A Igreja não castigou o padre Giselo como alguns reclamavam mas cedeu às pressões mais conservadoras que acham que continua a fazer sentido, nos tempos que correm, uma Igreja, construída pelos homens, com regras impostas pelos homens numa sucessão de Concílios que a adaptaram às necessidades da expansão, aos tempos e à sobrevivência da instituição em cada momento.
Nos últimos anos, e sem querer confundir a árvore com a floresta, nem misturar a mensagem religiosa propriamente dita com este caso - nem discutir o conteúdo dessa mensagem e a forma como ela foi estruturada para servir uma determinada postura institucional perante os fieis - é um facto que a Igreja não tem saído nada honrada de várias situações recentes que revelam a sua fragilidade, quer da instituição, quer dos homens que lhe dão corpo desde logo na estrutura bem cimeira.




