sexta-feira, abril 27, 2012
quarta-feira, abril 25, 2012
Açores: Centros de Emprego são os que arranjam menos empregos
Diz o jornalista do Diário dos Açores, Manuel Moniz que "quer em termos absolutos quer em termos relativos, os Açores são a região do país onde há menos colocações através dos Centros de Emprego. No mês de Março, apenas foram colocados nos Açores 17 trabalhadores. E na relação com o número de inscritos, esse valor representa 0,15%, o que é o valor mais baixo do país. A média nacional é de 0,58% de colocações por desempregados inscritos. A melhor região é o Centro, onde houve 1.229 colocações, correspondendo a 1,37% dos inscritos. Os Açores são igualmente a Região onde há menos ofertas de emprego através daqueles Centros, com apenas 39 ofertas em Março. O número de ofertas representa 0,35% do número de desempregados inscritos, o que é o pior valor do país em termos de regiões. A média nacional é de 1,14%, o que é uma grande diferença. Mas é no Alentejo onde a relação entre as colocações e as ofertas é menor: as colocações representam 39,35% das ofertas registadas, enquanto que nos Açores esse valor sobe para os 43,4%, sendo o segundo pior lugar. A média nacional é de 54,4%. Ou seja, nos Açores, os Centros de Emprego apenas conseguem preencher 4 de cada 10 ofertas de trabalho. Ao longo do mês de Março, registaram-se nos Açores 1.411 novos desempregados, que representam 12,8% do total de desempregados inscritos no final do mês, Trata-se do segundo maior valor do país por regiões, apenas antecedido pelos 13,41% do Alentejo. A nível nacional, o número de novas inscrições representa 9,9% do total de desempregados em Março. Os Açores são a única região do país onde o 1º emprego ultrapassa os 30% dos novos empregos registados neste mês. Em Março, 31,4% dos novos desempregados estavam à procura do 1º emprego, enquanto que a média nacional é de apenas 9,6%. Ao todo, foram 173 as inscrições para 1º emprego".
Guilherme Silva: PGR e DCIAP têm a «obrigação» de clarificar notícia do DN-Lisboa
Li aqui que "Guilherme Silva disse hoje que a Procuradoria Geral da República e o Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) têm a «obrigação» de vir a público confirmar ou desmentir a notícia do Diário de Notícias de Lisboa, que refere que as investigações que estão a ser levadas a cabo no âmbito de processo da "dívida da Madeira" já contabilizam um valor de 3,6 mil milhões de euros. Guilherme Silva considera que essa notícia «é «demasiado séria para ser deixada no ar como verdade adquirida». Por isso, espera que a Procuradoria Geral e o DCIAP tenham a «elevação e a responsabilidade» de vir clarificá-la, «porque está em causa uma questão que, pela sua natureza, tem implicações não apenas para a Região mas para o País». Guilherme Silva afirma ainda que uma notícia desta natureza «não deve» ser publicada «de ânimo leve e como verdades adquiridas». «Acho que não é possível que uma intervenção que teve a presença do Banco de Portugal, do Tribunal de Contas, da Inspecção Geral de Finanças, do Instituto Nacional de Estatística, das entidades regionais – acho que pode haver erros de análise contabilística – mas, numa matéria destas, não se pode actuar com base em primeiras impressões ou primeiros elementos», disse, considerando que as «coisas devem ser aprofundadas e acauteladas». Para Guilherme Silva, o texto publicado é uma «especulação infundada e grave, o que é a todos os títulos condenado".
GRM desmente aumento da dívida e questiona jonalismo especulativo
A Secretaria Regional do Plano e Finanças emitiu esta manhã um direito de resposta a propósito da notícia trazida hoje pelo de Notícias de Lisboa, na página 10 sob o título "PGR descobre nova dívida oculta na Madeira" e com nota de chamada na 1.ª página sob o título "Dívida oculta da Madeira sobe para 3,6 mil milhões":
1. É absolutamente falsa a notícia do Diário de Notícias de Lisboa de que tenha existido um agravamento da dívida de dois mil milhões de euros. A dívida da Região Autónoma da Madeira mantém-se nos valores já tornados públicos e reportados às instâncias competentes.
2. Também conforme já foi tornado público, no âmbito do cumprimento do Programa de Ajustamento Económico e Financeiro da Região Autónoma da Madeira, o Governo Regional enviou para os serviços do Ministério das Finanças uma lista completa com a indicação e disponibilização de todas as faturas e documentos de suporte das dívidas comerciais da Região, no valor global de cerca de dois mil milhões de euros, as quais foram incluídas nos reportes de informação e consideradas, na totalidade, nos apuramentos do défice da Região.
3. Assim, não existe nenhum facto novo, nem a dívida tem qualquer extensão que venha a trazer surpresas. 4 . As afirmações assumem uma gravidade tal, pelo que, nos termos da lei, iremos requerer a responsabilização judicial do Diário de Notícias de Lisboa, do seu diretor e da autora do texto nas instâncias judiciais competentes".
1. É absolutamente falsa a notícia do Diário de Notícias de Lisboa de que tenha existido um agravamento da dívida de dois mil milhões de euros. A dívida da Região Autónoma da Madeira mantém-se nos valores já tornados públicos e reportados às instâncias competentes.
