteleiros  e responsáveis de casas religiosas que acolhem peregrinos, no Santuário  de Fátima, indicam, por outro lado, que se registou um decréscimo de fiéis  noutro tipo de celebrações oficiais, como a procissão das velas ou a recitação  do terço.
Nestas celebrações, num total de 1.641 em 2012, estiveram 2,696 milhões  de pessoas, enquanto o ano passado o santuário registou 2,357 milhões de  fiéis em 1.643 cerimónias, o que representa um decréscimo de cerca de 338  mil peregrinos.
Já as missas oficiais totalizaram 2.539 em 2013, menos dez do que no  ano anterior.
Quanto às peregrinações organizadas - as que são comunicadas aos serviços  da instituição -, em 2013 houve 4.309 grupos, nacionais e estrangeiros (em  2012 foram 4.254), num total de 567.964 peregrinos (mais 52.064 fiéis que  no ano anterior, aumento que se deve aos nacionais). Os espanhóis continuam a ser os estrangeiros que mais visitam o santuário  em peregrinações organizadas, seguidos pelos italianos, polacos e brasileiros,  confirmando-se a tendência verificada nos últimos anos no maior santuário  mariano do país. De Espanha, o templo contabilizou em 2013 -- ano em que houve peregrinações  de 86 países estrangeiros - cerca de 31 mil fiéis, o dobro, por exemplo,  de Itália. A informação hoje disponibilizada revela, também, que o número de pessoas  que se confessa no santuário continua a decrescer desde 2009, registando  o ano passado o valor mais baixo: 115.112 penitentes. O reitor do Santuário de Fátima, padre Carlos Cabecinhas, reconheceu  existir "uma diminuição dos peregrinos estrangeiros", destacando os de Espanha  e Itália, e referindo que se trata de países que estão a atravessar, como  Portugal, dificuldades financeiras.
"Mas tivemos um aumento -- que superou essa quebra -- de peregrinos  portugueses", realçou. À Lusa, o reitor considerou que a peregrinação está em "permanente mutação",  sendo que o acolhimento aos peregrinos obriga a instituição a estar sempre  atenta "às alterações que se vão produzindo", de forma a adequá-lo "às reais  necessidades". A este propósito lembrou: "Durante muitos anos, a afluência de peregrinos  a Fátima verificava-se nos dias 12 e 13 de maio a outubro, tendo como grande  picos os meses de maio, agosto e outubro".
"Maio continua a ser a grande peregrinação, mas atualmente o 10 de junho  congrega habitualmente mais peregrinos que outubro ou agosto", notou o sacerdote,  admitindo que "durante muitos anos, o Santuário de Fátima vivia um tempo  de seis meses de funcionamento pleno, a que se seguiam mais seis meses 'a  meio gás'. Segundo o sacerdote, "hoje a situação mudou significativamente".
"A afluência fica muito condicionada pelo facto de os dias 12 e 13 de  maio e outubro ocorrerem ao fim de semana ou em dias laborais. Além disso,  os domingos tornaram-se dias de grande ou moderada afluência, o que antes  não acontecia", declarou, salientando que esta situação levou o santuário  de Fátima a rever o seu programa. Nesse sentido, Carlos Cabecinhas informou que foi delineado "um programa  base que se mantém durante todo o ano, porque durante todo o ano" há peregrinos  que procuram o templo, justificou, garantindo: "Qualquer peregrino que venha  ao Santuário neste período do ano não fica dececionado por não poder participar  nas celebrações ou encontrar os serviços encerrados".