Nos últimos anos regressaram à Madeira cerca de oito mil emigrantes e luso-venezuelanos. Numas eleições regionais de resultado incerto, o voto desta comunidade é disputado pelos vários partidos madeirenses. Foram muitos os emigrantes e luso-venezuelanos a regressar a casa: à Madeira. Vivem sobretudo no Funchal, na Calheta e na Ribeira Brava e muitos têm direito de voto. Os números não são certos, mas estima-se que alguns milhares de emigrantes possam votar.
sexta-feira, setembro 13, 2019
Eleições: Cafofo, a habitação, Louça e as tretas do costume do PS
O ex-Presidente da CMF e candidato a presidente do Governo pelo PS, Paulo Cafofo, afirmou recentemente - aliás tem repetido as referências ao tema - que pretende resolver as carências habitacionais num curto prazo de tempo. Para além da demagogia populista do candidato em causa, própria das campanhas eleitorais, e que neste caso é ainda mais agressiva porque parte claramente em desvantagem, eu usarei um artigo do bloquista Francisco Louça (Expresso), para percebermos a treta deste discurso de Cafofo:
“Foi preciso chegarmos ao fim da primeira semana de setembro para que o PS apresentasse quatro paginazinhas com uns cálculos sobre o seu programa eleitoral, o que tinha sido mantido no segredo dos deuses” (...)
“Começo hoje por uma delas, a que diz respeito à habitação, por sinal um dos problemas mais importantes da vida social portuguesa. Qual é então o problema da habitação? Será uma conjugação tóxica de pobreza, que vitima famílias que não têm casa, com gentrificação, que expulsa famílias para as periferias e esvazia as cidades, transformadas em Disneylândias para o turismo, e com uma atuação implacável de um mercado construído sobre a financeirização e desigualdade social, que faz disparar os preços e restringe o arrendamento. Se assim for, começar a resolver o problema da habitação exige um investimento elevado para aumentar a oferta, fazer baixar os preços do arrendamento, repovoar as cidades e restabelecer vida social local. Ora, o programa eleitoral do PS tem “uma meta muita clara: erradicar todas as carências habitacionais até ao 50.º aniversário do 25 de Abril, em 2024” (pg. 79). Erradicar todas as carências, uma linda proposta, mas nada de explicar como se dá o milagre” (...)
“Em todo o caso, se Costa eleva o seu valor de referência, as mesmas 25 mil habitações custariam mais de 2900 milhões, nos seus novos cálculos. E então faltam-lhe 2300 milhões, Centeno só lhe dá 600. Assim, o que nos está a dizer é que não cumprirá sequer um quarto do objetivo que anuncia no programa eleitoral, por mais pomposa que seja a promessa de “erradicação de todas as carências” habitacionais até à última badalada do 50.º aniversário do 25 de Abril. Essa promessa não vai ser cumprida. A proposta de habitação do programa do PS é falsa”.
Não duvidem, lá como cá, a treta do PS versus habitação é a mesma, demagogia, oportunismo, promessas para caçar fotos e as mentiras do costume. Quem é minimamente inteligente percebe tudo isto. Os outros... (LFM)
Nota: o partidarismo sem ideologia....
Temos hoje em Portugal e na Madeira, partidos sem ideologia que nem se sabem definir quando lhe perguntam o seu posicionamento no espectro ideológico nacional ou regional. Gaguejam mas zero, em termos de conteúdo, zero.