2. Também conforme já foi tornado público, no âmbito do cumprimento do Programa de Ajustamento Económico e Financeiro da Região Autónoma da Madeira, o Governo Regional enviou para os serviços do Ministério das Finanças uma lista completa com a indicação e disponibilização de todas as faturas e documentos de suporte das dívidas comerciais da Região, no valor global de cerca de dois mil milhões de euros, as quais foram incluídas nos reportes de informação e consideradas, na totalidade, nos apuramentos do défice da Região.
3. Assim, não existe nenhum facto novo, nem a dívida tem qualquer extensão que venha a trazer surpresas. 4 . As afirmações assumem uma gravidade tal, pelo que, nos termos da lei, iremos requerer a responsabilização judicial do Diário de Notícias de Lisboa, do seu diretor e da autora do texto nas instâncias judiciais competentes".
Se se confirmar que a notícia do DN de Lisboa não tem fundamento - o que seria gravíssimo - então a questão assume uma enorme gravidade, não pela especulação nem pelo facto de que, tratando-se de investigação judicial que supostamente está em segredo de justiça, haver quem noticie alegadamente com base nessa investigação, mas pela projecção mediática (falsa) dada a um tema que pode esconder outros propósitos, situação que seria o primeiro a lamentar. Além de haver legitimidade para questionar as "fontes" que serviram de base a esta notícia agora desmentida. Isto, repito, caso se confirmar a falsidade da notícia o que, a confirmar-se, não pode ficar impune.
Vermes apadrinhados
O deputado José Manuel Coelho continua igual a si próprio. Mentiroso e manhoso. Porque esconde dos cidadãos, dos seus 10 mil eleitores, a sua própria realidade em que vive. Mente com quantos dentes tem na bocarra porca que usa para enxovalhar tudo e todos. Um dia destes voltou à palermice dos "escribas" do JM pagos a peso de ouro. Da parte que me toca, garanto que se me pagassem 5 mil euros por mês para escrever uns artigos, que não fazia mais nada na vida e de certeza que não estaria a aturar o sr. Coelho. Tinha que me bastava e mais com que me preocupar. Alguém acredita que o JM ou qualquer outro meio de comunicação social regional (mesmo nacional), pague ou alguma vez tivesse pago, 2, 3, 4 ou 5 mil euros mensais a alguém para escrever opinião nas páginas? Só se estivessem loucos. Se o fizessem deviam ser todos presos.
De facto muitos dos jornalistas, do JM e de outros meios de informação, auferem vencimentos entre 1.000 e 1.500 euros. Esta profissão nunca praticou vencimentos dignos que não se comparam a ordenados eventualmente pagos a indivíduos "comprados" por determinado partido e que militavam noutros partidos. Já agora, seria importante saber se há ou não partidos na Madeira que para justificarem o uso do dinheiro que recebem, pagam rendas de "sedes" por coincidência localizadas em residências particulares. Tal como seria bom saber quanto custou a certos partidos locais comprar o silêncio de dirigentes nacionais, quanto custou esse silêncio e quem paga isso? No final deste ano poderemos certamente ter acesso às contas de certos partidos bem como às declarações de rendimentos entregues nas finanças por determinados políticos que dizem mal de todos com a cumplicidade de alguns meios de comunicação social que não revelam respeito pela dignidade das pessoas. Porque são parte de um asqueroso vale-tudo. O desafio que deixo a essa comunicação social é o de que, na altura própria, obtenha esses elementos em nome da transparência na política. Talvez passe a perceber como tem sidol usada e manipulada.
De facto muitos dos jornalistas, do JM e de outros meios de informação, auferem vencimentos entre 1.000 e 1.500 euros. Esta profissão nunca praticou vencimentos dignos que não se comparam a ordenados eventualmente pagos a indivíduos "comprados" por determinado partido e que militavam noutros partidos. Já agora, seria importante saber se há ou não partidos na Madeira que para justificarem o uso do dinheiro que recebem, pagam rendas de "sedes" por coincidência localizadas em residências particulares. Tal como seria bom saber quanto custou a certos partidos locais comprar o silêncio de dirigentes nacionais, quanto custou esse silêncio e quem paga isso? No final deste ano poderemos certamente ter acesso às contas de certos partidos bem como às declarações de rendimentos entregues nas finanças por determinados políticos que dizem mal de todos com a cumplicidade de alguns meios de comunicação social que não revelam respeito pela dignidade das pessoas. Porque são parte de um asqueroso vale-tudo. O desafio que deixo a essa comunicação social é o de que, na altura própria, obtenha esses elementos em nome da transparência na política. Talvez passe a perceber como tem sidol usada e manipulada.
Desprezível
É lamentável que o DN local - mesmo que no âmbito de um certo tipo de jornalismo lamentável que algumas vezes apadrinha - sabendo como sabe muito bem que ninguém paga o que determinados vermes desprezíveis dizem e sabendo como sabe que ninguém pagou, paga ou alguma vez pagará semelhantes valores a colaboradores, apesar disso publica nas suas páginas essas barbaridades, explicáveis (?) pelo facto de continuarem empenhados por uma guerra mesquinha contra o JM que eles (DN) sabem melhor do que ninguém que em nada ajuda a resolver os seus problemas. Mas, pelo contrário, indignam-se quando alguém fala em bons ordenados e demais mordomias praticados noutros sectores de actividade privada que não a política (obviamente que não para todos...) ou recorda os critérios aplicados em determinados lamentáveis processos de despedimento de jornalistas.
