domingo, dezembro 12, 2021

A dimensão dos governos



fonte: Público

Pandemia impressiona e atemoriza



Um médico passa em frente aos monitores que vigiam os pacien­tes com covid-19 nos cuidados intensivos do hospital Bagae, em Pyeongtaek, Coreia do Sul. Ainda na incerteza das consequências da nova variante Ómicron, pelo mundo fora aumentam os casos de contágio. Em Portugal, apesar de os casos aumentarem, o número de internamentos e de doentes em UCI é significativamente mais baixo em comparação com o período homólogo do ano passado. Com a perspetiva de oito mil casos diários dentro de duas ou três semanas, as vacinas vão cumprir a sua função e mitigar casos mais graves (Expresso)

Salgado: Pensão e pinturas vão pagar coima de €3,7 milhões



A ordem de execução que leva a penhora de bens foi dada. Parte de ativos sob arresto vão pagar sanção do Banco de Portugal. A lista é extensa. A pensão de reforma, várias pinturas, moradias e contas bancárias: o Ministério Público deu ordem para que sejam executados 3,7 milhões de euros a Ricardo Salgado, o banqueiro que durante mais de 20 anos presidiu ao Banco Espírito Santo, de acordo com informações obtidas pelo Expresso. Dos vários casos, criminais e administrativos, que correm contra o banqueiro, este foi o primeiro a transitar em julgado e como tal o primeiro a chegar à fase em que Salgado será obrigado a pagar coimas. O cerco acaba de se fechar. O objetivo da execução é obter bens para saldar a coima imposta pelo Banco de Portugal na contraordenação levantada por falhas no desempenho na função de banqueiro. Salgado é visado, entre outros, por atos de gestão ruinosa e por falhas na implementação de sistemas de gestão de risco na colocação do papel comercial emitido por sociedades do Grupo Espírito Santo colocado em clientes do BES.

Ao Novo Banco, agente pagador da pensão, e à GNB, sociedade gestora de fundos de pensões, chegaram, no final de novembro, cartas saídas do Tribunal da Concorrência, Regulação e Supervisão (TCRS), em Santarém, ordenando a penhora da pensão do antigo banqueiro (que segundo a imprensa rondava os 39 mil euros mensais e já estava parcialmente arrestada à guarda da Justiça), bem como o bloqueio das suas contas bancárias no valor correspondente ao que é devido em coimas.

TAP: Mais pequena, limitada e pouco pacificada



Ainda sem luz verde à vista e com muita incerteza no horizonte, um ano depois de ter entregado o plano de reestruturação à Comissão Europeia (CE), a TAP está mais pequena, mais limitada na estratégica e na tesouraria e pouco pacificada internamente. A lamber as feridas da saída de mais de três mil trabalhadores — alguns quadros experientes — e com a operação sensivelmente a metade no período pré-pandemia e receitas deprimidas, a TAP vive suspensa da decisão de Bruxelas, resposta que o Governo e a companhia esperam que chegue antes do Natal e que seja positiva. O que ainda não é certo que aconteça.

O tema que faltava resolver e o mais delicado — os slots (faixas horárias para aterrar e levantar voo) — estará já fechado. Há, sabe o Expresso, uma solução de compromisso que resultará numa redução de slots inferior à exigida inicialmente por Bruxelas, cujo impacto não colocará em causa os períodos horários essenciais à manutenção do hub em Lisboa. Aguarda-se agora a aprovação interna da Comissão, o que deverá levar duas a três semanas. É desta aprovação que depende a entrada nas contas da companhia ainda este ano de €150 milhões a €160 milhões, pedidos ao abrigo da compensação covid, que ainda não foram libertados e que fazem falta numa empresa exaurida, onde só o aluguer dos novos aviões custa mensalmente cerca de €17 milhões. Até agora, a TAP já recebeu de ajudas de Estado €1,662 mil milhões. As contas continuam no vermelho — os prejuízos ascendiam a €627,6 milhões em setembro — e de lá não irão sair tão cedo.

“Há uma tempestade perfeita” para escassez de trabalhadores nos hotéis

Baixos salários em Portugal e concorrência internacional por mão-de-obra nacional na base da escassez de trabalhadores que a hotelaria portuguesa enfrenta atualmente. A Associação dos Diretores de Hotéis de Portugal (ADHP) considera haver vários fatores para a falta de mão-de-obra no setor, situação para a qual alerta há vários anos, e que juntos conduzem a “uma tempestade perfeita”. Em declarações à Lusa, o presidente da direção da ADHP começa por lembrar que “há vários anos” que alertam para esta questão que recentemente voltou à agenda mediática – “acelerada por causa da pandemia” –, e aponta os motivos para o problema.