Não têm e não podem, nasceram de movimentos surgidos devido a dissidências pessoais nos partidos tradicionais, lugares (tachos) que prometeram e não lhes deram, a ânsia de protagonismo e de poder (neste caso no parlamento) - que nos partidos onde eram militantes eles não tinham,etc. É com este vazio, com esta espécie de coisa nenhuma, que se dignifica o partido, apesar da falinhas mansas que não evitam que eles valham o que realmente valem, uma pequena "coisa" circunscrita a uma freguesia ou a um município. Mas muita prosápia, muita cagança e auto-elogio que os impede de terem a noção da realidade. Aberrações da política, este partidarismo sem ideologia, esta ideologia sem valores essenciais, esta luta do poder pelo poder, da sobrevivência pela sobrevivência, esta busca de um estatuto social que derrube fronteiras geográficas e físicas limitativas de uma certa afirmação social que a política também propicia (LFM)
Nota: em defesa do PCP pelo eleitorado de esquerda
Na minha vida profissional - acho que já escrevi isso mas volto a referir sem qualquer complexo ou arrependimento - não me recordo de ter votado em nenhuma lista candidata ao Sindicato dos Jornalistas que não fosse afecta ao PCP. Não me interessava nada saber propostas de programa ao pormenor. Eu tinha a certeza, pelos anos de experiência, que os meus colegas afectos/conotados com o PCP eram os que mais eficazmente defendiam os interesses da classe aqueles que davam a cara, na primeira linha do combate sindical, pela defesa e prestígio do jornalismo. Parece um paradoxo se considerarmos a lógica do jornalismo e o modelo de funcionamento dos meios de comunicação nos antigos países do leste europeu e na ex-URSS em particular, totalmente controlados pelo estado e sob domínio do partido comunista. Mas em termos sindicais, e no caso de Portugal, essa era a realidade.
Vem esta introdução a propósito do que vou afirmar e que pode não agradar a Edgar Silva e seus pares, não pelo que vou dizer, mas devido a quem o diz.
Eu se fosse eleitor de esquerda, ideologicamente de esquerda - não uma esquerda pindérica e idiota que por aí anda - se estivesse indeciso tomava duas decisões concretas: em vez de ficar em casa e optar pela abstenção - que sendo legítima democraticamente não ajuda em nada a reforçar a democracia, pelo contrário, questiona a representatividade dos eleitos - e, repito, tratando-se de um eleitor que nunca votaria no centro-direita, dava o apoio ao PCP, que à esquerda, e apesar dos erros, de algum fundamentalismo idiota e de dificuldade de adaptação aos novos tempos e a um novo modelo de sociedade que nada tem a ver com os tempos da antiga URSS e da ideologia que ela emanava para os demais PCs europeus, continua a ser o partido mais genuíno e aquele que, penso eu, merece mais confiança, apesar, repito, de todos esses erros.
Lembro a seguinte evolução nas legislativas nacionais que mostram que o PCP continua claramente "entalado" entre PS e Bloco, situação que ficou ainda mais evidente nas europeias de 2019 e nas desastrosas autárquicas de 2017:
- Legislativas de 1999 - 483.716 votos, 9% e 17 deputados (Bloco superado pelos comunistas)
- Legislativas de 2002 - 378.640 votos, 7% e 12 deputados (Bloco superado pelo PCP)
- Legislativas de 2005 - 432.009 votos, 7,6% e 14 deputados (BE superado)
- Legislativas de 2009 - 446.994 votos, 7,9%, 15 deputados (Bloco mais votado que os comunistas)
- Legislativas de 2011 - 441.852 votos, 7,9%, 16 deputados (Bloco superado)
- Legislativas de 2015 - 445.980 votos, 8,3% e 17 deputados (Bloco mais votado que os comunistas)
Já nas regionais, recordo o percurso do PCP:
- Regionais de 2004 - 7.593 votos, 5,5% e 2 deputados
- Regionais de 2007 - 7.659 votos, 5,4% e 2 deputados
- Regionais de 2011 - 5.546 votos, 3,8% e 1 deputado
- Regionais de 2015 - 7.060 votos, 5,5% e 2 deputados
Recordo que nas presidenciais de 2016 o candidato do PCP obteve na Madeira uns impensáveis - a lógica do regionalismo foi claramente a justificação desta votação, tal como acontecera com José Manuel Coelho em 2011 com os seus 46.247 votos, 39% na Madeira) - 22.414 votos, 19,7% (LFM)
