Acabei de ler no DN da Madeira isto, da autoria do jornalista Ricardo Miguel Oliveira, Editor Executivo;
Os silêncios cúmplices
José Manuel Coelho, promovido a deputado do PND, veio a público denunciar a censura alegadamente praticada pelas chefias dos órgãos de comunicação social madeirense e pelas do DIÁRIO em particular. Disse-o, sem provas, através dos meios que partilham com os madeirenses as suas actividades e declarações, por mais ridículas que sejam. A acusação é grave, mas ao não ser contestada por algumas das instituições atingidas, prova que há um medo instalado, resultante da confusão premeditada entre o interesse público e a vida privada. As chefias são compostas por jornalistas. O Sindicato da classe também o é mas, mais uma vez, calou-se. E assim, não só consente o estigma, como não defende quem mais quotas paga. Para quem gosta de circo, Coelho pode continuar a confundir a democracia com a arruaça, ao abrigo de uma imunidade efémera. Mas não conte com silêncios cúmplices deste lado, mesmo que nos ameace por desmascararmos o absurdo".
Sobre isto direi apenas o seguinte: a solidariedade corportativista, que eu sou adepto incondicional e pela qual sempre lutei empenhadamente, deve manter-se também noutras situações, nomeadamente não dando acolhimento a ataques pessoais, injustos e mentirosos que muitas vezes são feitos, mesmo que por via de anedóticas "cartas de leitor", com a agravante das pessoas saberem que estão a dar guarida à injustiça.
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