Li no Correio dos Açores que “exigência e pressão dos clínicos não é atendida pela tutela que remete o assunto para o Plano e Orçamento de 2013. Os médicos do Hospital Divino Espírito Santo de Ponta Delgada não estão nada satisfeitos com o atraso no pagamento das horas extraordinárias realizadas no serviço de urgência. Os clínicos pedem mesmo que o trabalho extraordinário realizado em Novembro último seja pago até ao final deste ano, para que o valor a receber não passe para o ano seguinte obrigando a um pagamento de impostos mais elevado. Isto é, a carga fiscal será diferente e os médicos entendem que se assim for serão prejudicados. Tudo porque em 2013, como é conhecido, a taxa de IRS a aplicar sobre o rendimento será mais elevada, conforme já foi anunciado pelo Governo da República e está inscrito no Orçamento de Estado para o próximo ano.
De acordo a Antena 1 Açores o hospital não tem verba suficiente para pagar em simultâneo no final do ano salários e horas extraordinárias, e por isso um grupo profissionais de saúde já enviou uma carta à directora clínica do hospital pedindo que seja convocada a comissão médica, para que seja analisada a situação financeira do hospital. Os médicos queixam-se ainda da dificuldade em manter os cuidados médicos prestados no Hospital do Divino porque têm-se deparado por várias vezes com falta de material. Admitem, segundo avançou a mesma estação de rádio, que não há dinheiro que chegue para tudo mas querem ser envolvidos no processo de prioridade da escolha do material. Isto, os profissionais querem ter a palavra no que diz respeito ao material o que é imprescindível, ou não. O dinheiro que a Secretaria Regional da Saúde dá ao hospital de Ponta Delgada não chega, mas não tem mais verba para dar para além daquela que foi contratualizada e agora mais dinheiro só no próximo Orçamento Regional, cuja discussão está marcada para o plenário da Assembleia legislativa Regional dos Açores em Março de 2013. O Secretário Regional da Saúde já avisou que não há mais dinheiro para os hospitais para além do que está definido nos contratos programa, e garantiu que não vai reforçar as verbas a transferir. Luís Cabral reafirmou que “o que está a ser garantido pelo Governo, através da Secretaria Regional da saúde, é a sustentabilidade do sistema, que está em funcionamento”. Mais adiantou Luís cabral que os programas têm de ser cumpridos. O que está programado é que a injecção de dinheiro a acontecer acontecerá só no Plano e Orçamento para 2013”. Por outras palavras, não há dinheiro para reforçar as verbas que foram atribuídas aos hospitais dos Açores, inclusive ao do Divino espírito Santo de Ponta Delgada”
