sexta-feira, março 08, 2024

Venezuela convidou UE e ONU a observar eleições presidenciais de julho

O Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela (CNE) anunciou que convidou a União Europeia (UE), a ONU e o Centro Carter, entre outros, a enviar missões de observação para as eleições presidenciais de 28 de julho. O presidente do CNE, Elvis Amoroso, adiantou que, além da UE, de peritos da ONU e do Centro Carter, foram também convidados o grupo BRICS, a Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (CELAC) e a Comunidade das Caraíbas (Caricom).

Segundo Amoroso, desta forma o CNE dá cumprimento ao Acordo de Barbados, assinado em 17 de outubro de 2023 pelo Governo e a oposição, e ao Acordo de Caracas, de 28 de fevereiro, sobre a participação de observadores internacionais e garantias eleitorais. O presidente do CNE adiantou que foram também enviados convites à União Interamericana de Organismos Eleitorais e à União Africana, entre outros. Amoroso sublinhou que o CNE se encontra em sessão permanente para garantir o calendário eleitoral. A formalização de candidaturas terá lugar entre 21 e 25 de março, seguindo-se o recenseamento eleitoral no país e no estrangeiro, entre 18 de março e 26 de abril, e a campanha eleitoral, entre 4 e 25 de julho.

Entre 6 e 16 de abril terá lugar uma atualização do registo eleitoral. A 05 de março, dia do 11.º aniversário da morte do ex-presidente Hugo Chávez (1999-2013) o CNE marcou as eleições presidenciais para 28 de julho, data do 70.º aniversário do nascimento do mesmo ex-chefe de Estado. A data foi marcada três dias depois de o parlamento da apresentar 27 datas possíveis para as presidenciais, sem o aval da Plataforma Unitária Democrática (PUD), que agrupa os principais partidos opositores, nem da líder opositora Maria Corina Machado, que continua impedida de candidatar-se (RTP)

Adesão da Ucrânia à UE teria um impacto de até 136 mil milhões de euros no orçamento comunitário, apontam especialistas

A adesão da Ucrânia à União Europeia poderá ter um impacto de entre 110 e 136 mil milhões de euros no orçamento comunitário, segundo apontou o think tank ‘Bruegel’, o que representa entre 0,1 e 0,13% do PIB da UE. Um valor que, garantem os especialistas, exclui os enormes custos de reconstrução – estimados em pelo menos 450 mil milhões de euros na próxima década – e na expectativa de que Kiev consegue recuperar todos os territórios ocupados pelas tropas russas. Segundo a ‘Bruegel’, Kiev teria direito a 85 mil milhões de euros provenientes da Política Agrícola Comum (PAC) – considerando que o programa, uma vez implementado de acordo com os hectares de terras cultivadas, vai tornar a Ucrânia, com o seu poderoso sector agrícola, o maior beneficiário.

Os especialistas revelaram ainda que Kiev verá chegar 32 mil milhões de euros da Política de Coesão, que financia projetos de desenvolvimento. A atribuição de fundos de coesão está limitada a 2,3% do PIB de um Estado-Membro. Sem este limite, a Ucrânia teria direito a cerca de 190 mil milhões de euros, seis vezes mais. Por último, mais 7 mil milhões de euros de outros programas. Tudo somado, Kiev receberia cerca de 136 mil milhões de euros no orçamento comunitário de sete anos – no entanto, se a Ucrânia não recuperar os territórios nas mãos dos russos, essa dotação reduz-se para 110 mil milhões de euros. Mesmo que o país conseguisse uma recuperação robusta após a guerra, apontou a ‘Bruegel’, continuaria a ser consideravelmente mais pobre do que o estado mais pobre da UE, a Bulgária, e provavelmente do que os dos Balcãs Ocidentais. Por isso, o PIB per capita da UE diminuiria, o que iria provocar mudanças na quantidade de fundos de coesão distribuídos a cada região elegível, salientou Zsolt Darvas, investigador sénior da ‘Bruegel’ e um dos autores do relatório.

“Se a média diminuir, isso significa que algumas regiões da UE que estão atualmente na categoria mais baixa poderão passar para as regiões de transição e algumas regiões de transição poderão passar para regiões mais desenvolvidas”, referiu Darvas, em declarações ao site ‘Euronews’. “Concluímos também que os atuais países da UE obteriam menos cerca de 24 mil milhões de euros do financiamento da coesão, simplesmente devido ao impacto mecânico da Ucrânia.” (Executive Digest, texto do jornalista Francisco Laranjeira)

Portugal tem 382,6 toneladas: reservas de ouro valem mais de 20 mil milhões de euros

Portugal tem nos cofres do Banco de Portugal (BdP) 382,6 toneladas de ouro, uma das maiores reservas do Mundo, que está a valorizar desde 2012, altura em que valia 9,3 mil milhões de euros, e que já mais do que duplicou até 2022. Este ano a registar os valores mais elevados de sempre, os preços do ouro chegaram no ano passado a mais de dois mil dólares por onça, fechando 2023 com uma valorização de 13,28%, para 2066,29 dólares por onça. Desde início do ano há um crescimento de 3,25% no valor dos preços negociados. Segundo o Jornal de Negócios, no final de 2022 a reserva de ouro no Banco de Portugal valia mais de 20,9 mil milhões de euros. Nesse ano contou-se um acréscimo de 189 milhões de euros, conseguido pela evolução da cotação da onça de ouro, efeito da valorização do dólar face ao euro. Olhando à evolução, desde a desvalorização de cerca de 660 milhões de euros das reservas de ouro nacionais entre 2011 e 2012, o metal precioso nos cofres do banco de Portugal tem sempre vindo a valer mais (Executive Digest)

Sondagem Católica: AD mantém-se à frente num Parlamento fragmentado

A poucos dias das eleições legislativas, a Aliança Democrática e o PS sobem ligeiramente na derradeira sondagem da Universidade Católica para a RTP, Antena 1 e Público. A coligação liderada por Luís Montenegro continua na frente, com 34 por cento nas estimativas dos resultados, seguindo-se o PS, com 28 por cento. Houve desde a última semana uma ligeira diminuição no número de indecisos, que são agora 16 por cento. Destaque para a grande fragmentação do Parlamento, com a maioria dos deputados a serem eleitos à direita.

À medida que a campanha se aproxima da reta final, os eleitores vão ficando um pouco mais esclarecidos e decididos em relação ao seu voto. Mas, de acordo com a sondagem da Universidade Católica para a RTP, Antena 1 e Público, ainda há 16 por cento de indecisos. Na última sondagem eram 20 por cento. Neste inquérito, a AD e o PS sobem ligeiramente, mas mantém-se a diferença de 6 por cento entre os dois partidos registada na última sondagem. A AD tem 34 por cento dos votos e PS conta com 28 por cento. Segue-se o Chega, que desce ligeiramente (16%) mas continua a ser a terceira força política, a uma larga distância dos dois primeiros. A Iniciativa Liberal mantém-se nos 6 por cento, assim como o Bloco de Esquerda, com uma estimativa de 5 por cento dos votos, tal como na última sondagem.