O que diz o diploma que extingue o IDRAM
A reestruturação do Instituto do Desporto da Região Autónoma da Madeira, IP-RAM, foi aprovada pelo Decreto Legislativo Regional n.º 30/2009/M, de 4 de Dezembro. No novo quadro de políticas a adotar em matéria desportiva, importa proceder à extinção desse Instituto, mediante diploma que reveste a mesma natureza ou que procede à sua reestruturação, transitando as respetivas atribuições e competências para os correspondentes organismos competentes.
É extinto o Instituto do Desporto da Região Autónoma da Madeira, IP-RAM, reestruturado pelo Decreto Legislativo Regional n.º 30/2009/M, de 4 de dezembro.
As responsabilidades do Instituto do Desporto da Região Autónoma da Madeira, que à data da publicação do presente diploma ainda subsistam perante terceiros, são assumidas pelos correspondentes organismos competentes para os quais se transmitem as atribuições e competências.
O património do Instituto do Desporto da Região Autónoma da Madeira, é transferido para os correspondentes organismos competentes para os quais se transmitem as atribuições e competências, com dispensa de quaisquer formalidades.
A extinção referida no artigo 1.º produz efeitos a partir da data de entrada em vigor dos diplomas que aprovarem os organismos para os quais se transmitem as atribuições e competências do atual Instituto do Desporto da Região Autónoma da Madeira, IP-RAM.
É extinto o Instituto do Desporto da Região Autónoma da Madeira, IP-RAM, reestruturado pelo Decreto Legislativo Regional n.º 30/2009/M, de 4 de dezembro.
As responsabilidades do Instituto do Desporto da Região Autónoma da Madeira, que à data da publicação do presente diploma ainda subsistam perante terceiros, são assumidas pelos correspondentes organismos competentes para os quais se transmitem as atribuições e competências.
O património do Instituto do Desporto da Região Autónoma da Madeira, é transferido para os correspondentes organismos competentes para os quais se transmitem as atribuições e competências, com dispensa de quaisquer formalidades.
A extinção referida no artigo 1.º produz efeitos a partir da data de entrada em vigor dos diplomas que aprovarem os organismos para os quais se transmitem as atribuições e competências do atual Instituto do Desporto da Região Autónoma da Madeira, IP-RAM.
Síria: "O que te aconteceu, Asma?"

"De "rosa do deserto", a primeira-dama síria passou a Lady Macbeth. Sarkozy pensava que "com uma mulher como a dele", Bashar al-Assad "não pode ser completamente mau". Os media ocidentais tratavam-na como "uma de nós" e agora não lhe perdoam. Afinal, ela é mesmo "uma de nós". "Apagá-la da narrativa ocidental, é impossível. Ela nasceu britânica, não é naturalizada. Ela cresceu britânica. Não podemos tirar-lhe o passaporte nem a história pessoal", escreve Zeina Awad. Asma al-Assad, a primeira-dama síria, "pertence ao colectivo ocidental "nós" e, gostemos ou não, vai continuar a pertencer mesmo depois de a sua "missão civilizadora" ter falhado", continua Awad, correspondente da Al-Jazira em Washington, num texto publicado há dias no site da estação. "Por mais que nós nos tentemos afastar dela, ela permanece uma de nós." O pretexto para o texto de Awad é o mesmo deste artigo. Um abaixo-assinado acompanhado de um vídeo e promovido pelas mulheres dos embaixadores britânico e alemão na ONU interpela Asma, pedindo-lhe que use o seu poder para obrigar o marido, Bashar al-Assad, a parar de matar os seus cidadãos. Até ontem 29 325 tinham assinado a petição (alojada no site da change.org. No início de Março, as Nações Unidas diziam que a repressão do regime de Damasco às manifestações pró-democráticas que começaram há 13 meses na Síria já tinha feito 9000 mortos, a maioria civis. "Cara Asma, algumas mulheres preocupam-se com o estilo, e algumas mulheres em tomar conta dos seus. Algumas mulheres lutam pela sua imagem, e algumas mulheres lutam pela sua sobrevivência." Começa assim o texto da petição, que é lido no vídeo - uma montagem de fotografias de Asma, glamourosa como sempre, intercaladas com imagens da revolução, mães com bebés nas mãos, meninas a fugir do