sábado, dezembro 22, 2007

Até pró ano...

BOAS FESTAS, UM BOM NATAL

VOTOS DE UM GRANDE ANO DE 2008 PARA TODOS

Loja fechada. O prometido é cumprido.

Apanhados na RTP

Nós discutimos, em Espanha avançam...


Nós por cá discutimos o sexo dos anjos. Em Espanha não perdem tempo. Segundo a agência espahola efe, citada pelo digital "Canárias Ahora", "ell tren S-102 que cubrió este sábado el viaje inaugural de la línea de alta velocidad Madrid-Valladolid llegó a su destino sin novedad, a las 11.25 horas, con el presidente del Gobierno, José Luis Rodríguez Zapatero, como viajero. El convoy desarrolló en su viaje inaugural una velocidad comercial de 193 kilómetros por hora, sin tener en cuenta la parada excepcional de 25 minutos que ha realizado en la nueva estación Segovia-Guiomar, alcanzando máximas de 300 kilómetros por hora. En total, el recorrido entre ambas ciudades duró 55 minutos, una hora y media menos que lo habitual".

Uma decisão (III)

Agradeço ao Roberto Almada. Conhecemos-nos há muitos anos, sempre os respeitamos, chegamos já por diversas vezes a estar em campanhas eleitorais, defendendo as cores de cada um dos nossos partidos, com a convicção que nos caracteriza, separados por escasso meio metro, nos adros de igrejas e noutros espaços mais procurados nas campanhas. Quem nos conhece sabe que pensamos politicamente de forma diferente e que não renegamos as nossas ideias. Mas como o Roberto Almada sabe - e porventura até teria, teve-os de certeza em determinado momento - há momentos em que temos que decidir, até porque só nos sentimos satisfeitos onde estamos bem e onde achamos que nos sentimos úteis. Porque recusamos pisar o risco da ética e da elevação que pensamos dever existir na blogoesfera. Recuso envolver-me em mediocridades para não ter que alinhar pelos ataques pessoais, contra pessoas, umas familiares, o que seria sempre penoso, outras pelo facto de as conhecer e de vaguearem por aí sistematicamente contra o regime jardinista, no seu absoluto direito e liberdade, podendo eu correr o risco de acabar por entrar por opções que não concordo e que poderiam ser ofensivas para terceiros, outra p+or trabalhares na minha vizinhança... O que é facto é que a decisão está tomada. Não vou retirá-lo como inicialmente tinha pensado por considerar findo o projecto que me fez chegar a este espaço. Mante-lo-ei por ai, mas com uma periodicidade substancialmente diferente da actual. Nada me fará recuar.

