domingo, agosto 25, 2024

Canárias reclama

fonte: La Provincia

Canárias recebe leva de pessoas da Venezuela

fonte: La Provincia

Espanha: preços da hotelaria a subir

El precio medio de la habitación de hotel supera los 140 euros por primera vez en la historia. Los establecimientos suben un 7,2% sus precios en julio y su facturación por estancia pulveriza récords históricos en el sector (El Mundo)

Catalunha: Illa recupera la bandera española en la Generalitat

El presidente de la Generalitat, Salvador Illa, ha recuperado la bandera española en la sala contigua a su despacho que se usa habitualmente para mantener reuniones institucionales. El gesto corrige la práctica de sus antecesores de ERC y Junts, que habían relegado la enseña nacional y solo mantenían la 'senyera', a veces acompañada de la europea. Así se ha podido comprobar esta mañana durante la recepción de Illa al alcalde de Barcelona, el también socialista Jaume Collboni, en una imagen que contrasta con la de hace poco más de dos semanas, cuando el presidente saliente de la Generalitat Pere Aragonès recibió a Illa, pero sin bandera española. La imagen de esta mañana contrasta con los primeros actos institucionales del nuevo Govern tras la investidura de Illa a raíz del acuerdo con ERC. En dichos actos solo tuvo presencia la bandera catalana, lo que junto al hecho de que Illa no emplease en ningún momento la lengua castellana, generó críticas de las entidades constitucionalistas (ABC)

El Supremo de Venezuela, un tribunal que imparte justicia a la medida de Nicolás Maduro


Casi la totalidad de los magistrados del TSJ venezolano, que ha validado el controvertido triunfo del presidente, tiene una historia de filiación política con el chavismo- El Tribunal Supremo de Justicia (TSJ) ha sellado, como era esperable, su respaldo a Nicolás Maduro. Controlado por el oficialismo desde hace dos décadas, la máxima institución judicial Venezuela validó este jueves los resultado del Consejo Nacional Electoral (CNE) –otro ente dominado por el chavismo–, que el 28 de julio proclamó ganador a Nicolás Maduro sin mostrar aún las actas de votación.

La resolución no sorprendió, debido a los vínculos de casi la totalidad de los magistrados con el chavismo. Poco antes de conocerse esta decisión de la Sala Electoral del Supremo, la Misión de Determinación de los Hechos de Naciones Unidas en Venezuela había advertido sobre la carencia de independencia e imparcialidad de este organismo y del CNE. El fallo fue rechazado por la oposición, encabezada por el excandidato presidencial Edmundo González Urrutia, y varios presidentes de la región, como el chileno Gabriel Boric, debido al sesgo del tribunal.

La Fiscalía de Maduro estrecha el cerco contra el opositor Edmundo González

El ministerio público cita a declarar al candidato presidencial por “desobediencia” un día después del aval del Supremo al triunfo electoral de Nicolás Maduro. El chavismo y las instituciones que controla estrechan cada vez más el cerco sobre el líder opositor Edmundo González Urrutia, el candidato que hizo frente a Nicolás Maduro en las elecciones del 28 de julio. Consumada la maniobra para validar ante el Tribunal Supremo de Justicia la cuestionada victoria que la autoridad electoral otorgó a Maduro, ahora la Fiscalía, otro órgano controlado por el chavismo, ha citado a declarar a González sobre su supuesta participación en varios delitos.

El fiscal general, Tarek William Saab, anunció este viernes que citará al opositor, un diplomático de 74 años que accedió a ser candidato tras la inhabilitación de María Corina Machado, en el marco de la investigación penal que se les abrió a González y a Machado por la publicación en una página web de las actas de votación que la oposición recolectó durante la jornada electoral y que equivaldrían a más del 80% del escrutinio.

Según esos documentos, que recabaron a partir de una operación en la que participaron cientos de miles de personas, la mayoría testigos de la jornada electoral, González sería el ganador de las elecciones con el 67% de los votos, por el 30% de Maduro. “En las próximas horas Edmundo González será citado para que él rinda declaraciones sobre su autoría, donde él se declara responsable de la página que ha usurpado de la autoridad competente”, dijo Saab en una declaración a los medios.