Exército, filas de corpos envoltos em lençóis brancos, mulheres na linha da frente das manifestações. As imagens são acompanhadas por uma narração alternada com a voz da própria primeira-dama. "Algumas mulheres esqueceram-se do que já pregaram pela paz", ouve-se. E logo depois, Asma por ela própria: "Todos merecemos o mesmo. Todos deveríamos poder viver em paz, com estabilidade e com a nossa dignidade". Logo a seguir, a pergunta: "O que te aconteceu, Asma?".Isso ninguém sabe. Fica o que sabemos. "Centenas de crianças sírias já foram mortas ou ficaram feridas." Fica também o que gostaríamos de ver acontecer. "Defende a paz, Asma. Fala agora. Detém o teu marido." Nas últimas linhas afirma-se: "Ninguém quer saber da tua imagem. Queremos saber dos teus actos. Já". Não deixa de ser irónico. "Nós" sempre quisemos saber da imagem de Asma. Gostávamos que não usasse lenço e que calçasse sapatos Christian Louboutin. Gostávamos que o seu sotaque britânico fosse perfeito. Gostávamos que fosse tão elegante. Recebemo-la em Paris e enchemos jornais sobre ela no Reino Unido. Tudo mudou com a revolução síria e os seus milhares de mortos. Agora, já não queremos que Asma faça compras nas lojas de Paris ou Londres. Choca-nos descobrir que o faz: a meio de Março, quando o Guardian publicou dezenas de emails a que activistas da oposição síria conseguiram aceder pirateando as contas privadas de Bashar e de Asma, não queríamos acreditar que a primeira-dama continuasse a encomendar móveis de design. Não, agora já não queremos compras dessas. O mês passado, a UE incluiu Asma no grupo de pessoas visadas por sanções, impedindo-a de viajar para os Estados membros (menos para o Reino Unido, onde nasceu). E já amanhã Bruxelas vai avançar com a décima quarta ronda de sanções contra o regime. Segundo explicou um diplomata citado pela AFP, as sanções estão prontas e visam limitar as importações de produtos de luxo. "Trata-se de fazer compreender ao casal Assad que os acontecimentos na Síria também têm consequências no seu estilo de vida pessoal", explicou o diplomata à agência de notícias francesa.
"Diana do Oriente"
A revolução síria começou em Março de 2011. No mesmo mês, a Vogue norte-americana publicava um perfil de Asma onde a descrevia como "glamourosa, jovem e muito chique - a mais refrescante e magnética das primeiras-damas". O "magnetismo" vinha de trás: em Dezembro de 2008, a Elle distinguiu-a como "a primeira-dama mais bem vestida do mundo", à frente de Carla Bruni; pelo meio, a Paris-Match chamara-lhe "Diana do Oriente". Asma era tudo isto, pelo menos para "nós", antes da revolução. Agora, tudo o que costumava ser-lhe apontado como qualidade regressou para a assombrar. Filha de um reputado cardiologista e de uma diplomata, nasceu Asma al-Akhras em 1975 em Londres. A família é árabe sunita (como a maioria dos sírios) e originária de Homs (cidade que mais sofreu na revolta), parte da elite sunita aliada do regime alauita. Os Akhras tinham acesso ao palácio presidencial, onde o pai de Bashar, Hafez, estava desde 1971, e Asma conheceu Bashar, dez anos mais velho, nas férias de Verão. Asma teve um percurso académico e um arranque de carreira irrepreensíveis. A uma escola anglicana seguiu-se uma licenciatura em Ciência Informática e um diploma em Literatura Francesa no King"s College. Depois, trabalhou para o Deutsche Bank como gestora de fundos até ser contratada pelo banco JP Morgan, em 1998, para se ocupar de fusões. Seis anos antes, Bashar, licenciado em Medicina, chegara a Londres para se especializar em oftalmologia. A amizade começou a crescer quando este ainda era apenas filho de Hafez; Basel, o irmão mais velho, era o escolhido para suceder ao pai. Mas quando Basel morreu, em 1994, Asma e Bashar estavam envolvidos. E quando casaram, em Dezembro de 2000, Bashar já tinha sido eleito há seis meses com uns "fabulosos" 97% por votos (palavras da Vogue). Para trás ficava Londres, mas não a modernidade. Em Damasco, o casal, que hoje tem três filhos (dois rapazes, com dez e oito anos, uma menina de sete), escolheu viver num triplex de luxo em vez de se mudar para o palácio presidencial.
