Este quadro mostra o peso eleitoral do Funchal nos resultados da votação na RAM dos seis principais partidos, tendo como referência as regionais de 2015. Lembro que o PS liderou uma coligação com o PTP, MPT e PAN que ficou muito aquém do pretendido. Como se verifica no caso dos partidos mais pequenos, o Funchal representa valores acima dos 50% da votação regional total. A abstenção no Funchal representou 41,1% do total de abstencionistas registados em 2015 na Madeira (LFM)
quarta-feira, setembro 18, 2019
Eleições: os resultados no Funchal em 2015
Este quadro mostra a votação dos principais partidos e a abstenção do Funchal, nas regionais de 2015. Lembro que o PS liderou uma coligação com o PTP, MPT e PAN que ficou muito aquém do pretendido. Como se verifica a abstenção no Funchal roçou quase os 50% dos inscritos (LFM)
Eleições: o parlamento da RAM entre 2004 e 2015
Este quadro mostra a evolução da composição dos parlamentos regionais na Madeira entre 2004 e 2015. Lembro que depois de 2007, inclusivé, entrou em vigor uma nova lei eleitoral que fez com que os 47 deputados regionais passassem a ser eleitos por método de Hondt num único círculo eleitoral, ao contrário do que acontece nas legislativas nacionais e nas regionais dos Açores onde existem círculos eleitorais (e círculo de compensação adicional no caso do parlamento dos Açores). No estudo coloquei também a percentagem dos votos de cada partido e a percentagem dos mandatos eleitos por cada candidatura, sendo evidentes algumas disparidades, embora sem oscilações de grande monta (LFM)
Eleições: recenseamento nos concelhos da RAM (comparativo)
Este quadro mostra, em comparação, os valores do recenseamento eleitoral nos concelhos da Madeira, registados entre 2010 e as europeias e as regionais de 2019 e os valores da população em 2017 (LFM)
Eleições: recenseamento nas freguesias da RAM (2019)
Este quadro mostra, em comparação, os valores do recenseamento eleitoral nas freguesias da Madeira, registados nas europeias e regionais de 2019 e os valores da população em 1980 e 1990 e dos Censos-2011 (LFM)
Eleições: a "perfomance" concelhia do PSD-M
Este quadro mostra as percentagens eleitorais do PSD-M, para as 4 eleições indicadas - todas diferentes - em cada um dos concelhos da RAM, sendo de referir que salvo Calheta e Câmara de Lobos (o melhor foi nas autárquicas de 2017) nos demais concelhos os melhores resultados do PSD-M foram registados nas regionais de 2015. Aliás as regionais sempre foram para o PSD-M as melhores eleições em termos de resultados (LFM)
Eleições: retrato das regionais de 2015 (inscritos, votantes e PSD-M)
Este quadro das regionais de 2015 mostra o peso dos inscritos de cada concelho face ao total geral da RAM - Funchal com cerca de 41% do total regional quando há anos tinha cerca de metade... - depois vemos os votantes com os dados percentuais, quer em cada concelho, quer depois o peso percentual dos votantes por concelho face ao total. Por exemplo, no Funchal os votantes representaram 41,6% do total de votantes na Rergião, seguindo-se S.Cruz com 15,7% e Câmara de Lobos com 11,8%. Uma curiosidade, a costa norte representou no seu global menos de 7% do total de votantes constando-se que tinha nas regionais de 2015 também perto de 7% do total de inscritos na Região.