Opinião recomendada

Independentemente de concordarem ou não com o seu conteúdo, recomendo, da edição brasileira do "Le Monde Diplomatique" diversos artigos de opinião, que li, e que achei interessantes, porventura polémicos nalguns casos, mas com a qualidade que aquele jornal determina:
- Os desafios do pós-Kyoto, por Aurélien Bernier
"Os primeiros trabalhos de economia que prefiguram a noção de imposto ambiental remontam a 1920, quando o economista britânico Arthur Cecil Pigou publicou The Economics of Welfare, livro em que tratava das “externalidades, ou efeito externo” de um ato de produção ou de consumo. O autor tomava como exemplo as fagulhas produzidas pelas locomotivas a vapor: fragmentos de carvão incandescente que escapavam às vezes das chaminés e provocavam incêndios de florestas ou campos nas proximidades das ferrovias. Pigou considerava que uma taxa sobre os danos, imposta à empresa ferroviária, incitaria à instalação de dispositivos antifagulhas e permitiria limitar os prejuízos. Esse raciocínio lançava as bases do princípio “poluidor-pagador”;
- Aonde vai o socialismo de Chávez?, por Elizabeth Carvalho
"Do longo discurso de três horas, restou apenas uma frase. Os bons ouvintes, experientes e calejados, imediatamente identificaram ali a dúvida, o tênue sinal de fraqueza, a pequena brecha por onde escoava o mal-estar oculto nas próprias fileiras chavistas, com a reforma constitucional que o presidente Hugo Chávez acreditava ver aprovada no dia seguinte, por referendo popular. Diante da multidão que cobria de vermelho a imensa Avenida Bolívar, no comício de encerramento de sua campanha em Caracas, ele advertiu: “que fique bem claro: quem votar NÃO vota contra Chávez, vota por Bush”. Chávez sabia que ali mesmo, naquela massa compacta que constituía sua base de apoio, havia muita gente que desta vez não queria, nem iria, dizer SIM ao presidente – apesar da chantagem política implícita na frase";
- América dos punhos sem renda, por Elizabeth Carvalho
"O presidente venezuelano Hugo Chávez não veste o modelo de um lorde inglês e não tem em sua genealogia ascendentes com punho de renda. Baixinho, volumoso, olhos puxados e penetrantes se destacando nas feições rudes de cabloco meio branco, meio índio, e ainda um remoto vestígio certamente herdado de algum antepassado negro, ele é, ao mesmo tempo, espelho e símbolo mais contundente de algumas lideranças expressivas escolhidas democraticamente pelos povos latino-americano, à sua imagem e semelhança, para governá-los neste ainda tão novo século 21";
- PIB: um indicador anacrônico, por Hazel Henderson
"Durante a Cúpula da Terra de 1992, no Rio de Janeiro, 170 governos assinaram a Agenda 21, concordando em corrigir erros na definição do Produto Nacional Bruto (PNB) e da sua respectiva versão doméstica, o PIB. Desde então, as instituições de estatística vêm trabalhando para se adequar à possível mudança. Movimentos engajados na luta por justiça social, direitos humanos e proteção do ambiente têm pressionado políticos, empresários e banqueiros relutantes, assim como economistas e estatísticos, para que levem em conta a necessidade de correção. Mas muito investimento, financeiro e intelectual, concentrado nesse sistema onipresente de indicadores, para o qual crescimento econômico é sinônimo de "progresso".
- A comunicação na encruzilhada, por Antonio Martins
"Certas reviravoltas da História parecem se dar para recordarmos que "o tempo não pára", como escreveu certa vez Cazuza. Mesmo quando tendências aparentemente portadoras de novidade parecem se impor, é bom lembrar que "ainda estão rolando os dados". Algo assim está se passando no campo decisivo das Comunicações.Há cerca de uma década, ele parecia minado pela oligopolização. Uma onda de inovações tecnológicas havia tornado possível, por exemplo, produzir jornais inteiramente impressos em quatro cores, exibir imagens geradas por equipes de TV em qualquer parte do mundo, fascinar multidões nos cinemas com efeitos especiais extraordinários";
- Muito além de Gutenberg, por Antonio Martins
"Nos últimos anos, graças a certas ferramentas tecnológicas, mas especialmente a algumas mudanças de paradigma, os antigos conceitos de liberdade de informação e propriedade intelectual estão sendo superados. Em seu lugar, surgem idéias como comunicação compartilhada, inteligência coletiva, fim da passividade do receptor, direito à intercomunicação. Essas mudanças têm enormes repercussões em nossa vida social, econômica, política e simbólica. Estão, por sua vez, relacionadas a sinais de que uma outra lógica de organização das sociedades – capaz de superar a que está baseada no lucro e na competição – é possível e necessária";
- A era da intercomunicação, por Manuel Castells
"A informação e a comunicação sempre foram vetores dos poderes dominantes, dos poderes alternativos, das resistências e das mudanças sociais. O poder de influência sobre o pensamento das pessoas – que é exercido pela comunicação – é uma ferramenta de resultado incerto, porém fundamental. É apenas através do exercício da influência sobre o pensamento dos povos que os poderes se constituem em sociedades, e que as sociedades evoluem e mudam. A repressão física ou mental é certamente uma importante dimensão do poder dominante. No entanto, se um povo modifica radicalmente seu modo de ver as coisas, se ele passa a pensar de maneira diferente e por si mesmo, não há poder que possa se opor";
- O quinto poder, por Ignacio Ramonet
"Há muitas e muitas e muitas décadas que a imprensa e os meios de comunicação representam, no contexto democrático, um recurso dos cidadãos contra os abusos dos poderes. Na realidade, os três poderes tradicionais – Legislativo, Executivo e Judiciário – podem falhar, se equivocar e cometer erros. Com maior freqüência, é claro, nos Estados autoritários e ditatoriais, nos quais o poder político se torna o principal responsável por todas as violações de direitos humanos e por todas as censuras contra as liberdades.Mas também são cometidos graves abusos nos países democráticos, embora as leis sejam democraticamente votadas, os governos eleitos por sufrágio universal e a justiça seja – em teoria – independente do poder executivo. Ocorre o fato de esta condenar, por exemplo, um inocente (como esquecer o caso Dreyfus, na França?); de o Parlamento votar leis discriminatórias para com determinadas categorias da população (foi o caso, nos Estados Unidos, durante mais de um século, em relação aos afro-americanos, e volta a ser, hoje, em relação a pessoas originárias de países muçulmanos com a edição do Patriot Act); de os governos adotarem políticas cujas conseqüências se revelarão funestas para todo um setor da sociedade (é o caso, atualmente, dos imigrantes “sem-documentos” em inúmeros países europeus)".