Quem sobe mais nesta estimativa em relação à anterior é mesmo a CDU, que passa a ter 5 por cento dos votos. Segue-se o Livre, que desce ligeiramente para os 3 por cento e o PAN, que desce para 1 por cento. Contas feitas, a distribuição de mandatos mantém-se praticamente inalterada na comparação com a sondagem de 28 de fevereiro. Tal como nesse inquérito, prevê-se que nenhum dos partidos alcance os 116 deputados necessários à formação de uma maioria absoluta. A Aliança Democrática consegue, na melhor das hipóteses, obter até 98 mandatos. O Chega pode conseguir entre 33 e 41 deputados, uma enorme subida em relação às eleições de 2022, em que garantiu 12 mandatos. Já a Iniciativa Liberal poderá eleger entre seis e dez deputados.

Barómetro: Financiamento dos media é maior problema do setor em Portugal

A grande maioria dos jornalistas (86%) defende que o modelo de financiamento dos media, devido à quebra do mercado publicitário é o maior problema que o setor atravessa em Portugal, segundo uma análise agora divulgada. “O modelo de financiamento dos media, resultante da quebra do mercado publicitário, é identificado pela maioria dos jornalistas inquiridos (86%) como o maior problema que o setor dos media atravessa em Portugal”, indicou, em resultado a Sonda +M. Os resultados da primeira edição deste barómetro indicam que a precariedade laboral do setor é apontada por 62% dos inquiridos como o principal problema, seguindo-se a dificuldade em tornar pagos os conteúdos ‘online’ (57%). Depois surgem a concentração em grandes grupos (14%), a diminuição das audiências (14%) e a falta de qualidade do jornalismo (14%).

No que se refere a um eventual modelo de financiamento público do setor, 90% dos inquiridos defendem concordar, com 38% a apontar como melhor opção os ‘vouchers’ de assinatura para os cidadãos. As restantes opções mais votadas são as que defendem um apoio via orçamento do Estado (19%) ou com base na consignação de uma parte do IRS – Imposto sobre o Rendimento de pessoas Singulares (19%). Por sua vez, 14% concordam, mas pedem um outro modelo, enquanto 10% dos jornalistas discordam.

Questionados sobre os 30 debates que as televisões realizaram no âmbito das eleições legislativas, 57% dos inquiridos consideram que estes não foram úteis para esclarecer os portugueses. “A larga maioria (75%) que reprova a iniciativa referiu que os debates não foram esclarecedores e as televisões dedicaram demasiado tempo a comentá-los”, destacou. Já dos 43% que os aprova, mais de metade (56%) disse que nos debates foi possível conhecer as propostas de cada partido. Para a realização desta análise foram inquiridos 50 jornalistas em cargos de edição/chefia de mais de 30 órgãos de comunicação social nacional. O período de auscultação decorreu entre 27 de fevereiro e 04 de março, tendo-se registado uma taxa de resposta de 42%. A Sonda é uma iniciativa que pertence ao +M, que, por sua vez, integra o Eco, e da Central de Informação (Executive Digest)

Nova sondagem mostra AD a fugir ao PS e Chega a perder fôlego


Estudo da Intercampus mostra coligação de direita seis pontos à frente dos socialistas nas intenções de voto para as legislativas. Iniciativa Liberal e Livre também têm motivos para sorrir. Com um crescimento de cinco pontos percentuais no espaço de um mês, a Aliança Democrática (AD) consegue alargar para seis pontos a vantagem sobre o PS (29,3% vs. 23.3%), enquanto o Chega baixa de 16,5% para 15,5% e é, a par da CDU (2,1%), a única força política a perder intenções de voto entre fevereiro e março. Estes são os principais destaques do mais recente barómetro da Intercampus para o Correio da Manhã, que mostram ainda a subida da Iniciativa Liberal (7,8%) para quarta força política – à frente do Bloco de Esquerda (5,5%) – e também do Livre (4,3%), que supera mesmo a coligação liderada pelos comunistas e o PAN (3,7%). O estudo divulgado esta quinta-feira, na véspera do fecho da campanha eleitoral para as legislativas de 10 de março, evidencia ainda uma subida expressiva da direita face a fevereiro. Juntando a coligação que integra o PSD, CDS-PP e PPM, aos liberais e aos populistas do Chega, somam agora 52,7% das intenções de voto (vs. 47,4%), com a esquerda unida a valer apenas 35,2% (vs. 33,2% há um mês) (ECO online)


Legislativas: Mulheres mais indecisas do que homens e jovens com mais tendência a votar à direita, revela especialista

A poucos dias do domingo de eleições legislativas, serão os eleitores indecisos os decisivos no ‘tira-teimas’ que determinará o resultado do sufrágio, isto sabendo que, segundo as sondagens, a percentagem de portugueses nesta situação tem variado nas últimas semanas, mas mantém-se mais alta do que o habitual. Segundo indica ao Público Marco Lisi, professor e investigador da Universidade Nova de Lisboa, como se tratam de eleições antecipadas, isso “pode influenciar a percentagem de indecisos, como no caso de outros choques externos”. No entanto, neste caso em particular, o investigador aponta que o fenómeno se relaciona sobretudo com a oferta partidária, nomeadamente o facto de haver novos partidos e novos líderes. Recorde-se que apenas André Ventura foi eleito líder do Chega antes das eleições de 2022 (todos os outros líderes partidários foram-no depois). O politólogo sustenta que são os mais jovens os que estão entre os eleitores mais indecisos.

“Os jovens apresentam uma maior probabilidade de decidir o seu sentido de voto durante a campanha, mas o fator subjacente será principalmente o facto de não terem uma identificação partidária definida, isto é, não se sentem muito próximos de nenhum partido, pelo menos quando comparados com as faixas etárias mais avançadas”, efeito da socialização política. Normalmente mais moderados, estes jovens indecisos têm tendência para votar mais à direita. Quanto ao primeiro aspeto, “reflete uma característica geral dos indecisos, que é assumirem uma posição central do ponto de vista ideológico”. Já quanto ao espetro político, há uma tendência para os jovens indecisos votarem mais nos partidos de direita, enquanto os indecisos mais velhos nos de esquerda, efeito que estará relacionado com as mudanças nas bases eleitorais dos partidos, e não propriamente com “grandes diferenças” de ideologia.

Os jovens têm também maior propensão à abstenção. “Uma maior insatisfação ou descontentamento em relação à situação económica ou política do país tende a favorecer o voto de protesto, antissistema ou populista”, alerta Marco Lisi. O professor universitário explica ainda que, em geral, pode dizer-se que as mulheres tendem a ser mais indecisas do que os homens. Os motivos são difíceis de desvendar mas prendem-se com falta de uma identidade ou proximidade com os partidos, menor nível de informação e de envolvimento na campanha e uma maior indefinição nas convicções políticas (Executive Digest)

Sondagem RTP/Católica. AD mantém vantagem de seis pontos sobre o PS

A Aliança Democrática continua à frente nas intenções de voto dos portugueses. A sondagem da Universidade Católica para a RTP, Antena 1 e jornal Público revela que a vantagem da AD sobre o Partido Socialista é agora de seis pontos.

terça-feira, março 05, 2024

Método de Hondt: e se as regionais de 2023 fossem para a República?

