segunda-feira, fevereiro 11, 2019

Nota: e a violência doméstica que ninguém vê?

E o que dizer daquela violência doméstica, pior que todas as outras, a violência doméstica silenciosa, que cresce todos os dias no recato da intimidade, que vai aumentando o grau de agressividade, que se torna cada vez mais violenta, mas que ninguém sabe, porque no nosso país os vizinhos mesmo que saibam estão obrigados a calar-se e a nada saber? Essa é a violência pior, a que ninguém vê ou ouve, a que ninguém fala, nem mesmo as vítimas, por temerem retaliações ou a condenação social sempre vesga quando se trata de ajuizar sobre casos destes. E ainda há quem se espante - a dimensão da hipocrisia social é deveras misteriosa... - que sempre que os meios de comunicação social pedem às pessoas que se pronunciem sobre qualquer autor de um acto criminoso dessa natureza, ou de outra ainda bem pior, todos os entrevistados garantem a pés juntos que "era boa pessoa", que "nunca pensaram que ele pudesse fazer o que fez", que era uma "simpatia de homem ou rapaz", que "falava com todos, ria-se", que "até tomava café todos os dias aqui sentado", etc, etc. O costume, a idiotice de sempre, a hipocrisia de quem na realidade, se sabia do que se passava, fechou sempre os olhos por medo e por querer manter-se bem distante. O problema é que há dois mundos separados pela ténue fronteira da privacidade, pelos limites naturais de um agregado que não conseguir dissipar que existe o mundo real, cá fora, à vista de todos, e o reverso da moeda, o tal mundo sobre o qual ninguém quer saber nada porque, diz o ditado, com séculos de vigência, ninguém deve meter o nariz na casa do vizinho ou simplesmente porque na conversa entre marido e mulher ninguém mete a colher. Pois é, até acontecer a catástrofe como a do Seixal num país onde em escassos dois meses são já mais as vítimas de violência doméstica do que aquelas que que foram registadas em todo o ano passado. Pensem nisso, por favor! (LFM)

Nota: a violência doméstica entre o "espectáculo" mediático e o drama real

Violência doméstica! Para a direita e para a esquerda. Basta que um caso dramático ocorra e que seja mediatizado e vão todos a correr atrás do tema e dos prejuízos. E depois, o que fica desse blá-blá-blá? O que fica de concreto, o que muda na realidade, no quotidiano, no sofrimento das mulheres que são as principais vítimas desse fenómeno social cada vez mais agressivo, descontrolado, doentio e violento? Nada, tudo continua na mesma. O blá-blá-blá nas televisões, o tempo perdido nos jornais, nada resolve. Tudo somado, nada resolve. Porquê? Porque é a justiça quem tem que ter a palavra, é a lei que tem que ajudar as vítimas e ser muito mais punitiva, exemplarmente mais punitiva, para com os agressores. Somos todos nós que temos que mudar, enquanto sociedade organizada, com valores, regras e princípios, uma sociedade que tem o dever de ser menos tolerante e de se calar menos perante o que vê ou ouve à sua volta, sendo mais activa, reagindo, em vez de optar pelo silêncio e pela passividade. Se esta mudança de mentalidade e de atitude existir, se as pessoas se consciencializarem que só o colectivo ajuda cada uma das suas partes, ainda podemos pensar em mudança.  Caso contrário, depois do blá-blá-blá do costume segue-se o silêncio, e caímos todos na hipocrisia colectiva de ignorar a realidade, esperando calmamente até que nova agressão e  novas vítimas comecem a encher as páginas de jornais ou os telejornais das televisões. E tudo volta a ser como antes, num círculo vicioso que se repete sempre e quando há sangue derramado. Porque há meios de comunicação para os quais tratar um assunto sério e dramático como este, mais do que ter subjacente a lógica de despertar consciências e impor uma adequada pedagogia social, apostam apenas no sensacionalismo levado ao extremo, porque só lhes importam as audiências, as vendas ou as disputas de shares, porque as receitas da publicidade vivem disso e seguem esses indicadores. O resto é a farsa do costume que ninguém tem a coragem de reconhecer, denunciar e mudar.Pensem nisso (LFM)

Venezuela: Guaidó apela para que militares deixem entrar ajuda humanitária

Na Venezuela a ajuda humanitária continua às portas do país e a ser barrada pelos militares. É, por isso, o principal foco de tensão. Juan Guaidó fez mais um apelo aos militares para que deixem entrar a ajuda enviada pelos Estados Unidos e também a todos os venezuelanos que ajudem como podem.

Santana acusa Governo de "cerco" à Madeira para "favorecer PS" nas eleições

Santana Lopes acusou a esquerda de discriminar alguns portugueses e deixou recados ao Presidente para intervir mais. O antigo primeiro-ministro acusou ainda o Governo de fazer um "cerco" à Madeira para favorecer o PS nas eleições. O líder do Aliança encerrou o primeiro congresso do novo partido a defender um sistema de saúde, baseado em seguros privados.

Centenas de venezuelanos manifestam-se pela entrada de ajuda humanitária

Do lado colombiano da fronteira, centenas de manifestantes pedem a Maduro que permita entrada de ajuda no país.

domingo, fevereiro 10, 2019

Nota: ainda não perceberam a geringonçada parlamentar?

Apesar de tudo o que se passou na Assembleia da  República, em 2015, com a formação do novo governo da geringonça, parece-me que por cá, infelizmente, continuam a vaguear uns otários - repito, uns otários - que apesar de dormirem e acordarem a pensar em "sondagens" (entre aspas), não conseguem perceber que em vez de se borrifarem para percentagens e meterem no... essas tretas dos votos, devem preocupar-se com os mandatos, porque é deles que depois dependem os governos e as maiorias parlamentares. Se alguma vez me conseguirem uma sondagem que me dê projecções possíveis de mandatos e garanta um retrato plausível do parlamento, nesse caso, em vez de gastarem papel e  chatearem as pessoas com deambulações idiotas, terão a minha atenção.
Lembramos o que se passou Assembleia da República em 2015:
  • Coligação PSD-CDS, 102 deputados (PSD, 84 e CDS, 18)
  • PS, 86
  • Bloco de Esquerda, 19
  • PCP, 17 (15 do PCP e 2 deputados dos Verdes)
  • PSD (Madeira e Açores), 5
  • PAN, 1 deputado

A maioria da geringonça (PS-BE-PCP), foi concretizada depois de negociações tripartidas, e de terem sido garantidos os 122 mandatos do total de 230 deputados eleitos (maioria absoluta é conseguida com 115 + 1 deputados). A coligação PSD-CDS que foi a mais votada nas urnas com 36,9% dos votos a que se juntaram mais cerca de 2% dos votos nas ilhas dos dois partidos separadamente)
Repito, parece-me que há uns iluminados que ainda não perceberam que a geringonça abriu, em termos parlamentares, numa nova era na política portuguesa, pulverizando tudo o que até então era tido por "politicamente correto", na medida em que ganhar eleições sem uma maioria de mandatos (sozinho ou em coligação com parceiros ideologicamente próximos), abre portas a que, apesar de serem os mais votados, sejam escorraçados da governação. Metam isto na cabeça:  deixem as "sondagens" para outros e não se incomodem que certas hostes partidárias façam as festanças e comemorações antecipadas que bem entenderem. (LFM)

