O Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Regional para o ano de 2006 foi aprovado pela Resolução da Assembleia Legislativa da Madeira nº 1/2006/M, de 10 de Janeiro, e enquadra-se na estratégia definida no Programa do Governo 2005-2008 e no Plano de Desenvolvimento Económico e Social (PDES) 2000-2006. O contexto orçamental em que decorreu a execução dos programas e projectos incluídos no PIDDAR 2006 foi definido no Decreto Legislativo Regional nº 21-A/2005/M, de 23 de Dezembro, e regulamentado através do Decreto Regulamentar Regional nº 2/2006/M, de 19 de Janeiro. O montante financeiro previsto no Programa de Investimentos para 2006 ascendia a 719.922,4 milhares de euros. As alterações orçamentais efectuadas ao longo do ano, com a finalidade de adequar as dotações dos programas e projectos às necessidades financeiras reais, originaram uma dotação ajustada no valor de 755.940,3 mil euros.
A despesa efectiva decorrente da execução dos projectos de investimento inscritos no PIDDAR 2006 totalizou 418.300.148 euros, equivalendo a uma taxa de execução financeira de 55,3%. Para além do financiamento regional, representado maioritariamente pelo Capítulo 50 do Orçamento Regional, constituíram fontes de financiamento externas à Região os fundos estruturais da União Europeia e o Fundo de Coesão Nacional, que cobriram cerca de 42% da despesa realizada.
Do ponto de vista institucional, a Secretaria Regional do Equipamento Social e Transportes absorveu a maior fatia da despesa realizada, investindo-a preferencialmente em prol da melhoria das acessibilidades e da mobilidade internas, das infra-estruturas de ensino e da valorização urbanística, seguindo-se-lhe, em termos de pagamentos efectuados em 2006, a Secretaria Regional do Plano e Finanças, no âmbito da qual se salientam os apoios ao desenvolvimento local e à promoção de habitação.
Ainda em termos de volume de despesa, merece destaque o investimento realizado pela Secretaria Regional do Ambiente e dos Recursos Naturais, no âmbito da defesa e protecção do ambiente e da agricultura regional, e da Secretaria Regional de Educação, destinado essencialmente aos sectores "Desporto e Ocupação dos Tempos Livres", "Formação Profissional e Emprego" e "Educação". Cerca de 42 milhões de euros ficaram distribuídos pela Secretaria Regional do Turismo e Cultura, destacando-se aqui os apoios ao desenvolvimento turístico e as acções realizadas no âmbito da cultura, pela Vice-Presidência, com a canalização de uma importante parcela para os apoios ao sector empresarial, e pelas Secretarias Regionais dos Assuntos Sociais, a quem compete sobremaneira, em conjunto com o Serviço Regional de Saúde, os investimentos na área da saúde, e dos Recursos Humanos, nomeadamente para a promoção do emprego.
No que respeita à repartição sectorial do investimento, é de relevar:
• A importância dos "Apoios ao Desenvolvimento Local", canalizados especialmente para as autarquias locais e para as sociedades de desenvolvimento, e da "Valorização dos Recursos Humanos", onde se relevam os apoios ao desenvolvimento desportivo, os investimentos em infra-estruturas e equipamentos educativos e os apoios à formação profissional e ao emprego.
• O peso da "Habitação, Urbanismo e Ambiente", destacando-se aqui o investimento realizado em prol da resolução dos problemas habitacionais que ainda subsistem, das infra-estruturas de saneamento e da renovação urbana, e das "Acessibilidades", em termos, principalmente, da melhoria da circulação rodoviária;
• O montante dos recursos absorvidos pelos sectores produtivos, no valor de 40,4 milhões de euros, dirigidos especialmente para os sectores da "Agricultura, Silvicultura e Pecuária", com 42% desta verba, do "Turismo", com 28%, e dos "Apoios ao Sector Empresarial", com 14%.
Quanto à repartição espacial do investimento, é de relevar que cerca de 258 milhões de euros, o que corresponde a 62% do total investido, foram canalizados para projectos de âmbito regional ou pluri-concelhio. Dos cerca de 160 milhões de euros investidos dentro dos limites de cada concelho, 28% foram realizados no Funchal, seguindo-se-lhe Machico, com 13%, Santa Cruz, 10%, e Câmara de Lobos. Para cada um dos restantes sete concelhos da Região foram canalizados montantes compreendidos entre os 4 e os 12 milhões de euros.
Do total da verba proveniente da União Europeia destinada a co-financiar a despesa realizada em 2006 no âmbito do PIDDAR, no montante de 118,8 milhões de euros, cerca de 49% foram canalizados para entidades direccionadas para o desenvolvimento local. A "valorização dos recursos humanos" foi beneficiada com 29% daquele montante, com especial incidência nas áreas de formação profissional, emprego e educação. Seguidamente, salienta-se a "habitação, urbanismo e ambiente", que absorveu cerca de 10% da receita comunitária (fonte: o documento do GRM)