(LFM)

Legislativas na Madeira: alguns dados curiosos




(LFM)

Bancos privados com 3,3 mil milhões de lucros em 2023 a subirem 74,2% face ao ano anterior


Os seis maiores bancos privados portugueses – BCP, Novobanco, Santander Totta, BPI, Crédito Agrícola e Banco Montepio – lucraram 3,3 mil milhões, mais 74,2% do que um ano antes. A rentabilidade dos capitais próprios ronda agora em média os 16%, acima do custo do capital, que oscila entre os 12% e os 14%. Em 2022 os sete maiores bancos portugueses – CGD, BCP, Novobanco, Santander Totta, BPI, Crédito Agrícola e Banco Montepio – lucraram 2.761 milhões de euros, mas, excluindo a Caixa que ainda não apresentou as contas de 2023, os seis maiores bancos privados tiveram em 2022 lucros agregados de 1.918 milhões de euros. Ora, esse valor é 74,2% inferior ao lucro agregado dos mesmos seis bancos em 2023, que somou 3.342,9 milhões de euros.

Sem surpresas a receita da margem financeira que no conjunto dos seis bancos soma 6.965,8 milhões de euros justifica a subida dos lucros. A margem financeira, que integra o produto bancário, subiu em média (simples) 73,4%, acompanhando a evolução dos lucros. Os maiores crescimentos da margem financeira observam-se no Crédito Agrícola, no Santander Portugal e no Novobanco, aumentando 103,8%, 91% e 82%, respetivamente. A subida foi de quase 70% no BPI, de 31,4% no BCP e de 62,3% no Banco Montepio. Mas o indicador que melhor revela os ganhos da banca é a rentabilidade dos capitais próprios, que ronda agora 16%, acima do custo do capital. A última informação do BCE é de que o custo do capital estava em 13,2% no final do primeiro semestre e a estimativa da banca é que está agora entre 12 e 14%. Como as taxas de juro pouco mexeram desde o primeiro semestre, o custo do capital não se terá alterado muito face ao primeiro semestre.

Os bancos geram muitos lucros porque investiram muito capital na atividade, defendeu recentemente o presidente da Associação Portuguesa de Bancos, Vítor Bento, que sublinhou que “a banca, em 2022 na sua totalidade, tinha investido cerca de 36 mil milhões, mais do que qualquer outro sector individual e perto de metade do conjunto das grandes empresas não-financeiras. Logo, é natural que deva apresentar lucros mais volumosos”, num artigo do “Público”.

Abandono está a aumentar no ensino superior público, sobretudo no interior

Cada vez mais estudantes estão a desistir do ensino superior público após o primeiro ano do curso, mas apesar das dificuldades de alojamento em Lisboa e Porto, é sobretudo no interior que o abandono escolar aumenta. Os dados mais recentes divulgados no portal Infocursos referem-se ao ano letivo 2021/2022 e mostram que, ao contrário do setor privado, o abandono no final do primeiro ano do curso aumentou desde 2013/2014. Entre esse período, a percentagem global de alunos que já não estavam inscritos em nenhum curso um ano após começarem uma licenciatura ou mestrado integrado manteve-se, mas se diminuiu no setor privado, de 15,8% para 12,5%, aumentou no público, de 10,2% para 11,6%. Depois de cinco anos a diminuir consecutivamente, registando um mínimo de 8,7% em 2018/2019, o abandono voltou a subir ainda antes da pandemia da covid-19 e da crise da inflação.

Nos últimos anos, o custo do alojamento, sobretudo nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, tem sido apontado como uma das principais barreiras à frequência do ensino superior, mas os dados mostram que não é nessas cidades que o problema é mais significativo. Nas principais instituições da capital, por exemplo, há menos alunos a desistir na Universidade de Lisboa, na Universidade NOVA de Lisboa e no Instituto Politécnico de Lisboa, tendo a percentagem aumentado apenas do ISCTE-IUL, de 6,1% para 7,9%. Por outro lado, o abandono subiu ligeiramente na Universidade e no Instituto Politécnico do Porto, fixando-se em 8,6% e 9,2%, respetivamente, abaixo, ainda assim, da média nacional.

Publicidade 'on-line' proibida contra PSD atinge mais de dois milhões


Investigadores do MediaLab do ISCTE identificaram publicidade anónima e paga no Facebook, que liga o líder do PSD aos cortes durante a 'troika' e que já alcançou mais de dois milhões de pessoas.
Esta publicidade, proibida em campanha eleitoral, “está escondida atrás de uma página de Facebook não identificada”. Desde que foram criados, em 26 de fevereiro, quatro ‘posts’ publicitários “atingiram entre 11 mil e 500 mil destinatários cada”, sendo que um deles foi “visto por um milhão e 185 mil portugueses entre os 25 e os 65 anos”, segundo informações recolhidas pelo MediaLab do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e a Empresa (ISCTE-IUL).
No total, os “‘posts’ patrocinados podem ter chegado a mais de dois milhões de portugueses, cerca de 22% da população com capacidade eleitoral”, diz o relatório do MediaLab, que resulta de um projeto, em parceria com a agência Lusa, sobre as eleições nas redes sociais e os processos de desinformação na fase pré-eleitoral para as legislativas de 10 de março.
Segundo uma estimativa do Medialab, e face ao tipo de segmentação e alcance atingido, “o investimento total pode rondar os 12 mil euros em apenas três dias de campanha publicitária”, o que leva os investigadores a admitir que se pode “estar perante uma operação bastante profissional, mas procurando escapar às regras da comunicação eleitoral”.

Pesquisa do ISCTE deteta "indícios de interferência externa nas eleições em Portugal" contra PS e PSD

A conclusão resultou de uma pesquisa realizada pela equipa do MediaLab, do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e a Empresa (ISCTE-IUL), em parceria com a Agência Lusa. Dois anúncios - um visando o PS, outro o PSD - mostram uma inversão de paradigma num país onde, até agora, não se tinham detetado indícios claros de interferência externa direta em eleições. Foram identificados, pela primeira vez, “indícios de interferência externa nas eleições em Portugal", revelou uma pesquisa realizada por investigadores do MediaLab do ISCTE, liderada por Gustavo Cardoso e José Moreno, em parceria com a Agência Lusa. Em causa um resultado que derivou de uma investigação sobre as eleições nas redes sociais e os processos de desinformação no período pré-eleitoral para as legislativas de 10 de março, que se centrou em dois exemplos em concreto: um anúncio que acusava o PS de corrupção, e um outro que recordava os cortes feitos pelo Executivo do PSD durante o período da “troika”. 

O primeiro destes vídeos remetia para um canal do YouTube, “Bolsonaristas em Portugal”. Começou a circular “online” a 22 de fevereiro, acabando por ser distribuído em vários “sites” portugueses, nomeadamente páginas “online” de jornais”. Porém, entretanto, deixou de estar disponível para visualização. Tratava-se de um vídeo que acusava dirigentes socialistas de corrupção, no qual estavam inseridas fotografias de António Costa e José Sócrates, acompanhadas de títulos descontextualizados de jornais nacionais. Segundo recordam os investigadores, esta é uma “estratégia habitual na produção de conteúdos desinformativos”. 