Nota: o PSD-M e as patetices das sondagens idiotas

O PSD-M fez sondagem aos militantes sobre as europeias? Fez foi uma treta. Isto nada tem a ver com a Cláudia Aguiar (uma alternativa a ela só se for eleitoral e politicamente mais forte) ou com quem quer que seja que vá na lista nacional do PSD. Tem a ver com a seriedade que se exige em política e com a denúncia de quem insiste em andar a inventar tontices para manipular e enganar as pessoas. Já fizeram isso nas autárquicas quando as decisões foram tomadas nas mesas dos café ou em repastos restritos bem regados. E depois quando veio a hecatombe eleitoral não houve culpados. Os elos mais fracos acabaram por ser as vítimas e não quem lhes impôs candidatos ou dividiu o partido com escolhas que nunca deviam ter acontecido. Nem inventando sondagens que nunca existiram, falo de sondagens sérias.
Por isso, e depois de ter voltado a ler algures, que foram feitas sondagens sobre as europeias, então pergunto: quando se seguem as sondagens - e quem coloca os nomes na lista sobre os quais as pessoas se pronunciam e como são escolhidos esses nomes? - quer para a lista de deputados à Assembleia da República, quer para a lista para as eleições regionais? Deixem-se de espertezas saloias e concentrem-se na seriedade que o último Congresso Regional exigiu. Se os militantes e simpatizantes não forem manipulados não há problema nenhum. Há que mobilizá-los, apenas isso. Como nota final: se fizeram essas sondagens de merda porque razão um militante com quotas pagas não foi contactado? Não me lixem. Sejam sérios. Acabem com malabarismos e amadorismos. Já irrita esta treta de tratar os militantes e simpatizantes como saloios.

Dez camiões de ajuda humanitária continuam parados na fronteira da Venezuela

Maduro mantém proibição de entrada de ajuda humanitária no país.

Indústria petrolífera venezuelana em queda livre


Injeção de capital no Novo Banco pode ultrapassar mil milhões de euros


Venezuela bloqueia fronteira para impedir entrada de ajuda humanitária

A ajuda humanitária dos Estados Unidos para a Venezuela permanece retida na Colômbia. Apoiantes de Nicolás Maduro e militares estão a bloquear a fronteira e alegam que a ajuda é "um cavalo de Tróia" que põe em causa a soberania nacional.

Estarreja abre gabinete de apoio a luso-venezuelanos de regresso ao país

O distrito de Aveiro é, depois da Madeira, a região que tem recebido mais venezuelanos e luso-descendentes.

Ajuda humanitária: Guaidó admite apelar à intervenção estrangeira

Juan Guaidó admite apelar a uma intervenção militar estrangeira mas, segundo diz, apenas em último recurso e eventualmente em ligação com o tema da ajuda humanitária. O autoproclamado presidente venezuelano diz que pediu aos militares que deixem entrar a ajuda humanitária e que consideraria uma desumanidade que estes não o façam.

IPMA vai registar fenómenos de turbulência no aeroporto da Madeira

Os ventos fortes afetam praticamente um em cada 10 voos.

Guaidó diz que só uma mudança de regime pode garantir segurança

O auto-proclamado presidente interino da Venezuela diz que só a mudança de regime pode garantir a segurança da Comunidade Portuguesa naquele país. Guaidó acusou Nicolás Maduro de querer "ir a jogo com o árbitro do lado dele" e promete amnistiar todos os que ajudarem a derrubá-lo e a estabilizar o país.

Guaidó quer apoiantes a formar canal para ajuda entrar na Venezuela

Já o regime de Maduro classifica o comboio de ajuda humanitária que está travado na fronteira com a Colômbia como um cavalo de tróia

Venezuela: "Vendo café e cigarros para manter a minha família"


Venezuela: RTP em Caracas no meio do processo político agitado

O enviado à Venezuela Hélder Silva falou com Juan Guaidó, o auto-proclamado presidente da Venezuela, que disse à RTP que só uma mudança de regime poderá garantir uma transição pacífica no paí

Ajuda humanitária: venezuelanos manifestam-se na fronteira com a Colômbia

Os manifestantes pedem a Nicolás Maduro que deixe entrar a ajuda humanitária no país. Num dos cartazes estava um outro apelo para uma nova concentração na próxima terça-feira. A manifestação vai decorrer junto à ponte onde vários camiões com ajuda humanitária são bloqueados.

Pobreza extrema assaltou o quotidiano das favelas venezuelanas

O relato é de Stuart Ramsay, enviado da Sky News a Caracas.

Venezuela: presos políticos serão pouco menos de um milhar

Uma Organização Não Governamental da Venezuela garante que há 950 presos políticos no país. Entre os detidos estão dezenas de luso descendentes.

Continua a haver juntas de freguesia sem executivo formado

Quase um ano e meio depois das eleições autárquicas, há freguesias que ainda não têm executivo formado. Tudo porque os partidos eleitos não se entenderam. A RTP encontrou uma freguesia que já tem uma dívida de 40 mil euros e onde houve funcionários que tiveram de ser despedidos.

Santa Lopes confirma Aliança nas Regionais 2019 da Madeira

As referências de Santana Lopes à Madeira, feitas no final do congresso da sua Aliança, indiciam que o novo partido vai concorrer - tal como eu já tinha noticiado aqui há várias semanas - às regionais de 2019 na Madeira. Só que das duas uma: ou a Aliança concorre (e apresenta uma lista de candidatos conhecidos, prestigiados e que representem mais-valias eleitorais de facto) para apostada em conseguir um bom resultado - e com a actual lei eleitoral regional, cerca de 2500 votos praticamente garantem um deputado regional por via do apuramento pelo método de Hondt  - ou um cenário marcado por um desastroso desfecho eleitoral poderá afastar o partido de SL de qualquer disputa eleitoral futura na Madeira.
Santana Lopes - e isso são factos - não foi por menos. Reza um take da agência lusa que Santana Lopes "acusou hoje o Governo (central) de fazer um “cerco” à Madeira para “favorecer o PS” nas eleições regionais deste ano, pedindo a “especial atenção” do Presidente da República para esta matéria".
“A frente de esquerda também é injusta e o Governo que [esses partidos] sustentam no modo como lidam com básicas exigências do ‘fair-play’ democrático e do respeito pelos bons princípios do Estado de direito”, criticou Santana Lopes. Para ilustrar a sua acusação à esquerda e ao Governo, o presidente da Aliança aludiu à região autónoma da Madeira, que tem eleições legislativas regionais marcadas para 22 de setembro.
“Como por exemplo no cerco que o atual Governo tem feito à Madeira, procurando favorecer o PS para que ganhe as eleições, sacrificando os interesses das populações às vontades e às aspirações partidárias do partido que está no governo”, argumentou.
Nesta matéria, Santana Lopes considerou que o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, deve estar vigilante. “Permito-me dizer ao senhor Presidente da República, e sei que assim será, que esta matéria exige a sua especial atenção”, alertou".
É provável que SL aposte em força nas eleições regionais da Madeira - lembro que quando confirmei aqui a notícia que a Aliança concorreria às eleições regionais disse também que havia forte possibilidade de duas ou três personalidades ligadas ao PSD-M poderem ser candidatas pelo novo partido abandonando os social-democratas e causando um verdadeiro estrondo político - numa meta de dois ou mais deputados regionais para poder ter um estatuto regimental de grupo parlamentar prerrogativas que um deputado único não têm (LFM)

sexta-feira, fevereiro 08, 2019

Venezuela: Vida dos portugueses na Venezuela está em risco?


Serviços secretos venezuelanos denunciam tentativa de golpe


Ajuda à Venezuela continua bloqueada na fronteira com a Colômbia


5

Mais um blogue: Roberto Almada

Roberto Almada, antigo líder do Bloco de Esquerda da Madeira, e actual deputado regional, um amigo, acaba de lançar-se na blogoesfera com um blog próprio. Boa sorte

Venezuela: Maduro diz que oposição quer impor "à Venezuela um Pinochet"


Venezuela: a ambição presidencial de Corina Machado

Uma das maiores opositoras de Nicolás Maduro diz que será candidata às eleições presidenciais na Venezuela. Maria Corina Machado é uma das líderes das manifestações em Caracas. Corina está proibida pela justiça de sair da Venezuela. Concedeu agora uma entrevista exclusiva aos enviados da RTP a Caracas, David Araújo e Hélder Silva.