Canárias: aumenta a procura pelas "low cost"

Garante o "La Provincia" que "el Ministerio de Turismo, Industria y Comercio del Gobierno español destaca este viernes que "en Canarias, aunque el número de pasajeros llegados en compañías tradicionales (69,7 por ciento) siguió siendo superior que en las Compañías aéreas de Bajo Coste (CBC), la evolución de estas últimas fue muy positiva (116 por ciento) frente a la caída continuada de las tradicionales. Alemania concentró el 57,4 por ciento de los pasajeros que llegaron a Canarias, seguida muy de lejos por el Reino Unido con el 14,5 por ciento. Las compañías alemanas, Hapag Lloyd Expresss y Air Berlín fueron responsables de la llegada del 59,7 por ciento de los pasajeros" a las Islas. En general, "todos los aeropuertos tuvieron un comportamiento positivo en relación al mismo mes del año anterior, aunque destacaron tres aeropuertos canarios; Gran Canaria con un 137,9 por ciento, Tenerife Norte con 213,7 por ciento y Fuerteventura con 212,1 por ciento más pasajeros". A nivel nacional, en el mes de noviembre de 2007 llegaron a España 1,6 millones de pasajeros procedentes del extranjero a través CBC. Estas compañías representaron el 41,4 por ciento del conjunto de entradas por vía aérea (3,8 millones) y registraron un crecimiento del 45,7 por ciento respecto al mismo mes de 2006. El grado de ocupación de los vuelos operados por CBC fue similar al de las compañías tradicionales, con valores en torno al 70 por ciento. En noviembre, tres compañías aéreas (Ryanair, Easyjet y Air Berlin)".

Canárias: subsidio de desemprego de 413,5 e salário minimo de 600 de euros

Diz o "El Dia" que "el secretario general de Empleo afirma que estas ayudas han venido creciendo por debajo del salario mínimo interprofesional, pero acumulan un incremento en la presente legislatura del 19,7%. Ejecutivo y sindicatos pactaron una subida del SMI del 5,1% para 2008, porcentaje que equivale a 600 euros al mes. El Ejecutivo se comprometió ayer a incrementar un 3,5% el Indicador Público de Rentas de Efectos Múltiples (IPREM) hasta 516,9 euros, lo que supone que el subsidio mínimo por desempleo -que es el 80% del IPREM- será de 413,5 euros al mes a partir de enero próximo.Así lo anunciaron el secretario general de Empleo, Antonio González, el secretario de Acción Sindical confederal de UGT, Toni Ferrer, y la secretaria de Empleo de CCOO, Lola Liceras, que se reunieron ayer para someter a consulta el decreto para fijar la revalorización del salario mínimo interprofesional (SMI). Así, se ha modificado al alza la cantidad aprobada en los Presupuestos Generales del Estado para el IPREM, que era de 509,2 euros".

Tony Blair converte-se ao catolicismo

Diz o "Público", confirmando uma notícia já esperada que "Tony Blair, o ex-primeiro-ministro britânico, abandonou o anglicanismo para se converter à igreja católica, noticiou hoje a BBC Online. A especulação em torno desta mudança já existia quando Blair ainda habitava o número 10 da Downing Street, uma vez que a sua mulher e os filhos do casal são católicos.Blair tinha confessado um dia que rezou quando teve de decidir se mandava ou não tropas britânicas para o Iraque. E uma das suas últimas visitas oficiais, enquanto primeiro-ministro, foi uma visita ao Vaticano, onde foi recebido peo Papa Bento XVI.“Estou muito contente por ter acolhido Tony Blair na comunidade católica britânica, disse o Cardeal Murphy-O’Connor, chefe da igreja católica de Inglaterra e País de Gales. “As minhas orações estão com ele e com a sua família neste momento de viagem ao encontro da fé”, disse na cerimónia que se realizou na sexta-feira.Também o arcebispo anglicano de Canterbury, Rowan Williams, líder da igreja anglicana, desejou a Blair boa sorte na sua nova viagem espiritual".