PSD atingido por publicidade anónima: mais de 2 milhões leram 'posts' proibidos durante a campanha

Publicidade anónima e paga no Facebook ligando Luis Montenegro aos cortes durante a ‘troika’ pode ter chegado a mais de dois milhões de portugueses, cerca de 22% da população com capacidade eleitoral. 'Posts' detetados por investigadores do MediaLab do ISCTE são proibidos durante a campanha eleitoral. Investigadores do MediaLab do ISCTE identificaram publicidade anónima e paga no Facebook, que liga o líder do PSD aos cortes durante a 'troika' e que já alcançou mais de dois milhões de pessoas. Esta publicidade, proibida em campanha eleitoral, "está escondida atrás de uma página de Facebook não identificada". Desde que foram criados, em 26 de fevereiro, quatro 'posts' publicitários "atingiram entre 11 mil e 500 mil destinatários cada", sendo que um deles foi "visto por um milhão e 185 mil portugueses entre os 25 e os 65 anos", segundo informações recolhidas pelo MediaLab do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e a Empresa (ISCTE-IUL). No total, os "'posts' patrocinados podem ter chegado a mais de dois milhões de portugueses, cerca de 22% da população com capacidade eleitoral", diz o relatório do MediaLab, que resulta de um projeto, em parceria com a agência Lusa, sobre as eleições nas redes sociais e os processos de desinformação na fase pré-eleitoral para as legislativas de 10 de março.

Segundo uma estimativa do Medialab, e face ao tipo de segmentação e alcance atingido, "o investimento total pode rondar os 12 mil euros em apenas três dias de campanha publicitária", o que leva os investigadores a admitir que se pode "estar perante uma operação bastante profissional, mas procurando escapar às regras da comunicação eleitoral".

PS e PSD tiveram mais de dois terços dos votos em 35 anos

Em 50 anos de democracia, as eleições mais participadas foram aquelas que deram a vitória à AD de Sá Carneiro- A Pordata retrata a evolução das eleições em quase cinco décadas. Apenas seis governos cumpriram mandato até ao fim. PS e PSD representam, desde 1987, mais de dois terços dos votos válidos. E, ao longo da democracia, quem teve mais votos em legislativas foram os sociais-democratas na recondução de Cavaco Silva, em 1991 (2,9 milhões de votos). O PS teve a sua maior votação em 2005, com o primeiro Governo de José Sócrates (2,6 milhões), sublinha a Pordata. Num retrato dos últimos 50 anos, destaca que apenas seis executivos concluíram o mandato. Já com base no Eurobarómetro de 2023, avisa que oito em cada 10 residentes em Portugal inquiridos tendem a não confiar nos partidos.

Eleições 2024: 80% dos portugueses não confiam nos partidos, conclui estudo da Pordata

A Pordata fez o retrato em números da evolução das eleições em democracia. Que, nos seus fundamentos, pode estar a mudar – mesmo que depois regresse ao mesmo de sempre: o centro do espectro político está a esvaziar-se. Tudo para seguir na noite do próximo dia 10 de março. Numa altura em que o país se encaminha para definir a composição da Assembleia da República, nas eleições do próximo dia 10 de março, a Pordata, base de dados estatísticos da Fundação Francisco Manuel dos Santos, divulga um conjunto de dados que permitem fazer um retrato da evolução das eleições legislativas em Portugal. Um dos aspetos mais marcantes dos 50 anos de democracia é que o eleitorado nunca deixou de se concentrar nos dois partidos do centro do espectro político: PS E PSD. Mas as sondagens indicam que esse elemento fundacional da democracia pode estar a desaparecer – com as margens mais radicais, à direita e à esquerda, a assumirem posições de relevo.

A ‘jurisprudência’ europeia indica, contudo, que pode ser um movimento meramente passageiro – um interregno até tudo voltar ao ‘normal. “PS e PSD representam, desde 1987, mais de dois terços do total dos votos válidos”, referem os dados coligidos pela Pordata. Afinal, “59% dos cidadãos afirmam posicionar-se politicamente ao centro ou mais à esquerda” – o que implica uma concentração de votos ao centro.

A segunda parte do estudo retrata a população dos residentes em Portugal sobre a política nacional e “demonstra que 8 em cada 10 residentes tendem a não confiar nos partidos políticos; que 62% tendem a não confiar na Assembleia da República; que 56% dos cidadãos estão satisfeitos com a democracia nacional (comparando com 55% da média europeia); e que, a nível europeu, estão entre os que menos confiam na sua capacidade de participar na política.

Sondagem: Empate técnico mas com vantagem do PS sobre a AD

A uma semana das legislativas, há 240 mil indecisos e um milhão que só decide “em cima da eleição”. Chega solidifica terceiro lugar, comunistas voltam à tona. Quando falta uma semana para a ida às urnas, e no dia em que algumas dezenas de milhares de portugueses votam antecipadamente, continua tudo em aberto relativamente ao vencedor e aos cenários de governabilidade. De acordo com a sondagem da Aximage, a vantagem ainda é do PS (33,1%), mas a AD (29,6%) encurtou a distância, ao ponto de ter de se afirmar, quando se tem em conta a margem de erro, que há um empate técnico. Há dois outros sinais significativos nesta última projeção antes das legislativas: a recuperação dos comunistas (4%) e a quebra dos liberais (3,9%). O Chega mantém um sólido terceiro lugar (16,7%), seguindo-se um BE ligeiramente reforçado (6,6%), e por fim PAN (2%) e Livre (1,7%) em perda.

A projeção, recorde-se, fala para o passado, não pode ser entendida como uma previsão rigorosa das escolhas dos eleitores a 10 de março. Neste caso, é o retrato do sentimento político dos portugueses entre 23 e 27 de fevereiro, quando já tinham terminado os debates televisivos e começava em força a campanha nas ruas. E o que o estudo nos diz, quando se tem em conta a margem mínima e máxima, é que o PS ficaria entre os 29,7% e os 36,5%, enquanto para a AD se aponta para 26,2% a 33%. Mas há outros dados que reforçam a incerteza quanto ao resultado.

Direita à frente

Desde logo, os 4,4% de indecisos: ou seja, cerca de 240 mil eleitores (se projetarmos esta percentagem para os pouco mais de cinco milhões que votaram em 2022). Depois, os 20% que garantem que só decidem em definitivo “mais em cima da eleição” (no mínimo, um milhão de eleitores). O suficiente para se perceber que os três pontos percentuais, ou cerca de 160 mil votos, que separam PS e AD são quase insignificantes (de novo projetando as percentagens atuais no universo dos que votaram nas últimas legislativas em território nacional).

Estudo Pordata: Maioria não confia nos partidos e não é de esquerda ou direita

O DN falou com a diretora da Pordata, Luísa Loura, que alerta: “Descrença nos partidos” leva a uma menor participação eleitoral. Esta ideia surge no estudo do gabinete estatístico da Fundação Francisco Manuel dos Santos, que fez um retrato das eleições pós-25 de Abril. A Pordata divulga esta segunda-feira um retrato histórico das eleições, desde o 25 de Abril até agora, e revela que “oito em cada dez inquiridos em Portugal tendem a não confiar nos partidos políticos”. O DN conversou com a diretora deste gabinete de estatística, afeto à Fundação Francisco Manuel dos Santos, Luísa Loura, que explica: “Os partidos não mudaram de opinião. Muitas vezes não se consegue concretizar medidas que têm na ideia, mas isso leva a que a população ganhe alguma descrença neles, e com isto começam a participar cada vez menos”. 