Artigo 13 rouba voz às mulheres afegãs. Estão proibidas de cantar, ler ou falar em público, segundo nova lei dos talibãs

O regime talibã no Afeganistão aprovou uma nova lei moral que reforça a repressão sobre as mulheres, impondo restrições ainda mais severas no país. O “Artigo 13”, promulgado recentemente pelo Ministério para a Propagação da Virtude e Prevenção do Vício, proíbe as mulheres de cantar, ler ou falar em voz alta em público. Esta legislação, ratificada na quarta-feira, representa mais uma investida do regime para controlar rigorosamente a vida das mulheres no país. Três anos após a retirada das forças ocidentais do Afeganistão e a consolidação do regime talibã no poder, as autoridades islâmicas introduziram um novo e severo conjunto de leis que regulam a conduta social, com um foco especial em restringir as liberdades das mulheres.

Artigo 13 e Restrições Rigorosas

As novas regras, aprovadas pelo líder supremo Hibatullah Akhundzada, foram anunciadas por um porta-voz do governo talibã. O documento detalha 35 artigos distribuídos por mais de 100 páginas, e o Artigo 13 destaca-se ao determinar que as mulheres devem cobrir todo o corpo em público, incluindo o rosto, para evitar “causar tentação” ou atrair olhares indesejados. O regime talibã insiste que o rosto das mulheres deve permanecer sempre coberto, uma medida considerada essencial para evitar tentação e preservar a moralidade pública. Além disso, as roupas femininas não podem ser finas, justas ou curtas, de modo a não revelar as formas do corpo. As mulheres também são proibidas de olhar para homens com os quais não tenham laços de sangue ou casamento, e vice-versa.

37% dos portugueses reduziram número de refeições feitas fora de casa

Quase 40% dos portugueses reduziram o consumo de refeições fora de casa, a maioria dos quais (68%) devido ao aumento dos preços e do custo de vida em geral, segundo dados da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) divulgados ao Expresso. O preço é agora o fator que mais pesa na hora de escolher um restaurante, tanto no almoço, como no jantar, quando em 2023 o que mais importava era a “qualidade da comida”.

O estudo “Hábitos de consumo de refeições fora de casa”, realizado pela NielsenIQ, revela também que, nos primeiros quatro meses deste ano, 43% dos portugueses fizeram uma refeição fora de casa pelo menos uma vez por semana, quando em 2023 tinham sido cerca de 60%. O jantar foi a refeição em que os portugueses mais reduziram os seus gastos; já durante a semana, sem contabilizar os dias de sábado e domingo, o pequeno-almoço foi a refeição “mais sacrificada”.

Ordem para dispersar: câmaras de Lisboa, Porto e Sintra tomam medidas para aliviar zonas com mais turistas

A autarquia liderada por Carlos Moedas recusa a ideia de que há turistas a mais na capital: “Não existe um excesso de turismo em Lisboa, o que existe é zonas onde se concentram os turistas”. Regulamentar a circulação dos tuk-tuks também está em cima da mesa. Nas zonas mais turísticas do país há muitos moradores que já se queixam de um excesso de visitantes, mas as câmaras não querem reduzir o volume de turistas, que constitui uma fonte substancial de receitas para os municípios. Em vez de definir limites, autarquias como Lisboa, Porto e Sintra apostam em medidas para dispersar os estrangeiros por mais pontos de interesse, diminuindo a concentração nas ­áreas que estão sob maior pressão.

Ao Expresso, a Câmara da capital é perentória: “Não existe um excesso de turismo em Lisboa, o que existe é zonas onde se concentram os turistas.” Salientando que o sector representa 20% da economia da cidade, o executivo de Carlos Moedas defende que, “mais do que estabelecer um limite de turistas”, é fundamental “dispersar os fluxos turísticos, criando novos polos de atratividade e aliviando a sobrecarga dos roteiros tradicionais”.