Venezuela: Portugueses preocupados com ameaças do número 2 do regime chavista


Vida dos portugueses na Venezuela está em risco, diz braço direito de Maduro. O número dois do regime de Nicolás Maduro disse que Espanha, Portugal e Alemanha estão a colocar em risco a vida dos seus cidadãos nacionais que vivem na Venezuela ao apelarem, segundo ele, a uma intervenção militar no país. Diosdado Cabello avisou Madrid, Lisboa e Berlim para as consequências.

Nota: JCS em São Bento seria uma mais-valia para a RAM

Muito sinceramente, eu penso que João Cunha e Silva seria um óptimo contributo para a Madeira (e para o PSD-M) como deputado na Assembleia da República. Não sei o que ele pensa, nem sequer sei se estaria disposto a isso porque nunca falei com ele sobre tal cenário.
Continuo a afirmar que um dos grandes problemas da RAM nos últimos anos, no seu relacionamento do o poder geringonçado  em Lisboa, resultou do facto de terem deixado de existir pontes políticas que garantissem canais de diálogo e de contacto, mesmo que discretos - há coisas, muitas, que não precisa de ser mediatizadas - entre o Funchal e Lisboa, sem partidarites agudas e sem o envolvimento de uns tantos conhecidos pára-quedistas que só complicaram e nada resolveram. Durante alguns anos, embora a realidade política seja hoje diferente, isso existiu independentemente das cores partidárias dos vários governos centrais em Lisboa. Mesmo quando as relações se radicalizaram entre as duas partes, nos partidos tentou-se sempre aproximar o que parecia distante e nesse contexto, foram encontradas em inúmeras ocasiões entendimentos que depois viabilizaram acordos.
O que se passou com a eventual candidatura às europeias - JCS foi sempre um apoiante de Rui Rio, de quem é amigo pessoal desde os tempos da JSD - foi um episódio que teve muito a ver com  as notícias publicadas que indiciavam uma certa "imposição" daquela candidatura por parte de Lisboa. Contudo, desconfio que o que incomodou JCS - e só quem o conhece bem sabe porque motivo não foi até mais longe... - foram os resultados para a liderança da mesa do congresso e do conselho regional do PSD-M, e a preocupação que algumas "bocas-de-sapo" das elites agora no poder tiverem em fazer chegar às redes sociais, aos blogues ou aos jornalistas, através de mensagens, "recomendações" chamando a atenção para esses resultados (como e eles servissem para alguma coisa), concretamente para o facto da lista de JCS ter sido a menos votada, comparando com as demais eleições - Conselho Regional e Conselho de Jurisdição. É por tudo isto, por causa destes jogos nojentos de bastidores, e destas safadices motivadas pelo tal ajuste de contas que determinados idiotas ainda alimentam desde 2014, que eu nem votei apesar de ter sido um efémero delegado do Congresso do PSD-M.
Outro nome que poderia ser ponderado - se realmente o PSD-M quer recuperar de tudo o que perdeu em 2015, desde o mandato a muitos votos - seria o de Francisco Santos, ex-secretário regional e actual responsável pelo gabinete de estudos do PSD-M. Pensem nisso (LFM)

Nota: AJJ devia integrar a lista do PSD para as europeias

Eu acho que Alberto  João Jardim devia integrar a lista nacional do PSD nacional às europeias de Maio. Por uma razão muito simples - salvo se existam razões maiores, pessoais, que o tenham levado a uma recusa peremptória: A Europa vive hoje uma profunda transformação interna e neste processo de mudança  faltam vozes experimentadas e conhecedoras do fenómeno europeu que defendam interesses específicos. O lobbing - que como é sabido está devidamente autorizado nos corredores da UE - tem virado as prioridades europeias para outros horizontes, sacrificando algumas bandeira que mobilizavam as pessoas. A Europa das Regiões, pelo menos é essa a minha opinião e dela não abdico, perdeu muito terreno, perdeu força, perdeu persistência, perdeu impacto e perdeu o respeito que Bruxelas devia ter em relação às regiões mas que aos pouco tem vindo a perder-se em discussões federalistas, muito centralizadas no poder dos vários eixos europeus, nos seus interesses económicos, nos seus egoísmos, etc.
Mais do que o impacto político - porque AJJ acabaria por dar também estabilidade eleitoral ao PSD-Madeira, importante neste ano e nesta fase - acho que a candidatura do ex-Presidente do Governo, e profundo conhecedor do fenómeno europeu a todos os níveis, mas sobretudo o fenómeno da afirmação das regiões no contexto europeu, seria a pessoa certa e mais indicada neste momento periclitante em que a Europa luta pela sua própria sobrevivência e as regiões procuram recuperar a visibilidade e o protagonismo que claramente deixaram de ter. Eu sei que AJJ já colocou de parte qualquer candidatura, e por isso esta minha opinião não terá qualquer influência. Mas mesmo divergente - será apenas mais uma - esta minha opinião é sobretudo também um apelo para reflexão, pelo menos mais um contributo para se inverter uma perigosa tendência eleitoral surgida na RAM nos resultados das europeias de 2014, os piores de sempre. No fundo Rui Vieira (CDS), Mário Soares (PS) não fizeram isso mesmo, aceitaram o desafio e arriscaram a candidatura? (LFM)

quinta-feira, fevereiro 07, 2019

Os contratos por ajuste direto da Câmara do Seixal com boys


A Câmara Municipal do Seixal fez ajustes diretos no valor de quase 800 mil euros, a cinco militantes do partido. Ex-autarcas e ex-candidatos de listas do PCP, que perderam câmaras comunistas nas últimas eleições autárquicas, foram assim beneficiados com contratos milionários adjudicados pela autarquia do Seixal. E, apesar de ser uma das câmaras mais endividadas do país, foram comprados dois carros de luxo que custaram mais de 100 mil euros, entre os quais uma viatura tipo escritório. Uma reportagem de Ana Leal e André Carvalho Ramos, imagem de Romeu Carvalho, Nuno Quá e Nuno Assunção, edição de imagem de João Pedro Ferreira e grafismo de Vítor Magano.

Venezuela: Presidente da Assembleia Nacional Constituinte ameaçou emigrantes portugueses

O Presidente da Assembleia Constituinte venezuelana ameaçou os portugueses que vivem na Venezuela. Diosdado Cabello é alinhado com Nicolás Maduro e avisou que Portugal colocou os seus emigrantes em perigo quando apoiou Juan Guaidó. Lisboa respondeu e o ministro português dos Negócios Estrangeiros acusou Maduro de estar em negação depois de o regime venezuelano ter bloqueado a entrada de ajuda humanitária.

Observador: Rebobinámos a cassete que Maduro usou nestes seis anos


Venezuela: Maduro bloquea la entrada de ayuda humanitaria


Manipulação de Maduro: Cheia 'de ponta a ponta' Vídeos questionam adesão a marcha por Maduro


Venezuela: luta de Osvaldo para salvar a filha comoveu os portugueses

A reportagem realizada na quarta-feira pelos enviados especiais da TVI ilustrava a angústia de um pai sem acesso a antibióticos para salvar a vida da filha. A peça foi emitida no Jornal das 8 e gerou uma resposta de solidariedade. Diversas pessoas e entidades contactaram a TVI para saber como ajudar esta família.

Dolores Aveiro tem um novo negócio

Mãe do internacional português Cristiano Ronaldo lançou uma marca de vinhos.