“Esta é, aliás, uma tendência em 19 dos 27 países da União Europeia [UE], em que mais de 70% das pessoas tendem a não confiar nos partidos políticos (a média da UE é 77%)”, continua o estudo da Pordata, salvaguardando que “em todos os países, com exceção da Dinamarca, que regista empate, é maior a proporção de pessoas que não confiam do que as que confiam”.

O documento indica ainda que os portugueses só estão abaixo da média europeia, no que diz respeito a descrença nas instituições, quando se referem a organismos europeus (ver gráfico intitulado Confiança dos eleitores, que, de acordo com a Pordata é alimentado por dados do Eurobarómetro). Sobre as instituições nacionais, os vários partidos políticos são os que permitem que a credulidade dos portugueses caia por terra, com 81% dos inquiridos  a demonstrarem que não confiam neles. Em relação à casa da democracia, os dados não variam muito, mas a falta de confiança é menor, com 62% dos inquiridos a revelarem que não confiam na Assembleia da República. Por fim, a justiça, pelo menos no que diz respeito a este gráfico, também é alvo da falta de confiança dos portugueses, com 53% dos participantes no estudo a refletirem isso, mas a proporção é menor face às outras instituições.

Governo regional dos Açores já tomou posse. Resta saber por quanto tempo....

O Governo regional tomou posse com apelos à estabilidade e à responsabilidade. A coligação PSD/CDS/PPM assume o executivo minoritário e espera que o orçamento regional seja aprovado no próximo dia 12 de março.

Grande maioria de portugueses desconfia do Parlamento

A maioria dos portugueses não confia nos partidos políticos nem na Assembleia da República. Mais de 60% dos portugueses desconfiam do Parlamento, o que é um valor acima da média europeia. Os dados são avançados pela Pordata.

Quantos governos e quantas maiorias absolutas teve cada um? PS e PSD concentram mais de 65% dos votos em legislativas desde 1987

O PS formou Governo por nove vezes (cinco nas últimas duas décadas), e o PSD liderou seis executivos nos últimos 21 anos. De acordo com a evolução histórica das eleições e a perceção dos portugueses sobre a política, desde o 25 de abril de 1974 até às últimas eleições, em 2022, num retrato elaborado pela base de dados estatísticos da Fundação Francisco Manuel dos Santos, o partido com mais votos numa eleição legislativa foi o PSD, que obteve 2,9 milhões de votos na recondução de Cavaco Silva, em 1991. Já o PS obteve a sua maior votação em 2005, com o primeiro Governo de José Sócrates (2,6 milhões de votos). Desde que Portugal é uma democracia, o PS formou Governo por nove vezes, das quais cinco ocorreram nas últimas duas décadas, enquanto o PSD liderou seis executivos nos últimos 21 anos. Desde 1976, apenas seis dos 16 governos concluíram o mandato: 1987-1991 e 1991-1995 com Cavaco Silva, 1995-1999 com António Guterres, 2011-2015 com José Sócrates, 2005-2009 com Pedro Passos Coelho e 2015-2019 com António Costa.

No período democrático, foram eleitos seis Governos com maioria absoluta, quatro liderados pelo PSD (dois com a Aliança Democrática (AD) liderada por Sá Carneiro, em 1979 e 1980, e dois com Cavaco Silva, em 1987 e 1991) e dois pelo PS (um com José Sócrates, em 2005, e um com António Costa, em 2022), sendo que apenas Cavaco Silva e José Sócrates conseguiram concluir os seus mandatos. O relatório também salienta que, nos últimos 30 anos, o partido que elegeu o maior número de deputados numa eleição foi o PS, com 121 nas legislativas de 2005, enquanto o partido que mais deputados perdeu foi o PSD, em 2005, quando passou de 105 para 75.

Oito milhões de votos foram “desperdiçados” em todas as legislativas: mudar lei eleitoral tornaria “democracia mais sã”

As listas independentes incentivam a participação eleitoral. Outras variáveis, como taxas de desemprego altas e locais com pouca população, também  Foto Marcos Borga. As listas independentes incentivam a participação eleitoral. Outras variáveis, como taxas de desemprego altas e locais com pouca população, também. As legislativas “são as únicas eleições em que não há métodos de representatividade”. Ano após ano, milhares de votos não são convertidos em mandatos — e os partidos e os círculos eleitorais de menores dimensões são historicamente os mais prejudicados. “Muita gente já me disse: ‘Aqui na minha zona nem vale a pena votar nesse partido porque já sei que vai cair em saco roto’”, conta o politólogo Luís Humberto Teixeira. Há soluções para resolver o problema, mas falta vontade política

8.330.434 é o número de votos que foram ‘desperdiçados’ em todas as eleições legislativas desde 1975. Por outras palavras, cerca de 9,5% dos mais de 87 milhões de votos válidos até hoje não foram convertidos em mandatos, avança o politólogo Luís Humberto Teixeira, responsável pelo portal “O meu voto” e pela petição “Por uma maior conversão de votos em mandatos”. O problema não é de agora e as soluções já estão identificadas — mas há “indiferença” e “comodismo” em mudar a lei eleitoral, considera.

Luís Humberto Teixeira estuda este tema há mais de 20 anos e, nas últimas legislativas, a petição e o portal “fizeram com que a consciência das pessoas aumentasse”. “Recebi muitas mensagens de eleitores a dizer que não tinham conhecimento disto, apesar de votarem há décadas”, conta ao Expresso. “Muita gente já me disse: ‘Aqui na minha zona nem vale a pena votar nesse partido porque já sei que vai cair em saco roto’”, acrescenta.

Sondagem: PS com vantagem, AD encurta distância

Quando falta uma semana para a ida às urnas, e no dia em que algumas dezenas de milhares de portugueses votam antecipadamente, continua tudo em aberto relativamente ao vencedor e aos cenários de governabilidade. De acordo com a sondagem da Aximage (veja aqui a infografia), a vantagem ainda é do PS (33,1%), mas a AD (29,6%) encurtou a distância, ao ponto de ter de se afirmar, quando se tem em conta a margem de erro, que há um empate técnico. Há dois outros sinais significativos nesta última projeção antes das legislativas: a recuperação dos comunistas (4%) e a quebra dos liberais (3,9%). O Chega mantém um sólido terceiro lugar (16,7%), seguindo-se um BE ligeiramente reforçado (6,6%), e por fim PAN (2%) e Livre (1,7%) em perda.

A projeção, recorde-se, fala para o passado, não pode ser entendida como uma previsão rigorosa das escolhas dos eleitores a 10 de março. Neste caso, é o retrato do sentimento político dos portugueses entre 23 e 27 de fevereiro, quando já tinham terminado os debates televisivos e começava em força a campanha nas ruas. E o que o estudo nos diz, quando se tem em conta a margem mínima e máxima, é que o PS ficaria entre os 29,7% e os 36,5%, enquanto para a AD se aponta para 26,2% a 33%. Mas há outros dados que reforçam a incerteza quanto ao resultado.