Democracia caseira
A Vogue entrou no apartamento presidencial e, entre um candelabro feito de recortes de BD e muitas malas de design, também fotografou a grelha desenhada num quadro negro, com autocolantes para cada membro da família: "Temos tido problemas com a boa-educação, por isso fizemos esta grelha, com autocolantes para quando eles falam como devem e uma cruz quando não o fazem", explica Asma. Em frente ao nome da primeira-dama havia uma cruz. "Eu gritei", confessa. Na mesma conversa explica que lá em casa "há uma democracia" - "Todos votamos no que queremos. Eles venceram, 3-2", conta, apontando para o candelabro, uma escolha dos filhos. "Eu não posso falar sobre dar poder aos jovens, encorajá-los a serem criativos e a assumirem responsabilidades se não for assim com os meus próprios filhos." Enquanto primeira-dama, Asma dedicou-se ao desenvolvimento rural, mas também ao apoio a mulheres e crianças. Em 2005 fundou a Massar, ONG destinada a promover a actividade política entre os jovens. Os analistas que seguem a Síria dão algum crédito a Asma por ter influenciado o marido nos primeiros anos da sua presidência, quando Bashar deu sinais de abertura. Fechou a temível penitenciária de Mezze, por exemplo, mas abriu outras e continuou a encerrar activistas e a não tolerar opositores. Em Dezembro de 2010, poucos dias antes do tunisino Mohamed Bouazizi se ter imolado pelo fogo, desencadeando a primeira das revoltas árabes, os Sarkozy recebiam os Assad para um almoço no Eliseu. Tanto glamour deixou desconfortáveis alguns diplomatas. "Quando explicávamos a [Nicolas] Sarkozy que Assad era um tirano da pior espécie, ele dizia: "Bashar protege os cristãos, e com uma mulher tão moderna como a dele, não pode ser completamente mau"", confidenciou aos jornalistas o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros, Bernard Kouchner. "É uma verdade universalmente aceite que um ditador que queira ser aceite pelo Ocidente deve procurar uma mulher charmosa e culta", escreveu a Reuters numa análise publicada na mesma altura. Quando a Vogue entrevistava Asma em Damasco, já havia sírios a manifestar-se, mas poucos analistas acreditavam que o despertar árabe chegasse à Síria: Assad controlava a polícia política, o Exército, os serviços secretos. Os sírios acreditavam. Em Março, 15 miúdos de Deraa, no Sul, escreveram "o povo quer a queda do regime" nas paredes da escola. Foram presos e torturados e a cidade saiu à rua para pedir "justiça, direitos e a responsabilização" dos que tinham maltratado as crianças.
A contestação foi crescendo e a repressão piorando. E Asma saiu de cena.
"O que é que a esposa de Assad, uma mulher inteligente e educada criada no liberal Reino Unido, pensa das malvadezas perpetradas todos os dias pela Síria? Será que a princesa Diana da Síria se tornou na sua Maria Antonieta?", perguntou em Fevereiro o diário britânico The Times. O jornal sentiu que tinha de perguntar - afinal, Asma sempre foi referida um pouco por todo o mundo com o prefixo "nascida no Reino Unido". Mais surpreendente, Asma decidiu que tinha de responder: "A agenda da primeira-dama continua focada nas organizações com que há muito está envolvida e em apoiar o Presidente nas suas necessidades. Por estes dias está igualmente envolvida em encorajar o diálogo. Ouve e conforta as vítimas da violência". Segundo contou uma síria ao Independent, pelo menos em Outubro Asma ainda contactava com jovens, tendo convocado assistentes sociais e pedido para que lhes explicassem as dificuldades do seu trabalho. O que eles fizeram foi falar-lhe das manifestações, da tortura e das execuções. "Não reagiu, foi como se lhe estivéssemos a contar uma história do quotidiano sem grande interesse." "Todas as revoluções têm a sua Lady Macbeth", diz um perito em Médio Oriente ouvido pelo jornal Guardian. Pelo menos para "nós". Os sírios nunca esperaram tanto de Asma como Sarkozy" (texto da jornalista do Publico, Sofia Lorena, com a devida vénia)
Portugueses ficam 273 euros mais pobres a cada mês
Segundo o Económico, "a dívida pública portuguesa aumentou quase seis mil milhões de euros em apenas dois meses. São 273,06 euros de aumento por mês a cargo de cada português. O "Jornal de Notícias" escreve que a dívida pública portuguesa aumentou 5,809 euros só nos primeiros dois meses deste ano, atingindo 190,1 mil milhões em fevereiro, contra 184,291 mil milhões em dezembro de 2011 (107,8% do PIB) e os 161,1 mil milhões de 2010 (93,3% do PIB), revelou o Banco de Portugal. Contas feitas, o Estado está a endividar cada português ao ritmo de 273,06 euros por mês (no total, em fevereiro, cada português devia 17.871 euros). Os cálculos efetuados são simples. Basta dividir o aumento de 5,809 mil milhões de euros pelos 10 6636979 habitantes. O resultado obtido, 546,11 euros, referente a dois meses é depois dividido por dois, apurando-se um acréscimo de 273,06 euros por habitante em cada mês. Os 190,1 mil milhões da divida pública em Fevereiro são já superiores aos 189,4 mil milhões estimados pelo INE para o total do ano. E a previsão é que continue a subir, uma vez que as projecções da troika apontam para que a divida pública atinja o pico só em 2013, iniciando a partir daí uma descida progressiva".
Portugueses ganham três vezes menos do que os franceses
Li no Económico que "o custo por hora de trabalho em Portugal é menos de metade da média da zona euro, de acordo com os dados revelados pelo Eurostat. O custo médio por hora de trabalho em Portugal é menos de metade do praticado na zona euro. Os portugueses ganharam em média 12,10 euros por hora em 2011, um valor que compara com os 27,60 euros da zona euro, de acordo com os dados revelados hoje pelo Eurostat. O gabinete de estatística da União Europeia revela ainda que o custo por hora de trabalho aumentou 0,70 euros na zona euro em 2011, em Portugal a subida ficou muito abaixo da média (0,10 euros). Ainda segundo o gabinete de estatísticas da UE, o preço médio por hora de trabalho na União Europeia foi de 23,10 euros, nos 27 o preço por hora trabalhado subiu 0,60 euros. Os países com melhor média são a Bélgica (39,30 euros), Suécia (39,10), Dinamarca (38,60) e França (34,02) ao passo que os valores mais baixos foram registados na Bulgária (3,50 euros), Roménia (4,20) e Lituânia (5,50)".