Zona Franca da Madeira no "Expresso" (II)

Acerca do trabalho hoje publicado no semanário "Expresso", da jornalista Ana Sofia Santos, e dedicado à Zona Franca da Madeira, trasncrevbo a segunda parte do mesmo:
Uma ideia inovadora
Vinte anos depois de ter entrado em pleno funcionamento, a praça madeirense é responsável por quase um quarto da riqueza gerada na ilha
20.10.1980
Criação da zona franca da Madeira, denominada Centro Internacional de Negócios da Madeira. O conceito era inovador e não foi, de início, bem acolhido na ilha. No Continente ainda são várias as vozes que lhe chamam paraíso fiscal. Em 1986 foi definido o regime de benefícios fiscais e financeiros para a praça.
1987
Levou sete anos até que a praça começasse a funcionar. Neste ano foi concessionada, por 30 anos, à Sociedade de Desenvolvimento da Madeira, que é detida em 75% pelo grupo Pestana, sendo o restante da Região Autónoma da Madeira.
1994
Foi autorizada a instalação de sociedades financeiras de raiz na praça madeirense. Cinco anos antes tinha sido criado o Registo Internacional de Navios da Madeira e deu-se início à construção das primeiras infra-estruturas industriais. Em 1997 já existiam 2500 empresas a funcionar na zona franca da ilha.
2002
Depois de um período difícil de contenda com a Comissão Europeia sobre as condições de admissão de empresas, a zona franca marcou a sua posição de rigor ao não ser incluída na ‘lista negra’ do Grupo de Acção Financeira nem na lista de paraísos fiscais da OCDE.
2007
A Comissão Europeia aprovou o novo regime de ajudas de Estado à zona franca da Madeira, que se aplica às empresas que entrarem na praça entre 2007 e 2013 e se prolonga até 2020. Foi o respirar de alívio depois da subida do IVA e da aplicação de Pagamento Especial por Conta às empresas da zona franca.
NÚMEROS
4
mil é o número de empresas sedeadas na zona franca da Madeira, cuja maioria está ligada aos serviços internacionais; na parte industrial, o sector alimentar e de bebidas é o que tem maior expressão
26%
das empresas da praça são originárias de Itália, seguindo-se a Espanha e a Suíça; há mesmo empresas de um dos principais concorrentes da Madeira, o Luxemburgo
3
mil é o total de empregos directos e indirectos criados pelo Centro Internacional de Negócios da Madeira; ganham, em média, mais 70% do que a restante população activa da ilha
23%
é o contributo da zona franca para o Produto Interno Bruto da Região Autónoma, que ronda os 4 mil milhões de euros por ano; deste total, apenas 3% é gerado pelas empresas da área financeira
10
milhões de euros é o orçamento da Sociedade de Desenvolvimento da Madeira, que se financia com parte das taxas de funcionamento que são pagas anualmente pelas empresas (o restante são receitas públicas); tem 32 trabalhadores e uma forte representação nos mercados alvo da zona franca, como França, Alemanha ou EUA
25%
do total de Investimento Directo Estrangeiro que vem para Portugal é captado através da zona franca da Madeira, segundo dados do Banco de Portugal
TRÊS PERGUNTAS A
Francisco CostaPresidente da SDM
P Esta praça é um «off-shore»?
R Não. A Madeira beneficia de um regime de auxílios do Estado adequado à sua condição insular. A nossa praça segue as leis nacionais e as empresas também são supervisionadas pelos reguladores, como a CMVM ou o Banco de Portugal.
P Porque é que a zona franca ainda tem má imagem?
R Jogos político-partidários colaram-nos o rótulo de paraíso fiscal.
P Todas as empresas que estão instaladas na zona franca da Madeira têm substância?
R A zona franca está a consolidar-se e são muitos os casos de empresas que estão a crescer.