O mesmo defende a Câmara de Sintra, onde o protesto dos residentes contra o “turismo de massas” fez-se notar no mês passado através da colocação, em janelas e montras, de cartazes que denunciam a “perda de qualidade de vida, os constantes congestionamentos de trânsito e a descaracterização acelerada da zona inscrita como Património Mundial”, exigindo medidas para evitar que a vila se transforme “num mero parque de diversões”. A autarquia reconhece que o elevado fluxo de turistas levanta “inúmeros desafios” e explica que está em curso uma estratégia para aliviar a pressão no centro histórico, dispersando os visitantes por outros locais “para além dos roteiros ób­vios” através da promoção da costa atlântica e da zona rural do concelho.

“Voltem para casa”: protestos contra o excesso de turismo aumentam na Europa


Cidades como Barcelona, Málaga, Atenas, Amesterdão e Veneza têm sido palco de protestos nos últimos meses. Residentes queixam-se do impacto nas comunidades locais, nomeadamente pelo aumento do preço da habitação, e no meio ambiente

BARCELONA

Em julho, milhares de manifestantes protestaram nas ruas de Barcelona contra os impactos negativos que o turismo excessivo tem causado na cidade, empunhando cartazes com slogans como “Barcelona não está à venda” e gritando “Turistas, voltem para casa”. Alguns turistas que se encontravam em esplanadas foram atingidos com pistolas de água durante o protesto. Os manifestantes também denunciaram o efeito do turismo no preço da habitação e as consequências negativas para o comércio local, ambiente e condições de trabalho no setor turístico. Nos últimos anos, as manifestações contra o turismo excessivo em Barcelona têm-se intensificado. Os residentes expressam crescente frustração com o que consideram ser um desequilíbrio entre os interesses turísticos e a qualidade de vida dos habitantes. Espanha é o segundo destino do mundo mais procurado por turistas, depois de França. Em 2023, recebeu 86 milhões de visitantes estrangeiros, segundo estatísticas oficiais.

MÁLAGA

Em junho, milhares de pessoas protestaram nas ruas da cidade espanhola contra o turismo de massas, sob o lema “Málaga para viver, não para sobreviver”. Num protesto anterior, realizado em março, foram afixados cartazes em paredes e portas com mensagens como: “isto costumava ser a minha casa”, “isto costumava ser o centro da cidade”, “volta para a tua casa”, e “[este sítio] tresanda a turista”. A cidade, localizada na Costa del Sol, no sul de Espanha, é, desde há muito, um destino turístico muito popular, devido ao clima soalheiro e ao custo de vida relativamente baixo. No entanto, tornou-se recentemente ainda mais atrativa para veraneantes e nómadas digitais, o que gerou descontentamento entre a população local.

Grandes cidades europeias reforçam medidas para aliviar pressão do turismo em excesso


À medida que o número de turistas a nível mundial continua a aumentar, os principais destinos europeus estão a tomar medidas para aliviar a pressão e mitigar os efeitos do turismo de massas. As taxas turísticas são um dos instrumentos que estão a ser introduzidos ou alargados nas cidades que mais se debatem com um número excessivo de visitantes.

AMESTERDÃO

Em 2023 foi lançada a campanha “Stay Away”, destinada a dissuadir turistas que causam distúrbios, e em 2024 a cidade proibiu a construção de novos hotéis no centro da mesma, limitou os horários de funcionamento de bares e cafés e impôs restrições à venda de canábis nas ruas. Já no início deste ano foram introduzidas medidas para priorizar a habitação para certos grupos, como estudantes e trabalhadores essenciais. Também foram adotados critérios para restringir o número de alugueres privados para férias. A cidade está a reduzir o número de licenças de alojamento turístico e a limitar a concessão de licenças para lojas de souvenirs, favorecendo negócios locais. A taxa turística sofreu um aumento significativo, tornando-a das mais elevadas da Europa. Há ainda planos para transferir o terminal de cruzeiros para fora do centro da urbe, que, a serem aprovados, farão com que mais nenhum navio com turistas atraque na capital a partir de 2035. Outras cidades europeias já limitaram ou pretendem limitar a entrada de cruzeiros.