Direita à frente

Desde logo, os 4,4% de indecisos: ou seja, cerca de 240 mil eleitores (se projetarmos esta percentagem para os pouco mais de cinco milhões que votaram em 2022). Depois, os 20% que garantem que só decidem em definitivo “mais em cima da eleição” (no mínimo, um milhão de eleitores). O suficiente para se perceber que os três pontos percentuais, ou cerca de 160 mil votos, que separam PS e AD são quase insignificantes (de novo projetando as percentagens atuais no universo dos que votaram nas últimas legislativas em território nacional).

Maioria dos estudantes da Universidade de Coimbra quer emigrar

Quase 70% (66,9%) dos estudantes da Universidade de Coimbra pensa em emigrar, mais de metade nos próximos cinco anos. A maioria considera que os baixos salários auferidos em Portugal não lhes vai permitir ter casa própria e constituir família pelo que querem sair do país. A Associação Académica de Coimbra (AAC) promoveu um inquérito online entre 1 e 26 de fevereiro, tendo validado 1272 respostas, mais de metade (55,6%) de estudantes de licenciatura, entre os 17 e 20 anos. A maioria (74,6%) dos que respondem que planeiam emigrar, diz querer regressar a Portugal.  

Entre os principais motivos para sairem do país,  esmagadora maioria dos estudantes (96,3%)  aponta as condições salariais, as ofertas de emprego (73,3%) e a progressão na carreira (67,5%). A AAC sublinha, no comunicado emitido esta segunda-feira, que o acesso à habitação é um "problema crucial" que determina a decisão de saír do país.  A AAC "não se manifesta contra a emigração, manifesta-se sim contra a emigração “forçada” por parte de estudantes ou recém-estudantes que são obrigados a abandonar o país contra sua vontade – por falta das mais variadas condições não asseguradas pelo Estado português ou por motivos de valorização profissional não existente no país". A associação defende ser "imprescindível" a melhoria das condições salariais e de trabalho para "manter a geração mais qualificada de sempre" no país. 

Só 4,1% consideram ter condições para constituir família

Face às condições salariais, a esmagadora maioria dos estudantes (85,7%) respondeu considerar que será incapaz de ter acesso a habitação própria. Entre as mais de mil respostas, só 25 estudantes manifestaram acreditar ter essa capacidade.  Interpelados sobre a intenção de constituir família, mais de metade (56,85) consideram que não vão ter condições para o fazer. Só 4,1% manifestam "concordar totalmente" com essa intenção face às atuais condições salariais.  A maioria dos estudantes (64,7) acredita que, face  ao atual contexto económico e laboral do país, nem sequer terá a capacidade para se tornar "financeiramente independente". Só 43, entre as mais de mil respostas, crêem nessa capacidade (Jornal de Notícias, texto da jornalista Alexandra Inácio)

domingo, março 03, 2024

Sondagem: AD ganha força no eleitorado jovem, CDU recupera terreno nos pensionistas

Sondagem do Cesop mostra que socialistas continuam a ser partido mais forte no eleitorado mais velho, mas diferença para a AD continua a reduzir-se. PS recua nos mais jovens. Mesmo perdendo agora algum terreno nos reformados, a Aliança Democrática (AD) continua a encurtar diferenças para o PS no eleitorado com 65 anos ou mais e mantém-se como a força política preferida, tanto entre os jovens como nos eleitores que têm entre35 e 64 anos. O PS também perde força junto dos pensionistas, ao passo que a CDU ganha fôlego nesta faixa etária.

Nesta sondagem do Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (Cesop) da Universidade Católica para o PÚBLICO, RTP e Antena 1, confirma-se uma tendência de vantagem da AD face ao PS em praticamente todas as categorias sociodemográficas: os socialistas só lideram entre os pensionistas e nos eleitores com menos do que o 3.º ciclo de escolaridade.

Entre os mais velhos, 27% tencionam votar AD (há uma semana eram 30%) e 32% no PS (no estudo anterior eram 37%), pelo que a coligação liderada por Luís Montenegro reduz a diferença para cinco pontos percentuais: na sondagem de Novembro do Cesop, PSD e CDS tinham menos 14 pontos do que os socialistas. Segue-se nesta fatia do eleitorado o Chega, com 8%, e a CDU, com 4% (a aliança entre comunistas e ecologistas cresce dois pontos face à semana passada).

Sondagem: AD e PS mantêm distância e voto útil perde força para partidos da esquerda


AD e IL somam 39% das intenções de voto, a mesma percentagem que o total de PS, BE, Livre e CDU. Os 2% do PAN poderão ajudar a decidir quem irá governar. E é afastado cenário de maioria absoluta. AD e PS recuam dois pontos percentuais cada e continuam separados por seis pontos. A Aliança Democrática (AD) e o PS descem dois pontos percentuais cada, enquanto BE, Livre, CDU e PAN sobem um ponto cada na sondagem desta semana feita pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (Cesop) da Universidade Católica para o PÚBLICO, RTP e Antena 1. Os dados demonstram, assim, um recuo do voto útil nos dois principais partidos e o benefício dos pequenos partidos à esquerda. Outra novidade na sondagem desta semana é que a AD, coligação entre PSD, CDS e PPM, mais a Iniciativa Liberal perfazem 39% (no estudo do Cesop da semana passada somavam 41%), a mesma percentagem que somam as intenções de voto no PS, BE, Livre e CDU, coligação entre o PCP e o PEV.

Dado o empate entre o conjunto das forças de esquerda e o bloco da direita (no qual não é tido em conta o Chega, porque tanto o líder do PSD, como o da IL, já recusaram qualquer tipo de aliança, seja governativa, seja parlamentar, com o partido de André Ventura), o PAN (que tanto se pode aliar à esquerda como à direita) poderia assumir, neste cenário, o papel de kingmaker, isto é, fazendo pender o seu apoio para um dos lados do hemiciclo e, dessa forma, contribuindo para definir quem irá governar.

Dos 1207 inquiridos, 33% declaram que tencionam votar na AD, baixando assim a intenção de voto em dois pontos percentuais, em relação aos 35% de há uma semana (números com distribuição de indecisos). O PS baixa também de 29% para 27%. A diferença entre ambos continua a ser de seis pontos percentuais, e está tangencialmente fora da margem de erro, que é de mais ou menos 2,8%. O BE sobe de 4% para 5%, o Livre de 3% para 4%, a CDU de 2% para 3% e o PAN de 1% para 2%. Com a mesma percentagem, em relação à última sondagem do Cesop, continuam o Chega, com 17%, e a IL, com 6%.

Opinião: Comemorar os 50 anos do 25 de Abril sem fantochadas e saudosismos. Pensamos apenas nos desafios ainda não vencidos

Sei que há uma Comissão na Madeira que está empenhada em promover condignas e adequadas comemorações dos 50 anos do 25 de Abril. Não precisamos nem de fanfarronices saudosistas, porque o tempo evolui, não pára... no tempo, nem fantochadas elitistas, porque provavelmente esse tem sido um dos erros destas comemorações ao longo dos anos, nem de cerimónias cheias de discursos de circunstância que nada dizem às pessoas, nem precisamos de palhaçadas político-partidárias, das quais emergem os conhecidos e habituais "donos" do 25 de Abril, os mesmos que iam dando cabo da revolução graças à fracassada tentativa de imposição de uma nova ditadura a um pais e a um povo que tinham acabado de libertar-se das amarradas de outra ditadura, de sinal contrário à que queriam impor e foram travados pelas força e pela razão.