Nota: claro que o PCP sabe que nas urnas, por questão de coerência e de verdade, sem hipocrisia, não leva o meu voto. Se a opção fosse pela esquerda regional, a pindérica , a foleira e a genuína, eu votaria sem hesitação no PCP
EUA: a cultura das armas
Com a posse e o porte de armas nos EUA protegidos pela Segunda Emenda à
Constituição, que data do século XVIII, o país liderado por Donald Trump tem um
historial de tiroteios em massa sem precedentes. Donos de pistolas, espingardas
ou semi-automáticas, os norte-americanos ganham ainda no número de armas de fogo
por habitante a nível mundial (por Mário Malhão, Jornal Económico, com a devida
vénia)
Soft Sponsoring: marcas automóveis mostram-se na televisão nacional
Foram 52 as marcas de automóveis que apostaram no soft sponsoring para
comunicarem com o mercado nacional. A análise da Marktest concluiu que estas
marcas, desde a Fiat à Ferrari, passando pela Smart ou a Ferrari, apareceram em
mais de 250 programas, num total de 20’06’56 horas de exposição que lhes
valeram mais de 65 milhões de euros em retorno financeiro (por Mário Malhão, Jornal Económico, com a devida vénia)
Comunistas podem terminar ciclo de 15 anos abaixo do ponto de partida
Depois da perda de câmaras tão importantes quanto Almada e Barreiro nas
autárquicas de 2017 e de ficar sem um mandato nas europeias de 2019, a CDU
parte para as legislativas com sinais de que poderá reduzir o grupo parlamentar
e ver alargar-se o fosso para o Bloco de Esquerda numa altura em que a sucessão
de Jerónimo de Sousa enquanto secretário-geral do PCP começa a estar na ordem
do dia (por Mário Malhão, Jornal Económico,
com a devida vénia)
PIB: Portugal e Espanha crescem mais do que o motor da Europa
Depois da forte crise que assolou as economias do Sul da Europa, a
economia portuguesa e espanhola tem crescido acima da média da zona euro e da
União Europeia a 28. Segundo dados preliminares agregados pelo Eurostat, o PIB
português estabilizou no segundo trimestre face aos três primeiros meses do ano
e cresceu 1,8% em termos homólogos. Já a economia de Espanha teve uma expansão
de 2,3% entre abril e junho. Ambos os valores comparam com a 1,1% da zona euro
e 1,3% da EU a 28 (por Mário Malhão, Jornal
Económico, com a devida vénia)
quinta-feira, setembro 12, 2019
Por que razão arde a Amazónia?
A desflorestação é a
primeira resposta mas não a única. Há mais. Jornalismo de dados em dois minutos
e 59 segundos (Expresso)
Saúde: Alerta contra os cigarros eletrónicos
A Sociedade
Portuguesa de Pneumologia recomenda aos fumadores que não comprem cigarros
eletrónicos. Pede também aos médicos especial atenção nos casos de doenças
respiratórias de causa desconhecida. O aviso surge depois de os Estados Unidos
terem confirmado mais uma morte que pode estar associada a utilização destes
cigarros electrónicos
Mobilidade: tema que marca a campanha eleitoral na Madeira
Os madeirenses
queixam-se dos preços das passagens aéreas. Por causa disso, muitos optam pelo
ferry, mas a ligação marítima ao continente só existe nos meses de verão.
Fundação açoriana estuda o mar profundo da Madeira
O Governo Regional da
Madeira pôs em marcha um projecto científico, designado “Madeira Mar Profundo”,
para investigar a biodiversidade e a geodiversidade, até agora pouco
conhecidas, do oceano ao redor da ilha, indicou a secretária madeirense
do Ambiente. “O mar da Madeira é o
mais profundo de Portugal e nem por isso é muito bem conhecido, pelo que
estamos empenhados em conhecê-lo”, explicou Susana Prada, em conferência de
imprensa, no Funchal. O projecto “Madeira
Mar Profundo” teve início em Agosto e está a cargo de uma equipa da Fundação
Rebikoff - Niggeler, sediada nos Açores.
Presidente da CCIA: “Não devemos aceitar o modelo de subsídio de mobilidade aprovado para a Madeira”
Subsídio de
mobilidade, dívidas a fornecedores e o problema da SATA têm sido preocupações,
desde há alguns anos, por parte dos empresários dos Açores. Fomos ouvir o
Presidente da Câmara do Comércio dos Açores, Rodrigo Rodrigues.
