domingo, setembro 23, 2007

PSD da Madeira: a estratégia de AJJ

Eu acho que as pessoas já perceberam que Alberto João Jardim já tomou uma opção para o futuro do PSD da Madeira, que já tomou as suas decisões. Serão sempre uma opção pessoal. Discutível como todas as opções que uma pessoa toda. Alguns aceitas-la-ão, outros dirão que a aceitam, ouros contestá-ão, em silêncio, outros nem se pronunciarão, preferindo deixar que as coisas andam. Esta estratégia de Jardim passa pelo regresso de Virgílio Pereira à Comissão Política, como vogal, eventualmente pelo regresso de Emanuel Rodrigues, que foi antigo Vice de Jardim na CP Regional. Eu penso que o lugar dos senadores, a quem se exige equidistância e total independência, seria sempre noutro órgão estatutário que o PSD madeirense poderia criar, até para dar o exemplo a nível nacional. Não me parece que a Comissão Política, enquanto órgão executivo e operacional de um partido, possa ser uma espécie de laboratório para experimentações. Da parte que me toca, e ao contrário do que que já li algures, ninguém falou comigo para continuar seja onde for, nem eu próprio decidi fosse o que fosse quanto a isso. Tal como os outros terão a liberdade de convidar pessoas ou de afastá-las, eu não abdico da liberdade de , no momento próprio, caso seja necessário, poder decidir em liberdade. Tendo sempre presente que no que ao PSD diz respeito, há sempre um tempo para o tempo de cada um, e que o facto de uma pessoa não integrar um órgão partidário importante como a Comissão Política, que isso signifique que deixe de ser do PSD ou que deixe de colaborar com o seu partido. Pessoalmente, tal como não faço questão nenhuma em fazer parte da CP do meu partido, ninguém me verá pedir seja o que for, seja a quem for. Tenho a convicção de que hoje, provavelmente, não serei nenhuma mais-valia para o partido, que tenho muita gente que me critica e até ataca ou até enxovalha, que muitos acham que deveria calar-me. Ora, numa altura em que Alberto João Jardim anda a liderar - como lhe compete - o processo de mudança no partido, seria recomendável, diria mesmo aconselhável, que eu não passasse ao lado desse processo de mudança. Não se trata de uma exigência, até porque sabem, que sou um "jardinista" desde sempre. Mas admito, cada vez mais, que o meu tempo está a acabar, que tenho o dever ético e moral de possibilitar outras decisões, outras opções. Até porque tenho também o direito de poder (e dever) pensar diferente. E, sendo assim, eticamente tenho a obrigação, moral e ética de me distanciar, para não obstaculizar. A mim, ninguém alguma vez me pediu que concordasse com todas as decisões. Mais de 20 anos de jornalismo isento e profissional, do qual, expurguei qualquer convicção política, determinaram da visão diferente de olhar e ver as "coisas". Mas serei sempre um apoiante incondicional de AJJ, preferencialmente fora de qualquer protagonismo que até hoje tenha tudo. Embora com uma opção de apoio pessoal, tomada e consolidada, e que não altarei. (LFM)

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