Farmácias venezuelanas de prateleiras vazias

A ajuda humanitária que está retida na fronteira entre a Venezuela e a Colômbia inclui alguns medicamentos. Um bem que, neste momento, na Venezuela, pode fazer a diferença entre a vida e a morte. A reportagem dos enviados especiais da TVI à Venezuela, Judite Sousa e Pedro Batista.

Condições precárias do sistema de saúde deixam milhares de venezuelanos em risco

Com capacidade para 12 mil doentes, um dos maiores hospitais do país está a tratar menos de 200 face à escassez de material.

Juan Guaidó acusa Maduro de tentar dividir a Venezuela

Numa iniciativa que decorreu numa universidade de Caracas, o autoproclamado presidente interino da Venezuela salientou que estão em curso nas redes sociais manobras para dispersar o processo de democratização. Juan Guaidó pediu o apoio de todos para reconstruir o país, ao intervir numa iniciativa que decorreu numa universidade da capital venezuelana, Caracas.

Venezuela: Portugueses assaltados após reconhecimento de Guaidó

Os donos do restaurante não acreditam que seja uma represália pela posição portuguesa, mas acusam o braço armado do regime. Este foi o primeiro assalto desde que o estabelecimento abriu, há 38 anos. A reportagem é dos enviados especiais da RTP, Hélder Silva e David Araújo

Guaidó pede a militares que deixem chegar ajuda à Venezuela

Presidente interino pede aos militares que deixem passar ajuda humanitária para o país que está na fronteira com a Colômbia.

TVI em Caracas: português desesperado com filha doente

Osvaldo Pestana precisa de ajuda urgente. A filha corre perigo de vida, está internada numa clínica privada, mas o pai não tem dinheiro para pagar. A reportagem é da equipa da TVI na Venezuela, Judite Sousa e Pedro Batista.

Hiperinflação leva milhares de venezuelanos a comprar produtos na Colômbia

A escassez e o preço de alguns produtos têm levado os venezuelanos a procurar produtos básicos no país vizinho.

Juan Guaidó e Parlamento venezuelano rejeitam diálogo com Maduro

Nicolás Maduro tem mostrado interesse numa possível intervenção estrangeira para mediar as conversações.

Falta de medicamentos na Venezuela levou à morte de portugueses com cancro

A Associação de Médicos Luso-Venezuelanos anunciou que a falta de medicamentos na Venezuela provocou a morte de 35 portugueses com cancro. O Governo apoiou no ano passado a criação de uma rede de médicos para ajudar os portugueses mais carenciados, mas esses apoios não chegaram e a rede está quase falida.

Venezuela: Braço-de-ferro humanitário entre Guaidó e Maduro

Está em marcha o plano do presidente interino Juan Guaidó de ajuda humanitária internacional para a Venezuela, mas o braço-de-ferro com o presidente eleito Nicolás Maduro ameaça bloquear a entrada no país de alimentos e medicamentos. O sucessor de Hugo Chavez desconfia que a ajuda humanitária internacional seja apenas uma capa para uma intervenção militar estrangeira no país, uma opção que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já admitiu ser possível. O líder da Assembleia Nacional e agora autoproclamado chefe de Estado interino, reconhecido inclusive pela maior parte da União Europeia, insistiu na urgência da ajuda, alega haver 300 mil pessoas em perigo de vida e apelou aos militares venezuelanos para se afastarem de Maduro e se colocarem "ao lado da Constituição." "Se queremos construir o futuro, agora é o momento. Já o dissemos clara e diretamente às forças armadas. Sempre que tenho oportunidade, digo-lhes diretamente, com respeito e firmeza, porque é cada vez mais urgente a participação deles", expressou Juan Guaidó, após uma reunião na Fedecámaras (Federação de Câmaras e Associações de Comércio e Produção da Venezuela), onde debateu com empresários os primeiros passos para "pôr fim à usurpação e começar o governo de transição." Três pontos de recolha Guaidó pretende que a recolha de ajuda decorra na cidade fronteiriça colombiana de Cúcuta, na brasileira Boavista e ainda num terceiro posto numa ilha das Caraíbas. Os Estados Unidos, históricos opositores do "chavismo" e dos primeiros a reconhecer Guaidó como presidente interino, já enviaram alimentos e medicamentos para a Colômbia, cuja fronteira estará a ser controlada por militares fiéis a Maduro. Guaidó espera começar a entregar a ajuda humanitária ainda esta semana, com prioridade para os mais necessitados, esperando fazer chegar os medicamentos e os alimentos a cerca de 20 mil venezuelanos e a pelo menos cinco hospitais. "Este é um problema humanitário", sublinhou Guaidó numa entrevista à emissora colombiana Blu Radio.

Nota: Londres quer manipular a Europa e sair "vencedora" do Brexit

Eu olho para esta polémica toda em torno do Brexit - e ressalvando que a Europa pode ser confrontada com um caos de  consequências imprevisíveis, sobretudo económicas, se não houver entendimento com Londres  - e há questões que devem ser colocadas, gostem ou não de ouvi-las, e respondam ou não a elas:
- é ou não verdade que a Inglaterra não esteve sempre com um pé dentro e um pé fora da UE?
- é ou não verdade que  Inglaterra não fazia parte dos países abrangidos pelo acordo Schengen - na altura a "culpa" foi para a violência na Irlanda do Norte e o IRA?
- é ou não verdade que a Inglaterra nunca fez parte da zona euro porque agarrou-se com toda a cagança à libra e tentou justificar essa ausência alegando que a sua moeda era a moeda de referência em muitos países da Commonwealth, como se isso fosse motivo plausível?
- é ou não verdade que a Inglaterra contestava a dimensão das suas contribuições para o orçamento da UE mas escondeu que recebia milhares de milhões de euros para o sector agrícola nacional? Todos os anos, os agricultores britânicos recebiam cerca de quase 5 mil milhões de euros em subsídios europeus.
- é ou não verdade que em Agosto de 2016, o ministro das Finanças britânico, Philip Hammond, afirmou claramente que "se deixarmos de fazer contribuições para a União Europeia, haverá dinheiro disponível para investir na nossa própria economia"?
- é ou não verdade que o referendo sobre o Brexit foi organizado por Londres e que não foi a UE nem nenhum país da UE a sugerir a sua realização?
- é ou não verdade que, mais do que os temas económicos foi a onda de refugiados surgida nos últimos anos, e com maior intensidade e envolvendo milhares de pessoas oriundas de países árabes em conflito e países africanos mais pobres, e a posição da Europa relativamente ao tema, foi determinante para o clima de receio e especulação que se instalou na Inglaterra e acabou por influenciar a opção pelo referendo?
- é ou não verdade que Londres está a querer sair da UE como ganhadora do Brexit, quando sabe que o "crime não pode compensar", porque se assim fosse outros países europeus provavelmente abandonariam o espaço europeu? (LFM)

Nota: Escórcio foi saneado pelo PS-M que se vingou de quem nunca esteve com esta golpada de assalto ao poder