António Costa
classificou o subsídio de mobilidade de “ruinoso” e “absurdo”, sugerindo um
novo modelo e que passe a responsabilidade da gestão do subsídio para as
regiões autónomas. É uma boa ideia?
A Câmara do Comércio
e Indústria dos Açores (CCIA) tem alertado, e não é de agora, para algumas
falhas no modelo atual, e que têm levado a alguns abusos, fazendo com que o
valor gasto com o subsídio de mobilidade tenha disparado.
“Ruinoso” e “absurdo”
é o Governo da República só agora demonstrar preocupação com este tema, quando
desde o primeiro ano da sua implementação, que tem vindo a disparar o montante
gasto anualmente.
A responsabilidade é
sempre da República, podendo ou não, o Governo Regional dos Açores assumir
parte da operacionalidade do modelo, mas nunca aceitando o ónus de ficar com
riscos financeiros, por falha do mesmo. Essa responsabilidade é do Estado.
E surpreende-o o
facto de já ter sido anunciado um novo modelo para a Madeira e nenhum ainda
para os Açores?
Para mim é estranho
que já tenha sido publicada a alteração ao modelo implementado na Madeira.
Julguei que o grupo
de trabalho criado no ano passado, estudaria ambos os casos, apontando soluções.
Estranhamos a falta
de discussão pública deste tema, mas tendo passado na Assembleia Regional da
Madeira, pressuponho que os madeirenses estão contentes com o modelo.
Nos Açores podemos
beneficiar com este facto, pois devemos aprender com este novo modelo, e
melhorá-lo aquando da alteração ao nosso modelo, que me parece inevitável.
Nota: o que incomoda
O que me incomoda é
que entidades com responsabilidades não tenham ainda encontrado tempo - salvo
se estão a trabalhar nisso discretamente... - para investigar uma empresa
municipal que regularmente aparece no espaço mediático envolta em suspeições e
acusações. Independentemente das acusações - como é o caso - relativamente às
quais manda a prudência e o bom senso de quem anda nisto há muitos anos, para
olhar com algum distanciamento e cautela até que alguém suficientemente isento
e credível esclareça afinal o que ali se passa e se aquela nebulosidade toda,
alegadamente existente desde 2014, tem ou não fundamento (LFM)
Nota: abrir velas e agradecer aos céus...
Costuma-se dizer que
há momentos em que o melhor é a pessoa se calar e em vez de perder tempo a
discutir os estranhos caminhos da justiça - que cada vez mais parece depender e
estar condicionada pelo espectáculo mediático fora dela, do que preocupada com
a aplicação do primado da justiça - abre uma vela de agradecimento aos deuses.
Depois do Benfica - safo pela incompetência da investigação do MP - há mais
alguém que parece ter essa obrigação, já que todos perceberam que será um desgraçado
qualquer de um "pata-rapada" da CMF que vai levar nos costados com as
responsabilidades (não as políticas mas alegadamente as técnicas...) por um
acidente que causou 13 mortos e quase 60 feridos. Má uns anos, no Porto Santo
(2 mortos e 3 feridos), nas mesmas circunstâncias, o caso lamentável ditou a
perseguição escabrosa, na comunicação e fora dela, de um ex-autarca que só
faltou ser pendurado pelo pescoço numa das palmeiras que sobreviveram ao desastre. Lembram-se disso? (LFM)
Nota: sustos....