No nosso caso da Madeira - onde o 25 de Abril chegou um ou dois dias depois dos acontecimentos, porque vivíamos numa região que vendia jornais no dia os jornais da véspera e ou as redacções recebiam os "rolos de papel" com as notícias da véspera, tudo isto num tempo sem telemóveis, com uma televisão apenas, com menos de uma mão cheia de rádios, sem telecomunicações dignas desse nome, sem  ada de moderno, eficaz e rápido neste domínio, tais os níveis de desenvolvimento precário então existentes - é fácil falar do 25 de Abril, porque sem ele não havia Autonomia, nem teríamos dado os passos, com defeitos e virtudes, porque na vida nada é perfeito, rumo a um futuro que há 50 anos ninguém sabia bem até onde nos levaria. O 25 de Abril que nos trouxe a Europa e com essa porta aberta trouxe condições para que Portugal e as suas regiões insulares dessem um salto qualitativo, desenvolvendo-se, modernizando-se, dando aos seus povos condições de vida e meios de afirmação que antes não dispunham. Não reconhecer isto é distorcer a História, negar esta evidência é desonestidade perante a verdade. Claro que o 25 de Abril trouxe a liberdade, mas também trouxe ameaças, devido a erros e abusos cometidos por uma "casta" se pseudointelectuais de pacotilha, que emergiu com os acontecimentos, fenómenos que tiveram que ser derrotados porque não passaram de encapotadas ameaças de imposição de totalitarismos encapotados, com base em modelos sociais e políticos fracassados na Europa e no mundo, de restrições à liberdade, às famílias, ao ensino, etc, tudo isso realidades concretas, não ficções. Factos incómodos nem sempre assumidos por falta de coragem e de dignidade na abordagem da História com verdade, por incapacidade de reconhecer os méritos e as virtudes do 25 de Abril, mas sem a dignidade e a coragem de reconhecerem os erros e as ameaças que a própria revolução gerou.

Sondagem Expresso/SIC. Indecisos muito acima das últimas eleições. E até 22% dos que já decidiram admitem mudar de voto

Indecisos voltam a subir e superam largamente os das legislativas de 2022. 61% dos inquiridos da sondagem ICS/ISCTE dizem que é “altura de mudar”. Mas 40% dos que escolhem o BE admitem mudar de voto e 31% dos que escolhem a IL também. Serão estas as eleições mais imprevisíveis de sempre? No arranque na campanha eleitoral, quando terminou o trabalho de campo da sondagem do ICS/ISCTE, havia ainda 18% de indecisos — um número que cresceu dois pontos face a janeiro, apesar dos 32 debates entre os candidatos e dos três meses de pré-campanha. Trata-se do valor mais alto desde o início da crise política, largamente superior à intenção de voto direta do Chega e não muito longe da que obtêm AD e PS. Mais significativo ainda, trata-se de um número largamente superior ao que apontava a última sondagem antes das legislativas de há dois anos: naquela altura eram 11,5% apenas, um número que desceu lentamente nos três meses anteriores à eleição.

Mas há dois dados adicionais a contribuir para a elevada imprevisibilidade desta eleição. O primeiro: um em cada quatro (24%) dos inquiridos não deu a “certeza de ir votar” — incluindo aqueles eleitores que já indicaram um sentido de voto, de 6% e 26% consoante cada um dos partidos. O segundo dado relevante é que 22% dos eleitores que já escolheram o seu voto admitem que a sua escolha não é ainda “definitiva”. São mais de um em cada cinco eleitores, embora sejam diferentes consoante o partido em causa (já vamos a esse ponto).

Sondagem da Católica dá 33% à AD, PS recolhe 27% dos votos e indecisos aumentam

AD e PS descem dois pontos face à última sondagem. O bloco de centro-direita, com a AD e a IL, recolhe 39% dos votos, os mesmos do PS, Bloco, Livre e CDU. Chega tem 17% dos votos e o PAN fica com 2%. Três dias depois do arranque oficial da campanha às legislativas, marcadas para 10 de março, a Aliança Democrática (AD), coligação que junta PSD, CDS e PPM, mantém intocada a margem de avanço face ao PS nas intenções de voto. Se as eleições fossem realizadas esta quinta-feira, a AD sairia vencedora, com 33% da intenção de votos e o PS surge em segundo lugar, com 27% de intenções de voto, descendo também dois pontos percentuais (p.p) em relação à última sondagem. Este é o resultado da última sondagem do Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (Cesop) da Universidade Católica para o Público, RTP e Antena 1.

A AD desce assim dois pontos percentuais face à última sondagem do Cesop divulgada há cinco dias, mas com os 6% dos votos arrecadados pelo Iniciativa Liberal (IL) os dois partidos de centro-direita têm a mesma percentagem de votos dos partidos à esquerda, isto é, 39%. Aos 27% do PS, somam-se, neste cenário, o BE com 5%, o Livre com 4% e a CDU com 3%. Destas contas ficam de fora o Chega, com 17% das intenções de voto, e o PAN, que não fecha a porta nem à esquerda nem à direita, com 2%.

Perante este cenário, e extrapolando para o número de eleitos, a AD iria eleger entre 86 a 96 deputados, enquanto o PS conseguiria entre 69 e 70 parlamentares. A bancada do Chega seria composta por 33 a 41 deputados, a IL por seis a dez e o BE entre cinco e sete deputados. A CDU ficaria com três a cinco parlamentares e o PAN cresce para dois deputados.

A sondagem revela ainda que o número de indecisos subiu de 17% para 20%, mas 84% garantem que vão votar. Há ainda 3% de inquiridos que vão votar branco ou nulo.

Ficha Técnica

Este inquérito foi realizado pelo CESOP–Universidade Católica Portuguesa para a RTP, Antena 1 e Público entre os dias 22 e 26 de fevereiro de 2024.

O universo alvo é composto pelos eleitores residentes em Portugal. Os inquiridos foram selecionados aleatoriamente a partir duma lista de números de telemóvel, também ela gerada de forma aleatória. Todas as entrevistas foram efetuadas por telefone (CATI). Os inquiridos foram informados do objetivo do estudo e demonstraram vontade de participar. Foram obtidos 1207 inquéritos válidos, sendo 43% dos inquiridos mulheres. Distribuição geográfica: 32% da região Norte, 22% do Centro, 32% da A.M. de Lisboa, 7% do Alentejo, 3% do Algarve, 2% da Madeira e 2% dos Açores.

