segunda-feira, outubro 19, 2009

Qual o espanto?

Li no DN do Funchal, na sua página online, que aconteceu mais do mesmo, agora por causa da marcação de um congresso. O curioso de tudo isto, por muito mal que o PS ande, é que uma candidatura apresentada como sendo de ruptura, não pode ser aceite como tal, quando é sabido que há pelo menos 15 anos anda lá no topo da estrutura dirigente do partido, portanto cúmplice e co-responsável de tudo o que aconteceu, foi feito ou decidido no PS local. Como é que se pode falar em ruptura? A outra candidatura, continua a ser a personificação e a grande responsável foi a grande responsável, embora saiba que o próprio hoje reconhecesse os erros cometidos, do descalabro eleitoral do PS em Maio de 2007, quando se iniciou o deslize para o estado caótico em que o partido hoje se encontra. Neste quadro como pode estar candidatura ser de mudança? Mas o problema diz respeito apenas ao PS, aos seus militantes, e a mais ninguém. O que é importante ter presente é que as pessoas não podem colocar as ambições à frente da lógica, hipervalorizar-se ignorando que uma coisa é ganhar o partido em ”directas”, pretensamente manipuladas como alguns acusam, outra cosia é ganhar eleições. O pior que pode acontecer a um partido é ter memória curta e deixar-se enrolar pelas teias que estratégias ambiciosas tecem, mas que acabam por ter o destino que, no fundo merecem. Se fosse Freitas e Serrão a primeira coisa que desconfiava era sobre a preocupação das correntes pretensamente “elitistas” do PS terem surgido rapidamente, insistentemente, a circunscrever a disputa eleitoral apenas a eles os dois. Não acham curiosa esta antecipação? Não esconde nada?

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