Zona Franca da Madeira no "Expresso" (I)

Publica hoje o semanário "Expresso" um trabaho da jornalista Ana Sofia Santos, dedicado à Zona Franca da Madeira e com o título "Zona franca da Madeira quer IVA mais baixo até 2015". Diz a autora que a "tributação dos serviços à distância vai mudar, e a ilha quer compensar a perda de receita. Ainda há muito espaço para ocupar na área industrial da zona franca da Madeira. Na extremidade leste da ilha ficam os 138 hectares do parque, dos quais cerca de 50% aguardam por inquilinos. Já lá vai o tempo em que só de barco, e mais tarde de burro, se conseguia alcançar esta parte da ilha. Agora, o acesso é fácil, graças aos avultados investimentos em rodovias e túneis que atravessam a Madeira, fazendo lembrar um queijo suíço. À custa de terraplenagens, a morfologia acidentada do terreno foi domesticada, e há várias parcelas prontas a receber empresas. Segundo a Sociedade de Desenvolvimento da Madeira (SDM), que detém a exploração da zona franca, são 48 as empresas que optaram por se fixar naquele centro industrial e beneficiar de um regime fiscal mais favorável. Ao todo empregam cerca de 800 pessoas e fornecem sobretudo o mercado regional, já que os elevados custos de transporte limitam a actividade exportadora. Esta é apenas uma das faces mais visíveis do Centro Internacional de Negócios da Madeira, que no total conseguiu atrair mais de 4 mil sociedades, das quais apenas 6% são originárias de Portugal e cujo somatório dos capitais sociais ascende a mais de 10 mil milhões de euros. Apenas pouco mais de 30 são entidades financeiras e de seguros, que a partir de 2011 perdem o direito de usufruir de benefícios fiscais. No rescaldo da aprovação, pela Comissão Europeia, do prolongamento da zona franca da Madeira até 2020, os empresários desta praça foram surpreendidos com o acordo a 27 - atingido no âmbito da presidência portuguesa da União Europeia - para a cobrança de IVA dos serviços à distância (onde se incluem comércio electrónico, telecomunicações, rádio e televisão). A partir de 2015, o IVA passará a ser cobrado no país do consumidor e não pelas autoridades fiscais do local onde fica a sede do vendedor. Ou seja, daqui a oito anos, o IVA de 15% praticado na Madeira deixa de beneficiar as empresas com este tipo de negócio, que contribuem com 45 milhões de euros para os cofres regionais.
Contido, o presidente da SDM, Francisco Costa, questiona o que estaria no outro prato da balança para levar o Governo português a apoiar uma mudança que “afecta negativamente os interesses nacionais”. Como compensação, Francisco Costa sugere que o Governo central permita baixar a actual taxa de IVA durante os próximos oito anos, o tempo que falta para as novas regras entrarem em vigor. O presidente da SDM diz estar “convencido” de que a entrada de novas empresas compensaria a perda fiscal. E lembra que, de acordo com as novas regras do financiamento local, as contas públicas nacionais não seriam lesadas. Escusa-se a propor uma alternativa aos actuais 15%, taxa esta que foi agravada dois pontos percentuais em 2005 - o suficiente para, à época, afastar o gigante norte-americano Yahoo!, que esteve quase a sedear-se na Região Autónoma.
Já Frederico Silva, presidente da Comissão Executiva da New Madeira (empresa de serviços de investimento que resulta do «spin-off» do maior escritório de advogados da região), arrisca uma “taxa mais sexy” de 10%. O empresário lamenta o facto de Portugal ter “transmitido ao mercado internacional que não estava interessado em proteger a sua zona franca, tal como o Luxemburgo fez”. E lembra que as entidades gestoras organizam várias sessões de promoção da praça, que também levam o nome de Portugal aos maiores mercados mundiais"

Funchal: Comerciantes queixosos

Continuam os comerciantes da baixa do Funchal – e confesso que tenho sentido muita pena deles, alguns dos quais conheço há muitos anos - a queixar-se que os negócios nesta quadra natalícia nunca estiveram tão mal como este ano. Curiosamente nem se queixam do estacionamento regra geral a justificação para as dificuldades. O que eles me dizem, porque é isso que as pessoas, os consumidores lhes dizem, é que não há dinheiro para compras, as pessoas estão endividadas, os salários suplementares (subsídio de Natal) servem para regularizar dívidas, os ordenados não aumentam, mas tudo o resto sobe em flecha como se vivêssemos num país de ricos. Assim não vamos lá. Uma realidade que lamento profundamente.