“Esta descoberta que parece que se fez agora da falta de mão-de-obra é um processo que avisamos há vários anos que iria acontecer naturalmente, quer pela evolução da economia e pela diminuição do desemprego, quer pela falta de alternativa de capital que a área do turismo tem e depois pela competitividade exterior com outros países“, afirmou o presidente da direção da ADHP em declarações à Lusa. Desde logo, lembra, porque se os baixos salários são “um problema interno do país” e transversais ao resto da economia, no setor turístico e hoteleiro, especificamente, “é mais visível”, isto porque se pedem “qualificações maiores às pessoas, como seja o falar línguas“, ou “a seriedade para se mexer em dinheiro” e “alguma cultura” para saber falar com os clientes.

Testemunho: “Apanhei Covid19, fui parar aos cuidados intensivos e arrependco-me de não me ter vacinado"


Diogo Alves tem 34 anos. Sem doenças e com um estilo de vida ativo, nunca pensou que a Covid-19 o atirasse para uma cama do Hospital do Funchal. A sua história contada na primeira pessoa. Não fuma, tinha uma vida ativa, sem doenças… Diogo Alves, 34 anos, sabia que podia apanhar a Covid-19. “Só não sabia que ia ser assim”, conta à VISÃO. O seu testemunho acaba por espelhar as razões pelas quais muitas pessoas não querem vacinar-se – a maior parte não é propriamente “negacionista”, apenas receia os efeitos secundários das vacinas e o facto de terem sido feitas em tempo recorde.

São menos de 200 mil os portugueses que, estando elegíveis para tomar as vacinas, ainda não o fizeram (excluímos desta conta as crianças até aos 11 anos). Diogo era um deles. Os dois colegas de trabalho com quem almoçou também. Nenhum dos três estava vacinado, um deles estava infetado com o SARS-CoV-2 e Diogo foi parar aos cuidados intensivos.

“Quando aí cheguei, já tinha muita dificuldade em respirar, parecia que, dentro de mim, havia qualquer coisa que estava a destruir-me. Aí pensei logo: devia ter tomado a vacina”, diz-nos. Um mês depois ainda é difícil falar; Diogo precisa de recuperar o fôlego, subir escadas é uma maratona e ainda está longe de concluir a terapia de recuperação dos pulmões. Mas quer contar a sua história como forma de alerta: “Tratem-se!” (Visão, texto da jornalista Mariana Almeida Nogueira)

sábado, dezembro 11, 2021

Expresso: O que valem os 19 vereadores (agora 18) eleitos pelo Chega?

 


O que valem os 19 vereadores (agora 18) eleitos pelo Chega? Dois meses depois das primeiras eleições autárquicas que disputou, o partido de André Ventura perdeu uma vereadora e continua arredado do executivo em todos os municípios, tanto por imposição do líder como pela formação de uma cordão sanitário em torno do Chega. Azambuja, Benavente e Entroncamento são exemplos de concelhos onde o partido foi notícia (não necessariamente pelas melhores razões) (Expresso)

Proteção social representa um quarto do PIB

 


Em Portugal as despesas com prestações de proteção social em percentagem do PIB representaram 26,6% em 2020. Maior peso registou-se em França, Áustria e Itália em 2020 e menor na Irlanda, bem como na Letónia, Hungria e Lituânia. A despesa com as prestações com pensões de velhice representa 12,4% do PIB, seguida pela saúde com 7,2% do PIB (Infografia de Mário Malhão, Jornal Económico)

sexta-feira, dezembro 10, 2021

Porque somos ineficazes a combater os corruptos gatunos e bandalhos

 


 fonte: Jornal de Notícias

Falando de pensões


fonte: Jornal de Notícias

Falando de SMN

 


fonte: Jornal de Notícias

A hipocrisia dos fofinhos "inocentes"