Montoro: “Si hay dudas es por culpa de las comunidades autónomas”
Escreve o jornalista do El Pais, Jesús Sérvulo González que "el objetivo es el déficit por encima de todo. No hay atajos. El déficit nos aplasta como una losa", ha señalado esta mañana el ministro de Hacienda y Administraciones Públicas, Cristóbal Montoro, durante su intervención para defender los Presupuestos de 2012 en el Congreso. El ministro ha dibujado un panorama sombrío en la economía española. Se ha referido a los "momentos difíciles" que atraviesa España, que ayer entró oficialmente en recesión al encadenar dos trimestres consecutivos de retroceso, para justificar unos Presupuestos "difíciles" y "nada amables" pero "realistas". Ha comenzado su intervención aligerándose de la responsabilidad sobre la situación económica actual: por un lado ha culpado al anterior Gobierno socialista de no afrontar la crisis y por otro ha justificado los mordiscos del Presupuesto en partidas sensibles como Educación, inversiones, políticas activas de empleo. "Hemos recibido como herencia el déficit público, lo que fue un engaño más, muy grave, que ha perjudicado la imagen de España", ha aseguro en referencia a la cifra de déficit confirmada ayer por Eurostat, en el 8,5% del PIB, cuando el compromiso con Bruselas era del 6%. Pocos minutos antes de la intervención de Montoro se ha producido una de las escasas declaraciones públicas del presidente, Mariano Rajoy, en los pasillos del Congreso. "La situación es muy difícil y complicada", ha sido el diagnóstico del presidente. "El Gobierno está tomando decisiones complicadas en estos presupuestos", ha defendido. "Espero que salgamos". El ministro ha reservado la potencia de tiro, el posible anuncio de nuevas medidas y datos, así como argumentos con más peso, para las réplicas de esta tarde donde responderá a los grupos parlamentarios que han presentado enmiendas a la totalidad del Presupuestos. Montoro se enfrenta solo a la defensa de los Presupuestos porque, de momento, no cuenta con el apoyo de ninguna fuerza parlamentaria. Aunque, los populares negocian con CiU, fuentes del Gobierno se muestran pesimistas sobre el resultado del apoyo de los nacionalistas catalanes a los Presupuestos de 2012. El titular de Hacienda ha asegurado que "no es verdad" que las políticas de ajuste que han emprendido puedan perjudicar la recuperación y ha garantizado que cumplirá con el objetivo del 5,3% de déficit que ha impuesto Bruselas, en contra de lo que sostienen los principales analistas. Por eso, ha señalado: "Proponemos reducciones de gasto. Vamos a llamar al pan pan y al vino vino". Y ha detallado los principales recortes que ha llevado a cabo. Aunque ha insistido en que se han seleccionado para "perjudicar lo menos posible a la economía". Ha pasado casi de puntillas por las medidas tributarias. Pero ha explicado que también han buscado ese efecto de ser lo más neutrales para no lastrar la recuperación. En ese punto ha defendido que la subida del IRPF es menos perjudicial que una subida del IVA, sin mencionar expresamente ese tributo. Durante su intervención, Montoro ha culpado a las comunidades autónomas de la crisis de confianza que vive España en el exterior. "Si hay dudas sobre España es por culpa de las comunidades autónomas", ha asegurado desde la tribuna. En ese punto ha defendido la necesidad de echar una mano a las regiones más necesitadas.
"No se pueden producir quiebras parciales". Por eso, ha repasado las medidas que ha puesto en marcha para aliviarlas: el plan de pago a proveedores, el anticipo de transferencias, el aplazamiento de las devoluciones pendientes… Montoro ha señalado que durante la primera quincena de mayo ha convocado un Consejo de Política Fiscal y Financiera donde las comunidades autónoma tendrán que presentar en público sus planes económicos financieros donde explicarán como afrontar su deuda".
"No se pueden producir quiebras parciales". Por eso, ha repasado las medidas que ha puesto en marcha para aliviarlas: el plan de pago a proveedores, el anticipo de transferencias, el aplazamiento de las devoluciones pendientes… Montoro ha señalado que durante la primera quincena de mayo ha convocado un Consejo de Política Fiscal y Financiera donde las comunidades autónoma tendrán que presentar en público sus planes económicos financieros donde explicarán como afrontar su deuda".