Eu detesto esta coisa do "politicamente correcto" na política e mais ainda os "paninhos quentes" que alguns, muitos, usam para atenuar ou disfarçar a realidade. Não alinho nessa postura. Por isso vou dizer o que eu penso de um facto político recente, ocorrido neste estranho PS-M, e envolvendo uma pessoa que conheço há muitos anos e em relação à qual duvido que exista algum pato-bravo na corte dirigente actual do PS-Madeira que tenha autoridade moral para lhe apontar o dedo seja em que for, e no que à política e coerência ideológica diz respeito: 
a) André Escórcio foi expulso do PS-Madeira por decisão tomada pelo PS em Lisboa, na sequência de uma safadeza do PS-Madeira;
b) a reboque de uma atitude pessoal de AE, depois do escândalo "youtubiano", vergonhoso e que tem que ser colocado na agenda, quando em política se exige autoridade moral e ética e respeito por valores e princípios, envolvendo um deputado e dirigente do PS-Madeira, que devia ter tido a dignidade de resolver imediatamente o assunto na altura própria, a nomenclatura deste PS que ganhou por 100 votos a liderança e fala de unidade interna, vingou-se de AE;
c) a golpada do PS-M de Câmara e Cafofo (ainda não percebi como mas talvez um dia eu encontre inteligência para perceber como um não filiado dá ordens no partido que usa para os seus propósitos e condiciona a agenda do partido do qual não faz parte mas anda a reboque) resulta do facto de Escórcio ter estado sempre contra a golpada de Emanuel Câmara e de Paulo Cafofo no PS-Madeira (e os bastidores desta golpada explicam muita coisa que a opinião pública reclama não perceber, nomeadamente a "força" política de alguns protagonistas...);
- a expulsão de AE - e recomendo ao Secretário-Geral do PS-M, que ainda tem muito para aprender apesar do espaço mediático que consegue pela multiplicidade de tachos que exerce, e que trate as pessoas com o respeito que elas merecem e que use sempre a verdade e não recorra a malabarismos linguísticos para esconder a verdade e "fundamentar" a mentira - constitui uma vingança pelo facto de ter criticado o deputado e a vergonha em que o mesmo se envolveu, um lamentável atentado à dignidade do próprio e de quem teve oportunidade de assistir aquele momento verdadeiramente hardcore.
Não sei se este processo termina aqui, não sei mesmo se o PS mais profundo que não votou em Câmara e neste estranho modelo de submissão de um partido  a uma pessoa que ainda por cima vai sofrer uma enorme desilusão (e falaremos a seu tempo), vai esquecer o assunto e passar uma esponja em tudo porque se passou nomeadamente as causas desta expulsão forçada solicitada pelo PS-Madeira ao  PS-Lisboa.
Aliás acho estranho que o PS-Madeira não tenha pedido com a mesma celeridade que estrutura jurisdicional do partido em  Lisboa se pronunciasse sobre a vergonha envolvendo um seu deputado regional, dualidade de critérios que mostra bem a libertinagem e a ausência de valores e de ética que predominam, resta saber até quando, neste PS e que não me espanta nada (LFM)

quarta-feira, fevereiro 06, 2019

Governo e bastonária da Ordem dos Enfermeiros em conflito

O Executivo admite recorrer à requisição civil com base na violação dos serviços mínimos decretados pelo tribunal arbitral para esta greve cirúrgica. O Governo pondera apresentar queixa contra a bastonária da ordem dos Enfermeiros. Em entrevista à SIC, o primeiro-ministro deixou ainda claro que é intenção do Governo recorrer à requisição civil com base na violação dos serviços mínimos decretados pelo tribunal arbitral para esta greve cirúrgica. A SIC sabe que há relatórios clínicos a comprovar que os enfermeiros não estão a cumprir o número mínimo de cirurgias.

Papa reconhece abusos sexuais contra freiras por padres e bispos

Pela primeira vez, o papa reconheceu crimes de abusos sexuais contra freiras por parte de padres e bispos. Francisco refere que, apesar de não ser novo, o problema persiste e garante que a Igreja está a tomar medidas para acabar com estes casos.

Venezuela: Guaidó vai avaliar possibilidade de afastar Embaixador em Lisboa

O autoproclamado Presidente interino da Venezuela garante que, no momento oportuno, a Assembleia Nacional vai averiguar quem foram os responsáveis pela tentativa de transferência de 1200 milhões de dólares de contas em Portugal para bancos do Uruguai. Questionado pelo enviado da RTP, Juan Guaidó disse também que a Assembleia Nacional tem as competências e apoios necessários para promover a mudança de que a Venezuela precisa. O presidente interino diz que irá avaliar, no momento indicado, o afastamento do atual Embaixador venezuelano em Portugal.

Luso-venezuelanos depositam esperança no apoio internacional a Juan Guaidó

Acreditam que é a última oportunidade para uma transição pacífica na Venezuela.  Luso-venezuelanos a residir na Madeira colocam todas as esperanças no apoio internacional a Juan Guaidó. Acreditam que é a última oportunidade para uma transição pacífica na Venezuela, o país a onde esperam voltar um dia.

Venezuela: Assembleia Nacional acusa embaixador de tentar transferir fundos para o Uruguai

O presidente da Comissão Parlamentar de Finanças da Venezuela garantiu à RTP que a transferência de quase 1,2 mil milhões de euros de contas em Portugal para bancos uruguaios não chegou a ser realizada e agradeceu a ajuda portuguesa na travagem desta tentativa de movimentação. Carlos Paparoni declarou que a comissão iniciou, na segunda-feira, o trabalho de "proteger os ativos" para que estes não pudessem ser transferidos para paraísos fiscais. A ordem de transferência foi dada por um responsável da petrolífera estatal, mas o Novo Banco travou o fluxo de dinheiro. Paparoni esclareceu ainda que este dinheiro pertence ao Estado venezuelano. "São fundos adstritos ao Bandes, que é o Banco do Desenvolvimento Económico e Social da Venezuela", explicou. Saudou ainda a colaboração prestada por Portugal para travar esta movimentação e agradeceu que o país tenha reconhecido a presidência interina de Juan Guaidó.

Venezuela: Pelo menos 35 portugueses com cancro morreram por falta de medicamentos

A Associação de Médicos Luso-Venezuelanos garante que, nos últimos meses, pelo menos 35 portugueses com doença oncológica morreram por falta de medicamentos na Venezuela. No ano passado, o Governo apoiou a criação de uma rede de médicos para ajudar os portugueses mais carenciados, mas os apoios não chegaram e a rede está praticamente falida, como apuraram os enviados da RTP, Hélder Silva e David Araújo.

Venezuela: Guaidó acusa Maduro de preparar farsa

Em declarações aos enviados da RTP, o autoproclamado presidente interino da Venezuela garantiu que não tem receio de que a Assembleia Nacional seja dissolvida. Em declarações aos enviados da RTP a Caracas, o autoproclamado presidente interino da Venezuela garantiu que não tem receio de que a Assembleia Nacional seja dissolvida.

Venezuela: Guaidó recusa mediação do papa sugerida por Maduro

Os dois presidentes da Venezuela continuam a seguir caminhos separados, sem sinais de que possa haver uma solução negociada para o país.

Venezuela: Versões sobre movimentação de fundos divergem

O presidente da Comissão de Finanças da Assembleia Nacional garante que houve tentativa de movimentação de 1200 milhões de dólares para bancos do Uruguai de fundos venezuelanos que estão em contas do Novo Banco. A informação foi confirmada aos enviados da RTP a Caracas, mas é desmentida pela embaixada da Venezuela em Portugal.

Venezuela: Portugueses com cancro morrem sem medicamentos

A Associação de Médicos Luso-Venezuelanos garante que, nos últimos meses, pelo menos 35 portugueses com doença oncológica morreram por falta de medicamentos na Venezuela. No ano passado, o Governo apoiou a criação de uma rede de médicos para ajudar os portugueses mais carenciados, mas os apoios não chegaram e a rede está praticamente falida, como apuraram os enviados da RTP, Hélder Silva e David Araújo

Precários da RTP: Direita critica Governo, BE aponta à Administração da RTP

Os partidos de direita criticam o Governo e a forma como está a ser conduzido o processo de regularização de precários da RTP. Os sindicatos foram ouvidos no Parlamento, onde o Bloco de Esquerda acusou a administração da empresa de estar a bloquear a integração de trabalhadores.