BARCELONA

Há vários anos que a cidade catalã tenta, através de diferentes estratégias, ali­viar o excesso de turistas. Só este ano a taxa municipal, apenas aplicável aos primeiros sete dias de estada, foi revista duas vezes: em abril, quando passou de 2,75 euros para 3,25 euros, e em julho, quando foi aprovado um novo aumento, para 4 euros, que entra em vigor a partir de outubro deste ano. Também há planos para aumentar a taxa turística cobrada aos passageiros de cruzeiros que permaneçam na cidade durante menos de 12 horas. Quanto ao Alojamento Local, foi anunciado este ano que deixarão de ser concedidas novas licenças e que as que existem não vão ser renovadas, o que fará com que os apartamentos para turistas deixem de existir até ao final de 2028. Barcelona tem atualmente 10.101 Alojamentos Locais oficialmente registados e o objetivo é que sejam recuperados para uso residencial.

El Supremo de Venezuela convalida la victoria de Maduro entre críticas por su falta de independencia


El órgano, en poder del chavismo, declara en desacato a Edmundo González y pide responsabilidades contra él y quienes participaron en la publicación de las actas de la oposición que dan el triunfo a su candidato. Sin sorpresas. El Tribunal Supremo de Venezuela (TSJ) convalidó este jueves la victoria de Nicolás Maduro en las elecciones del 28 de julio entre críticas ante la falta de independencia del órgano judicial, controlado por el chavismo y haciendo oídos sordos a todos los llamamientos de la comunidad internacional de que hubiese una verificación imparcial. La presidenta de la sala electoral, Caryslia Rodríguez, exconcejal del PSUV, el partido gobernante, aseguró ante los representantes de los poderes públicos y del cuerpo diplomático que la sentencia “cierra el caso”. La incertidumbre, sin embargo, no hace más que crecer en Venezuela ante el temor de que crezca la represión.

La sentencia consolida la narrativa que ha desarrollado el oficialismo desde la madrugada del 29 de julio, cuando el presidente del Consejo Nacional Electoral (CNE), Elvis Amoroso, proclamó a Maduro, del que es amigo personal, ganador de las elecciones sin aportar pruebas. Mientras, la oposición recabó más del 80% de las actas que confrontaban la tesis oficial al mostrar un triunfo de Edmundo González con el 67% de los votos, por el 30% de Maduro. Pocos días después, el presidente venezolano acudió al TSJ para que fuese este órgano quien dirimiera la controversia, pese a la insistencia de la oposición de que fuese el CNE. La comunidad internacional pedía una verificación imparcial de los resultados.

La magistrada Rodríguez, en un acto en el que estaba presente Amoroso, admitió la tesis del “ataque cibernético al CNE” que, según la versión oficialista, ocurrió la noche electoral y que retrasó la transmisión de los resultados. Esta circunstancia, según explicó, hace posible “una solicitud de tutela judicial para certificar la voluntad popular”. Rodríguez argumentó que este tipo de diferendos pueden dirimirse con la decisión del máximo tribunal del país, y citó los casos recientes de Brasil, en 2014, y Estados Unidos, en 2000, para ejemplificarlo. Además, felicitó a los técnicos que comprobaron las actas entregadas por Maduro por su “profesionalismo y entrega” y anunció que el material electoral consignado “queda a resguardo de este tribunal”.

Incêndios na Madeira: uma espécie de cronologia



Tendo por base as notícias publicadas pelo DN-Madeira relativamente aos incêndios - admitindo que possam existir algumas omissões - elaborei uma espécie de cronologia do que se passou e que a seguir publico:

25 de Agosto 2024

  • Protecção Civil mantém "vigilância activa" para evitar reacendimentos
  • Paulo Raimundo diz que os incêndios na Madeira são resultado de "uma opção politica desastrosa"
  • Na Ponta do Sol voltam a existir motivos para sorrir depois de um fogo tão horrível
  • Albuquerque diz que "o tempo irá ajudar a recompor as vidas de todos e a nossa ilha"
  • Bombeiros de Vila Viçosa fazem vídeo para mostrar trabalho de terreno no combate aos fogos na Madeira
  • "Incêndios de agora são inseparáveis de uma longa década de irresponsabilidades", diz CDU
  • Presidente admite que Governo Regional pode cair se partidos apresentarem Moção de Censura
  • Albuquerque confirma que Canadair regressam hoje a Espanha
  • Filipe Sousa afirma que meios dos Sapadores de Santa Cruz só foram convocados após dia 22
  • Fogo na Madeira está controlado e em fase de rescaldo mas ainda não extinto
  • CDS-PP confirma querer comissão independente para apurar origem do fogo e avaliar o combate