A minha caixa de
correia trouxe material de propaganda de um determinado candidato - que não
seria mas que afinal será e em relação ao qual as pessoas já se interrogam
sobre o que quererá ele mais tarde, depois disto, se ser "rei da
Patagónia" ou "czar dos pólos"... - e apanhei um susto. Parecia
que o MRS que é o rei das selfies, dos beijos e dos abraços, tinha perdido
cabelo. Depois vi que afinal a história era a mesma, as tais fotografias
preparadas por agências de comunicação que ainda acreditam que isso dos beijos
e dos abraços dá votos. Reconheço que sim, mas já lá foi o tempo. Nem nos
bancos dá clientes depois de tudo o que se passou e das patifarias conhecidas e
que nos custaram (e custam) milhares de milhões. Muitos menos na política
desacreditada e descredibilizada (LFM)
Nota: mobilidade e desconfianças
Por natureza sou
desconfiado, sobretudo quando me tentam vender facilitismos ou indicar o
caminho do "paraíso". Hoje fiquei ainda mais desconfiado do que
normalmente fico quando se trata de falar do subsídio de mobilidade, ao ler a
imprensa dos Açores que unanimemente parece dar guarida às teses de rejeição do
modelo aprovado para a Madeira. Pergunto: ou sou demasiado burro para entender
o "paraíso" que nos venderam ou há marosca da grossa escondida nas
entrelinhas de aprovações marcadas por interesses político-eleitorais. O debate
está aberto e é bom que esta matéria
fique devidamente clarificada e esclarecida até para que a malta das ilhas não
se comece a irritar. Basta a certeza de que Costa está doido para acabar com o
envolvimento do Estado nesta matéria e que se prepara depois das eleições para
voltar as entalar as ilhas. O que safa a Madeira é o escândalo escondido em
torno da falência da SATA que precisa da mobilidade para se financiar em
segredo e indirectamente, tal como as demais companhias aéreas enquanto
Bruxelas vai coçando as verduras... (LFM)
Cartel da Banca: Estado pode ter de pagar 500 mil euros de multa relativos a infrações do antigo BPN
O Estado pode ter de
pagar parte da multa aplicada aos bancos. Em causa estão 500 mil euros que o
Eurobic foi condenado a pagar pela Autoridade da Concorrência mas que dizem
respeito ao BPN, nacionalizado em 2008. É apenas uma pequena parte da multa
recorde aplicada pela Autoridade da Concorrência. Mas promete fazer correr
muita tinta. Por participação no Cartel da Banca, o Eurobic foi condenado a
pagar 500 mil euros. Mas a multa diz respeito a infrações cometidas pelo BPN,
adquirido pelo Eurobic em 2011. A Autoridade da Concorrência entende que, como
o BPN deixou de existir, deve ser o comprador a pagar a multa. Mas o Eurobic
tem outro entendimento. A Autoridade da Concorrência acusou 14 bancos de
trocarem informações sobre as condições dos empréstimos entre 2002 e 2013. Um
esquema que prejudicou famílias e empresas e que vai agora passar para os
tribunais (Eco digital)
Albuquerque: “Açores e Madeira serão as últimas regiões do país a migrarem para a TDT devido à postura do regulador”
O presidente
executivo da Altice Portugal, Alexandre Fonseca, diz que não existe um clima de
hostilidade entre a empresa e a Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM),
mas que a postura do regulador levou a que a Madeira e os Açores sejam as
últimas regiões do país a fazerem a migração tecnológica para a Televisão
Digital Terrestre (TDT), noticia o Jornal Económico da Madeira. Alexandre Fonseca
lembra que a Altice não tem sido a única entidade a criticar em vários ocasiões
a postura que a ANACOM tem tido perante o sector.
“Existe uma indústria
insatisfeita com o trabalho do regulador”, vincou o presidente executivo da
Altice, durante uma visita à Madeira, que incluiu uma passagem pelo Contact
Center da empresa no Funchal e a inauguração de um polo da Altice Labs na
Ribeira Brava. Alexandre Fonseca
referiu que o presidente da Ericsson, aquando da sua visita a Portugal, deixou
críticas ao regulador, que o secretário de Estado das telecomunicações “deixou
recados muito claro” de preocupação com atrasos no 5G por responsabilidade do
regulador, e a Fitch criticou Portugal de “falta de visão” tecnológica no que
toca ao 5G onde acusou o regulador dessa
falta de visão. O presidente da Altice disse ainda que a ANACOM abriu um
processo de consulta pública sobre a TDT e “mais uma vez” a Madeira e os Açores
foram deixadas para o fim no processo de migração da TDT. “Serão as últimas
regiões a sofrer migração tecnológica do TDT. Mais uma vez a insularidade fica
vincada numa postura do regulador que não concordamos”, disse (Diário dosAçores)
segunda-feira, setembro 09, 2019
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