segunda-feira, outubro 12, 2009

Eleições: PND

Pelos princípios que seguiu na minha vida profissional, enquanto jornalista, princípios esses que continuo a seguir, temos que realçar, também na política, o mérito e o sucesso. O PND sabe o que eu penso deles. Eu sei, porque já várias vezes escrevi, o que penso do PND, provavelmente pela forma como actuam, pelo tipo de discurso, pelas palhaçadas que protagonizam, e pelo facto de mostrarem objectivos pessoalizados, em vez de começarem a construir uma ideologia e um programa. O combate à corrupção é um dever ético de qualquer sociedade. Não podemos tolerar o gamanço, muito menos com os dinheiros públicos, de todos nós. Detesto o compadrio corrupto, tenho uma aversão doentiamente selvagem em relação aos mamões que se vangloriam num exibicionismo, medíocre e idiota, dos que por aí andam, de pança-cheia, gozando com todos nós, como se fossem m ais inteligentes que nós por terem "habilidades" que não temos. Não se trata de inveja, trata-se de pugnar pela ética, pela transparência, pela lisura. Não somos um paraíso a esse nível, não nos iludamos. Mas o combate à corrupção não é património de um partido específico, até porque provavelmente existem manchas em todos os lados. No plano político, defendo as minhas ideias, coerentemente, porque nunca mudei desde 1974 a minha forma de pensar. Pior razões profissionais a minha militância partidária activa começou apenas em 1992, quando deixei o jornalismo. Antes disso não tive qualquer militância ou partidário activo, porque era esse o meu entendimento, por que era assim que pensava. E penso. Toda esta introdução para quê? Para registar a eleição de um vereador do PND à Câmara do Funchal, independentemente do facto de ser meu familiar. Não confundimos as coisas. Politica é uma coisa, questões familiares outra. Podemos não gostar - e certamente não gosto, como é sabido - dos procedimentos adoptados. Muitos pensam como eu, mas a verdade é que os cerca de 4.300 votos, ganhos à custa das perdas da esquerda, como já referi, justificaram a eleição do vereador do PND, sem espinhas. Julgo que mais do que "perseguir" a maioria, o vereador do PND, com a legitimidade igual à de todos os outros eleitos, poderá encontrar condições para dar atenção aos vereadores da oposição. Porque há uns "danadinhos" (julgam que é só o Coelho?...) que às sombra do estatuto de oposição (?), salvam-se que nem uns "artistas"... Aqui fica este registo, sem rancores, na certeza de que continuo a pensar do PND o que sempre penso. Mas isso não invalida o sucesso que tiveram no Funchal.

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