24 AGOSTO 2024

  • Autarca da Ribeira Brava diz que "ninguém pense que vai ficar como era antes"
  • Foco de incêndio na Lombada da Ponta do Sol causa "alguns problemas" mas "está distante" das habitações
  • Governo Regional cederá ovinos aos privados em Câmara de Lobos
  • Helicóptero combate chamas na Lombada da Ponta do Sol
  • BE diz que há responsabilidades políticas a serem apuradas nestes incêndios
  • ”Ainda está a arder na Lombada”
  • JPP desafia Eduardo Jesus e ACIF a entenderem-se sobre “impacto tremendo” dos fogos na animação turística
  • Governo dos Açores mantém toda a solidariedade e cooperação com a Madeira
  • Câmara da Ponta do Sol aponta falta de água em várias zonas do concelho
  • IFCN está a monitorizar trilhos para que possam ser reabertos
  • População da Fajã das Galinhas deverá ser realojada definitivamente noutra zona
  • “As decisões foram as mais correctas” no combate aos incêndios na Madeira
  • Onde tudo começou, a população procura olhar em frente
  • 11 dias depois, fogo na Madeira está controlado e em fase de rescaldo

Incêndios: o GRM não poderia elaborar um relatório sobre tudo o que aconteceu?



Muito sinceramente, e quando estão extintos os incêndios que durante cerca de 11/12 dias abalaram a Madeira e trouxeram medo e muita instabilidade emocional a milhares de madeirenses - sem falar de polémicas políticas desnecessárias, evitáveis e que resultaram de erros de análise e de procedimento que poderiam e deveriam ter sido evitados - acho que o Governo Regional da Madeira devia proceder à elaboração de um relatório pormenorizado - dado que está na posse de todas as informações necessárias - sobre os factos, procurando explicar aos madeirenses as causas do sinistro, os motivos da propagação acelerada nalguns locais, os efectivos empregues no seu combate, a área ardida, os prejuízos causados pelos incêndios nos diferentes concelhos, e quantificação dos mesmos, o esquema de vigilância das serras que existe, os motivos de termos poços abandonados nas serras, sem que se perceba bem para que servem os mesmos, o número de acções realizadas pelo helicóptero do SRPC e pelos dois aviões espanhóis Canadair que se deslocaram para o Funchal no quadro da cooperação europeia no combate a incêndios florestais, a cronologia dos contactos com o Governo de Lisboa, etc.

Nós precisamos todos de perceber o que aconteceu, porque aconteceu, que decisões estratégicas de combate foram tomadas em, termos de combate ao fogo, qual a evolução da meteorologia, nomeadamente dados oficiais sobre a intensidade do vento e do calor, qual o estado das medidas para a limpeza de terrenos, etc.

Precisamos saber se a RAM necessita mesmo, como todos parecem estar a concordar agora, de pelo menos um segundo meio aéreo de combate a sinistros florestais que possa complementar o helicóptero existente - e que tanta utilidade tem tido - etc.

Ora, fica-me uma dúvida: sem que este levantamento esteja realizado, sem que este relatório seja elaborado, sem que desse documento constem as medidas que serão tomadas - quantas pessoas foram afectadas? - agora que os incêndios foram extintos, faz sentido o agendamento de audições parlamentares, cuja realização eu defendo, como aliás já o referi publicamente? Salvo se a ideia é tão-somente a de usar as audições para a barulheira político-partidária, para a retórica populista e demagógica que nada esclarece, que nada resolve, que a nada responde - acresce que duvido que os deputados sejam, especialistas na matéria em causa? Sem um documento de apoio, independentemente de outras propostas já anunciadas - caso do CDS - para a clarificação do que se passou nas nossas serras e que ajude a discutir eventuais medidas futuras, a serem tomadas, que aumentem, a eficácia preventiva da Madeira perante situações destas, fará sentido agendar audições só para responder a agendas políticas e partidárias mediatizáveis ou a impróprios bicos-de-pés numa altura em que o impacto da catástrofe está presente no pensamento e nas vidas de milhares de pessoas que viram o fogo a rondar os seus bens e as suas vidas? Sem vítimas mortais e sem bens significativos afectados já proliferam pedidos de demissão a pataco. O que  não aconteceria se o desfecho, para infelicidade de todo um povo, tivesse sido mais catastrófico?! Acabavam com a autonomia e transformavam a RAM numa colónia a depender de Lisboa para gaudio de muitos que em certa medida sonham com esse desfecho? Tenhamos calma, sejamos pragmáticos e sejamos sérios. Um relatório seria um excelente ponto de partida, mesmo que elaborado por uma entidade interessada, neste caso o GRM, mas que seria facilmente "poligrafado"? (LFM)