Uma decisão (II)

Agradeço ao Tino e ao “Farpas” mas a decisão está tomada. Tal como uma “andorinha não faz a primavera”m, não é por causa de mais blog ou menos blogger que a blogoesfera perderá o seu lugar. Aliás, tenho que dizê-lo, conhecemo-nos uns aos outros, mais não seja de vista, sabemos que estamos em posições políticas distantes, que temos em função disse e em nome da coerência de defendermos essa diferença de opinião e de pensamento, mas soubemos manter, sabemos manter, a elevação na diferença com respeito, mesmo com algumas “provocações” à mistura que nunca ultrapassaram os limites do razoável. O pessoal do “Farpas” sabe que eu os tenho em elevada consideração. Mas há sempre um tempo para tudo.

Desporto: a instabilidade que exige um repensar (II)

No seguimento do que antes referi, acho verdadeiramente estranho (ou talvez não?) que o meu União, apesar de liderar a sua zona, esteja ciclicamente envolvido em problemas financeiros que supostamente não deveriam afectar uma equipa que quer subir. Julgo que esta situação esconde uma realidade financeira e de gestão mais grave, de descalabro total, que tem a ver com todos os clubes regionais e que ainda não rebentou com um estrondo do tamanho do mundo, devido à cumplicidade colaborante de instituições bancárias que tudo têm feito para impedir o descalabro. Diz o DN local de hoje que "se até ao próximo dia 29 não lhes for pago o valor em atraso, alguns técnicos, massagistas e motoristas do Clube de Futebol União poderão faltar ao regresso ao trabalho. Segundo apurámos, os valores em causa variam consoante os casos, havendo, quem se queixe de ter cinco meses em atraso. Por isso mesmo, se a situação não for regularizada, no dia do primeiro treino após o Natal poderão não marcar presença no complexo do clube. Roberto Marote, presidente do União, nega a existência de salários em atraso: "Todos os funcionários com vínculo com o clube têm os salários em dia". Mesmo assim, admite que entre os colaboradores do clube possam existir alguns atrasos, mas nunca de cinco meses".

Desporto: a instabilidade que exige um repensar (I)

Não tenho dúvidas que a realidade desportiva regional exige a coragem de repensarmos muita coisa, sobretudo quanto ao modelo de funcionamento dos clubes e à sua estabilidade financeira. A dependência face aos subsídios oficiais é quase total pelo que qualquer "tosse" nos pagamentos oficiais, dá origem imediatamente a situações de incumprimento que em nada abonam a favor das instituições e do desporto regional em geral. Embora seja evidente, e todos saibam, que esta realidade não é um fenómeno apenas regional, mas antes nacional. E cada vez mais grave. Vem isto a propósito da notícia hoje veiculada pelo DN local segundo o qual "depois de mais duas greves a treinos, os jogadores da equipa de hóquei em patins do Portosantense conseguiram que a SAD lhes pagasse um dos dois meses que estavam em atraso.Um cheque entregue na quinta-feira à noite permitiu que os atletas ainda pudessem fazer o levantamento ontem no banco e treinassem de manhã com vista ao jogo de hoje à noite (21 horas) com a Juventude Ouriense, que segue na posição de 'lanterna vermelha".

Entrevista de João Jardim

O Presidente do Governo Regional da Madeira concede hoje ao "Jornal da Madeira", uma extensa entrevista que recomendo seja lida, mesmo pelos políticos ou pelas pessoas que não concordam com Alberto João Jardim ou que ideologicamente estejam nos antípodas em relação a ele. A democracia e a necessidade de informação convida-nos a dar atenção a conteúdos jornalísticos importantes, como é o caso. Aqui.

Não façam nada, por favor...

"Rochedo cheio de fissuras em risco de desabar". Com este título noticia o DN local que "parte do troço da estrada de acesso ao sítio da Maiata, na freguesia do Porto da Cruz, ameaça a qualquer instante poder ficar soterrado pelo rochedo que o envolve.O perigo de desabamento é perceptível, não só para quem olha para a encosta estando mesmo à distância - situada a Este do centro da freguesia - mas sobretudo por qualquer transeunte que por ali circule. A imponente e perigosa escarpa está repleta de fissuras, algumas das quais já de assinalável dimensão, deixando assim bem expresso que a qualquer momento qualquer parte deste rochedo pode mesmo vir abaixo. A situação não é nova, uma vez que esta realidade já se arrasta há vários anos (...)". Por favor não façam nada! Deixem aquela porcaria assim como está e se realmente oferece perigo, deixem-na cair por ali abaixo e matar alguém e depois vão lá com máquinas e pessoal! Dá tempo...