Venezuela: Rede de médicos para ajudar cidadãos lusos está quase falida

O secretário de Estado das Comunidades esclareceu que a Associação de Médicos Luso Venezuelanos não se recandidatou aos fundos atribuídos pelo Estado português. Em entrevista à RTP3, José Luís Carneiro explicou que houve recusa em cumprir os critérios de transparência nas contas.

Centenas de farmácias em risco de falência no interior do país

Quase um quarto das farmácias da rede portuguesa estão a enfrentar dificuldades. Por isso, a ANF vai lançar uma petição: "Salvar as farmácias, cumprir o Serviço Nacional de Saúde".

Nota: será que Costa e a geringonça nos tomam a todos por idiotas com caras de burros?

António Costa comprometeu-se em entrevista à SIC-Notícias, a inscrever no programa de estabilidade a promessa de aumentos na função pública em 2020. Costa admitiu também que a função pública só vai ser aumentada depois das eleições.
Eu não sei de Costa nos toma a todos por parvos e se os "paridores" do discurso político do chefe da geringonça acham que os eleitores, no fundo os consumidores das tretas que são ditas pelo poder, são parvos, mentecaptos e acreditam em tudo. Desconfio que vão ter uma enorme surpresa em devido tempo. Porque os milhares de funcionários públicos, que este ano tiveram apenas a esmola orçamental de 50 milhões de euros para ridículos aumentos salariais, viram ao mesmo tempo o mesmo orçamento de estado da geringonça, tão austero para com eles, reservar quase 1000 milhões para a banca e tapar os buracos deixados pelos bandidos e gatunos de colarinho branco que por lá andaram e a justiça não consegue mandar para a cadeia depois do rasto de chulanço e corrupção que deixaram numa banca quase falida, ou mesmo falida.
Tenho pena do povo que acha que estes geringonços são diferentes de outros geringonços do tempo da troika e dos geringonços que antes deles, no socratismo, deram cabo desta merda toda, faliram o pais e trouxeram esses chulos da troika para Portugal e com ela a austeridade e demais patifarias de todos conhecidas e das quais nos lembramos todos.
Finalmente uma convicção: Costa e os "paridores" do seu blá-blá-blá político (nomeadamente para entrevistas televisivas como foi o caso), julgam que os funcionários públicos afectados por aumentos salariais que são uma ofensa à sua dignidade e direitos, não percebem que esta promessa do chefe da geringonça tem tudo a ver com as eleições de Outubro? Por acaso acham que a geringonça socialista - provocando as demais alas geringonçais, quer a  geringonça comunista, quer a geringonça bloqueira - não vai usar esta promessa como uma bandeira eleitoralista, porventura para caçar votos e enganar as pessoas e depois, caso fosse poder, voltar a não cumprir como o tem feito neste mandato, o maior de todos em termos de greves realizadas? (

Nota: o estranho ocaso (?) das companhias aéreas "low-cost"

Confesso a minha estupefacção: durante anos as low-cost eram uma espécie de "paraíso na terra", melhor dizendo, do "oásis" para a indústria da aviação comercial. A proliferação de companhias era mais que muita e até companhias,muitas alegadamente sem garantia de segurança e de confiança, andavam aí pelos ares alugando aviões com muitos anos de utilização, etc. Os preços continuavam a ser o atractivo. O problema é que a aviação comercial europeia - falo dessa porque é ela que nos interessa - vive momentos de alguma  contradição com tudo o que era dito, e basta referir a redução operacional, de muitas companhias low-cost, que hoje se limitam a voos de garantida rentabilidade, e a falência de várias outras, num processo que, no caso da Madeira, pelos impactos tidos, começou pela Monarch, continuou com a Lauda e outras e acabou agora na Germania, numa sequência que esperamos todos não se venha a banalizar ainda mais porque estamos a falar de mais de 300 mil lugares que as empresas, que saíram a linha ou faliram, deixaram de colocar à disposição da Madeira, uma região que vive do turismo e  depende das ligações aéreas.
Curiosamente ainda não vi nenhuma explicação -  plausível, fundamentada e documentalmente comprovada - que justifique este preocupante fenómeno de dificuldades ou de falência em catadupa de low-cost. Ainda esta semana ficamos a conhecer problemas na gigante Ryanair, com prejuízos avultados em vez dos habituais lucros, facto que levou os accionistas da empresa irlandesa a afastarem o fundador da empresa de posições executivas (LFM)

Nota: erros comunicacionais das dirigentes dos enfernmeieros

Não comento as reivindicações dos enfermeiros nesta greve prolongada e que têm sido a causa do braço-de-ferro com governo da geringonça. Não comento porque já me perdi na polémica e na sucessão de reivindicações e nas contradições mais do que óbvias na atitude das duas partes. Contradições - é disso que falo - em termos de procedimentos e de declarações públicas. Mas o que eu vejo, e disso sei do que falo, é que as dirigentes da associação sindica e da ordem dos enfermeiros, cada vez que abrem os queixos dão tiros-nos-pés desnecessários e perigosos, com declarações despropositadas e que em nada ajudam a luta em curso. Ou seja, comunicação zero. E isso é mau. Num cenário destes é coisa que não pode existir. Quanto ao resto eu sei que quando se faz uma greve a ideia é que ela tenha impacto e faça estragos - mas neste caso concreto falamos de um sector com uma altíssima sensibilidade, profissional e humana. Sei que o governo da geringonça, a meses de eleições, não gosta de confrontar-se com uma enorme sequência de greves  na medida em que elas acabam por desmitificar a teoria e o discurso da geringonça, segundo o qual vivemos todos num "paraíso" cor-de-rosa onde tudo é possível.  Até o Centeno hoje veio negar que a classe média portuguesa esteja a pagar mais impostos quando ele é primeiro a saber que isso é verdade.
Um último conselho às dirigentes dos enfermeiros, que não é novidade porque consta dos manuais de comunicação e marketing institucional: quando vamos para uma "guerra" basta que nos preocupemos com essa. Não desviemos nem nos preocupemos com o que se passa noutros locais e com outros protagonistas. Nem despoletemos muitas guerras ao mesmo tempo porque acabamos por não ganhar nenhuma delas e pagar um preço elevado por isso, que só o tempo o mostrará. Registem isso (LFM)

Nota: há coisas que não devem acontecer

E assim se promove a banana da Madeira. Comprada hoje num espaço comercial do Funchal - não o vou identificar por razões óbvias. Mas francamente, ou há cuidado até nestas coisas tão insignificantes de defesa do que é genuinamente nosso e que tem que ter qualidade e apresentação para não desiludir os consumidores, ou então andamos todos por caminhos que de sério nada têm (LFM)

terça-feira, fevereiro 05, 2019

"(Presidente) indirectamente culpou a polícia"

O Presidente MRS surge abraçado ao jovem que agrediu um dos polícias que que foram chamados ao local no dia em que se registaram os confrontos entre moradores e agentes

Nota: o PSD-M já faz "sondagens" internas? Que susto!


