E por falarmos em eleição, gostaria de suscitar para reflexão esta questão, já que leio muitas vezes e oiço falar diversas vezes no processo eleitoral do vice-presidente do PS local, mas nunca ouvi ser dada destaque a uma outra questão, ao reverso da medalha se assim quiserem: se o processo eleitoral para a Mesa da Assembleia Legislativa da Madeira, de acordo com o regimento, é todo ele feito por voto secreto, como é que os deputados de qualquer partido são obrigados - que raio de liberdade é esta? - a terem que votar num determinado candidato em concreto - que raio de secretismo é este? Afinal estamos perante o caricato de um voto secreto mas que não pode ser realmente secreto porque os que votam são obrigados a ter que votar em fulano X, Y ou Z? Que raio de liberdade de opção é esta? Democraticamente, quem é que pode obrigar um deputado, ou seja lá quem for, a ter que votar, por obrigação, seja lá em quem for? Por acaso já suscitaram esta questão? Quem sabe se são as normas regimentais que estão erradas? Ou a "democracia" de alguns é esta, a de termos deputados eleitos por voto secreto e livre dos cidadãos a terem que votar obrigatória e internamente, na Assembleia, por voto pretensamente "secreto" num candidato em concreto só porque o mesmo tem que ser eleito? Há coisas que realmente não entendo. Mas a comunicação social deveria ajudar a desvendar esta salgueirada. Talvez a opinião pública lhes agradecesse.
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