Finalmente no mesmo quadro vemos a percentagem eleitoral do PSD por concelho e o peso da votação por concelho face ao universo regional dos votos social-democratas. Alguns partidos cometeram de novo erros na campanha ao não apostarem sobretudo nos concelhos e/ou freguesias onde registaram no passado melhores resultados eleitorais. Para isso teria sido necessário fazer um levantamento rigoroso o que naturalmente dá trabalho e "queima pestanas"... (LFM)
Eleições: o peso concelhio na votação do PSD-M
Este quadro mostra, considerando as 4 eleições indicadas, o peso eleitoral da votação do PSD-M no total dos votos que o partido alcançou a nível regional. Em todas elas Funchal, Câmara de Lobos e Santa Cruz representam em média 60% dos votos dos social-democratas, indicadores que em situações normais ajudam sempre um partido a definir a estrutura da sua campanha em termos de prioridades. Não só por causa disto, mas sobretudo atendendo a esta realidade (LFM)
Eleições: a realidade da abstenção na RAM
Este quadro mostra, em comparação, a abstenção na RAM nos 3 últimos actos eleitorais de cada eleição indicada, sendo evidente que no caso das regionais e das legislativas nacionais o ano de 2015 marcou um recorde, ambas com mais de metade dos eleitores inscritos a não votar. Claro que há as patifarias do costume no recenseamento eleitoral, claro que os vícios e as incompetências do MAI (Lisboa) subsistem há anos, mas a realidade tem sido de facto essa, um distanciamento que há que neutralizar para bem da democracia, da política e dos seus principais protagonistas (LFM)
Tansferências do Estado para as Regiões Autónomas (LFR)
Este quadro mostra a evolução, entre 2004 e 2019, das transferências do Estado para as Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, valores ao abrigo das transferências da Lei de Finanças Regionais constantes dos orçamentos de estado aprovados pelo parlamento nacional. Verifica-se que a Madeira recebeu naquele período 3.606 milhões de euros contra 4.224 milhões de euros para os Açores, uma diferença de 1.130 milhões de euros a favor dos Açores entre 2004 e 2019. Os dados são oficiais, ninguém inventa nada por muito que eles incomodem. Lembro que em 2007 a LFR foi alterada numa bandalhice do governo de Sócrates e do Teixeira dos Santos - o "santinho" do titular das Finanças que não sabia nada do que se passava mas que foi a cara da falência do pais e da entrada da troika - que causou tanta celeuma que chegou a provocar reuniões do Conselho de Estado e ameaças de crise política e eleições antecipadas (Jacinto Serrão sabe melhor do que eu porque ele liderava o PS-M nesses períodos de pura sacanice de Lisboa para com o Funchal, o costume). Algo que um determinado candidato que se comporta qual "sopeiro" de Lisboa, entretanto e por conveniência e manipulação de memória colectiva, se "esqueceu". E foi depois de 2007 - quando se realizaram as primeiras eleições antecipadas na RAM - que o diferencial entre as duas regiões foi aumentando. O quadro é verdadeiro e dispensa mais comentários e idiotices. Está lá tudo (LFM)
Transferências do Estado para as Freguesias das ilhas
Este quadro mostra a evolução, entre 2002 e 2019, das transferências do Estado para as Freguesias da Madeira e dos Açores, valores que constam dos orçamentos de estado aprovados pelo parlamento nacional. Verifica-se que a Madeira - e lembro que os Açores têm 19 concelhos e 155 freguesias - recebeu naquele período cerca de 46,5 milhões de euros contra 70,4 milhões de euros para os Açores, uma diferença de 24 milhões de euros entre 2002 e 2019. A Madeira tem 11 concelhos e 52 freguesias (LFM)
Transferências do Estado para os Municípios das ilhas
Este quadro mostra a evolução, entre 2002 e 2019, das transferências do Estado para os Municípios (Câmaras Municipais) da Madeira e dos Açores, valores que constam dos orçamentos de estado aprovados pelo parlamento nacional. Verifica-se que a Madeira - e lembro que os Açores têm 19 concelhos - recebeu naquele período cerca de 1.153 milhões de euros contra 1.697 milhões de euros para os Açores, uma diferença de 543 milhões de euros entre 2002 e 2019. A Madeira tem 11 concelhos (LFM)
Transferências do Estado para os Municípios e Freguesias
Este quadro mostra a evolução, entre 2002 e 2019, das transferências do Estado para os Municípios e Freguesias (Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia) da Madeira e dos Açores, valores que constam dos orçamentos de estado aprovados pelo parlamento nacional. Verifica-se que a Madeira - e lembro que os Açores têm 19 concelhos e 155 freguesias - recebeu naquele período cerca de 1.222 milhões de euros contra 1.803 milhões de euros para os Açores, uma diferença de cerca de 581 milhões de euros entre 2002 e 2019. A Madeira tem 11 concelhos e 52 freguesias (LFM)
Quase nove milhões assistiram aos debates: sabe qual foi o menos visto?