Todos os resultados obtidos foram depois ponderados de acordo com a distribuição da população por sexo, escalões etários e região com base nos dados do recenseamento eleitoral. A taxa de resposta foi de 43%*. A margem de erro máximo associado a uma amostra aleatória de 1.207 inquiridos é de 2,8%, com um nível de confiança de 95% (ECO online, texto da jornalista Ana Petronilho)

Sondagem Expresso/SIC: Chega desce, AD sobe e passa PS - mas está tudo em aberto para as legislativas

Coligação de Montenegro passa o PS e recupera entre os mais velhos e os que têm menos estudos. A sondagem do ICS/ISCTE aponta para um empate técnico a poucos dias das legislativas, mas a maioria de direita encolhe. 18% de indecisos deixam tudo — mesmo tudo — em aberto para 10 de março. O choque da demissão de António Costa já lá vai, os congressos passaram, os debates acabaram, mas o impasse arrasta-se: AD e PS continuam tecnicamente empatados na última sondagem Expresso/SIC antes das legislativas, separados agora por um ponto apenas e deixando totalmente em aberto não só quem pode vencer, mas também as condições de governabilidade do país após a noite de 10 de março. Face ao estudo realizado pelo ICS/ISCTE há cerca de um mês, os ponteiros mexem ligeiramente: com os dados em bruto, sem distribuição de indecisos, o PS cai para 20% (tinha 23% em janeiro e 22% antes da eleição de Pedro Nuno Santos); e a AD aparece em movimento contrário: sobe dos 19% para os 21% — dois pontos que, sem terem grande relevância estatística, lhe permitem passar por um ponto os socialistas.

COMO VOTARIA SE AS ELEIÇÕES LEGISLATIVAS FOSSEM HOJE?

Resultados do total da amostra. A projeção do resultado eleitoral é calculada pela distribuição da intenção de voto após a exclusão dos inquiridos que dizem não votar (14%) e a imputação dos inquiridos indecisos (18%). A variação, em pontos percentuais, é relativa aos resultados da última sondagem (fevereiro de 2024)

PAN defende a criação de um círculo de compensação

Trata-se de um sistema semelhante ao que já existe nos Açores, que junta os votos que não permitiram eleger deputados, nos restantes círculos eleitorais. A caravana do PAN passou por Viseu e a porta-voz do partido garante que vai voltar a apresentar esta proposta na próxima legislatura. Inês de Sousa Real considera esta é uma medida que pode ajudar a diminuir as assimetrias, entre o interior e o litoral do país.

Sondagem Expresso/SIC: AD recupera pensionistas, Chega tem eleitorado pouco religioso


A coligação de Montenegro recuperou entre os mais velhos, assim como os que têm menos escolaridade – ficando agora próximo do eleitor tipo do PS. Chega perde para AD, PS e CDU na frequência religiosa. Veja aqui os eleitores de cada partido. A AD conquistou votos entre os mais velhos (idade média de 56,4), ficando a par do PS, e recupera também entre os que têm menor instrução (mais de metade dos seus eleitores). Concentra mais licenciados que o PS (26%). Quem vota AD é sobretudo de direita e de centro (83%), concentrando a maior fatia dos eleitores com frequência religiosa habitual (47%), bem mais do que o Chega (23%). O PS perdeu apoios entre os mais velhos, mas continua com mais apoio entre as mulheres (57%), sendo a par da CDU quem tem uma fatia maior de cidadãos com menos instrução (68%). O eleitor PS vai mais à igreja do que quem escolhe o Chega (40%). Ideologicamente, os seus apoiantes são sobretudo de esquerda (57%) e de centro (33%), quase invertendo os números da AD.

O eleitor do Chega é o mais masculino de todos os partidos (58%), assim como o segundo mais jovem — média de 44,2 anos. É também o segundo partido com maior preponderância de cidadãos com ensino secundário (35%) e um dos que têm menor preponderância de universitários (15%). Apenas 4% dos seus eleitores vão à igreja todas as semanas e 19% mensalmente. Só 47% dos seus eleitores se dizem de direita (31% estão ao centro, 16% à esquerda e 6% não escolhem posição ideológica).

Indícios apontam interferência estrangeira nas eleições em Portugal

Os indícios foram detetados em anúncios online contra o PS e o PSD, com notícias falsas dos dois partidos feitas com a mesma base e grafismo dos jornais Público e Eco. É a primeira vez que a interferência estrangeira é detetada no processo eleitoral português. A Comissão Nacional de Eleições iniciou averiguações.

Sondagem: AD e PS separados por um ponto percentual em sondagem do ISCTE

AD colhe 21% da intenção de votos e PS 20% o que resulta em empate técnico. Mas a tendência inverte-se face à última sondagem. Em janeiro o PS ultrapassava a AD. Indecisos sobem para 18%. O cenário de ser a Aliança Democrática, a coligação composta pelo PSD, CDS e PPM, a vencer as legislativas marcadas para 10 de março é apontado por mais uma sondagem. Apesar da diferença para o PS ser mais reduzida face aos seis pontos percentuais previstos pela sondagem da Católica, também o estudo do ICS/ISCTE para o Expresso/Sic põe a AD à frente do PS, mas apenas com um ponto percentual de diferença. O que resulta num empate técnico, deixando em aberto todas as possibilidades sobre qual dos partidos formará novo Governo.

Mas a tendência face à última sondagem mudou: no último estudo do ICS/ISCTE o PS estava à frente da AD colhendo uma maior fatia das intenções de voto. Com os dados em bruto, sem distribuição de indecisos, se as eleições fossem realizadas esta quinta-feira o PS colhia 20% da intenção de votos quando tinha 23% em janeiro. A AD aparece a subir dois pontos, de 19% para 21%, ultrapassando os socialistas. O Chega surge como terceira força política com 12% da intenção de votos, caindo três pontos percentuais face a janeiro, sendo o partido que mais desce. Segue-se o Bloco de Esquerda que mantém os 3% assim como a CDU que estabiliza nos 2%. A mesma percentagem do Iniciativa Liberal que perde um ponto percentual.

Comprar casa na Madeira está cada vez mais caro. Região atrai mais cliente estrangeiros e investidores

Na Madeira, os números evidenciam uma tendência generalizada de subida do preço médio de venda dos imóveis em 2023, face a 2022, numa proporção que está bem acima da média nacional. A ERA Portugal acaba de divulgar as principais conclusões de um estudo feito com base nos dados relativos à operação da sua rede imobiliária na Região Autónoma da Madeira durante o ano de 2023, que mostra que o preço médio de venda dos imóveis na região rondou os 200 mil euros, o que representa um aumento de aproximadamente 9% em relação aos 183 mil euros registados no ano anterior.

Tanto os apartamentos (+29%) como a moradias (+5%) registam um aumento no preço médio em 2023 quando comparado ao ano anterior, no entanto, os apartamentos acabam por se destacar ao passarem de aproximadamente 170 mil euros para 219 mil euros em média. Por outro lado, os terrenos passaram de um valor médio de 112 mil euros em 2022 para 83 mil euros em 2023 (-26%). Os dados mostram ainda que são os apartamentos T2 (+20%), T0 (+25%) e T1 (+23%) que registam maior subida de preços. Na ponta oposta encontram-se os apartamentos T4 cuja subida foi apenas de 1%. Em relação aos concelhos do Arquipélago, o Funchal (+24%), Ponta do Sol (+56%) e Santa Cruz (+15%) evidenciam crescimento dos preços. Por outro lado, registam-se quebras na Calheta (-52%), Santana (-52%) e Câmara de Lobos (-32%).

Despesa do Estado com medicamentos não para de aumentar

Foram mais de 1.800 milhões de euros no ano passado. Os fármacos para o cancro lideram, devido aos custos relacionados com inovação. O medicamento da diabetes, desviado para a obesidade, também faz disparar a despesa.