quinta-feira, fevereiro 07, 2013

Futuro da RTP/Açores ainda incerto e não há informações da República desde Dezembro

Segundo o Correio dos Açores, "o futuro dos canais regionais é agora uma incógnita. Fonte oficial da RTP diz que não há sobre esse assunto «qualquer decisão a comunicar ou a comentar» e o gabinete do ministro Miguel Relvas não respondeu à Comunicação Social, enquanto que fonte do Governo Regional dos Açores diz que aguarda informações da tutela (Governo da República) desde Dezembro. Desde a administração anterior que estão definidas as áreas da empresa que podem emagrecer: direcção de meios, delegações e centro do Porto são considerados sobredimensionados. O departamento de engenharia e meios de produção, as delegações regionais e o centro de produção do Porto são os alvos mais prováveis da anunciada reestruturação da RTP. O futuro dos canais regionais é agora uma incógnita. Fonte oficial da RTP diz que não há sobre esse assunto «qualquer decisão a comunicar ou a comentar» e o gabinete do ministro Miguel Relvas não respondeu ao SOL. Fonte do Governo Regional dos Açores diz que aguarda informações da tutela desde Dezembro. O plano da anterior administração para emagrecer a RTP previa ainda a reorganização das delegações, a autonomização dos meios de produção (que passariam para uma nova empresa) e mais saídas de funcionários. Todo o programa de rescisões deveria custar 28 milhões: 10 milhões para pagar a saída de 180 trabalhadores em 2011 e pelo menos mais 18 milhões para as indemnizações de cerca de 300 funcionários. Nestes números não estavam ainda «cerca de 50 pedidos de rescisão amigável» que, segundo fonte oficial da RTP, a actual administração recebeu nos últimos meses. Na semana passada, no Parlamento, Miguel Relvas, escusando-se a confirmar o número de rescisões, anunciou que a reestruturação será apresentada até 1 de Março e custará 42 milhões de euros, conseguidos através de emissão de dívida pública. De resto, a RTP é hoje uma estrutura bem mais leve. Segundo dados oficiais, a empresa tem 2.038 trabalhadores, 12 correspondentes e 10 delegações (incluindo o centro do Porto, Madeira e Açores). Por fazer está ainda o encerramento de delegações regionais. Apesar de ter havido já contactos nesse sentido com alguns trabalhadores das delegações, ainda nenhuma encerrou. Desde a entrada em funções de Alberto da Ponte, os cortes fizeram-se pela redução de chefias em 33% e pela reorganização dos serviços, que implicou a mudança da RTP2 para o Porto, passando estes estúdios a ter uma ocupação 102% superior em número de horas. «Os resultados (financeiros e outros), a seu tempo chegarão e tentaremos que cheguem com o sacrifício menor possível para os colaboradores e o benefício maior possível para os telespectadores», assegura fonte oficial".