Quase nove milhões de telespectadores assistiram aos debates, na televisão, entre os líderes dos seis partidos com assento parlamentar sobre as legislativas de outubro, segundo as audiências reveladas pelos canais televisivos. No total, fazendo contas às audiências dos 13 debates, em canal aberto e por cabo, foram 8,968 milhões os telespetadores que, desde o início de setembro, assistiram aos frente a frente entre os líderes do PS, António Costa, do PSD, Rui Rio, do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, do PCP, Jerónimo de Sousa, do CDS, Assunção Cristas, e do PAN, André Silva. O debate mais visto foi o último, transmitido em simultâneo pelas três televisões generalistas (RTP, SIC e TVI), com 2,66 milhões de telespetadores, e o menos visto o que pôs frente a frente Catarina Martins e André Silva, na SIC Notícias, com 68 mil espectadores. Todos os debates que envolviam Costa e Rio foram transmitidos em canal aberto, enquanto os restantes foram transmitidos pelos canais informativos por cabo.
Datas, debates e audiências
2 set - António Costa/Jerónimo de Sousa (SIC) - 1,1 milhão telespectadores
3 set - Assunção Cristas/Catarina Martins (RTP3) - 165 mil telespectadores
5 set - Rui Rio/Assunção Cristas (SIC) - 927 mil telespectadores
6 set - António Costa/Catarina Martins (RTP1) - 683 mil telespectadores
7 set - Catarina Martins/André Silva -- (SIC Notícias) - 68 mil telespectadores
9 set - Rui Rio/André Silva (RTP1) - 697 mil telespectadores
11 set - António Costa/André Silva (SIC) - 1,0 milhão telespectadores
12 set - Rui Rio/ Jerónimo de Sousa (RTP1) - 742 mil telespectadores
13 set - António Costa/Assunção Cristas - TVI - 935 mil telespectadores
14 set - Assunção Cristas/André Silva (RTP3) - 197 mil telespectadores
15 set - Rui Rio/Catarina Martins -- TVI - 793 mil telespectadores
16 set - António Costa/Rui Rio (RTP1/SIC/TVI) - 2,66 milhões de telespectadores (Lusa)
sábado, setembro 14, 2019
TAP e a "aterragem de emergência" : Uma história mal contada?
Sei que pode vir a causar polémica mas não escondo o que se passou envolvendo dois aviões da TAP, em viagem para o Funchal em dia de ventania forte em Santa Catarina, situações que deviam fazer-nos pensar sobretudo a prudência de acabar de vez com a demagogia de políticos que não percebem nada do assunto mas que falam de cátedra de uma matéria - a operacionalidade aeroportuária no Funchal - que é demasiado perigosa para infantilidades incompetentes.
Ontem, dia 13 de Setembro, um avião da TAP - o primeiro caso que quero partilhar - proveniente do Porto, tentou aterrar no Funchal e foi fortemente "sacudido" pelo vento em Santa Catarina, acabando por regressar ao Porto. Sei de que houve situações de pânico entre os passageiros e que alguns deles terão desistido da viagem. Não terão mesmo faltado passageiros que garantiam que nunca mais entrariam num avião com destino ao Funchal. A aventura foi de facto altamente radical mas a competência dos pilotos da TAP, uma vez mais, não foi posta em causa.
O segundo caso, no dia anterior, 12 de Setembro, que poderia ter sido mais grave, foi hábil e deliciosamente tratado com "punhos de renda" pela TAP, teve a ver com a falhada tentativa de aterragem, à segunda tentativa, de um avião proveniente de Lisboa no Funchal. Devido ao vento forte o aparelho acabou por estar em maus-lençóis, acabando por divergir e aterrar de "emergência" no Porto Santo. Uma situação estranha e pouco vulgar mas que neste caso concreto, se ficou a dever a uma situação arriscada alegadamente ocorrida: contacto entre a fuselagem (na zona de um dos reactores) do aparelho com a pista do aeroporto do Funchal. Os passageiros realçaram a competência do comandante - que manteve-os informados da situação e da opção pela "aterragem de emergência" por "razões técnicas" estranhamente não especificadas. Estranha-se que a comunicação social regional não tivesse procurado esclarecer devidamente a informação da própria TAP de que o avião "após a decisão de divergir para Porto Santo foi declarada emergência por questões técnicas" e que "foram cumpridos todos os procedimentos de segurança" algo que raramente aconteceu. Acham que isto é normal? O que se passou foi o que referi. Recordo que o avião, conforme foi noticiado, deixou o Porto Santo a 13 de Setembro, no final da tarde, sem passageiros, rumando a Lisboa com a tripulação e técnicos enviados expressamente de Lisboa para resolver o problema e apurar da situação.