Venezuela mergulhada em clima de intimidação e detenções arbitrárias

Na Venezuela, o ministério público convocou o líder da oposição para interrogatório na próxima segunda feira. Edmundo Gonzalez reclama vitória nas eleições presidenciais.

Taxa turística: pagamos mais e em mais concelhos

A partir de setembro vamos pagar a taxa turística em mais municípios, duplica o valor em Lisboa e outros concelhos preparam-se para taxar as dormidas até ao final do ano. Todos pagamos. Em turismo ou trabalho, poucas são as exceções. Este ano aumentou o número de autarquias que cobram a Taxa Municipal Turística. São mais 13 municípios que já iniciaram a tributação, perfazendo nesta altura mais de 30 concelhos que aplicam a taxa. Não fica por aqui. Em setembro é a vez de Caminha e Setúbal, em outubro é o Funchal e outros municípios na Madeira e nos Açores preparam-se para implementar o processo até ao final do ano. Em Lisboa, a 1 de setembro, a taxa duplica, passando de 2 para 4€.

Arrecadam milhões

Após uma primeira experiência em Aveiro, que não foi avaliada com sucesso, Lisboa foi a primeira cidade portuguesa a implementar a taxa turística. Começou em 2016 a 1€, em 2019 passou para 2€ e agora aumenta para 4€. Sempre a duplicar. Aplica-se a cada hóspede com idade superior a 13 anos e até ao limite de 7 dias consecutivos por estadia. Em Lisboa, a taxa abrange ainda os passageiros que desembarquem nos navios cruzeiro.

Lisboa é quem arrecada mais dinheiro e os cofres vão aumentar as provisões. Segundo números divulgados esta semana, desde janeiro de 2016, o município arrecadou mais de 203 milhões de euros. Só no ano passado a verba obtida foi de 40,2 milhões de euros.

O Porto firmou um acordo com a Airbnb e nos primeiros cinco anos recebeu da plataforma de alojamento mais de 19 milhões de euros relativos à taxa turística. Braga arrecadou no ano passado cerca de meio milhão de euros.

Funchal estima uma receita anual de 13 milhões de euros (a taxa é de 2€ e abrange também a chegada por via marítima). No município de Santa Cruz, a “Ecotaxa”, em 2022, originou um rendimento de meio milhão de euros, o segundo valor mais alto desde que foi implementada, em 2016.

Sporting: a vitoriosa Mariana Cabral


Mariana Cabral, a "menina" açoriana, que já foi jornalista desportiva e agora treina a equipa de futebol feminino do Sporting, o meu Sporting - e que há dias venceu a Supertaça já com a nossa Telma em grande destaque - concedeu uma entrevista à RTP que segui atentamente. A minha surpresa foi ter percebido que Mariana é filha de um jornalista açoriano, um amigo que conheço há mais de 40 anos, actual director executivo do Diário dos Açores, Osvaldo Cabral, a quem aproveito a oportunidade para saudar e felicitar pela extraordinária filha que a família soube educar e colocou ao serviço do desporto nacional e do futebol em particular. Parabéns Mariana, a quem perspectivo uma carreira longa e com sucessos, e parabéns meu caro Osvaldo (ver aqui)

Como é que os incêndios afetam o turismo na Madeira?

O incêndio que deflagrou há 11 dias na ilha da Madeira mantém-se dominado e mais de 70 operacionais continuam no terreno na “fase de rescaldo”. O combate às chamas foi dificultado pelo vento e pelas temperaturas elevadas, mas, segundo o Governo Regional, não há registo de feridos ou da destruição de casas e infraestruturas públicas essenciais, embora algumas pequenas produções agrícolas tenham sido atingidas, além de áreas florestais.