Pouca vergonha!

Li hoje no DN local, uma vez mais no seguimento do que antes aqui referi, que "uma discussão que ameaçava descambar numa cena de pancadaria teve de ser sanada ontem à tarde com a intervenção de agentes da PSP. O motivo da alteração teve a ver com a falta de pagamento de ordenados. Vários trabalhadores do sector da construção civil, a maioria quais oriundos de países do Leste da Europa, entraram num salão de diversões localizado na zona do Mercado dos Lavradores para exigir as quantias em atraso ao empreiteiro, de nacionalidade brasileira. Como o patrão respondeu que não podia pagar, os ânimos exaltaram-se a tal ponto de ser previsível que a força física ia começar a ser empregue entre os contendores. Foi a chegada de agentes da PSP que impediu o confronto, todos foram convidados a dispersar". Perante estes factos, nem a ASSICOM; pode estar de braços cruzados, nem as autoridades podem ignorar os factos, sobretudo a partir do momento em que a PSP pode identificar os envolvidos. Um empresário da construção, brasileiro, que não paga a trabalhadores do leste europeu? A que ponto esta pouca vergonha chegou! Querem ver que a culpa ainda é do Governo Regional ou de alguma Câmara Municipal, querem ver?"! Investiguem e ponham este brasileiro daqui para fora, caso se confirme comportamento desonesto e corrupto. Expulsem o indivíduo imediatamenete.

Vejam só...

No seguimento do que antes referi, diz o DN de Lisboa, hoje, em texto do jornalista Amadeu Araújo, que o Estado "deve cerca de meio milhão de euros aos bombeiros em despesas extraordinárias no combate aos incêndios florestais deste Verão. A Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) ainda não pagou estas verbas e tem igualmente havido atrasos no pagamento de despesas com combustíveis e o reembolso das verbas pagas à segurança social. Agora, a Liga de Bombeiros Portugueses (LBP) reclama a adopção de medidas urgentes para por cobro a uma situação que "causa enormes transtornos à actividade das associações". Como é que este Estado pode ser sério?

Os abusadores...

A propósito da operação financeira junto da banca a que a Câmara da Calheta vai formalizar, acho que as entidades públicas deveriam ter o maior cuidado relativamente a certos indivíduos e empresas sem escrúpulos que andam por aí de má-fé, de "pança-cheia" e a "arrotar postas de pescada", sem pagarem nada a ninguém, provavelmente a meterem o dinheiro ao bolso, tudo porque o “governo não paga” ou a Câmara não sei de onde “deve dinheiro”. A imagem das entidades públicas, sobretudo perante estes argumentos, é a de que é que são as culpadas pela situação criada. Eu sei que a realidade financeira e orçamental regional nunca foi tão má como hoje. Mas é preciso fazer alguma coisa em nome da preservação da dignidade das instituições públicas, governativas ou autárquicas, junto destes oportunistas. É por isso que sou um adepto, incondicional da divulgação da lista das dívidas do Estado, para que de uma vez por todas se desmascarem estes corruptos que por aí andam a encher a pança muitas vezes sem pagarem os seus trabalhadores.

Camara da Calheta de parabéns

Diz o DN local, com destaque, que a Câmara da Calheta vai contrair empréstimo de 11 milhões para pagar calores. Se querem que vos diga eu acho bem, acho que as edilidades deviam ser obrigadas a essa tipo de operação financeira para cumprirem os seus compromissos assumidos com terceiros, evitando-se uma bola-de-neve com consequências negativas para as empresas e para as pessoas e a economia regional em última instância. As Câmaras sabem quais as receitas que têm, o Tribunal de Contas avaliza, ou não, essa operação, pelo que antes de andarem a fazer “festanças” quando devem milhões, deveriam pagar o que devem e, com o que ficar, façam as festarolas que entenderem. Por isso estão de parabéns, mais uma vez, Manuel Baeta e a Câmara Municipal da Calheta. E já agora: por acaso não foi a Câmara Municipal de Lisboa a fazer exactamente o mesmo só que no montante de 400 milhões de euros? E não era o seu Presidente, de uma Câmara completamente falida, que queria que essa operação fosse de 5600 milhões?