El Gobierno achaca el fuerte alza del déficit a las transferencias a comunidades
Segundo o El Pais, "el déficit del Estado subió con fuerza en el primer trimestre de 2012 pese a los duros recortes que ha aprobado el nuevo Gobierno del PP por culpa de las transferencias a comunidades autónomas. Según las cifras de ejecución presupuestaria que ha publicado hoy el Ministerio de Hacienda, el desfase negativo en las cuentas de la Administración entre los ingresos y gastos ha pasado al 1,85%, si bien Hacienda señala que en términos homogéneos el desfase es del 0,83%. El año pasado se publicó un déficit del primer trimestre del 0,64%, pero el cambio de base estadística lleva a que la cifra ahora comparable sea el 1,06% del PIB, según el Gobierno. Por ello, el ministro de Hacienda, Cristóbal Montoro, ha asegurado esta tarde en el Congreso durante el debate para defender las cuentas del Estado que el déficit avanza según las previsiones del Gobierno. Así, los datos presentados por la secretaria de Estado de Presupuestos, Marta Fernández Currás, señalan que el déficit es de 19.696 millones de euros en términos de Contabilidad Nacional, el 1,85% del PIB, lo que supone un aumento del 73,2% en comparación con la cifra revisada del mismo periodo del año anterior. Pero la cifra de déficit que se publicó correspondiente al primer trimestre del año pasado fue de 6.900 millones, aunque ahora el Gobierno la ha revisado con los nuevos criterios estadísticos y dice que fue unos 4.500 millones de euros superior. Es decir, pese a que el déficit aparentemente se dispara, el discurso del Gobierno es que en realidad se está reduciendo porque en 2011 era mayor de lo que se publicó y porque la cifra de ahora no es homogénea. El Ejecutivo ha asumido el objetivo impuesto por Bruselas de rebajar el déficit del 8,5% con el que se cerró 2011, cifra que supera en más de dos puntos porcentuales la meta comprometida por el anterior Gobeirno, al 5,3%. A esta cifra se llegó tras un primer intento de Rajoy de acabar 2012 en el 5,8%. “El objetivo es el déficit por encima de todo. No hay atajos. El déficit nos aplasta como una losa”, según ha defendido Montoro ante los diputados. En su intervención previa al pleno de por la tarde, el ministro también ha asegurado que si hay dudas sobre la ejecucición presupuestaria "es por culpa de las comunidades autónomas” y ha vuelto a responsabilizar al anterior Ejecutivo de la situación económica actual. Con ello, ha justificado los ajustes que incluye el Presupuesto en partidas sensibles como Educación, inversiones, políticas activas de empleo. Hasta febrero, el Estado registró un déficit de 20.668 millones de euros, lo que supuso un incremento del 49% con respecto a enero, o un 1,94% del PIB. El Gobierno justificó la elevada desviación a los adelantos de transferencias a las comunidades autónomas, anticipos a la Seguridad Social y a una mayor devolución de los impuestos. Hacienda recordó, asimismo, que en estas cuentas aún no se inlcuía la subida de los tipos del IRPF, que se empezarán a notar a partir de marzo y que tampoco se ha dejado notar en el balance del primer trimestre. Entonces, también remachó que "la evolución de estos primeros meses no es significativa por circunstancias que elevan el gasto temporalmente".
6% do território concentra 50% do poder de compra
Os dados do sistema de geomarketing Sales Index da Marktest mostram que apenas 6% do território do Continente concentra metade do seu poder de compra. Uma análise dos dados relativos ao índice de poder de compra regional (sales index) 2012 da Marktest, permite verificar como este indicador se concentra num número muito reduzido de concelhos: 25 dos 278 concelhos de Portugal Continental ocupam 6% do território e concentram metade (50.3%) do índice de poder de compra regional. O índice de poder de compra regional (ou sales index) é um índice expresso em permilagem que permite comparar os concelhos entre si e analisar a contribuição de cada um para um total de 1000, que corresponde à soma dos 278 concelhos do Continente. É calculado com base em informação indicadora do potencial de rendimento e consumo de cada concelho, nomeadamente a população residente, as receitas fiscais, as vendas de automóveis, os consumos de electricidade, as dependências bancárias e os estabelecimentos comerciais. A repartição geográfica do sales index mostra-nos a sua litoralização e a sua concentração num número reduzido de concelhos. Se metade do poder de compra está concentrada em 25 concelhos, verifica-se ainda que 22.5% deste índice está restrito a apenas 5 concelhos.
