Escreve o site da TVI que “a operação de buscas do processo «Buraco no Asfalto» foi das maiores realizadas em Portugal. Só na empresa pública Estradas de Portugal nove pessoas foram alvo de apreensão de documentos, com o DCIAP e PJ a voltarem ao terreno no inquérito às Parcerias Público-Privadas. Os investigadores bateram à porta de casa de Teixeira dos Santos às 7 da manhã, com um mandado de buscas mão. O documento, assinado pelo juiz Carlos Alexandre, autorizava a recolha de documentos no domicílio do ex-ministro das finanças, mas também no seu gabinete de professor universitário, na faculdade de Economia da Universidade do Porto. Mas foi nas instalações das Estradas de Portugal que houve maior tráfego de polícias e buscas da operação «Buraco no Asfalto». Foram objeto de busca o administrador Rui Dinis, o diretor de concessões Rui Manteigas e cinco outros quadros técnicos da empresa; ainda duas secretárias administrativas e o revisor oficial de contas da empresa. Almerindo Marques, ex-presidente da EP, e atualmente administrador da Opway, construtora do grupo Espírito Santo também foi alvo de buscas. Como em setembro, outra ex-administrador tinha sido, Ana Tomaz. Pela inclusão das secretárias, as buscas não significam que os alvos sejam necessariamente suspeitos da prática de crimes. O processo não tem aidna arguidos constituídos. A documentação recolhida numa busca tanto poderá levar, no futuro, à constituição de arguidos, como servir para dissipar suspeitas contra pessoas. Os procuradores Vítor Magalhães e João Melo, titulares do inquérito, em duas rodadas já buscaram cinco membros dos governos de José Sócrates: para além de Teixeira dos Santos, os ex-ministros Mário Lino e António Mendonça e os ex-secretários de Estado Paulo Campos e Costa Pina. Os membros da comissão nomeada pelo anterior Governo para renegociar as SCUT com o grupo Ascendi completam o extenso leque de personalidades alvo de buscas neste processo”.