Estes dois casos justificam que os políticos se preocupem com o que quiserem, mas deixem a operacionalidade do aeroporto do Funchal da mão. Uma fonte que eu contactei e que é especialista nesta matéria - eu não sou - admitiu-me que a TAP, que por norma adopta no Funchal medidas de segurança mais rigorosas que outras companhias, tem que resistir a pressões e não pode começar a sentir-se intimidada pelas referências ao facto de recorrentemente não operar em Santa Catarina em determinadas condições e que os próprios pilotos da TAP não devem por isso arriscar mais do que, por cautela, fazem (LFM)
Polémica nos Açores: Governo dos Açores garante que houve outra sua proposta que apresentava a liberalização
Da Secretaria Regional dos Transportes e Obras Públicas recebemos a seguinte nota, a propósito da nossa manchete de ontem:
“Na sequência da notícia da edição de hoje, 13 de setembro de 2019, do jornal “Diário dos Açores”, a bem do rigor da informação devida aos leitores, a Secretaria Regional dos Transportes e Obras Públicas entende esclarecer o seguinte:
- Como sempre foi do conhecimento público, o Governo dos Açores apresentou uma proposta de revisão das obrigações de serviço público, em 2012.
- A notícia em questão centra-se nesta fase muito inicial do processo de revisão das obrigações de serviço público, relativa a 2012, e ignora que, posteriormente, foi desenvolvido um aturado processo negocial entre o Governo dos Açores e o Governo da República.
- A notícia ignora que, também como é do conhecimento público, após o processo ter sido bloqueado pelo Ministro Álvaro Santos Pereira, posteriormente, foi desenvolvido um aturado processo negocial entre o Governo dos Açores e o Governo da República.
Polémica nos Açores: Nunca foi proposta a liberalização aérea e monopólio da SATA era para manter...
A proposta que o Governo Regional dos Açores enviou ao anterior Governo da República para alteração das Obrigações de Serviço Público (OSP), nos transportes aéreos para os Açores, não contemplava a liberalização aérea e mantinha o monopólio da SATA nessas rotas. O “Diário dos Açores” teve acesso à proposta que o governo da região nunca quis divulgar e que ficou “guardada” pelo Governo de Passos Coelho dois anos, avançando depois com um outro projecto, com a liberalização para S. Miguel e Terceira, permitindo a vinda das companhias “low cost”. O documento foi enviado no dia 5 de Novembro de 2012, assinado pela Secretária Regional da Economia de então, Luisa Schanderl, contendo 13 páginas dactilografadas. Da leitura que fizemos, é claro que a proposta açoriana das OSP, no essencial, reponha o modelo anteriormente vigente, que criava um monopólio efectivo e que, em contrapartida do cumprimento de um conjunto de rotas, ficava sozinho no mercado. O documento é uma cópia das OSP que estavam em vigor, rasurando apenas o que era para alterar e apresentando a seguir a respectiva alteração.
Segundo o modelo que o governo dos Açores propôs, eram impostas rotas mínimas e tarifas máximas, numa abordagem anacrónica face ao rumo que o mundo da aviação civil estava a seguir.
Venezuela: As imagens de Guaidó que estão a chocar
As fotos que colocam o autoproclamado presidente interino da Venezuela mergulhado numa controvérsia. Juan Guaidó foi fotografado ao lado de alegados traficantes de droga colombianos. O líder da oposição explica que posou ao lado dos homens sem saber quem eram quando foi impedido de entrar no país por Nicolas Maduro. "O que posso dizer - como já disse - não pedimos o registo criminal deles para tirar fotos e, novamente - infelizmente - eles estão protegidos pelo regime de Maduro, como já mostraram. O governo da Venezuela vai mais longe, não tira fotos porque ninguém pede, mas recebem-nos (os dissidentes das FARC), convidam-nos para reuniões em São Paulo, protegem-nos", diz Juan Guaidó. A procuradoria abriu uma investigação. O ministério do Interior aproveita para manchar a imagem do opositor. "A saída de Guaidó para território colombiano em fevereiro deste ano foi uma operação de extração de "narco-paramilitares" colombianos. Ofereceram segurança e proteção a Guaidó durante a sua viagem pelo território colombiano", adiantou Néstor Reverol. A 22 de fevereiro Juan Guaidó cruzou a fronteira e apareceu de surpresa em Cúcuta, Colômbia, na véspera da operação destinada a levar remédios e alimentos à Venezuela, com o apoio logístico de Washington e Bogotá.
sexta-feira, setembro 13, 2019
Rui Rio diz que há no PSD quem lhe queira fazer a cama
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