A lista dos concelhos com maior índice de poder de compra regional é liderada por Lisboa, que contribui com 10.3% do poder de compra do Continente. O Porto concentra 3.9% deste índice e Sintra 3.3%. Vila Nova de Gaia tem um índice de 2.5%, assim como Oeiras. Do grupo de 25 concelhos onde está metade do poder de compra fazem ainda parte os concelhos de Cascais, Loures, Matosinhos, Almada, Braga, Coimbra, Amadora, Seixal, Leiria, Guimarães, Maia, Gondomar, Setúbal, Odivelas, Vila Franca de Xira, Santa Maria da Feira, Loulé, Vila Nova de Famalicão, Viseu e Aveiro (fonte: Marktest.com, Abril de 2012)
A lista dos concelhos com maior índice de poder de compra regional é liderada por Lisboa, que contribui com 10.3% do poder de compra do Continente. O Porto concentra 3.9% deste índice e Sintra 3.3%. Vila Nova de Gaia tem um índice de 2.5%, assim como Oeiras. Do grupo de 25 concelhos onde está metade do poder de compra fazem ainda parte os concelhos de Cascais, Loures, Matosinhos, Almada, Braga, Coimbra, Amadora, Seixal, Leiria, Guimarães, Maia, Gondomar, Setúbal, Odivelas, Vila Franca de Xira, Santa Maria da Feira, Loulé, Vila Nova de Famalicão, Viseu e Aveiro (fonte: Marktest.com, Abril de 2012)As caras da semana nas redes sociais
Na semana de 16 a 22 de Abril, Passos Coelho foi o político mais mencionado nas redes sociais, de acordo com os dados do serviço Social Media Explorer do Grupo Marktest. Entre 16 e 22 de Abril, o serviço Social Media Explorer do Grupo Marktest contabilizou 720 menções ao Primeiro-ministro, Passos Coelho, em sites de Notícias (RSS) e blogs e redes sociais como o Twitter, Facebook e Youtube. Entre as personalidades analisadas, este foi o valor mais elevado da semana, embora tenha registado uma quebra de 47% relativamente aos 7 dias anteriores, quando um total de 1350 menções foram identificadas. Paulo Portas, ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, obteve o segundo maior número de menções, com 236 referências, seguido do Presidente da República, Cavaco Silva, do líder do PS, António José Seguro e do líder do PCP, Jerónimo de Sousa
Todos mantiveram as suas posições relativamente ao observado na semana anterior, embora se tenha registado uma diminuição generalizada no número de menções contabilizadas. Nesta mesma semana, o Sporting foi, entre as várias centenas de marcas e personalidades monitorizadas, a "marca" com maior número de menções nestes sites, seguida de Benfica e Apple. O Marktest Social Media Explorer é um novo serviço para monitorizar os conteúdos que circulam nas redes sociais relacionados com marcas ou personalidades (fonte: Marktest.com, Abril de 2012)
Todos mantiveram as suas posições relativamente ao observado na semana anterior, embora se tenha registado uma diminuição generalizada no número de menções contabilizadas. Nesta mesma semana, o Sporting foi, entre as várias centenas de marcas e personalidades monitorizadas, a "marca" com maior número de menções nestes sites, seguida de Benfica e Apple. O Marktest Social Media Explorer é um novo serviço para monitorizar os conteúdos que circulam nas redes sociais relacionados com marcas ou personalidades (fonte: Marktest.com, Abril de 2012)2,2 milhões possuem cartão de crédito
O estudo Basef Banca da Marktest contabiliza 2,2 milhões de portugueses que possuem cartão de crédito, mas os últimos dados sugerem uma quebra na sua utilização. Os resultados de 2011 do estudo Basef Banca contabilizam 2 176 mil possuidores de cartão de crédito, um valor que corresponde a 30.1% do universo composto pelos residentes no Continente com 15 e mais anos que possuem conta bancária. O número dos bancarizados que possuem cartão de crédito tem registado uma tendência geral de crescimento desde 2002, altura em que 25.3% dos indivíduos com conta bancária detinham pelo menos um cartão de crédito. Desde 2008, quando uma taxa de penetração máxima de 33.4% foi observada, este indicador mostra no entanto uma retracção, sendo o valor agora apresentado o mais baixo dos últimos cinco anos. Embora a maioria dos possuidores de cartão de crédito afirme utilizá-lo (59.1% em 2011), os dados evolutivos mostram uma tendência inversa à da penetração. Aliás, estes dois indicadores (posse e utilização) revelam uma correlação de sentido negativo. Ou seja, se nos primeiros anos em análise o número de possuidores de cartão de crédito era menor mas os que o possuíam utilizavam em maior número, essa relação inverte-se nos últimos anos, quando se dá um aumento no número de possuidores e uma relativa estabilização dos que o utilizam de facto. A partir de 2008 é evidente uma quebra no número de indivíduos que diz utilizar o cartão, mais significativa ainda do que a daqueles que refere possuir este meio de pagamento.
Esta análise foi realizada com base nos resultados do estudo Basef Banca da Marktest, um estudo regular da Marktest, lançado em 1989 e que tem por objectivo apoiar o marketing dos Bancos, fornecendo informação sobre os comportamentos, atitudes e opiniões dos consumidores efectivos e potenciais dos serviços financeiros destinados aos particulares. Estuda o universo constituído pelos indivíduos com idade igual ou superior a 15 anos, residentes em Portugal Continental (fonte: Marktest.com, Abril de 2012)
Esta análise foi realizada com base nos resultados do estudo Basef Banca da Marktest, um estudo regular da Marktest, lançado em 1989 e que tem por objectivo apoiar o marketing dos Bancos, fornecendo informação sobre os comportamentos, atitudes e opiniões dos consumidores efectivos e potenciais dos serviços financeiros destinados aos particulares. Estuda o universo constituído pelos indivíduos com idade igual ou superior a 15 anos, residentes em Portugal Continental (fonte: Marktest.com, Abril de 2012)Guilherme Silva desmente que dívida da Madeira seja superior ao detetado
Guilherme Silva desmente o número estampado na capa do DN. O Jornal conta que o valor da dívida oculta da Madeira sobe para 3 mil e 600 milhões de euros. A investigação do DCIAP ao chamado "buraco" da Madeira detetou mais 2 mil milhões de euros relacionados com negócios da construção civil. O deputado do PSD eleito pela Madeira, Guilherme Silva, garante que tem informações que desmentem estes números. Recorde-se que o DN conta que os inspetores descobriram faturas não reportadas, obras feitas sem enquadramento orçamental e derrapagens de milhões de euros. Oiça as declaralções do deputado madeirense à Antena-1, aqui.
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