"Rangel e a sua falange de apoiantes - que têm sempre a mania que não fazem nada de mal nem que fazem mal a ninguém... - depois da palhaçada de terem gerado, por meras ambições pessoais e de grupo, uma potencial crise partidária quando no horizonte já se percebiam, de forma consistente, os alicerces de uma potencial crise política à escala nacional, e que se veio a confirmar, agora acham, depois de perderem as eleições internas no PSD, que lhes devem ser dados os tachos mais apetecíveis na lista de deputados para que o PSD, seja qual for o desfecho eleitoral de 30 de Janeiro, tenha um grupo parlamentar permanentemente mergulhado em instabilidade e refém de guerras internas alimentadas pelas vingançazinhas decorrentes da disputa pela liderança. Era o que faltava! Desta feita a exigência dos apoiantes de Rangel era a de que Rio devia incluir nas listas de candidatos a deputados, e em lugares de destaque - normalmente os de cabeça-de-lista em que não fazem nada nas campanhas eleitorais e pouco ou nada dizem aos eleitores - apoiantes do derrotado Rangel. Sinceramente, acho que basta a Madeira para que o PSD tenha uma lista quase totalmente preenchida com apoiantes de Rangel, uns mais assumidos, outros mais envergonhados. E, portanto, podemos referi-lo. Também afectos ao passismo saudosista e enviuvado que também foi derrotado nas directas!" (excerto do meu texto de opinião publicado hoje no Tribuna da Madeira)

Nota: um fracassado assalto ao poder em tempo de Manuel Monteiro?



Este chico-esperto comporta-se como um papagaio que voa rasteiro porque não conseguiu, por exemplo, o que o seu colega das "europas" Rangel conseguiu no PSD, apesar de derrotado. Andou a fazer guerra ao saudosista do Colégio Militar, não conseguiu convencer um Conselho Nacional dominado pelos escolhidos e pelas inerências, fomentou manifestações em todo o lado onde passava (aquela no Largo do Caldas foi uma anedota bem idiota), promoveu ainda alguns comícios não se percebe para quê, mas foi sempre derrotado, repito, por um partido dominado pelo "chicão" e a sua corte e que hoje, depois da recusa do PSD em coligar-se, deve estar em estado de choque, porque a decisão esperada não era esta.
Melo na sua fracassada tentativa de assalto ao poder no CDS vai ter que esperar pelos resultados eleitorais e depois de 30 de Janeiro - só um milagre o impedirá – provavelmente terá o caminho facilitado, porque uma humilhação eleitoral implica a imediata demissão do militarista logo na noite eleitoral. E quem sabe se o novo tempo não será o do regresso de Manuel Monteiro, recolocando o CDS no seu lugar e neutralizando os avanços eleitorais da extrema-direita de Ventura, principal responsável pela perda de votos do CDS e do PSD (LFM)

Nota: dignidade e coragem é isto

 

Parabéns porque, finalmente, há um político no CDS que percebe a realidade e que dá bons conselhos ao seu partido, mas que pelos vistos de nada servirão, porque a ambição do tacho pode levar o CDS a um resultado que todos estimam poder ser catastrófico. Salvo nas RA´s onde por causa do poder e de algum sentido de oportunidade - entre outros factos que um dia talvez a história conte... - prevaleceu uma coligação, nunca antes vista em mais de 40 anos de democracia e ainda por cima de duvidosa eficácia (oxalá eu esteja enganado…) mas que impede sabermos afinal qual a realidade eleitoral do PSD e do CDS (depois do desastre de 2019), e depois também das queixinhas fofinhas e das porcarias que o saudosista do Colégio Militar andou a fazer pelo Largo do Caldas (LFM)

quarta-feira, dezembro 01, 2021

Covid em Novembro na Madeira foi assim: 1.748 novos casos, só 166 importados


O Covid em Novembro na Madeira foi assim: 1748 novos casos, dos quais 166 importados, 30 mortos, 41 pessoas internadas no Hospital Nélio Mendonça e 776 casos activos. Mostramos também a evolução diária nos concelhos da Região (os valores apresentados nos dois itens, novos casos e mortos, são o total registado em cada dia). Chamou-me a atenção um aumento de casos no Porto Santo nos últimos dias do mês

Entretanto o GRM anunciou que exclui os procedimentos nos aeroportos da Madeira. Esperemos que tudo corra bem... Sobretudo quando se saba que muitos dos turistas que nos visitam vem de países em que os casos crescem a galope, diariamente, casos da Alemanha, Áustria, Holanda, Bélgica e Reino Unido e França embora neste caso ainda em menor escala. O aeroporto como se trem verificado é importante mas em Novembro dos quase 1800 novos casos, apenas 106 foram detectados lá... Ou seja, o problema é essencialmente local. Mas as pessoas que façam o que lhes apetecer, estou-me borrifando para isso. Sinceramente


terça-feira, novembro 30, 2021

Funchal: Tetos mudéjares da Sé recuperados



Dois anos depois, estão concluídos os trabalhos de restauro dos tetos mudéjares da Sé do Funchal. A obra envolveu 36 profissionais de várias nacionalidades e custou 1,1 milhões de euros

segunda-feira, novembro 29, 2021

Venezuela: Nicolás Maduro acusa observadores da União Europeia de espionagem no país