Confesso que quando li hoje no digital Funchal Notícias a informação de que o PSD-M tinha realizado uma espécie de "sondagem" interna para tentar saber qual o candidato que reunia melhores condições para integrar a lista ao Parlamento Europeu, apanhei um susto. Fiquei quase como uma galinha a ver um filme de terror, tendo o lobo como protagonista principal. Aterrorizado.
É fácil perceber a minha estupefacção. Estas "sondagens" internas valem zero. Mal seria do PSD-M se não tivesse a certeza - e temo que não tenha mesmo - de que os seus militantes e simpatizantes votariam sempre no partido independentemente dos candidatos. No caso das europeias, temos que relativizar este estranho puzzle, separando a realidade concreta da ficção que é vendida através dos meios de comunicação social. A dada altura confunde-se tudo, inclusivé pressões organizadas e a promoção pessoal.
Por isso, se essa dúvida e esse medo fosse verdadeiro, isso significaria que o partido estava a definhar. Eu ainda acredito nessa fidelidade, apesar de saber que em 2014 o PSD obteve o pior resultado de sempre em eleições europeias e que nesse ano registou também a mais elevada taxa de abstenção de sempre numa região, a  RAM, que era habitualmente daquelas que menos abstencionismo registava.
O meu "terror" resulta essencialmente do facto de me lembrar das "sondagens" e demais idiotices a elas associadas, promovidas (ou alegadamente promovidas?) por ocasião das autárquicas de 2017 e que se revelaram um desastre, tendo sido nalguns casos a causa do caos eleitoral e da derrota (e dispenso-me de falar em nomes e em situações reais). Porque, de facto, não há "sondagem" nenhuma, ninguém vota em ninguém, não há uma consulta séria e que cumpra todos os requisitos. Nem há necessidade pelos motivos apontados. O PSD-M ganha ou perde eleições em função dos votos dos eleitores, não dos seus militantes e simpatizantes que se presume serem seus eleitores. Há um boca-a-boca que obviamente é manipulável por grupos de interesses e pressões organizadas, que retiram qualquer fiabilidade a uma iniciativa desta natureza que até acho que fica mal ao PSD-M, por razões históricas.
Quando se sabe o desastre que foram as autárquicas e particularmente o desastre que foram as escolhas feitas em..."sondagens" desta natureza, percebe-se facilmente que eu tenha ficado arrepiado com a notícia por temer que seja mais do mesmo, não propriamente uma idiotice, mais uma, mas um procedimento que peca absolutamente por falta de verdade e de razoabilidade. E dispensável!
Nesse caso, gostaria de saber, por exemplo, se vamos ter "sondagens" também para definir a composição da lista de candidatos a deputados regionais em Setembro próximo? E se para a elaboração da lista de candidatos a deputados ao parlamento nacional, em Outubro, também teremos outra "sondagem"? Não brinquem por favor com coisas sérias. Concentrem-se  e não repitam erros do passado recente que, repito, foram a causa do desastre eleitoral do PSD-M pelo qual ninguém foi culpado... Valeu? (LFM)

Venezuela, um país que se vai esvaziando

Três milhões de pessoas, segundo a ONU, já deixaram a Venezuela por culpa da crise e Andrea Fonseca vai juntar-se a eles. Esta jovem decidiu deixar o trabalho de empregada de mesa e emigrar para a Argentina. A gota que fez transbordar o copo foi quando se viu obrigada a pedir dinheiro emprestado para comprar medicamentos para a mãe: "Estou muito triste. Não é fácil ir para um país para onde não queremos ir. Deixar a família, a mãe, os amigos, o namorado. Não é fácil", conta a jovem. A migração faz com que, em certos setores, haja uma escassez de mão-de-obra. É o que acontece, por exemplo, com a educação. Um quinto dos professores deixou o país e os que ficaram são obrigados a trabalhar em vários sítios ao mesmo tempo. José Javier Salas é diretor da Escola de Educação da Universidade Católica Andrés Bello e explica: "Há professores que trabalham em três ou quatro sítios, sempre a correr e a saltar de uns para os outros, com um horário que não lhes deixa tempo suficiente para ouvir os alunos, que estão ali e querem ser ouvidos com tempo, com dedicação, com carinho, com esforço". Nelly Pompa, agora, só fala com o filho por videochamada, Miguel foi para a Argentina há três anos. As remessas mandadas por emigrantes como ele são o sustento de milhões de famílias. A saudade é o preço a pagar: "Quando havia encontros de família, era sempre ele o mais alegre, porque é o mais novo. Sinto muito a falta dele. Quando falo disso, começo a chorar. É muito doloroso", conta-nos. Nicolás Maduro já disse que os migrantes fazem parte da campanha para impor uma crise humanitária que justifique uma intervenção estrangeira. "A Colômbia é o principal país de acolhimento para os emigrantes da Venezuela. Há cerca de um milhão a viver no país vizinho. O Equador, o Peru, o Chile, o Brasil e a Argentina receberam dezenas de milhares de Venezuelanos. Muitos atravessaram o Atlântico. A Espanha é o país europeu que acolhe mais venezuelanos, mais de 270 mil", explica Héctor Estepa, enviado especial da Euronews à Venezuela.

Os altos e baixos das relações entre Portugal e Venezuela

Relações políticas, económicas e diplomáticas entre os dois países já tiveram bons e maus momentos. As relações políticas, económicas e diplomáticas entre Portugal e Venezuela já tiveram altos e baixos. No entanto, são muitos os momentos de grande proximidade entre os dois países ao longo dos anos, independentemente de quem estava no poder.

O Facebook é adolescente e os adolescentes estão a afastar-se dele

O Facebook está de parabéns. Faz esta segunda-feira 15 anos. Por um lado, é uma rede social que mudou a forma como todos comunicamos, por outro, arrastou-nos para variadíssimas polémicas, entre elas a venda de dados pessoas para fins publicitários, as notícias falsas e a reserva da vida privada. Apesar dos escândalos, a empresa de Mark Zuckerberg tem batido recordes, tanto ao nível da faturação como ao nível do número de utilizadores, que, ainda assim, se têm tornado, a cada ano, mais velhos. Os mais novos, vão procurando outras redes sociais, por exemplo, o Instagram.

Nota: O PCP-M e os precários da RTP-M

O PCP-Madeira quer uma audição parlamentar - não sei bem com quem - para perceber o que se passa com a integração dos precários na RTP-M e com a verdade das notícias divulgadas sobre este tema por estruturas sindicais, de que a RTP alegadamente terá decidido pela integração no Continente e nos Açores mas que em relação à Madeira nada decidiu, adiando o processo complexo de avaliação de cada candidato a essa integração na empresa.
Eu concordo com estas iniciativas - embora desaconselhe a partidarização dos processos, talvez porque conheço as reacções e os entendimentos do CA da RTP quando confrontado com eles na praça pública. O problema é que estando todo o processo de decisão centralizado em Lisboa, e não tendo a RTP-Madeira, nomeadamente a sua direcção, qualquer poder de decisão, o PCP-M deve ser muito assertivo na forma como pretende que a audição se realize.
De acordo com informações que me foram prestadas - e encontrei, até ao momento, o  silêncio nas duas vezes em que tentei obter do CA a RTP uma explicação plausível para as notícias divulgadas em Janeiro deste ano sobre este tema - a RTP-Madeira tem cerca de 15 trabalhadores que aguardam uma decisão sobre a sua integração na empresa.
Ou seja, muito francamente, e sem colocar em causa as prerrogativas regimentais do PCP-M, acho que esta audição, a ter lugar, deveria ocorrer no âmbito da actividade da Assembleia da  República. Até porque sendo a RTP, uma empresa pública tutelada pelo governo de Lisboa, que é detentor de 100% do seu capital. O parlamento nacional mais depressa consegue pressionar a RTP e exigir um relatório sobre o processo de integração dos deputados do que o Conselho de Opinião da RTP em relação ao qual desconfio - opinião pessoal – que o Conselho de Administração não “morre de amores” nem confia (LFM)

União Europeia fracassa em definir posição comum sobre a Venezuela

A chefe da diplomacia europeia justifica a falta de uma declaração conjunta reconhecendo Juan Guaidó, com as competências atribuídas à União, no que respeita à política externa. Apesar de este papel pertencer aos Estados membros, a Comissão tentou, na semana passada, em Bucareste e hoje, em Bruxelas, produzir uma declaração conjunta dos 28 que desse mais força à pressão política sobre o regime de Nicolás Maduro.Mas, até agora, menos de metade dos membros da União reconheceram Guaidó e há quem se oponha a qualquer declaração política comum.Sem uma posição unânime, a diplomacia europeia tenta relançar o diálogo com a criação de um grupo de contacto internacional, com o objetivo de ajudar a Venezuela a sair da crise. O grupo de contacto tem um mandato de 90 dias, que começam a contar a partir da reunião desta quinta-feira, no Uruguai.