Além destes aspetos, a ilha da Madeira olha também para uma das suas atividades principais: o turismo. Segundo as contas até ao momento, os serviços de animação turística em terra deverão ter tido cancelamentos na ordem dos 90% durante esta semana. Para haver certezas, vai ser feito um inquérito para detalhar os eventuais prejuízos, nomeadamente ao nível dos vários negócios de Alojamento Local e estabelecimentos hoteleiros, sobretudo em localidades fora do Funchal. O presidente da Associação Comercial e Industrial do Funchal (ACIF) explicou à Lusa que os cancelamentos “sucederam-se sucessivamente” devido ao “acesso interdito aos trilhos” ou às áreas “inacessíveis pelo fogo na cordilheira montanhosa central” da ilha.

“Será necessário que o próprio governo [regional] e as instituições responsáveis concluam as suas avaliações (algumas já em curso com caráter urgente) para serem lançados os eventuais concursos de obra de reparação/restauração de modo a possibilitar a abertura célere e em segurança dos percursos populares mais afetados”, defendeu Jorge Veiga França.

Na segunda-feira, a associação representativa do setor tinha dito que, até àquela altura, o incêndio não estava a ter impacto na atividade turística, ao contrário dos ventos fortes que condicionaram a operação no aeroporto do Funchal. Hoje, em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara de Santana disse não acreditar que “nos próximos tempos existam condições de segurança” para reabrir os percursos da Achada do Teixeira ao Pico Ruivo, do Pico Ruivo ao Pico do Areeiro e do Pico Ruivo à Encumeada e Curral das Freiras (Texto da jornalista Alexandra Antunes, do Sapo com Lusa)

terça-feira, agosto 20, 2024

Incêndios: que venham as audições parlamentares quando o fogo estiver extinto

Acho muito bem que governo e oposição, quando esta série de incêndios florestais for declarada como extinta, se sentem no parlamento regional e debatam, numa lógica construtiva, pensando mais no que precisamos de ter e de fazer para sermos mais eficazes neste domínio, do que em disputas oportunistas e demagógicas que não levam a nada apenas garantem espaço mediático de forma efémera e colocam em cima da mesa a validade da própria classe política. Uma coisa é certa: o que aconteceu este mês na nossa Região é motivo mais do que suficiente para que essas audições parlamentares se realizem. Pouco me importa quem toma a iniciativa do quê. Importa-me sim que o executivo se disponibilize imediatamente e que o parlamento agende as audições que deviam ser públicas, em meu entender, totalmente abertas. Não se trata de promover qualquer caça às bruxas, limitar-se a enumerar exigências de demissões a pataco ou fazer a apologia da politiquice rafeira e rasteira. Trata-se de saber se serão capazes de promover um debate sério, elevado, adulto, despartidarizado - o fogo não escolhe áreas geográficas, bens ou pessoas em função de opções partidárias... - de discutir as insuficiências, omissões ou erros na vigilância das nossas serras, lançar de forma séria - na lógica da defesa do nosso património paisagístico, da Laurissilva, das pessoas, dos seus bens, pessoais ou públicos - os alicerces de uma política de defesa eficaz, célere, competente, realista, e dotada de todos os meios necessários, incluindo o eventual reforço dos meios aéreos e celebração de protocolos com regiões vizinhas - casos de Canárias e os Açores - além do Estado que em situações extremas envolvam, todas essas entidades no combate aos fogos, sempre, quando e onde for necessário intervir, no quadro de uma cooperação fácil de activada. Por isso aplaudo as audições parlamentares embora tenha receio que alguma prosápia possa colocar tudo isto em causa. A ver vamos (LFM)

sexta-feira, agosto 02, 2024

Expresso: Trauma, vestígios tóxicos e perdas - o que resta da queda do BES?

Um grupo que estoirou, um banco que foi dividido e precisou de muito, muito dinheiro, casos na justiça que teimam em não acabar. A história da queda do Banco Espírito Santo completa 10 anos e são muitos os números que a contam. Jornalismo de dados em dois minutos e 59 segundos para explicar o mundo