O Presidente venezuelano acusou os elementos da Missão de Observação Eleitoral da União Europeia de serem “inimigos“ dos venezuelanos e tentar “manchar“ as eleições regionais e municipais de 21 de novembro. O Presidente Nicolás Maduro acusou os elementos da Missão de Observação Eleitoral da União Europeia (MOE-UE) de serem "inimigos" dos venezuelanos que fizeram espionagem para tentar "manchar" as eleições regionais e municipais de 21 de novembro.

"Quem chegou? Espiões! Tentaram manchar o impecável processo eleitoral da Venezuela e não conseguiram, uma delegação de espiões", disse o Presidente venezuelano. Nicolás Maduro falava, no domingo, à televisão estatal durante a apresentação do balanço semanal da prevenção da pandemia de covid-19 no país.

Cinco anos depois, como está a corveta General Pereira d'Eça?



Corveta foi afundada em Porto Santo com o objetivo de criar um recife. A corveta General Pereira d´Eça foi afundada em Porto Santo com o objetivo de criar um recife. Recordamos como era e vemos como está agora, passados cinco anos. Foi há cinco anos que a corveta General Pereira d'Eça começou uma nova missão no fundo do mar. Esta corveta foi construída na Alemanha, nos anos 70, e esteve ao serviço da Marinha Portuguesa durante 45 anos. É há cinco anos um recife artificial, localizado a 30 metros de profundidade (SIC Notícias)


Reserva das Selvagens passa a ser a maior área marinha com proteção total da Europa e do Atlântico Norte



Pesca, exploração de inertes e qualquer outra atividade extrativa passam a estar proibidas numa área de 12 milhas náuticas em redor das Ilhas Selvagens, no Arquipélago da Madeira, de forma a proteger todas as espécies ali existentes, criar capital natural e atrair turismo científico. “Dá prestígio à Madeira e é um contributo da Madeira para o país e para o mundo”, diz o presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque.

A reserva Natural das Ilhas Selvagens, criada há 50 anos, estende a partir de agora o estatuto de proteção total de 95 km2 para 2.677 km2, o que torna esta área marinha protegida (AMP) a maior da Europa e de todo o Atlântico Norte. A pesca ou qualquer outra atividade extrativa impactante passam a estar proibidas numa área de 12 milhas náuticas em redor destas ilhas do Arquipélago da Madeira, de forma a proteger todas as espécies ali existentes, criar capital natural e atrair turismo científico.

A classificação é possível com a aprovação pelo Governo Regional da Madeira de um novo regime jurídico de proteção total das Selvagens, uma medida que conta com o apoio técnico e científico da Fundação Oceano Azul, da National Geographic e do Waitt Institute. O anúncio foi feito esta segunda-feira no Funchal.

Expresso: Caixa de problemas..



Prateleiras vazias e stocks esgotados, o Natal em risco e um Ano Novo com uma subida generalizada de preços. O comércio mundial está a sofrer uma crise de abastecimento e dificilmente haverá melhor lugar do que Hamburgo para perceber como isso pode mudar a nossa vida. Uma história de contentores e de como eles estão a redefinir o xadrez económico do planeta

Na Mönckebergstraße, principal rua comercial de Hamburgo, o Natal começou em outubro. As montras estão desde essa altura enfeitadas com decorações da época e os cafés começaram a servir mais cedo o vinho quente que só costuma estar disponível nos mercados natalícios. As lojas de roupa, tecnologia e brinquedos são incapazes de receber toda a gente que as procura, então formam-se longas filas à porta — por vezes é necessário esperar uma hora para entrar. “Por estes dias, quando se visita o centro parece que estamos num fim de semana de dezembro”, diz Norbert Hackbusch, deputado do Die Linke e uma das figuras mais respeitadas na cidade no que toca à administração portuária. É ele que preside aos trabalhos parlamentares sobre as questões que hoje assolam o maior porto alemão.