Venezuela impediu entrada do grupo de operações especiais no país

Os oito elementos dois GOE estavam encarregados de reforçar a segurança na embaixada e no consulado de Portugal em Caracas, mas foram impedidos de desembarcar com a bagagem diplomática na qual transportavam armas.

Tasca Caribe, o restaurante português que resiste à crise na Venezuela

Empresas e pequenos negócios de lusodescendentes foram abalados, mas resistem como um dos restaurantes de comida portuguesa mais antigos de Caracas.

Venezuela: polícias portugueses e armamento impedidos de desembarcar

Oito elementos do Grupo de Operações Especiais da PSP desembarcaram ontem com as suas armas no aeroporto de Caracas, em mala diplomática, para protegerem as instalações da Embaixada e do Consulado. As autoridades venezuelanas impediram o desembarque dos oito elementos e do seu armamento. Não pode falar-se de uma retaliação contra o reconhecimento de Guaidó por Portugal, visto que se tratou de um episódio anterior ao reconhecimento, embora já ontem estivesse prevista a decisão hoje anunciada pelo Governo português

Venezuela: Putin empenhado na defesa de Maduro

Em solo venezuelano encontram-se já dois porta-mísseis Tupolev, que eventualmente não terão mísseis nucleares a bordo, mas que mostram a seriedade com que Putin encara a aliança com Maduro. Com todos os meios ao seu dispor, a Rússia continuará a apoiar Maduro, depois de já ter investido largamente no sector petrolífero da Venezuela.Não é de prever que a Rússia se deixe arrastar a um confronto militar, mas fará tudo no plano diplomático para defender esta posição.

A morte suspeita numa empresa do único homem que tinha a password do sistema

Presidente da empresa morreu e só ele sabia a palavra-passe para aceder ao sistema.

Os escândalos que estão a abalar a estrutura do PCP

As adjudicações entre empresas ligadas ao PCP e câmaras controladas pelo partido, despejos de associações com direção comunista, ajustes diretos com familiares de dirigentes. Nas últimas semanas, foram vários os casos que têm causado mal-estar dentro da máquina comunista. O PCP insiste na tese de estar a ser alvo de uma campanha de difamação e calúnia.

Principal hospital de Caracas sem capacidade para prestar os mínimos cuidados de saúde

Os enviados-especiais da TVI à Venezuela, Judite de Sousa e Pedro Batista, visitaram o Hospital Vargas de Caracas. Aquela que é a maior unidade de saúde do país não está a conseguir prestar cuidados médicos dignos à população.

segunda-feira, fevereiro 04, 2019

Juan Guaidó apela à ajuda humanitária na Venezuela

O autoproclamado Presidente interino do país também agradeceu o apoio e reconhecimento por parte da União Europeia.

Nota: a brigada do reumático lusa e a Venezuela

Para que as pessoas percebam bem quando escrevo que uma coisa são os generais e outros militares de aviário promovidos por Maduro (sem falar nos mercenários cubanos a ocuparem lugares de chefia nas forças armadas venezuelanas), os quais sustentam a ditadura (mas não eternamente) graças a um esquema de corrupção e narcotráfico, outra coisa são as estruturas militares intermédias e os soldados, sobretudo o que querem para o seu povo e o que pensam dos regimes totalitários:
A 14 de Março de 1974 realizou-se em São Bento uma "demonstração de lealdade ao regime" protagonizada pelas mais altas patentes das Forças Armadas portuguesas, episódio que ficou conhecido historicamente pelo beija-mão da Brigada do Reumático. Nessa cerimónia o general Leite Brandão (na altura Chefe do Estado-Maior do Exército) garantiu que as Forças Armadas "não fazem política". Este militar e antigo deputado da Assembleia Nacional, entre 1953 e 1957 personificou a cegueira e a hipocrisia da estrutura militar superior que contava "domar" as forças armadas. O 25 de Abril e o PREC estavam a pouco mais de um mês de distância (LFM)

Nota: isto não!

Lamentável mas também acho que os estudantes com origem na Venezuela - e falo sobretudo do que vi em várias Universidades, antes desta leva de regressados - devem ser eles a procurar integrar-se em vez de se isolarem. Espero que não tenha sido esse o caminho que acaba por penalizar estas crianças, transformando-as vítimas de intoleráveis actos xenófobos como se não lhes bastasse tudo o que passaram e as suas famílias. Aliás, não entendo nem aceito certas campanhas idiotas que através das redes sociais são direccionadas contra os nossos compatriotas regressados da Venezuela, como se eles não tivessem sido obrigados a abandonar família, amigos e bens e não estejam à espera - também graças a patéticos exemplos destes e a muita gente idiota que por aí anda a fomentar a xenofobia - do que vai acontecer na Venezuela para voltarem àquele país. Quando não respeitamos os nossos com que moral nos queixamos dos que não respeitam, nos países de acolhimento, os nossos compatriotas obrigados a emigrar mesmo nos dias que correm? Talvez por isso - quem sabe - também tenha familiares obrigados a abandonar a Venezuela mas que escolheram países limítrofes em vez de se atirarem à fogueira da nossa intolerância abjecta (LFM)

Facebook: 15 anos depois, qual o futuro?

Há quem lhe chame "um adolescente com problemas de adulto". O facebook faz 15 anos, 15 anos com muitas 'pedras no sapato' para contar a história. Nos últimos tempos, a rede social viu-se envolvida em tribunais e em várias audiências, onde todos os olhos estavam postos nas políticas criadas por Zuckerberg. Desde a privacidade de dados às acusações de interferência nas eleições norte-americanas. Na audiência de 10 de abril de 2018, na capital dos EUA, Mark Zuckerberg foi ouvido pelo mundo, a admitir os erros cometidos pela plataforma na questão da privacidade de dados. "É claro, agora, que não fizemos o suficiente para impedir que essas ferramentas sejam usadas para o mal também. E falo de notícias falsas, interferência estrangeira em eleições e discursos de ódio, assim como programadores e privacidade de dados." , admitiu "Não tínhamos uma visão suficientemente ampla da nossa responsabilidade e isso foi um grande erro." , disse, perante milhões de pessoas. Erros admitidos, a rede social continua a crescer, desde o dia em que foi criada, em 2004. E agora? Alguns especialistas acreditam que o problema de privacidade de dados não irá ser resolvido nem irá pôr em causa o futuro da plataforma, porque se trata de um negócio com uma rede já estruturada. "Acho que será difícil que as pessoas abandonem a plataforma, em parte porque, lembre-se de que o modelo de negócios é: permanecer viciado na plataforma, fornecer o máximo de dados possiveis, deixar vender esses dados para os anunciantes, os quais pagam dinheiro" , admite Jesse Goldhammer, um professor universitário da Universidade da Califórnia. O Facebook tem 2 mil e 200 milhões de usuários , números que aumentam se adicionarmos os aplicativos WhatsApp, Instagram e Messenger, aplicações que estão em mais mil milhões de telemóveis.

Maduro: "Agora mesmo, sequestraram-nos em Portugal uns 30 milhões de euros"


Maduro escreveu carta ao papa Francisco


Venezuela: Maduro diz à Europa para se preocupar com os seus problemas

Duras críticas de Nicolás Maduro que se sente perseguido por parte da comunidade internacional. Uma entrevista agora analisada pelos enviados especiais da TVI à Venezuela.